Eutanásia

se tivessem legalizado a eutanásia deixava de existir casos como este, que resolveu o assunto da maneira mais rápida:

SOCIEDADE | 02-06-2018 23:16
Morre ao atirar-se do 9.° andar do Hospital de Santarém




Homem de 73 anos residia em Coruche e estava internado no hospital de Santarém.



Conheço um caso similar, mas neste caso foi um normal suicídio antes sequer de começar a ser tratado.

A ironia da coisa, se as pessoas soubessem que mais tarde teriam essa opção, será que estariam vivas?
 
Conheço um caso similar, mas neste caso foi um normal suicídio antes sequer de começar a ser tratado.

A ironia da coisa, se as pessoas soubessem que mais tarde teriam essa opção, será que estariam vivas?

a situação da noticia não posso opinar muito pois não foi revelado mais sobre o assunto, mas depreendo que fosse algo que já não tivesse um bom desfecho mesmo recorrendo a tratamento, logo resolveu acabar com o assunto ao invés de ficar a dar trabalho...

agora claro se fosse validada a opção e eutanásia, nestes casos, cada um pode decidir por si se um dia poderia em alguma eventualidade autorizar o procedimento ao invés de estar a sofrer e a fazer sofrer e dar trabalho a outros...
 
Conseguiste desvirtuar a minha metáfora dos antibióticos... :(

Vamos lá a ver, antes de mais tenho de fazer aqui uma declaração de interesses: eu não escrevi que era favor da eutanásia. Isto porque não acho que seja assunto pelo qual ninguém deva ou possa fazer apologias ou defesas, quer a favor ou contra. O assunto é demasiado sério e acima de tudo.. muitíssimo complexo (eu nem queria estar a escrever neste tópico).

Agora aquilo que eu fiz ali foi rebater alguns argumentos que achei algo inquinados. Tal como aquele cartaz que dizia " não matem os velhinhos". Acho uma maldade tremenda um cartaz desses, desinforma e vai mesmo ao encontro da tal massa menos informada e aproveita-se dela. Uma pessoa que se aproveita da ignorância de terceiros... enfim. Eutanásia não tem a ver com idade.

Respondendo directamente ao teu último parágrafo... eu acredito que num futuro existam mais países a optar pela despenalização da eutanásia. Mas isso só será possível com uma sociedade mais educada, mais consciente e mais evoluída. Não passa por ser mais ou menos burro, mas mais evoluído.

No entanto, ressalva número dois, só serei a favor dessa despenalização com uma lei robusta, com uma sociedade informada (sem cartazes desses), e em condições muito particulares. Essa apologia da morte, ou um cardápio onde tal seja uma solução clínica equiparável a mudar a cor de dentes ou fazer uma rinoplastia... isso não. Nunca seria a favor de um pseudo-liberalismo desses.

Isso demonstra bem que tens consciência da importância deste assunto. Eu também não sou propriamente contra a existência da eutanásia. Apenas considero que não existem condições dela ser liberalizada, mesmo que tenha fortes regras. Existem ainda demasiadas dúvidas e a maioria das pessoas não está sequer informada e que é moldada por cartazes desse tipo.

Sobre a questão do "cardápio", é uma questão importante, porque a partir do momento que a eutanásia seja legalizada também faz parte das opções de escolha dos pacientes. E os pacientes têm direito a ser informados sobre direitos e deveres. Não faz sentido "esconder" um procedimento que é um direito do doente, e só os mais "informados" acederem. Mas por outro lado, o facto de serem informados que poderão ter a opção de escolher a eutanásia, poderá desvirtuar o sentido da sua própria existência, "sugerindo" tal como opção. Daqui até existir uma "cultura da eutanásia" não demorarão muitos anos.

