Exorcismo

PeLeve

Well-known member
Não encontrei nada do género, dedicado, pelo menos, de modo que aqui vai...:

O que pensam do tema "exorcismo"? Para além dos conhecidos filmes, o que acham? Será simples misticismo apenas? Acto tresloucado? Abordagem errada a diversos tipos de doença mental? Mais uma propaganda da Igreja? Problema real a dever ser alvo de atenção?

O que é, como funciona e como é fundamentado o exorcismo?

Nas culturas egípcia, babilônica, assíria e judaica, atribuíam-se certas doenças e calamidades naturais à ação dos demônios. Para afastá-los, recorria-se a algum esconjuro ou exorcismo. A cultura ocidental recebeu essas idéias através da Bíblia e do cristianismo primitivo.

​
No cristianismo, exorcismo (do grego exorkismós, "ato de fazer jurar", pelo
latim exorcismu)

exorcismo01.jpg


é a cerimônia que visa esconjurar os espíritos maus, forçando-os a deixar os corpos possessos ou dominar sua influência sobre pessoas, objetos, situações ou lugares. Quando objetiva a expulsão de demônios, chama-se Exorcismo Solene e deve fazer-se de acordo com fórmulas consagradas, que incluem aspersão de água benta, imposição das mãos, conjurações, sinais da cruz, recitação de orações, salmos, cânticos, etc. Além disso, o ritual católico do exorcismo pode ser executado por sacerdotes somente quando são expressamente autorizados por bispos.


Possessões

Possessão é o estado ou condição em que o corpo e (ou) a mente de um indivíduo são supostamente possuídos ou dominados por uma entidade (um ser, força, ou divindade) que lhes é externa, ou que não se manifesta habitualmente nas atividades da vida diária.
A possessão, considerada como experiência de natureza psicológica e social, pode ser verificada individual ou coletivamente, e ter caráter inesperado, ou estar submetida a algum tipo de controle ritual; em diversas sociedades e culturas, figura como episódio ou experiência central da vida religiosa. Podemos dividir, genericamente, as formas de possessão em quatro categorias.

Encosto
O espírito fica próximo à pessoa, mas a influência é pequena. Neste caso, banhos de água e sal ou orações como o Pai-Nosso ou o Credo, afastam este espírito inferior. Geralmente estes espíritos são de pessoas que desencarnaram e pertencem à família do possuído.

Espírito opressivo
O espírito tem a capacidade de "vampirizar" a energia do indivíduo. Os efeitos são sentidos como um cansaço ou vontade de chorar que podem cessar de um momento para outro. Indica-se neste caso, que se utilize um saquinho de cor vermelha, sempre junto ao corpo para neutralizar a presença deste espírito. Também os banho de água com sal, são benéficos neste caso. A leitura do salmo 23 é o mais indicado contra o espírito opressivo.

Obsessão
O espírito consegue ficar de maneira tão dominante no corpo astral do indivíduo que pode até mesmo mudar o modo de falar e fazer coisas que normalmente não faria no dia-a-dia. Chega até mesmo a não reconhecer parentes e pessoas próximas de seu convívio. É bom frisar que aqui no Brasil de acordo com o espiritismo ou nas religiões afro-brasileiras como a umbanda e candomblé, existem os fenômenos de possessão de espíritos doutrinadores e iluminados, trazendo ao médium apenas benefícios.

Possessão demoníaca
Neste caso, o espírito toma o corpo da pessoa, fazendo com que ocorram até fenômenos de "poltergeist" (conjunto de fenômenos produzidos espontaneamente, que consiste em ruídos e deslocamento de objetos, podendo ter duração indeterminada).


Exorcismos na Bíblia

exorcismo02.jpg


O Antigo Testamento, embora reconheça a atuação do demônio a partir da tentação e da queda de Adão no paraíso, praticamente não alude a uma ação maléfica direta do diabo sobre os homens.

Foi no judaísmo antigo que se atribuíram ao demônio intervenções muito concretas na vida cotidiana. O Livro de Tobias (século II a.C.), de influência assíria, narra um exorcismo praticado mediante a oração e utilização das vísceras de um peixe.

No Novo Testamento, que não apresenta modificações essenciais no que se refere ao exorcismo, o Evangelho de Marcos é o que insiste de maneira mais realista nos exorcismos praticados por Jesus e por seus discípulos. Em certos casos, trata-se de expulsar o demônio do corpo de possessos ou lunáticos. Em outros, da cura de enfermidades atribuídas à ação do demônio. Os evangelistas se servem dessas vigorosas ilustrações para demonstrar a vitória de Jesus sobre Satanás e também para mostrar como seu povo se libertou do pecado. "Chegou o momento de ser julgado este mundo, e agora o seu príncipe será expulso" (João - 12:31). Esses milagres seriam um sinal da instauração do reino de Deus. "Se, porém, eu expulso demônios pelo Espírito de Deus, certamente é chegado o reino de Deus sobre vós" (Mt - 12:28).


