Celsius
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colheita de 2005, envelhecido em cascos de carvalho. []
é melhor confirmar
Aquilo foi em Abu Dhabi, onde o alcool não é permitido...[
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colheita de 2005, envelhecido em cascos de carvalho. []
é melhor confirmar
Aprecio e enalteço a garra de Alonso, Hamilton e Raikkonen, mas como indivíduos, aos dois primeiros só me apetece bater-lhes.Este GP sendo novo para todos acabou por mostrar alguns pormenores engraçados.
1º O RedBull é o carro mais equilibrado em todas as pistas
2º O Ferrari é o contrário...
3º O Hamilton tem crescido muito e é na minha opinião um dos melhores pilotos do pelotão.
4º O Vettel ainda é "puto" e ainda depende muito do carro.
5º O Alonso esforça-se ao máximo para chupar tudo o que o carro tem para dar, mas não se deu bem com a pista.
6º O Massa é inconstante faz a melhor corrida do ano, e depois é capaz de fazer a pior.
7º O Schumacher numa pista nova e com um carro de treta e sem pneus, consegue uma excelente "1 sprint lap" depois em corrida n deu para aguentar.
Mas o maior deles todos, o verdadeiro é o Kimi!!! [Aprecio e enalteço a garra de Alonso, Hamilton e Raikkonen, mas como indivíduos, aos dois primeiros só me apetece bater-lhes.
Também não vou à bola com a dupla da Red Bull. Há uns anos ainda se dizia que o Webber era um gentleman, mas se alguma vez foi também já lhe passou. O único que acho que é sempre 100% correcto dentro e fora da pista é o Button.
Lewis Hamilton despede-se da McLaren no Brasil
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Para além da discussão do título, outra das situações que vai suscitar alguma curiosidade no GP do Brasil é a despedida de Lewis Hamilton da McLaren, um piloto com uma história incrível com a equipa de Woking, que começou, quando uma dia, tinha Hamilton apenas dez anos, disse a Ron Dennis: “Um dia quero guiar para a tua equipa”. O enlace aconteceu em 2007, e no ano seguinte Lewis Hamilton sagrava-se campeão do mundo de F1 pela equipa inglesa. Durante este caminho e ao longo de seis anos, Hamilton obteve 21 vitórias, 25 poles, 11 voltas mais rápidas e alcançou 913 pontos.
Lewis Carl Davidson Hamilton nasceu em 7 de Janeiro de 1985, em Stevenage, no condado de Hertfordshire. Filho de um inglês negro e de uma britânica branca, tornou-se no primeiro piloto de cor a correr num GP de F1 e o primeiro negro a sagrar-se campeão do Mundo de F1, em 2008. Não foi, no entanto, o primeiro piloto negro a sentar-se ao volante de um F1, pois Willy T. Ribbs, norte-americano, chegou a testar um Brabham de F1 em 1986, aos 30 anos.
Lewis herdou o seu nome do atleta norte-americano Carl Lewis, de quem o seu pai era fã. Este, chamado Anthony, tinha raízes em Granada, uma ilha as Caraíbas, de onde a sua família emigrou para Inglaterra, na década de 50 – por isso, a cor da sua pele. A sua mãe chamava-se Carmen Brenda Larbalestier – hoje Lockhart, fruto do seu segundo casamento; gosta que a tratem por Brenda.
Os pais de Lewis separaram-se quando ele tinha apenas dois anos e ficou a viver com a sua mãe e as suas meias-irmãs Nicola e Samantha até aos 12 anos, quando foi viver com o pai, com a sua madrasta Linda e com o seu meio-irmão Nicolas, que tem paralisia cerebral. Apesar de longe do pai, este desde sempre foi presente na sua vida – e foi ele quem lhe incutiu o gosto pela competição automóvel. Bom, mais ou menos: na verdade, o primeiro cheirinho a gasolina queimada teve-a a partir do motor de um carro radio comandado que o pai lhe ofereceu aos seis anos e com o qual terminou no segundo lugar o campeonato britânico deste tipo de viaturas, no ano seguinte! Tinha sete anos, é sempre bom recordar… E ganhou corridas lutando contra pilotos adultos, façanha que ainda hoje gosta de reviver. Como prémio, o pai ofereceu-lhe de presente um “kart”, pelo Natal, garantindo-lhe então que era capaz de apoiar a sua carreira, trabalhando mais horas na escola. Mas isso depressa se tornou complicado, afastando-o mesmo da sua posição de diretor, por falta de tempo. Como resultado, chegou a ter três empregos em simultâneo, ao mesmo tempo que fazia das tripas coração para estar em todas as corridas do filho. Mas lá foi conseguindo e, quando montou a sua própria empresa de computadores, ficou com mais disponibilidade e tornou-se “manager” de Lewis, função que ocupou até ser afastado pelo filho, no ano passado, que o substituiu por Simon Fuller.