E peço desculpa se desvirtuei o sentido que querias dar à metáfora dos antibióticos.
 
a situação da noticia não posso opinar muito pois não foi revelado mais sobre o assunto, mas depreendo que fosse algo que já não tivesse um bom desfecho mesmo recorrendo a tratamento, logo resolveu acabar com o assunto ao invés de ficar a dar trabalho...

agora claro se fosse validada a opção e eutanásia, nestes casos, cada um pode decidir por si se um dia poderia em alguma eventualidade autorizar o procedimento ao invés de estar a sofrer e a fazer sofrer e dar trabalho a outros...

fazer sofrer e dar trabalho aos outros... é esta mentalidade que vai fazer com que as pessoas, queiram ou não queiram, aos poucos e poucos, sintam que é sua obrigação pedir para morrer
mesmo que queiram viver esta mentalidade empurrará para a morte muitas pessoas, esta mentalidade já foi dominante nalgumas culturas e pode regressar, em muitos casos ocorrerá
pedir para morrer em muitos casos não será apenas um direito, será um dever moral, um dever que encherá de amargura muitos no final da vida, mesmo os que não peçam a morte
é um autentico retrocesso civilizacional

espero estar redondamente enganado, mas duvido muito, com a mentalidade materialista dominante quem não produz está a mais na sociedade e a pressão nesse sentido não deixará de crescer
ainda por cima na europa a juventude é idolatrada e a velhice desprezada, o corolario lógico de tudo isto não parará na liberdade de poder escolher morrer, pedir para morrer ou suicidar-se será uma obrigação moral
 
Última edição:
Não, não seria, isso é uma análise estatística deturpada, como dizer que por beberes água morres, porque todos os que bebem água morrem.

Em cada X pessoas que entram num hospital, Y morre, porque entram lá doentes.
A estatística verdadeira compararia quem optou por não ir ao hospital.

Tratas a eutanásia com leviandade, é um suicídio, não deve ser incentivado, não é disso que se trata, esse exagero de colocar como opção é quase um gozo com a situação.
Para além disso há regras, já aqui mostradas para que se possa aplicar, que nessas tuas análises ignoras, daí referires isto como se fosse algo vulgar que não é, nem se pretende que seja.

E mesmo que não morram, se a "água for de má qualidade" podem escolher morrer na mesma.

Gozo? Lê o meu post anterior. É uma situação que será real. Ou dás todas as opções ou não dás nenhuma. Ou informas ou não informas. Ou faz sentido informar consoante o tipo de pessoa? Isso não influenciaria mais?

Nem eu ignoro as regras, nem os médicos que já aplicaram algo idêntico, ignoram. São regras altamente falíveis, e não podem ser num assunto tão sério.
 
Aproveito para dizer que acredito que o nosso país tem condições para vir a ser dos pioneiros neste campo e no bom sentido.

Temos muitos defeitos mas temos também uma sociedade com muita maturidade nalguns campos. Temos grande capacidade jurídica e temos uma comunidade médica evoluída em termos deontológicos.

Também fomos pioneiros na despenalização do consumo de drogas e temos sido apontados como caso de sucesso. Não resultaria certamente noutros lados, mas aqui correu bem.

Isso porque temos bons serviços de saúde. A despenalização permitiu aos consumidores pedirem ajuda na saúde e com isso a sua qualidade de vida aumentou e diminuíram doenças.

Tanto que chega ao ridículo de eu ter de pagar para uma seringa para dar algum fármaco ao meu filho mas que os drogados obtêm de graça e até as levam às prisões.
 
fazer sofrer e dar trabalho aos outros... é esta mentalidade que vai fazer com que as pessoas, queiram ou não queiram, aos poucos e poucos, sintam que é sua obrigação pedir para morrer
mesmo que queiram viver esta mentalidade empurrará para a morte muitas pessoas, esta mentalidade já foi dominante nalgumas culturas e pode regressar, em muitos casos ocorrerá
pedir para morrer em muitos casos não será apenas um direito, será um dever moral, um dever que encherá de amargura muitos no final da vida, mesmo os que não peçam a morte
é um autentico retrocesso civilizacional

Concordo inteiramente com isso.
 