Exorcismos na história da Igreja

As curas e os exorcismos foram comuns na igreja primitiva. Com o reconhecimento oficial da Igreja sob o imperador Constantino, os exorcismos carismáticos, realizados informalmente por qualquer cristão, deram lugar à institucionalização da função do exorcista. O Rituale Romanum reuniu mais tarde, diversos ritos de exorcismos para situações variadas. Também as igrejas reformadas estabeleceram tais ritos.
O racionalismo do século XVIII conseguiu explicar muitos mistérios supostamente sobre-humanos, o que também sucedeu, de modo ainda mais intenso, com a descoberta do hipnotismo e da psicologia profunda no século XIX. A Igreja Católica, como também algumas denominações protestantes, admite os exorcismos ordinários, contidos no rito do batismo, como símbolo da libertação do pecado e do poder do demônio. Pratica-se o exorcismo ordinário na bênção da água batismal e na sagração dos santos óleos. Os exorcismos solenes, que têm por objetivo expulsar o demônio do corpo de um possuído, são práticas raríssimas e só confiadas, mediante permissão episcopal, à sacerdotes muito experientes.

exorcismo03.jpg


O exorcismo católico inicia-se com a expressão latina "Adjure te, spiritus nequissime, per Deum omnipotentem" (eu te ordeno, espírito maligno, pelo Deus Todo-Poderoso). O processo pode ser longo e extenuante, chegando a se estender por vários dias. A possessão está associada ao mal. O processo de libertação é feito de forma dramática e violenta. Os exorcistas recorrem as preces, água-benta, defumadores, essências de rosas e arruda. O sal que é associado à pureza espiritual também é utilizado.

Porém, o cristianismo deste século tem uma atitude dividida em relação ao exorcismo. Por um lado, mantém distância de sua prática, atuando mais próximos a psiquiatras e médicos e autorizando estudos para esclarecer este fenômeno. Mesmo assim, a Igreja oculta os casos confirmados de possessão a prática dos rituais de expulsão. Ainda, o Papa João Paulo II declarou ter aplicado o exorcismo sob uma jovem, em 1982.

Um relatório sobre exorcismo foi compilado pela Igreja da Inglaterra, em 1972, por uma comissão que incluía represen- tantes católicos e um consultor psiquiatra. Apesar de pretender desbancar as possessões, acabou fortalecendo esta idéia quando relacionada à possessão de lugares: "a interferência demoníaca... é comum em lugares não consagrados... assim como em conexão com sessões espíritas".

Porém, este relatório considera exorcismos de pessoas extremamente duvidosos. À luz da Igreja moderna, aqueles que se julgarem possuídos, devem, prioritariamente, procurar a ajuda de um médico ou psicólogo. Recorrer a um sacerdote cristão é considerado último recurso.
O padre Gabrielle Amorth, diz ter realizado aproximadamente 50.000 exorcismos mas considera que somente 84 foram possessões autênticas. O sacerdote diz que os sintomas incluem força física sobre-humana, xenoglossia (a fala espontânea em língua que não foi previamente aprendida) e revelações de segredos sobre as pessoas.

O cânone dominicano Walker, de Brighton, que coordena o Grupo de Estudos do Exorcismo Cristão, lembra de somente sete casos genuínos durante sua vida religiosa: "Normalmente, tudo que é preciso são conselhos e rezas".


O demônio e o exorcismo nas religiões

Católicos
Satanás, líder da rebelião dos anjos contra Deus, é a encarnação do mal que existirá até o fim dos tempos e contra o qual os cristãos devem estar sempre vigilantes. Há sinais que distinguem os endemoninhados, mas a Igreja recomenda que se recorra à avaliação de psiquiatras para evitar confusões com casos de histeria e esquizofrenia.

Anglicanos
O demônio pode ser combatido em orações, hinos e leituras da Bíblia, mas não existe uma cerimônia específica. Os casos de exorcismo são muito raros. Quando ocorrem, o possuído é "tratado" num grupo de orações, que lhe recomenda jejum, abstinência sexual e adoração a Deus.

Judeus
A literatura rabínica clássica não prevê a existência do demônio, por isso a religião não reconhece rituais de exorcismo. Nos séculos XVI e XVII, surgiu a figura do dibuk, espírito perverso que podia ser expulso em ritos de oração. Para a maioria dos judeus, é considerado apenas folclore.

Evangélicos neopentecostais
Todos os males são causados pelo demônio. Há tipos de possessão que estragam a vida amorosa, provocam miséria, perturbam a família. Nos cultos, os endemoninhados são conduzidos ao altar. O pastor grita com Satanás e exige que abandone o corpo em nome de Jesus.
Exorcismo

Atenção a algumas cenas que podem impressionar as pessoas mais susceptíveis:

Exorcismos Reais - Possessão, Anjo, Demônio, Quebra de Maldições, Libertação
O ÚLTIMO EXORCISMO - Site Oficial
O Verdadeiro caso do filme O Exorcista | Sobrenatural.org
YouTube - O Exorcista (resumo)

Quarta feira próxima vai passar este tema na RTP 1.
 