Lewis Hamilton foi educado a crença católica, por imposição do seu pai. Estudou na escola católica “John Henry Newman”, na sua cidade natal e, ao mesmo tempo que se interessava pelas corridas, jogava futebol na equipa da escola – mais tarde, confessou que, se não tivesse sido piloto, teria ido para futebolista ou, quiçá, para jogador de críquete, que ele também jogou nos seus primeiros anos de estudante. Competitivo em tudo o que se metia, Lewis Hamilton foi cinturão negro de karaté, modalidade de defesa pessoal que praticou como forma de lutar contra o “bullying” que sofreu na escola.
O chamado de Ron Dennis
Hamilton começou a correr em “karting” em 1993, participando nos campeonatos organizados pela pista de Rye House, próximo de sua casa, começando rapidamente a vencer na categoria Cadete.
Então, aos dez anos, numa ação promocional em que estava presente, aproximou-se de Ron Dennis, o diretor da equipa McLaren de F1 e apresentou-se: “Olá. Sou o Lewis Hamilton, ganhei o campeonato britânico [de “karting”] e um dia quero correr nos seus carros.” Estupefacto, Dennis baixou o olhar para o destemido petiz e disse-lhe, enquanto assinava o autógrafo num caderno que ele lhe estendia. “Está bem. Liga-me daqui a nove anos e verei se há qualquer coisa para ti.”
Mas não foi preciso esperar tanto tempo: Hamilton era piloto da equipa Zip Young Guns Karting Team, do lendário Martin Hines e, depois dos Cadetes, progrediu para a categoria Junior Yamaha, vencendo sempre. Dennis acabou por lhe ligar dois anos depois, em 1998, após Hamilton ter ganho o seu segundo campeonato britânico e a categoria adicional Super One Series. Fiel à sua palavra, inscreveu-o no programa de desenvolvimento de pilotos da McLaren e deu-lhe um contrato para assinar. Esse contrato incluía uma opção para a F1, o que fez de Lewis o mais jovem piloto de sempre a ter assinado um contrato que tinha a F1 como uma das suas cláusulas – tinha 13 anos!
Campeão na GP2 na estreia…
Feliz por ver a F1 ao fundo do túnel, Lewis Hamilton continuou imparável, nos anos que se seguiram. Intercontinental A (1999), Formula A (2000) e Formula Super A (2001) – e, pelo meio, foi ainda campeão da Europa de Formula A, com o máximo de pontos possível, em 2000. Nestes anos, teve como colega de equipa outro jovem leão, também ele fortemente apoiado pela Mercedes: Nico Rosberg, mais tarde piloto de F1 precisamente na… Mercedes e que, curiosamente, irá encontrar, de novo como colega de equipa, em 2013, exatamente a Mercedes! E ainda dizem que o destino não está traçado!
No final de 2001, estreou-se em corridas de monolugares, participando no campeonato de inverno da Fórmula Renault britânica, que terminou em quinto lugar, resultado lisonjeiro depois da sua habituação não ter começado muito bem, ao destruir o carro logo na terceira volta da sua primeira sessão de testes! No ano seguinte, com um contrato completo com a Manor Motorsports para o campeonato principal, foi terceiro, com três triunfos e três “poles” e, em 2003, ainda com a Manor, dominou o campeonato, vencendo-o com um total de dez vitórias e 419 pontos. Campeão por antecipação, falhou as últimas duas jornadas, para se estrear na F3 britânica, mas não foi feliz: abandonou na primeira com um furo e, na segunda, foi parar ao hospital após um acidente com o seu colega de equipa, Tor Graves! Vingou-se nos GP de Macau e da Coreia, tendo assinado a “pole position” neste último, fato tanto mais importante quanto era apenas a sua quarta corrida de F3!
