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Outra questão será quem pode/deve ajudar «alguém» a morrer.
Este é um tema terrível. Se eu concordo com a perspectiva de uma pessoa poder entender que não quer viver a partir de um certo ponto, seja por sofrimento físico ou moral, ou por sentir que já não lhe resta dignidade, tenho um medo terrível do que pode acontecer em certos casos. Imaginem uma pessoa que ainda pode decidir, mas que se encontra fragilizada, a ser motivada, convencida, estimulada, aconselhada, a ir por essa via, seja porque a família se quer livrar dela, seja porque quem paga os tratamentos quer poupar dinheiro?
As pessoas doentes estão sempre vulneráveis; há que garantir que elas tenham o cuidado mais adequado e que lhes seja garantido todo o conforto e toda a dignidade que merecem.
Se for a própria pessoa a pedir, não vejo qual o problema.
...
Pois...mas eu vejo e ainda não sei o que faria se mo pedissem.
Não estamos a falar de uma solução amadora tipo "Olha dá-me um tiro." Isto está legislado nalguns países e é feito por pessoas estranhas ao indivíduo em causa, não por amigos ou familiares.
Há uns séculos atrás esta questão nem se colocava
a natureza encarregava-se de acabar com o sofrimento
mas hoje mantém-se as pessoas ligadas a máquinas por tempo indeterminado, vejam o Sharon. Ele já estava morte há 6 anos, mais que morto
Há uns séculos atrás esta questão nem se colocava
a natureza encarregava-se de acabar com o sofrimento
mas hoje mantém-se as pessoas ligadas a máquinas por tempo indeterminado, vejam o Sharon. Ele já estava morte há 6 anos, mais que morto
tu achas que se fosse o doente ou a familia do doente havia pessoal ligado às maquinas mais que um mês? não sei ao certo quanto é o custo diário mas não deve ser nada barato
se querem que a pessoa se mantenha "viva" eram encaminhados para hospitais privados, o estado não deve ser uma instituição de caridade
Eu não sei como funciona ao certo em Portugal mas não é o próprio doente?
tu achas que se fosse o doente ou a familia do doente havia pessoal ligado às maquinas mais que um mês? não sei ao certo quanto é o custo diário mas não deve ser nada barato
se querem que a pessoa se mantenha "viva" eram encaminhados para hospitais privados, o estado não deve ser uma instituição de caridade
Quando vários médicos, de várias especialidades, em "conjunto" com exames complementares de diagnóstico, atestam morte cerebral, o suporte de vida é desligado.
Na eutanásia o doente não está em condições de decidir por si próprio. Nos casos em que é o doente que decide por termo à vida por opção própria chama-se suicídio-assistido (que obviamente não existe em Portugal).
As pessoas é que estão sempre a confundir as duas coisas.
É um tema muito complexo... O meu pai faleceu minado pelo cancro, a minha mãe por uma leucemia... Os últimos meses foram em ambos os casos de profundo e desumano sofrimento... A minha mãe a certa altura pediu para a deixarem morrer em paz (foi a única vez que vi a minha mãe chorar e eram lágrimas de raiva) desejo que não foi respeitado, o meu pai aguentou até ao fim sem nada pedir...
Apesar de tudo isso não tenho opinião porque a decisão pela aplicação da eutanásia num caso concreto é em si mesma muito subjetiva, é uma decisão cheia de dúvidas e inseguranças. É uma decisão de extrema violência para quem tem de decidir e para quem tem de a executar. É anti-natura, as pessoas equilibradas não estão naturalmente preparadas para matar.
É muito complicado...
O que eu entendo por eutanásia: Eutanásia
acho muito insensato por fim a uma vida caso o doente não tenha capacidade mental de decidir por si mesmo ou expressar diretamente a sua vontade.
A partir do momento em que uma pessoa dá entrada num Hospital público, apenas paga as taxas moderadoras. Se ficar internada, se não estou em erro, o valor das taxas moderadoras até é deduzido (ou, pelo menos, era). Portanto, creio que a factura seja paga pelo Estado, aka, contribuintes.
Agora, a questão é: duvido muito que os profissionais de saúde, mantenham suporte de vida ligado, a pessoas que não tenham potencial de sobreviver, ou que tenham diagnóstico de morte cerebral. Até porque os ventiladores e os fármacos, saem bem caros.
Para isso temos o testamento vital, que entrou em vigor faz não muito tempo.
Eu, por exemplo, não me vejo a viver numa cama, sem me mexer, totalmente dependente dos outros, durante anos a fio, a comer e a urinar por tubos. Quero chegar à velhice, como é óbvio, mas que seja com qualidade de vida. Não propriamente estar em vegetal numa cama, só para servir de "montra" choratória aos outros.