Eutanásia

Lei do universo?

Então e quem comete suicídio?

Estão com o mesmo pensamento da igreja, não deve ter direito a serviço fúnebre religioso.

Os que estão contra e usam esse argumentam, admitam que é por crenças religiosas.

Agora lei geral do universo bah... Morre uma pessoa, assim como morre um animal. Só que os humanos têm consciência e sentimentos.
Eu por exemplo apoiei o aborto e não apoio, para já, a eutanásia. E nenhuma religião me assiste.
 
Completamente ao lado meu caro. Estás perante um ateu eleitor de direita em matéria relativa aos campos laborais e económicos.

Relativamente a estes temas sociais "fracturantes", como gostam de lhes chamar, tenho a minha opinião. No entanto não me acho no direito de impôr a minha opinião a terceiros. Emprego-a na minha vida... Relativamente ao aborto, por exemplo, seria incapaz de incitar a minha mulher a fazê-lo, no entanto não me acho no direito de proibir o acesso de outros a esta prática.

Ídem para os casamentos homossexuais...

Relativamente à eutanásia, na minha opinião deveria ser apenas permitido em casos excepcionais, e depois de o caso ser analisado de forma célere por uma equipa multidisciplinar... De forma célere para não ajudar a prolongar o sofrimento físico e psicológico da pessoa. Sempre tive esta opinião, que ficou reforçada depois de ver o meu pai a definhar com um cancro do pulmão (Nível IV) com metástases ósseas, durante 6 meses e uma semana... Até podia não concordar com a sua vontade, que não tinha, de recorrer à eutanásia. Mas eu não sou ninguém neste mundo para impedir que alguém naquela situação possa, pelo menos tentar, recorrer a esta prática.

Quanto às questões religiosas, venho de uma família religiosa, e nada tenho contra vás pessoas expressarem a sua opinião. Já num estado laico, uma opinião fortemente afectada por princípios religiosos poder afectar a legislação... Custa-me um bocadinho a aceitar.

Ps: está minha opinião pode também advir de 8 anos, dos 15 aos 23, a transportar doentes em ambulâncias. Muitos deles em estado terminal, no com doenças degenerativas, e sem a minima vontade de continuarem numa luta perdida.
Estás a analisar a situação de um ponto de vista pessoal, o que é compreensível.

Mas esta é uma situação que carece análise do ponto de vista sociológico. É algo que irá alterar o modelo de sociedade e julgo que ainda não temos condições para isso.
 
um comentário no blog insurgente a um post sobre o cartaz “Não matem os velhinhos”


expressa aquilo que eu penso sobre a tendencia que irá dominar daqui a 10 ou 20 anos:

https://oinsurgente.org/2018/06/05/nao-matem-os-velhinhos/#comment-345880

Só quem, nunca teve familiares idosos em hospitais públicos é que se ri com o cartaz. A falta de resposta, cuidados e esperança é neste momento a marca dos hospitais públicos. Logo nos primeiros dias aparece a assistente social e o médico a preparar a família, a saber se têm condições para a ter em casa ?, não temos , assim acamada, entubada..não temos, não . Então e num lar a pagar 1000 ou 2000 euros mês. Sabe, é que a sua mãezinha já não irá recuperar, prepare-se para o pior. Só faltou colocarem um papel à frente para a família assinar a autorização para a eutanásia. Não foi desta, será para a próxima juram os palermas como o Ork. Felizmente estavam enganados, mas foi preciso mudar a minha familiar para um hospital privado que lhe deu condições de recuperação que ali não tinha.

aos poucos e poucos a mentalidade dominante mudará e a pressão para matar os doentes irá aumentando, porque poupa dinheiro
a eutanasia a pouco e pouco deixará de ser um direito, passará a ser um dever
deixará de ser apenas por pedido expresso e repetido para passar a ser pressuposta se não existir indicação em contrário
numa sociedade profundamente envelhecida há uma elevada probabilidade de a pouco e pouco deixar de ser apenas eutanásia para resvalar para o eugenismo
mas isto já é especulativo, mas que a eutanasia deixará de ser apenas um direito para passar a ser vista como uma obrigação moral do doente que dá trabalho e despesa à familia tenho muito poucas duvidas
já o foi noutros tempos, noutras culturas e é essa a razão para quase todos os paises, incluindo os oficialmente ateus a proibirem
 
Última edição:
[h=1]A rampa cada vez mais deslizante[/h]
Pedro Vaz Patto
16/9/2019, 0:09

Deve uma sociedade que se pretende solidária confirmar, a pretexto de respeito pela vontade do doente, a ideia de que a pessoa demente é um peso difícil de suportar e deve, por isso, ser eliminada?