Estes resultados abriram o apetite das equipas de F1 e, ainda com 17 anos, foi sondado para se tornar o mais jovem piloto de sempre na F1, o que ele recusou, dizendo que isso não era o seu objetivo, mas sim chegar à F1 com o máximo de experiência possível. Em 2004, a Williams tentou mesmo que ele assinasse, mas Lewis Hamilton recusou, até porque a equipa tinha motores BMW, que não quis apoiar a sua carreira no futuro. Por isso, Hamilton renovou a sua ligação com a McLaren, que o colocou com a Manor nas Euro Seris de F3, campeonato que terminou no quinto lugar, com uma vitória. Mais tarde, ainda nesse ano, ganhou o GP do Bahrain de F3 e, finalmente, teve o seu primeiro teste de F1, claro que com a McLaren, em Silverstone: tinha 19 anos.
Em 2005, Hamilton assinou com a ASM, que tinha acabado de ser campeã nas Euro Series e dominou o campeonato, ganhando 15 das 20 corridas. Na verdade, venceu 16, mas foi desclassificado em Spa por razões técnicas, que atingiram vários outros pilotos. Ganhou ainda o Marlboro Masters de F3, em Zandvoort, uma espécie de “Campeonato do Mudo” de F3 numa só corrida.
Depois disso, apenas havia uma hipótese: fazer a GP2, antes de entrar para a F1. Da ASM, passou para a ART Grand Prix, que tinha ganho a GP2 em 2005 com… Nico Rosberg. Sem se impressionar, Hamilton ofereceu novo título à equipa, ganhando a GP2 no seu primeiro ano, com cinco triunfos na primeira metade do calendário e sete subidas ao pódio (cinco segundos lugares e dois terceiros) na segunda parte da temporada, batendo Nelson Piquet Jr. e Timo Glock.
… E de F1 logo no segundo ano
A sua temporada a GP2 coincidiu com um ano de 2006 bastante movimentado na equipa McLaren de F1, que de repente se viu sem os seus dois pilotos – Juan Pablo Montoya foi para a Nascar e Kimi Raikkonen assinou com a Ferrari para 2007. Fernando Alonso rapidamente assinou com a equipa britânica, para defender aí o que seria, mais tarde, o seu segundo título de Campeão do Mundo mas, para o lugar de segundo piloto, os nomes mais falados eram Pedro de la Rosa, Gary Paffett e… Lewis Hamilton. Este foi confirmado nesse lugar no final de Setembro, embora a notícia apenas tivesse sido divulgada a meio de Novembro, uma decisão polémica e que deu azo a semanas de especulação estéril, indiciando na verdade o que iria ser o primeiro ano de Hamilton na F1.
E esse ano foi tudo menos pacífico. Apesar de ser segundo piloto, Lewis Hamilton nunca aceitou, na prática, essa posição, lutando taco a taco com o seu colga de equipa Fernando Alonso e com os que defendiam o ascendente do asturiano dentro da formação liderada por Ron Dennis, que desde sempre se assumiu como um fã indefetível do jovem lobo britânico.
Uma luta interna sem tréguas, que durou toda a temporada e se foi azedando de dia para dia, tornando a vida negra para Alonso, enquanto o feitio arrogante e destemido de Hamilton ia abrindo brechas na confiança do espanhol. Na última corrida do ano, ambos poderiam ser campeões do Mundo mas, uma vez mais, a falta de apoio a Alonso e erros de Hamilton tiveram como resultado a derrota total – e o título foi para Kimi Raikkonen, da Ferrari, por um ponto de vantagem sobre os dois, que ficaram empatados, no segundo lugar, com o mesmo número de pontos.