fazer sofrer e dar trabalho aos outros... é esta mentalidade que vai fazer com que as pessoas, queiram ou não queiram, aos poucos e poucos, sintam que é sua obrigação pedir para morrer
mesmo que queiram viver esta mentalidade empurrará para a morte muitas pessoas, esta mentalidade já foi dominante nalgumas culturas e pode regressar, em muitos casos ocorrerá
pedir para morrer em muitos casos não será apenas um direito, será um dever moral, um dever que encherá de amargura muitos no final da vida, mesmo os que não peçam a morte
é um autentico retrocesso civilizacional

podes considerar um retrocesso, mas é uma realidade que mais tarde ou mais cedo vai ter de voltar a existir, é melhor eu ter ali por exemplo alguém que tem uma doença em está agarrado a uma cama para o resto da sua vida e já não está nas suas plenas capacidades , está dependente de cuidados permanentes e maquinas , a sofrer e a família e os encargos a que isso obriga do que acabar logo com o sofrimento se o mesmo ainda nas suas plenas capacidades tenha deixado decretado que autorizaria a eutanásia que caso ficasse numa situação incapacitada e debilitada sem qualquer hipótese de recuperação...

existem milhares de situações assim, em que estão em estado vegetativo, derivado a doenças que progrediram com o tempo, ou derivado a acidentes, e afins, e tem de estar ali a sofrer até ao ultimo suspiro durante anos e as famílias sem poder fazer nada, visto que não existe solução medica...

é estas coisas que o pessoal tem de ver, e ao dar a liberdade de decisão a cada um é a melhor coisa que podem fazer, ninguém sabe o dia de amanhã, em pleno 2018 as mentalidades em certos e determinados assuntos ainda são demasiado fechadas para muita gente...
 
podes considerar um retrocesso, mas é uma realidade que mais tarde ou mais cedo vai ter de voltar a existir, é melhor eu ter ali por exemplo alguém que tem uma doença em está agarrado a uma cama para o resto da sua vida e já não está nas suas plenas capacidades , está dependente de cuidados permanentes e maquinas , a sofrer e a família e os encargos a que isso obriga do que acabar logo com o sofrimento se o mesmo ainda nas suas plenas capacidades tenha deixado decretado que autorizaria a eutanásia que caso ficasse numa situação incapacitada e debilitada sem qualquer hipótese de recuperação...

existem milhares de situações assim, em que estão em estado vegetativo, derivado a doenças que progrediram com o tempo, ou derivado a acidentes, e afins, e tem de estar ali a sofrer até ao ultimo suspiro durante anos e as famílias sem poder fazer nada, visto que não existe solução medica...

é estas coisas que o pessoal tem de ver, e ao dar a liberdade de decisão a cada um é a melhor coisa que podem fazer, ninguém sabe o dia de amanhã, em pleno 2018 as mentalidades em certos e determinados assuntos ainda são demasiado fechadas para muita gente...

Também és do Bloco? Basta fazer as votações necessárias até ganhar o que interessa? [:D]
 
fazer sofrer e dar trabalho aos outros... é esta mentalidade que vai fazer com que as pessoas, queiram ou não queiram, aos poucos e poucos, sintam que é sua obrigação pedir para morrer
mesmo que queiram viver esta mentalidade empurrará para a morte muitas pessoas, esta mentalidade já foi dominante nalgumas culturas e pode regressar, em muitos casos ocorrerá
pedir para morrer em muitos casos não será apenas um direito, será um dever moral, um dever que encherá de amargura muitos no final da vida, mesmo os que não peçam a morte
é um autentico retrocesso civilizacional

espero estar redondamente enganado, mas duvido muito, com a mentalidade materialista dominante quem não produz está a mais na sociedade e a pressão nesse sentido não deixará de crescer
ainda por cima na europa a juventude é idolatrada e a velhice desprezada, o corolario lógico de tudo isto não parará na liberdade de poder escolher morrer, pedir para morrer ou suicidar-se será uma obrigação moral

Argumentos muito válidos.

A existir (ou quando existir) a liberalização da eutanásia ela deveria ser sempre contextualizada como um procedimento de absoluta excepção.