Vão-se sucedendo os casos de prática da eutanásia que demonstram a sua progressiva e imparável extensão (a chamada rampa deslizante) e como é ilusório pensar que é possível a sua legalização apenas em situações contidas e excecionais.

O último desses casos foi recentemente objeto de julgamento (dos poucos até agora ocorridos neste âmbito) num tribunal holandês. Uma mulher de 74 anos, que padecia de doença de Alzheimer, havia declarado, quatro anos antes, quando a doença já tinha sido diagnosticada mas ainda não lhe tinha retirado as normais capacidades intelectuais e volitivas, que queria ser eutanasiada quando perdesse essas capacidades e devesse, por isso, ser acolhida num lar. Chegado esse momento, o médico acusado nesse julgamento (cuja identidade não foi revelada) praticou a eutanásia com recurso à força, porque a doente resistiu fisicamente, num gesto de luta pela sobrevivência. Esse médico desprezou a vontade atual da doente e deu relevo apenas à vontade que ela havia manifestado quatro anos antes, na fase inicial da doença. Veio a ser absolvido, por se considerar que não desrespeitou as normas holandesas sobre a prática legal da eutanásia.

São vários os motivos de reflexão suscitados por este caso.

Desde logo, será aqui (ainda mais do que noutros casos de eutanásia) difícil falar em morte digna, quando ela é provocada com recurso à força e contra a vontade actual do doente.

Também é difícil dizer que em situações de demência, mais ou menos avançada, seja o sofrimento do doente, intolerável ou não, a motivar a opção pela eutanásia. Mais do que esse sofrimento, será o sacrifício que o cuidado desses doentes representa para familiares e outras pessoas a motivar tal opção. Uma opção que pode ser o próprio doente a tomar precisamente porque não quer ser um peso para os outros, não quer ser causa desse sacrifício. Neste caso, a doente manifestou o desejo de ser eutanasiada quando chegasse um momento não de mais intenso sofrimento, mas de mais acentuada incapacidade, em que, por isso, maior seria o peso que representava para quem dela tivesse de cuidar.

A questão que a este respeito se coloca é: deve uma sociedade que se pretende solidária confirmar, sob o pretexto de respeito pela vontade do doente, essa ideia de que a pessoa demente é um peso difícil de suportar e deve, por isso, ser eliminada? Que sinal está a ser dado, desse modo, a quem se sacrifica, às vezes heroicamente, por esses doentes?

O respeito pela vontade do doente é quase sempre apresentado como fundamento último da licitude da eutanásia. Neste caso, foi dado relevo a uma vontade manifestada quatro anos antes, num momento de suposta lucidez, contra a vontade atual, num momento em que essa lucidez supostamente se teria perdido. Mas como é possível ter a certeza de que a pessoa em causa não teria mudado de opinião (como muitas vezes sucede) perante a aproximação da morte? Manifestar a vontade de morrer num momento ainda tão distante do momento da morte é muito diferente de o fazer nessa altura, num contexto completamente diferente, quiçá muito diferente do que se imaginava anteriormente. A menor dúvida a este respeito deveria levar a tomar, em nome do respeito pela vida e também do respeito pela vontade (real ou hipotética) do doente, a opção contrária à que foi tomada pelo médico holandês em causa.