A saída de Fernando Alonso tornou-se inevitável e, enfim só, Lewis Hamilton ganhou o campeonato no ano seguinte, sagrando-se campeão do Mundo de F1 na sua segunda tentativa, aos 23 anos e tornando-se ainda o primeiro piloto negro a fazê-lo. Mas, contudo, apesar de não ter oposição dentro da McLaren, a sua tarefa não resultou fácil – e foi campão com um ponto de vantagem apenas, de novo na última corrida do ano (GP do Brasil) e uma vez mais contra um piloto da Ferrari, neste caso Felipe Massa. O brasileiro foi, na realidade, o campeão do Mudo de F1 mais efémero de todos os tempos, ao festejar o título durante 38,907 segundos – exatamente o tempo que Lewis Hamilton levou a chegar à meta, depois de Massa ter ganho a corrida. O seu quinto lugar foi suficiente para lhe garantir a coroa…
Sempre na luta direta
Depois deste título, Lewis Hamilton nunca mais foi campeão do Mundo de F1. Mas esteve sempre a crista da onda, umas vezes a descer, outras a subir – e sempre de acordo com a sua moral, que se mostrou demasiado permeável às contrariedades da vida e, especialmente, as amorosas. Destemido e arrogante em pista, protagonizou ao longo de todos estes anos – em que se manteve sempre na McLaren – momentos menos ortodoxos e colecionou alguns ódios de estimação entre os seus pares. Apesar de tudo, nunca as suas qualidades como piloto e a sua proverbial rapidez foram colocadas em causa – tornando-se, aliás, um dos melhores pilotos instintivos de sempre, que se foi aperfeiçoado nos últimos anos, à medida que a sua vida pessoal se foi acalmando e estabilizando e, principalmente, depois de ter despedido o pai, Anthony, do seu papel de “manager” (quase) vitalício.
O seu melhor ano foi o de 2010, em que ganhou três GP (contra dois em 2009 e o mesmo número nos anos seguintes, incluindo o atual), terminando em 4º lugar o campeonato, com 240 pontos. Este ano, foi um dos candidatos ao título até determinada altura, mas o périplo asiático não correu nada bem, somando apenas 23 pontos em cinco corridas, facto que o afastou definitivamente da luta pelo título. A rapidez está lá, como bem provou o fim de semana passado em Austin, no Texas, e no Brasil vai terminar uma ligação muito forte à McLaren. Como vai ser o seu futuro, ninguém sabe...
Ler mais: A segunda despedida de Michael Schumacher - Autosport.ptA segunda despedida de Michael Schumacher
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O Grande Prémio do Brasil de 2012 ficará também marcado pela segunda despedida de Michael Schumacher, seis anos depois de o ter feito pela primeira vez. Depois duma bem sucedida passagem pela Ferrari, que acrescentou cinco títulos aos dois já trazidos da Benetton, na sua segunda vida na F1, com a Mercedes, apenas alcançou mais um pódio para o seu currículo. O seu jovem companheiro de equipa, Nico Rosberg, bateu-o quase sempre, e o veterano alemão sai da F1 quase pelo fim da tabela, como sucedeu em Austin, nos EUA, onde foi 16º a uma volta do vencedor: “Não esperava estes resultados nesta segunda fase da minha carreira. Quando voltei, em 2010, pensei que mas bastariam dois anos com a Mercedes para chegar ao título, mas a verdade é que como equipa nunca estivemos em posição de lutar pelos lugares da frente ao longo destas três temporadas. Pessoalmente, saio convencido que ainda posso lutar ao mais alto nível, como demonstrei em diversas ocasiões, sobretudo nos últimos dois anos. Mas como equipa faltou-nos muita coisa, mais a nível técnico do que de gestão, e os resultados não apareceram. Não era isto que tinha planeado, mas a vida é assim e tenho de aceitar que este é o momento de parar, sem mais vitórias para acrescentar às que já tinha.”
Super-Campeão
Michael Schumacher nasceu a 3 de janeiro de 1969 em Hürth, uma vila perto da fronteira com a Bélgica e a não muito grande distância de dois dos templos do automobilismo mundial: Nurburgring, na Alemanha, e Spa-Francorchamps, na Bélgica
Filho de Rolf, um pedreiro, e de Elisabeth, as origens de Michael Schumacher são do mais vulgar que imaginar se possa mas, quando Michael tinha quatro anos, o seu pai modificou um kart a pedais, adicionando-lhe um pequeno motor de uma moto. A experiência não podia ter corrido pior ao jovem Michael, pois acertou em cheio num poste de iluminação, numa rua de Kerpen. Assustado, o seu pai decidiu de imediato que era tempo de acabar com este tipo de brincadeiras perigosas e inscreveu o rebento na pista de karting que existia a localidade vizinha de Kerpen-Horren – e Michael tornou-se o mais jovem membro do clube local.