Última edição:
Acho que há gente com distúrbios mentais muito graves. Só assim se justificam as cenas que vemos nos supostos exorcismos.
É a única explicação que encontro, já que espíritos e afins não passam de estórias para fazer as criancinhas comer a sopa toda. [;)]
 
Acho que há gente com distúrbios mentais muito graves. Só assim se justificam as cenas que vemos nos supostos exorcismos.
É a única explicação que encontro, já que espíritos e afins não passam de estórias para fazer as criancinhas comer a sopa toda. [;)]

Como por exemplo a epilepsia que agora é uma doença controlada com medicação mas durante seculos foi vista como alguem ter o diabo no corpo, faziam-se exorcismos e durante a santa inquisição dava direiro a arder na fogueira.
 
Acho que há gente com distúrbios mentais muito graves. Só assim se justificam as cenas que vemos nos supostos exorcismos.
É a única explicação que encontro, já que espíritos e afins não passam de estórias para fazer as criancinhas comer a sopa toda. [;)]

Como podes ter tanta certeza?

Eu acredito!
 
Como por exemplo a epilepsia que agora é uma doença controlada com medicação mas durante seculos foi vista como alguem ter o diabo no corpo, faziam-se exorcismos e durante a santa inquisição dava direiro a arder na fogueira.

Excelente exemplo. Se bem que a epilepsia não é propriamente um distúrbio mental.
Mas será provavelmente uma das principais razões para ao longo da história se terem feito uns quantos exorcismos...
 
Já tentei um dia falar do assunto e tirar "nabos do púcaro" a um padre meu conhecido e amigo, mas ele soube dar bem a volta ao tema e fugiu sempre à conversa não sei bem porquê [:D]
 
Como podes ter tanta certeza?

Eu acredito!

O problema é mesmo esse! É que eu não sei em que hei-de acreditar. :sh) Se soubesse, talvez pudesse ter uma opinião mais fundada em relação ao assunto. Da maneira que vejo as coisas, parece-me tudo uma estória da carochinha tão real como a bruxa do Hansel e Gretel.
 
"Exorciso" o meu direito de ficar calado [:D]


Na verdade é um tema sobre o qual não tenho opinião formada. Não posso dizer que acredite no Diabo nem em demónios ou sequer em espíritos, logo, essa explicação não me faz grande sentido. De qualquer forma há relatos que a serem verdade estão para além de simplesmente esquisitos.
 
ok...respeito!


Mas para mim é como as Power Balance...

Outra coisa não seria de espera de ti [;)]

Sei que é tudo muito pouco científico e até inacreditável. Nunca tive qualquer tipo de experiência nessa área, mas por pessoas próximas tenho todas as razões para acreditar. Além do acreditar, principalmente respeitar. Pode ser apenas psicológico como as Power Balance, mas como em tudo na vida tento ser equilibrado e saber separar as coisas. As minhas crenças são para mim, se elas conseguirem com que eu seja melhor e tenha comportamentos melhores, melhor ainda (mesmo que nem sejam verdade).
 
Acredito, pois já vi muita coisa "fora do normal" (que como é óbvio, não me alongo mais)

Essas coisas do paranormal que já presenciei é que me fazem acreditar que existe por aí algo mais....
 
Acredito, pois já vi muita coisa "fora do normal" (que como é óbvio, não me alongo mais)

Essas coisas do paranormal que já presenciei é que me fazem acreditar que existe por aí algo mais....
Conta. Adoro essas histórias [br:)]

Pessoalmente não acredito no além, mas acredito em quem relata [;)]
 
Excelente exemplo. Se bem que a epilepsia não é propriamente um distúrbio mental.
Mas será provavelmente uma das principais razões para ao longo da história se terem feito uns quantos exorcismos...

É uma doença muito comum que agora é controlada e ninguem nota mas dantes sem medicação era terrivel e assustadora mesmo para quem assistia , outra doença era a raiva se bem que esta levava á morte em poucos dias deste o 1ºsintoma.
 
Acredito, pois já vi muita coisa "fora do normal" (que como é óbvio, não me alongo mais)

Essas coisas do paranormal que já presenciei é que me fazem acreditar que existe por aí algo mais....

Nem mais! Também já presenciei uma quando ainda era cachopo e ficou-me gravado pra sempre. Há coisas "do diabo" [:D]
 
Eu não acredito nem em espiritos nem em exorcismos nem no sobre natural, mas acredito na fé das pessoas e o que elas conseguem ver e sentir atravez da fé. A fé e a capacidade das pesoas acreditarem naquilo que é falso e eu acredito na fé das pessoas e respeito, no fundo é fé umas das caracteristicas que nos separa dos outros animais
 
Voltar
Superior