Este caso também revela, até de uma forma mais nítida, que, em última análise, não é a vontade genuína do doente a justificar a prática da eutanásia. Em última análise, é a decisão do médico e das entidades que o possam supervisionar (neste caso, até o próprio tribunal) a ajuizar da licitude da eutanásia, a interpretar a vontade do doente e a determinar a qual de várias manifestações de vontade deve ser dado relevo. E, como também esta caso revela, pode haver muita arbitrariedade na interpretação dessa vontade e na determinação de qual dessas manifestações de vontade será relevante.

Esta arbitrariedade é mais uma das derivas suscitadas pela rampa deslizante que qualquer legalização da eutanásia origina. Arbitrariedade e derivas que só podem ser evitadas quando se respeita aquele princípio básico e secular da civilização e da ética médica que é a proibição de matar. Quando se derruba essa barreira, é inútil tentar conter possíveis abusos.

Presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz

espero que a legalização não deslize, com o passar das décadas, para uma obrigação, não obrigação legal, mas sim uma obrigação moral perante a sociedade
 
um comentário no blog insurgente a um post sobre o cartaz “Não matem os velhinhos”


expressa aquilo que eu penso sobre a tendencia que irá dominar daqui a 10 ou 20 anos:

https://oinsurgente.org/2018/06/05/nao-matem-os-velhinhos/#comment-345880



aos poucos e poucos a mentalidade dominante mudará e a pressão para matar os doentes irá aumentando, porque poupa dinheiro
a eutanasia a pouco e pouco deixará de ser um direito, passará a ser um dever
deixará de ser apenas por pedido expresso e repetido para passar a ser pressuposta se não existir indicação em contrário
numa sociedade profundamente envelhecida há uma elevada probabilidade de a pouco e pouco deixar de ser apenas eutanásia para resvalar para o eugenismo
mas isto já é especulativo, mas que a eutanasia deixará de ser apenas um direito para passar a ser vista como uma obrigação moral do doente que dá trabalho e despesa à familia tenho muito poucas duvidas
já o foi noutros tempos, noutras culturas e é essa a razão para quase todos os paises, incluindo os oficialmente ateus a proibirem

Com a despenalização das drogas leves também ia haver mais dependência da droga - Não houve

Com a despenalização do aborto também ia haver mais abortos - Não houve

Com a eutanásia despenalizada vão começar a matar velhinhos para facilitar...

Sempre o mesmo argumento..
 
Com a despenalização das drogas leves também ia haver mais dependência da droga - Não houve

Com a despenalização do aborto também ia haver mais abortos - Não houve

Com a eutanásia despenalizada vão começar a matar velhinhos para facilitar...

Sempre o mesmo argumento..


será, em 2008, ano de aprovação da legalização do aborto a percentagem de abortos em relação ao nascimento foi de 17,8% , em 2009 subiu para 19,9% e foi subindo até 2013 em que atingiu um valor de 22.1% desde aí tem descido ligeiramente e em 2015, ano em que a pordata tinha dados completos era de 19,5 %
isto os abortos legais, que continuam a existir ilegais

de qualquer modo na belgica o que se tem verificado é precisamente uma subida consistente e forte do numero de mortes pela eutanasia

euthanasia-belgiumgraph.jpg


noutros paises idem

assisted%20suicide%20for%20euthanasia.jpg


Netherlands%2BEuthanasia%2Bgraph.jpg
 
Última edição:
será, em 2008, ano de aprovação da legalização do aborto a percentagem de abortos em relação ao nascimento foi de 17,8% , em 2009 subiu para 19,9% e foi subindo até 2013 em que atingiu um valor de 22.1% desde aí tem descido ligeiramente e em 2015, ano em que a pordata tinha dados completos era de 19,5 %
isto os abortos legais, que continuam a existir ilegais

de qualquer modo na belgica o que se tem verificado é precisamente uma subida consistente e forte do numero de mortes pela eutanasia


noutros paises idem


o nível de desonestidade é tanto que passas por ignorante ... credo.:sh)


O que contesto são a teorias fatalistas que "vai correr tudo mal" que se usam como argumento e que invariavelmente não se verificam.
Um argumento populista, que visa incutir medos infundados, baseado em distorções estatísticas como as que agora fizeste.
Estratégia básica facilmente desmontável

1 - A argumentação anti aborto era "com a despenalização vai andar aí tudo a abortar como quem toma uma aspirina"
Na realidade:
https://observador.pt/2019/03/14/numero-de-abortos-ao-nivel-mais-baixo-desde-a-legalizacao/

2 - Se não há aborto, nem eutanásia legal, óbvio que os números oficiais vão subir - devia ser óbvio perceber, e não ser distorcido

3 - "isto os abortos legais, que continuam a existir ilegais" - Nem sei que diga... queres sub-entender que só aumentaram porque continuam a haver ilegais
Achas mesmo, que contra toda a lógica, que os abortos ilegais não tenham diminuído significativamente.