O caminho para a F1
Insatisfeito com os progressos do pequeno, o pai Rolf construiu-lhe um kart mais competitivo, feito com peças avulso e, aos seis anos, Schumacher ganhou o seu primeiro campeonato de clube. Para apoiar o jovem prodígio, Rolf arranjou um segundo trabalho, ajudando a reparar e a alugar karts, enquanto a sua mulher começou a trabalhar na cantina do kartódromo. Contudo, quando Michael precisou de um motor mais competitivo, este ficava em 800 marcos – sem dinheiro para isso, a solução foi encontrar o apoio dos comerciantes locais, que passaram a suportar a carreira do jovem.
Na Alemanha, apenas aos 14 aos é possível a um jovem conseguir licença desportiva para pilotar karts. Decidido a contornar a lei, o pai Rolf atravessou a fronteira próxima com o Luxemburgo e, aos 12 aos, Michael já tinha uma licença oficial de piloto.
Em 1983, obteve licença alemã e, no ano seguinte, ganhou o Campeonato Júnior de Karting. Daí em diante, Michael Schumacher venceu diversos campeonatos nacionais e europeus, entrando para a equipa Eurokart, de Adolf Neubert, em 1985. Quando, dois anos mais tarde, venceu os títulos alemão e europeu de Karting, Schumacher deixou a escola e começou a trabalhar como mecânico.
1988 foi o ano em que subiu o degrau para os monolugares, participando nos campeonatos de Fórmula Ford e de Fórmula Koenig, ganhado o último, após uma primeira polémica, quando colocou fora de pista, na derradeira corrida no Nürburgring, o seu mais perigoso adversário.
Em 1989, Michael Schumacher assinou com Willi Weber, dono da equipa WTS, que corria no Campeonato Alemão de F3. A partir daí, e durante décadas, os dois homens selaram uma longa relação – foi com a ajuda de Weber que Schumacher competiu (e ganhou) no campeonato alemão, vencendo ainda o GP de Macau, no final desse ano.
Até começar, em 1991, sem aviso prévio, uma carreira na F1 que se revelaria a mais magnífica e acima de qualquer façanha assinada por qualquer outro mortal, Michael Schumacher fez parte, com os seus rivais na F3, Heinz-Harald Frentzen e Karl Wendlinger, do programa de desenvolvimento de jovens pilotos da Mercedes, correndo no Campeonato do Mundo de Sport-Protótipos. Uma escolha pouco vulgar para quem queria atingir a F1 – mas que Weber lhe garantiu ser a melhor forma de começar a lidar com a pressão. Além disso, pilotar carros tão potentes como o Sauber C11/Mercedes apenas seria benéfico para a sua carreira – e, por isso, Schumacher não fez o percurso normal nessa época, que era chegar à F1 através da F3000.
No final de 1990, Schumacher ganhou a última corrida da temporada, no Autódromo Hermanos Rodríguez, no México, acabando o campeonato no quinto lugar, apesar de ter feito apenas três das nove corridas do calendário.
Michael Schumacher continuou com o Junior Team da Mercedes no ano seguinte, voltando a vencer a última corrida, na pista japonesa de Autopolis e terminado em nono o campeonato. Fez também as 24 Horas de Le Mans, classificando-se em quinto lugar e partilhando o carro com Wendlinger e Fritz Kreutzpointner. Foi também neste ano que fez a sua única corrida de F3000, no campeonato do Japão – acabou-a em segundo lugar. Mas, principalmente, 1991 ficou como o ano em que se estreou na F1.