Volto a referir que nós já temos juntas médicas para reformar "moribundos"... somos bons nestas coisas.
 
podes considerar um retrocesso, mas é uma realidade que mais tarde ou mais cedo vai ter de voltar a existir, é melhor eu ter ali por exemplo alguém que tem uma doença em está agarrado a uma cama para o resto da sua vida e já não está nas suas plenas capacidades , está dependente de cuidados permanentes e maquinas , a sofrer e a família e os encargos a que isso obriga do que acabar logo com o sofrimento se o mesmo ainda nas suas plenas capacidades tenha deixado decretado que autorizaria a eutanásia que caso ficasse numa situação incapacitada e debilitada sem qualquer hipótese de recuperação...

existem milhares de situações assim, em que estão em estado vegetativo, derivado a doenças que progrediram com o tempo, ou derivado a acidentes, e afins, e tem de estar ali a sofrer até ao ultimo suspiro durante anos e as famílias sem poder fazer nada, visto que não existe solução medica...

é estas coisas que o pessoal tem de ver, e ao dar a liberdade de decisão a cada um é a melhor coisa que podem fazer, ninguém sabe o dia de amanhã, em pleno 2018 as mentalidades em certos e determinados assuntos ainda são demasiado fechadas para muita gente...

e já está, o eugenismo ao virar da esquina
a vontade de matar não apenas as pessoas que querem morrer, mas também aquelas que têm as capacidades diminuidas
a vontade de poupar dinheiro
do direito a morrer ao dever de morrer a distancia não é muita
 
e já está, o eugenismo ao virar da esquina
a vontade de matar não apenas as pessoas que querem morrer, mas também aquelas que têm as capacidades diminuidas
a vontade de poupar dinheiro

do direito a morrer ao dever de morrer a distancia não é muita

ao virar da esquina não digo, porque isto ainda vai dar muito que falar, mas atenção eu defendo a eutanásia com base que o interveniente tenha deixado isso escrito a autorizar, em que nalguma eventualidade fique totalmente imobilizado e sem capacidade de tomar qualquer decisão, independentemente da capacidade financeira, se não autorizou a família tem de se aguentar, é isto que o pessoal ainda não meteu na cabeça, não são terceiros que vão decidir por ele...
 
Argumentos muito válidos.

A existir (ou quando existir) a liberalização da eutanásia ela deveria ser sempre contextualizada como um procedimento de absoluta excepção.

Volto a referir que nós já temos juntas médicas para reformar "moribundos"... somos bons nestas coisas.

Não li o texto, mas o gráfico mostra para onde se dirige essa desejada "excepção".


gr1.jpg

https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(14)61154-5/fulltext
 
ao virar da esquina não digo, porque isto ainda vai dar muito que falar, mas atenção eu defendo a eutanásia com base que o interveniente tenha deixado isso escrito a autorizar, em que nalguma eventualidade fique totalmente imobilizado e sem capacidade de tomar qualquer decisão, independentemente da capacidade financeira, se não autorizou a família tem de se aguentar, é isto que o pessoal ainda não meteu na cabeça, não são terceiros que vão decidir por ele...

O que o pessoal ainda não meteu na cabeça é que não será difícil uma família pressionar alguém a pedir a morte, porque será legal. E "ele" terá de aguentar a pressão de não pedir a morte, sendo que estando fragilizado não deveria estar sob pressão nenhuma. Mais vai estar.
 
O que o pessoal ainda não meteu na cabeça é que não será difícil uma família pressionar alguém a pedir a morte, porque será legal. E "ele" terá de aguentar a pressão de não pedir a morte, sendo que estando fragilizado não deveria estar sob pressão nenhuma. Mais vai estar.

mas como é que tu podes por as coisas nesses termos, ao menos deste-te ao trabalho de lêr o artigo que posta-te a trás???
 