"desde 2007, o número de abortos e reincidências baixou, até mesmo entre as jovens com menos de 20 anos. Por outro lado, aumentou o número de mulheres que recorrem a consultas de planeamento familiar e a métodos contraceptivos após uma IVG. Aliás, no que diz respeito a abortos, Portugal encontra-se atualmente abaixo da média europeia. E os casos de mortes por abortos mal feitos praticamente já mal existem por cá."

https://expresso.pt/blogues/bloguet...destino-continua-a-matar-milhares-de-mulheres


Mostrar números de eutanásia a subir, só porque sim, como se fosse obrigatoriamente mau ou sintoma de algo, é uma distorção desonesta
Não prova patavina.

Não prova que há más intenções.
Prova apenas que há pessoas que querem acabar com o sofrimento.

A maior parte das pessoas contra a eutanásia não se é capaz de colocar nesta posição, e como não aceita, não tolera essa possibilidade de decisão.

Uma vez com uma familiar idosa discutia isto, e ela disse.
- "Sou contra isto da eutanásia de matar as pessoas, mas às vezes estão ali a sofrer, mais valia desligarem as máquinas..." e eu expliquei, que na maior parte dos casos é isso só...
 
os numeros dos abortos desceram, os numeros dos nascimentos também desceram, proporcionalmente desceram ainda mais

a percentagem de abortos em relação aos nascimentos aumentou, o que indica um maior planeamento familiar ou então é efeito da generalização da pilula do dia seguinte

já agora o numero de mortes por abortos em portugal já há muitos anos que é muito baixo

mas isto é offtopic

quanto à desonestidade, pensa o que quiseres, de preferencia depois de tentar compreender aquilo que se escreve, e pensa alguma coisa por ti mesmo, mas procura o maximo de conhecimento antes de afirmações tão militantes, tão sjw

aprende a ser tolerante com ideias diferentes, aprende a ouvir ideias diferentes sem partir logo para o insulto com acusações de desonestidade e outras

os numeros da eutanasia têm vindo a subir nalguns paises, noutros está estável, por si só isso não prova nada, muito menos prova a tua afirmação de que mostra que há pessoas que querem acabar com o seu sofrimento, até porque na belgica e na holanda se têm passado situações muito duvidosas, por alguma razão a eutanasia tem vindo a aumentar fortemente nesses paises, ao contrario de outros que também a aprovaram

já agora:

https://observador.pt/opiniao/eutanasia-ouvir-os-avisos-da-holanda/

...

A partir de 2010, com o disparar dos casos face ao registado no início da aprovação da lei em 2002, foi reconhecendo que o caracter de excepcionalidade estava a desaparecer e relatou-nos um caso que o marcou profundamente: o de uma senhora de 60 anos que, ao cegar, achou que o sofrimento daí resultante era intolerável e só poderia resolver-se com a eutanásia, o que efectivamente aconteceu. Abandonou os comités e é hoje uma voz crítica do movimento pró-eutanásia, denunciando a realidade da chamada “rampa deslizante” – casos aprovados muito para além das supostas indicações da lei – e alertando para os dramáticos riscos que a aprovação de leis deste tipo poderá ter noutros países.
É pois, uma voz qualificada, que conhece bem a realidade e que não devemos ignorar, quando queremos fazer, como é devido, um debate sério e democrático em torno da legalização da eutanásia.
Que nos disse Theo Boer de mais relevante?
Mostrou-nos como no início a promessa era da aplicação apenas a casos excepcionais, de sofrimento físico em fim de vida, e como a partir de 2010 e até hoje os casos dispararam estrondosamente – em 2017 ultrapassaram os 6500 casos reportados e há cerca de 20% de casos a mais não reportados, ou seja, há subnotificação –, nomeadamente em situações de demência, de doença mental e não necessariamente em doentes terminais.