Títulos e polémicas… mas na F1
Sucedeu a 25 de Agosto, na pista de Spa-Francorchamps, palco do GP da Bélgica, a 11ª corrida desse ano: depois de um impressionante primeiro teste em Silverstone, na semana anterior, Michael Schumacher, então com 22 anos, pilotou o Jordan/Ford com o nº 32, em substituição de Bertrand Gachot, que tinha sido preso em Londres, por agredir um taxista com gás-pimenta numa rixa de rua. Piloto ainda sob contrato com a Mercedes, Schumacher teve ainda que esperar que a Mercedes pagasse a Eddie Jordan 150 mil dólares. Schumacher apenas tinha ido a Spa como espetador, nunca ali tendo corrido. Mas, mal ali chegou, recusou a ajuda do seu colega de equipa, Andrea de Cesaris, que se ofereceu para lhe mostrar o traçado e, montando-se numa bicicleta que trazia sempre consigo, percorreu Spa cuidadosamente. E parece que isso deu resultado – nos treinos, qualificou-se em sétimo lugar, oferecendo à equipa a melhor posição numa grelha de partida nesse ano e, mais que isso, humilhando o veterano De Cesaris, que ficou 11 posições atrás de si. Infelizmente, na corrida, Schumacher abandonou logo na primeira volta, com problemas de embraiagem – mas deixou todos de boca aberta; o conceituado jornalista Joe Saward garantiu mesmo que ele era o melhor talento alemão desde Stefan Bellof, que tinha morrido ali mesmo, em 1985.
Depois desta estreia tonitruante e apesar de ter chegado a um acordo de princípio com a Jordan para o resto da temporada, Michael Schumacher assinou com a Benetton para pilotar a corrida seguinte. Jordan levou o caso aos tribunais britânicos, mas perdeu, pois não tinham ainda assinado nenhum contrato. Schumacher fez o resto da temporada na Benetton e conquistou quatro pontos em seis corridas, tendo a sua melhor classificação acontecido logo na sua segunda corrida, em Monza, onde foi quinto, na frente do seu conceituado colega de equipa, o tricamepão do Mundo Nelson Piquet.
Primeira época – e incompleta! – e primeira polémica. Seria assim a sua carreira na F1, onde obteve um total de sete títulos. Dois foram logo com a Benetton, em 1994 e 1995, ficando o primeiro assinalado por ter sido no ano da morte de Ayrton Senna, o rival com quem nunca teve a oportunidade de lutar com armas iguais. Ficará, para sempre, a dúvida sobre quem seria o melhor piloto – assim como a arrogância que o fez dizer que, a ele, nunca teria sucedido o que sucedeu a Senna, em Imola. Além disso, Schumacher garantiu o título depois de, na última corrida, na Austrália, onde chegou com uma vantagem de um ponto, ter atirado o seu carro contra o do seu principal rival, Damon Hill, depois de se ter despistado e acertado nos rails, na volta 36.
O seu segundo título foi menos controverso, apesar de ter voltado a ver-se envolvido em colisões com Damon Hill por duas vezes. Schumacher venceu nove das 17 corridas da temporada, terminando no pódio por 11 vezes. Porém, ainda hoje se fala à boca cheia de que os Benetton estavam algo afastados da letra do regulamento… coisa que nunca se provou por nunca ninguém ter apresentado um protesto real…
Em 1996, Michael Schumacher assinou contrato com a Ferrari por dois anos e por um valor de 60 milhões de dólares. A sua missão era fazer regressar a marca italiana à ribalta e voltar a conquistar títulos mundiais, de que andava afastada desde 1979, quando Jody Scheckter garantiu o de Pilotos e desde 1983, ano em que ganhou entre os Construtores, com René Arnoux e Patrick Tambay. Schumacher deixou a Benetton a um ano do final do seu contrato, em litígio com a equipa de Flavio Briatore - e levou consigo Rory Byrne e Ross Brawn, formando com este uma dupla que viria a revelar-se imbatível entre 2000 e 2004, período durante o qual Michael Schumacher cimentou uma carreira recheada de recordes, vencendo de rajada cinco títulos mundiais, tantos quantos tinha feito Juan Manuel Fangio quase cinco décadas antes - e batendo o seu recorde, ao juntar-lhes os dois que tinha conquistado com a Benetton.
Em 2006, Michael Schumacher deixou a F1, mas ficou como consultor da Ferrari, sendo por isso regiamente pago. Em 2009, ficou em stand by para substituir o lesionado Felipe Massa, mas problemas físicos relacionados com mais uma das suas várias quedas que sofreu em corridas de motos (uma sua outra paixão, a que se dedicou após deixar a F1, por uma questão de… manter a adrenalina sempre em cima!) inviabilizaram o seu regresso. Fê-lo, contudo, em 2010, mas com a Mercedes, juntando-se à marca de Estugarda naquele que foi o regresso mais badalado dos últimos anos. E logo duplo: do melhor piloto, em termos estatísticos, da F1 e da equipa que tudo ganhou, durante a sua curta presença na F1, na década de 50.