Não li o texto, mas o gráfico mostra para onde se dirige essa desejada "excepção".



https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(14)61154-5/fulltext

Não conheço o enquadramento que fazem no Oregon. Agora o enquadramento que fazem nalguns países europeus, como o caso do sr. que viajou de propósito da Austrália para ser eutanasiado, ou o caso da criança (belga?) que pediu de igual forma... acho completamente inaceitáveis.

Nesses modos sou contra.

Acredito é que se pode fazer de outra forma, dar outro enquadramento.
 
Não conheço o enquadramento que fazem no Oregon. Agora o enquadramento que fazem nalguns países europeus, como o caso do sr. que viajou de propósito da Austrália para ser eutanasiado, ou o caso da criança (belga?) que pediu de igual forma... acho completamente inaceitáveis.

Nesses modos sou contra.

Acredito é que se pode fazer de outra forma, dar outro enquadramento.

pediram de livre vontade e assim foi, que outras formas pensas haver mais???
 
Não conheço o enquadramento que fazem no Oregon. Agora o enquadramento que fazem nalguns países europeus, como o caso do sr. que viajou de propósito da Austrália para ser eutanasiado, ou o caso da criança (belga?) que pediu de igual forma... acho completamente inaceitáveis.

Nesses modos sou contra.

Acredito é que se pode fazer de outra forma, dar outro enquadramento.

Vocsa, só te digo uma coisa. Não queiram fazer da medicina uma ciência exacta, porque é algo que ela não é. Está sujeita ao arbítrio humano, se vamos legislar as condições em que pode ser aplicada. A partir da interpretação da lei, diferentes actores farão leituras diferentes consoante o seu juízo. Da mesma forma que vários juízes conseguem fazer interpretações diferentes da mesma lei para casos semelhantes.

Podemos pensar que um médico pró-eutanásia terá mais facilidade em encontrar um enquadramento em que possa aplicá-la, em vez do inverso.


Pessoalmente, estou tão farto destes temas que legalizava tudo de uma só vez, para não ter que ouvir mais o Bloco.

O problema é que se desse m****, já sei que nunca assumiriam p*rra nenhuma como é hábito neles.
 
pediram de livre vontade e assim foi, que outras formas pensas haver mais???

Portanto o teu modelo de eutanásia é uma pessoa que entra num qualquer hospital, paga uma consulta e pede ao médico para lhe marcar o procedimento, assim que houver vaga.

Eu consigo imaginar diversos modelos diferentes, todos eles com as suas debilidades. Mas em relação a esse modelo sou frontalmente contra.

Mas eu sou muito conservador nestas coisas dos procedimentos médicos. Acho que até para arrancar um dente um dentista devia opor-se se não for o procedimento médico correcto para a situação, quanto mais...

Apesar deste conservadorismo encontro espaço para compreender a necessidade de existir a morte medicamente assistida.
 
Vocsa, só te digo uma coisa. Não queiram fazer da medicina uma ciência exacta, porque é algo que ela não é. Está sujeita ao arbítrio humano, se vamos legislar as condições em que pode ser aplicada. A partir da interpretação da lei, diferentes actores farão leituras diferentes consoante o seu juízo. Da mesma forma que vários juízes conseguem fazer interpretações diferentes da mesma lei para casos semelhantes.

Podemos pensar que um médico pró-eutanásia terá mais facilidade em encontrar um enquadramento em que possa aplicá-la, em vez do inverso.


Pessoalmente, estou tão farto destes temas que legalizava tudo de uma só vez, para não ter que ouvir mais o Bloco.

O problema é que se desse m****, já sei que nunca assumiriam p*rra nenhuma como é hábito neles.

Sim, é complexo. Há todo um caminho a realizar... mas creio que seja possível.

Vamos lá a ver, e internar uma pessoa compulsivamente? Faz-se de ânimo leve? É fácil? Mas faz-se. E reformar uma pessoa? Ou considerá-la como incapaz? E inimputá-la de um crime? Também se faz.

São comparações levianas quando comparadas com o valor da vida humana? Talvez sejam. Mas não as desvalorizemos, têm todas enorme complexidade e grandes implicações.
 
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