...


https://alexschadenberg.blogspot.com/2018/07/belgian-euthanasia-report-more-deaths.html


...
Since 2010, Belgium has expanded euthanasia to include children, people with mental or behavioral conditions and people who are not dying but have chronic conditions. The data indicates that in 2016/17 there were, reportedly, 3 children who died by euthanasia, 77 people with mental or behavior conditions and 710 people with sight loss or incontinence or conditions related to disability or age.

When releasing the 2015 euthanasia data, Wim Distelmans, the chairman of the Euthanasia Evaluation and Control commission told the media that they cannot say for certain the actual number of euthanasia deaths. Distelmans stated:
"Remember, there could be some euthanasia cases carried out but which are not declared so we cannot say for certain what the number is,"
Distelman's comments were based on the research published in the New England Journal of Medicine (NEJM) (March 19, 2015) on the euthanasia practice in Belgium that found:

  • 4.6% of all deaths in 2013 in the Flanders region were euthanasia.
  • .05% of all deaths in 2013 in the Flanders region were assisted suicide.
  • 1.7% of all deaths in 2013 in the Flanders region were hastened without explicit request.
By comparing the data from the 2013 NEJM study to the official 2013 Belgian euthanasia commission data it is clear that almost half of the euthanasia deaths in 2013 were not reported to the commission.


A significant and continuous problem in Belgium is the number of assisted deaths without explicit request. According to the NEJM study:
In 2007, 1.8% of all deaths were hastened deaths without explicit request while in 2013, 1.7% of all deaths were hastened deaths without explicit request.
...
 
os numeros dos abortos desceram, os numeros dos nascimentos também desceram, proporcionalmente desceram ainda mais

Exactamente, excepto que tem vindo a aumentar nos últimos 4 anos...

a percentagem de abortos em relação aos nascimentos aumentou, o que indica um maior planeamento familiar ou então é efeito da generalização da pilula do dia seguinte

já agora o numero de mortes por abortos em portugal já há muitos anos que é muito baixo

mas isto é offtopic

Não é off topic treta nenhuma, é exactamente o mesmo discurdo. Um assumir e prever que algo vai tomar proporções dantescas, de uma desgraça, de ir buscar os piores exemplos, para defender a não existência de algo.

quanto à desonestidade, pensa o que quiseres, de preferencia depois de tentar compreender aquilo que se escreve, e pensa alguma coisa por ti mesmo, mas procura o maximo de conhecimento antes de afirmações tão militantes, tão sjw

aprende a ser tolerante com ideias diferentes, aprende a ouvir ideias diferentes sem partir logo para o insulto com acusações de desonestidade e outras
Exacto, é honesto esse querer exacerbar os números em prol do teu argumento.
Como é honesto eu não "compreender o que se escreve" e não "pensar por mim", sou um sjw e tu um pesquisador de conhecimento.

Tanta honestidade e elegância até te faz mal´, vê lá que até soa a arrogância... como te é típico

os numeros da eutanasia têm vindo a subir nalguns paises, noutros está estável, por si só isso não prova nada, muito menos prova a tua afirmação de que mostra que há pessoas que querem acabar com o seu sofrimento, até porque na belgica e na holanda se têm passado situações muito duvidosas, por alguma razão a eutanasia tem vindo a aumentar fortemente nesses paises, ao contrario de outros que também a aprovaram

Logo para quê esses gráficos todos a subir? Qual é a relevância mesmo? Já sei - honestidade e "tentar Compreender"

Não prova nada ? [:D] prova que há eutanásia, que eu saiba é preciso consentimento, logo há gente a querer morrer e a recorrer à eutanásia.