No GP da Bélgica, Michael Schumacher celebrou o seu 300º GP de F1, numa terceira época em que os seus detratores garantem ser do tudo ou nada – pois apenas aqui e além voltou a mostrar o talento que o tornou no piloto que mais títulos mundiais (sete) e maior número de GP de F1 ganhou (91). A verdade, durante estas três temporadas, Michael Schumacher tem mantido intacta a fama que, ao logo da sua carreira, o fez ser desclassificado várias vezes, a mais notável delas em 1997, quando foi apagado da classificação do Mundial, após ter deliberadamente tentado atirar para fora de pista, em Jerez de la Frontera, o seu rival Jacques Villeneuve, numa repetição da manobra que, em 1994, lhe deu o primeiro título. No domingo termina em definitivo a sua carreira na Fórmula 1, mas para a história vai permanecer o registo dum super-campeão.
O que acham destas 3 temporadas que o alemão fez na Mercedes? Concordam com aqueles que dizem que sai da f1 pela "porta dos fundos"?
A segunda despedida de Michael Schumacher
O que acham destas 3 temporadas que o alemão fez na Mercedes? Concordam com aqueles que dizem que sai da f1 pela "porta dos fundos"?
Concordo. Falo com muita gente que detestava o homem, mas agora já não nutrem qualquer espécie de ódio pelo homem provavelmente por causa desta "nova" atitude dentro e fora das pistas...Concordo que nao sai pela mesma porta com que saiu a primeira vez. Sai por uma "portinha" em comparacao com a anterior.... Mas os tempos mudaram e a propria postura dele na F1 tambem nao é a mesma [] Viu se um Schumacher muito mais calmo em termos de atitude e postura dentro da pista, basta ver a postura dele quando abalruou o GrosJean.... foi se desculpar. Se fosse a uns anitos atras ainda comecava a mandar vir com o GrosJean por ele nao ter saido do caminho [
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Concordo. Falo com muita gente que detestava o homem, mas agora já não nutrem qualquer espécie de ódio pelo homem provavelmente por causa desta "nova" atitude dentro e fora das pistas...
Gostava de o ter visto com um carro de topo.
Sim, a Red-Bull nunca deu preferência ao Vettel em relação ao Webber [][
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Até fez pior! Favoreceu o Vettel em alturas em que o melhor piloto não estava decidido! E o australiano fez tanto barulho que o campeonato em 2010 ia indo pela pia abaixo...Em 2011 mandaram-no baixar as orelhas e a coisa correu sobre carris, tal como este ano.
Na Ferrari nunca houve escândalos semelhantes porque simplesmente o Massa nunca teve andamento para o Alonso durante estes 3 anos, logo nunca foi uma questão de ética, apenas de engenho para favorecer um em detrimento do outro sem ser apanhado pelos regulamentos.
A Renault mandou o Piquet enfiar-se num muro para o Alonso ter hipótese de ganhar a corrida, a Jordan não deixava os pilotos lutar um com o outro para poderem conseguir uma dobradinha sem riscos, a McLaren levava peças novas e metia-as no carro do Hakkinen...
Esta questão não faz qualquer sentido. Qual desportivismo ? Toda a gente está lá para ganhar, querem lá saber do desportivismo! Os pontos e os títulos é que dão dinheiro. Se fores perguntar a qualquer pessoa de qualquer equipa com uma câmara de filmar, todos te dizem que é importante respeitar o direito de cada piloto disputar o melhor lugar possível...quando desligares a câmara o discurso é completamente diferente...
Idem.. Realmente um piloto com isto deve-se sentir muito bem na equipa..[:vm)]
Eu penso que ele tem noção que já não tem condições para lutar com os 4/5 pilotos de topo que estão na F1, e vai aproveitando o facto de poder estar numa equipa de topo com um bom contrato, coisa que muito dificilmente iria conseguir noutras circunstâncias....Ele deve gostar mesmo muito da Ferrari...
O que acham destas 3 temporadas que o alemão fez na Mercedes? Concordam com aqueles que dizem que sai da f1 pela "porta dos fundos"?
Eu penso que ele tem noção que já não tem condições para lutar com os 4/5 pilotos de topo que estão na F1, e vai aproveitando o facto de poder estar numa equipa de topo com um bom contrato, coisa que muito dificilmente iria conseguir noutras circunstâncias....
Relativamente ao Schumi, eu sou daqueles que sempre o detestou por via das atitudes que teimava ter em pista e também, aqui e ali, fora da mesma.
Além disso também se pode dizer que coleccionou títulos numa fase em que pilotos ao seu nível escasseavam. Os que ainda correram com ele deram-lhe sempre água pela barba (veja-se o Hakkinen) e em várias situações, ali no braço e sem "filmes" levaram-no de vencido.
De qualquer modo há que lhe dar muito valor por várias coisas. No que toca a talento, o homem tinha para dar e vender. Em termos de estratégia e minúcia, deve ter sido dos melhores, senão o melhor que já passou pela F1. Ok que sempre teve pessoal de box excelente nesse aspecto (o Ross Brawn desde os tempos da Benetton) mas lá está, soube-se rodear dessas pessoas e exponenciar a sua (dele e dos outros capacidade). Em alguns aspectos ele esmifrava tecnicamente a equipa, indo ao pormenor nas afinações e evoluções. Também sempre se destacou por ser dos que mais falavam com a box enquanto corria, sempre a falar do carro, da corrida e todo um sem número de outras informações, coisa que lhe dava uma vantagem sobre outros que não usavam tanto essa metodologia.
Em termos de capacidade de "corrida roda-com-roda" sempre foi dos melhores e mais duros adversários, colocando o carro sempre muito bem para dificultar. Ainda assim neste sector também construiu a sua imagem de adversário por vezes pouco leal e que lhe valeu muitos "ódios de estimação" da parte de outros pilotos e adeptos.
Algo que sempre fará que me lembre dele foi o ressurgimento da Ferrari e que o levou à sucessão de títulos. Tudo bem que foi um esforço de equipa de centenas mas ele aglutinou aquela rapaziada (que ali era um grupo desconexo e que se regia por políticas e invejas muito latinas) à volta de um objectivo, focou-os e deu-lhes uma direcção, tudo com base no respeito que lhes conquistou e depois na sua habilidade para pilotar e desenvolver o carro. Nisso o Schumi foi único.
Com este factos saiu da F1 por uma porta toda enfeitada, coisa que agora não acontece. Mas sai um homem diferente e, aparentemente melhor. Passou a ser mais descontraído e muito mais afável, menos matreiro (no sentido negativo) e ainda nos brindou, quando aquele chasso do Mercedes deu, com algumas demonstrações de talento e muito saber na arte da pilotagem. Acho que ainda deu para se divertir e até merecia ter ganho uns GP's. Sabe mais daquilo a dormir que muitos pilotos que lá andam quando estão bem acordados. De qualquer modo a (falta) de forma da Mercedes e a própria idade também não perdoaram.
Para terminar, destaco algo nele, que já aqui falei noutras "postas". Foi (e ainda é) um piloto que elevou a barra no que toca a capacidade de trabalho para lá do "simples" pilotar. Acima referi a capacidade técnica mas ele foi também aquele que começou a destacar de forma super séria a preparação física. Tantas corridas vi em que os outros acabavam lavados em suor, com esgares de dor, com um cansaço visível, quase que a anteceder o desfalecimento e eis que surgia o Schumi sempre fresquinho, com ar de quem nem tinha entrado no carro, com o cabelo quase seco []. O homem dava duro na componente física, treinava que se fartava e ainda tinha aquele indiano como preparador físico e orientador espiritual, que ele via como guru. Nestas coisas o Schumi estava muito à frente face aos outros.
Apesar de não ser seu fã, este segundo turno na F1 melhorou a minha "relação" com ele. E muito! Espero que, de vez em quando, ele ainda vá aparecendo para "fazer uma perninha" em algumas competições, pois o tipo tem um talento "do caraças" apr.
Agora indo ao assunto "Ferrari/penalizações/Massa", acho que não foi das coisas mais bonitas que já se viu mas se é possível fazer...enfim, aceita-se. Aliás, o facto de nenhuma outra equipa ter criticado (pelo menos publicamente) demonstra que ou têm todas telhados de vidro ou que ficaram naquela de "...irra, como é que nunca nos lembrámos disto?!..."[]