Mas lanças a dúvida que há situações duvidosas... mais honestidade... para quem diz "procura o maximo de conhecimento antes de afirmações tão militantes" pareces mais a CMTV


Sim há cuidados a ter, sim não pode ser feito às 3 pancadas, sim é sensível ?!
E depois?

Não vamos ter uma legislação justa para quem está em sofrimento, porque somos tansos que não sabemos legislar e regulamentar, os médicos não o saberiam fazer?
É melhor não haver nada escrito, fazer-se pela porta do cavalo, deixar sofrer quem não está são para terminar a sua vida?
 
o nível de desonestidade é tanto que passas por ignorante ... credo.:sh)


O que contesto são a teorias fatalistas que "vai correr tudo mal" que se usam como argumento e que invariavelmente não se verificam.
Um argumento populista, que visa incutir medos infundados, baseado em distorções estatísticas como as que agora fizeste.
Estratégia básica facilmente desmontável

1 - A argumentação anti aborto era "com a despenalização vai andar aí tudo a abortar como quem toma uma aspirina"
Na realidade:
https://observador.pt/2019/03/14/numero-de-abortos-ao-nivel-mais-baixo-desde-a-legalizacao/

2 - Se não há aborto, nem eutanásia legal, óbvio que os números oficiais vão subir - devia ser óbvio perceber, e não ser distorcido

3 - "isto os abortos legais, que continuam a existir ilegais" - Nem sei que diga... queres sub-entender que só aumentaram porque continuam a haver ilegais
Achas mesmo, que contra toda a lógica, que os abortos ilegais não tenham diminuído significativamente.

"desde 2007, o número de abortos e reincidências baixou, até mesmo entre as jovens com menos de 20 anos. Por outro lado, aumentou o número de mulheres que recorrem a consultas de planeamento familiar e a métodos contraceptivos após uma IVG. Aliás, no que diz respeito a abortos, Portugal encontra-se atualmente abaixo da média europeia. E os casos de mortes por abortos mal feitos praticamente já mal existem por cá."

https://expresso.pt/blogues/bloguet...destino-continua-a-matar-milhares-de-mulheres


Mostrar números de eutanásia a subir, só porque sim, como se fosse obrigatoriamente mau ou sintoma de algo, é uma distorção desonesta
Não prova patavina.

Não prova que há más intenções.
Prova apenas que há pessoas que querem acabar com o sofrimento.

A maior parte das pessoas contra a eutanásia não se é capaz de colocar nesta posição, e como não aceita, não tolera essa possibilidade de decisão.

Uma vez com uma familiar idosa discutia isto, e ela disse.
- "Sou contra isto da eutanásia de matar as pessoas, mas às vezes estão ali a sofrer, mais valia desligarem as máquinas..." e eu expliquei, que na maior parte dos casos é isso só...

Isso é que é completamente errado. Para isso não é preciso eutanásia e basta a ortotanásia, deixar a pessoa morrer de forma natural. Eutanásia implica algo activo para matar a pessoa.

Por outro lado o três paus fez uma análise aparentemente correcta. Ele relacionou o número de interrupções com número de nascimento e isso é que é correcto. Poco importa saber se a IVG desceu de 100 para 50 quando os nascimentos descerem de 100 para 20. Neste cenário apesar da IVG ter descido, o peso aumentou em relação ao número total de nascimentos.

Os gráficos que mostram o aumento de números de casos de eutanásia apenas mostram que é uma solução cada vez mais adoptada e ilustra a "cultura de morte" que falei anteriormente.

Porque uma coisa é a própria acamada dizer que quer morrer, e outra coisa é um terceiro lhe dizer que seria melhor morrer, e o próprio sentir-se pressionado e tomar a decisão como sua. Não esquecer que estamos a falar de pessoas fragilizadas que não querem dar trabalho a ninguém e que só o facto de lhes falar em eutanásia poderá servir como incentivo a que explorem essa solução.
 
Isso é que é completamente errado. Para isso não é preciso eutanásia e basta a ortotanásia, deixar a pessoa morrer de forma natural. Eutanásia implica algo activo para matar a pessoa.
Para ti está bem poder desligar uma máquina a um "vegetal" - e para mim "caso a caso" também
Mas poder "eutanasiar" quem está são mentalmente e quer morrer para não sofrer, isso é que não

Faz sentido

Por outro lado o três paus fez uma análise aparentemente correcta. Ele relacionou o número de interrupções com número de nascimento e isso é que é correcto. Poco importa saber se a IVG desceu de 100 para 50 quando os nascimentos descerem de 100 para 20. Neste cenário apesar da IVG ter descido, o peso aumentou em relação ao número total de nascimentos.
Menor IVG de sempre nos últimos anos, número de nascimento aumentou... claro tudo correcto [:D]

Os gráficos que mostram o aumento de números de casos de eutanásia apenas mostram que é uma solução cada vez mais adoptada e ilustra a "cultura de morte" que falei anteriormente.
Treta, mostram que há mais gente a recorrer. Tudo o resto estás a especular.

E mesmo que sejam maus exemplos a aumentar os números, Por que raio vamos assumir que se implementaria pelo pior?!
Que raio de sentido faz isso.
Porque uma coisa é a própria acamada dizer que quer morrer, e outra coisa é um terceiro lhe dizer que seria melhor morrer, e o próprio sentir-se pressionado e tomar a decisão como sua. Não esquecer que estamos a falar de pessoas fragilizadas que não querem dar trabalho a ninguém e que só o facto de lhes falar em eutanásia poderá servir como incentivo a que explorem essa solução.

Sempre o mesmo discurso.

Vamos proibir andar de carro porque uma coisa é respeitar as regras da estrada outra é haver street racing.

Se estás a identificar possíveis problemas, se isso é algo conhecido, porque raio não é contornável ?!
É admitir o derrotismo, e condenar ao sofrimento quem precisa de facto dessa saída, porque somos tão rascas que não conseguimos impedir o abuso desse direito com fins ilícitos.

Desculpem lá se não tenho uma visão fatalista de #peça lá para morrer Dª Alzira que preciso da cama
 
Na crônica desse Vaz Patto, tive que parar de ler após tanta desonestidade "...Chegado esse momento, o médico acusado nesse julgamento (cuja identidade não foi revelada) praticou a eutanásia com recurso à força, porque a doente resistiu fisicamente, num gesto de luta pela sobrevivência."
Coitada da Sra... poderia ter tido a mesma reacção estivesse o médico a dar-lhe vitaminas.

Acho bem que se olhe com atenção para a implementação da eutanásia noutros países para melhor legislar, mas por mais casos alarmantes (pontuais) que possam desenterrar ou cânticos hiperbólicos que recitem, (rampas deslizantes? Cultura de morte? Acho que passei por essa na adolescência HAIL SATAN!!) em nenhum desses países se discute sequer a possibilidade de voltar atrás na legalização. Seria necessário algo do tipo "sharia" para que houvesse tamanho retrocesso em matéria de livre arbítrio e responsabilidade individual.

Aqui em portugal só precisamos de um governo com "
eles" no sítio, que não venha com o típico subterfúgio do "referendo".
 
Para ti está bem poder desligar uma máquina a um "vegetal" - e para mim "caso a caso" também
Mas poder "eutanasiar" quem está são mentalmente e quer morrer para não sofrer, isso é que não

Faz sentido


Menor IVG de sempre nos últimos anos, número de nascimento aumentou... claro tudo correcto [:D]


Treta, mostram que há mais gente a recorrer. Tudo o resto estás a especular.

E mesmo que sejam maus exemplos a aumentar os números, Por que raio vamos assumir que se implementaria pelo pior?!
Que raio de sentido faz isso.


Sempre o mesmo discurso.

Vamos proibir andar de carro porque uma coisa é respeitar as regras da estrada outra é haver street racing.

Se estás a identificar possíveis problemas, se isso é algo conhecido, porque raio não é contornável ?!
É admitir o derrotismo
, e condenar ao sofrimento quem precisa de facto dessa saída, porque somos tão rascas que não conseguimos impedir o abuso desse direito com fins ilícitos.
Desculpem lá se não tenho uma visão fatalista de #peça lá para morrer Dª Alzira que preciso da cama

É preciso averiguar se a pessoa está realmente sã para tomar essa decisão. Se está a sofrer e tem a morte à frente eu diria que não será uma situação que dê o discernimento necessário. Tal como quem tem uma arma apontada à cabeça terá sempre algum tipo de influência nas suas decisões.


Se está mais gente a recorrer, essa cultura está a aumentar, sendo cada vez mais comum e de massas. Se mais gente vai ao futebol é porque será mais popular.

Nas regras da estrada podes ser sancionado caso não cumpras. Num processo de eutanásia mal amanhado, não existe capacidade de reposição.

Não é contornável porque é um processo bastante complexo de diferentes perspectivas. E não é derrotismo, é humildade em questionar se é este tipo de sociedade descartável que pretendemos.
 
É preciso averiguar se a pessoa está realmente sã para tomar essa decisão. Se está a sofrer e tem a morte à frente eu diria que não será uma situação que dê o discernimento necessário. Tal como quem tem uma arma apontada à cabeça terá sempre algum tipo de influência nas suas decisões.


Se está mais gente a recorrer, essa cultura está a aumentar, sendo cada vez mais comum e de massas. Se mais gente vai ao futebol é porque será mais popular.

Nas regras da estrada podes ser sancionado caso não cumpras. Num processo de eutanásia mal amanhado, não existe capacidade de reposição.

Não é contornável porque é um processo bastante complexo de diferentes perspectivas. E não é derrotismo, é humildade em questionar se é este tipo de sociedade descartável que pretendemos.


Que bela pescadinha de rabo na boca... só pode pedir a eutanásia se estiver a morrer, mas como está a morrer o seu discernimento é posto em causa. E mesmo que tenha indicado essa vontade anteriormente não vale de nada porque na altura era saudável :confused:

E "sociedade descartável"? A sério? Deve ser a tal rampa deslizante que nos vai levar ao extermínio em massa de velhotes.
Alguém tem outro exemplo de uma medida que visava dignificar a vida humana e nos tenha saído pela culatra?
 
Que bela pescadinha de rabo na boca... só pode pedir a eutanásia se estiver a morrer, mas como está a morrer o seu discernimento é posto em causa. E mesmo que tenha indicado essa vontade anteriormente não vale de nada porque na altura era saudável :confused:

E "sociedade descartável"? A sério? Deve ser a tal rampa deslizante que nos vai levar ao extermínio em massa de velhotes.
Alguém tem outro exemplo de uma medida que visava dignificar a vida humana e nos tenha saído pela culatra?
Estas são questões colocadas por médicos que terão de decidir estas questões.

Se fosse algo simples nem existiria discussão do assunto.
 
Quantas pessoas em fase terminal é que já tiveram ao lado?

Há fases terminais e há fases terminais.. E muitos estão rigorosamente lúcidos até ao fim.

O meu ganha pão é o mal dos outros e digo é sempre disse - morre se muito mal neste país.
 
Uma ideia extremamente complexa para que usa o argumento "cultura da morte" #não matem os velhinhos.

Cada pessoa podia, em qualquer altura deixar registado - "Não quero em qualquer circunstância ser alvo de eutanásia."

Pronto, quem tem esses receios ficaria salvaguardado. Problema resolvido.
 
está aqui a dar um documentário na RTP1, Linha da Frente

o mais recente português que foi à Suiça para morrer

que vida cheia de dor, impressionante

não entendo como é legal o aborto até à 10a semana sem motivos, e em extremo até à 24a semana, mas uma pessoa adulta e em plena consciência não lhe é permitido ter uma morte digna

este homem além de uma vida inteira de paraplégico estava agora com respiração assistida, e tinha cancro

o que faria eu se estivesse no lugar dele ? e tu o que farias ?!

e se estivéssemos ali naqueles andares superiores das torres gémeas em NY sem qualquer salvação possível, sem conseguir respirar ?!??! pergunto isto porque fez 19 anos há dias, não saltaria eu ? não saltarias tu ?

não sei o que dizer mais tenho pena e acho isto tudo uma hipocrisia dos políticos

pobres pessoas
 
Voltar
Superior