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Não podes fazer desaparecer algo que não existe. []
E queres uma lei para resolver o problema do teu primo ou para resolver problemas da sociedade? É importante pensar nisto.
Também estás enviesado pela "vontade do eu = pessoal" e muito pouco preocupado com a sociedade.
Caminhamos para um egocentrismo decadente.
Como assim? Estás a gozar só pode. []
Eu já aqui disse que pessoalmente não me vejo a querer recorrer à eutanásia, e até tentaria demover quem o ponderasse.
Não me preocupo com a sociedade, porque não acho que a eutanásia será um limpar de velhotes apocalítico []
Egocêntrico é impor a nossa vontade a terceiros... onde é que defender uma opção é impor a terceiros? É a questão dos homicidas? Já disse que sou a favor de se poderem recusar a fazê-lo.
Eu que tenho um familiar que foi quase um pai para mim há 36 anos dessa forma e vivi na mesma casa com ele até aos 10 anos (tenho 37), não percebo.
Mas tu na tua imensa sapiência católica, percebes tudo de tudo. E consegues perceber tanto que até percebes melhor do sofrimento dos outros do que os próprios.
O que tu e demais ainda não conseguiram entender é que o ónus da ESCOLHA fica do lado da pessoa, sendo depois sujeita a uma avaliação médica.
Há malta que vive no meio da guerra e perdeu os 2 braços e consegue encontrar satisfação até mais do que eu e certamente mais do que tu.
Há malta que fica acamada sem hipótese de cura e vê lá tu, surpresa das surpresas, não têm a mesma moldura mental da outra pessoa que está na guerra. Agora não és tu que garantidamente vais conseguir quantificar o sofrimento de cada um!
Não consegues entender que o que cada um retira da vida é diferente??
Exemplo: tu és feliz na tua sabedoria católica e sentes satisfação na fábula do deus omnipresente. Já eu acho tudo isso muito estranho. Duas pessoas diferentes, concepções de vida diferentes! É complicado perceberes?
Eu que tenho um familiar que foi quase um pai para mim há 36 anos dessa forma e vivi na mesma casa com ele até aos 10 anos (tenho 37), não percebo.
Mas tu na tua imensa sapiência católica, percebes tudo de tudo. E consegues perceber tanto que até percebes melhor do sofrimento dos outros do que os próprios.
O que tu e demais ainda não conseguiram entender é que o ónus da ESCOLHA fica do lado da pessoa, sendo depois sujeita a uma avaliação médica.
Há malta que vive no meio da guerra e perdeu os 2 braços e consegue encontrar satisfação até mais do que eu e certamente mais do que tu.
Há malta que fica acamada sem hipótese de cura e vê lá tu, surpresa das surpresas, não têm a mesma moldura mental da outra pessoa que está na guerra. Agora não és tu que garantidamente vais conseguir quantificar o sofrimento de cada um!
Não consegues entender que o que cada um retira da vida é diferente??
Exemplo: tu és feliz na tua sabedoria católica e sentes satisfação na fábula do deus omnipresente. Já eu acho tudo isso muito estranho. Duas pessoas diferentes, concepções de vida diferentes! É complicado perceberes?
conheci vários idosos que se recusavam a ir para o hospital
tinham medo, diziam que no hospital matavam os velhos, contra a sua vontade
esta desconfiança, agora de alguns escassos doentes, em relação aos médicos e enfermeiros vai aumentar e muito com a aprovação da eutanasia
Quero uma lei justa que permita a uma pessoa que está em sofrimento constante e tenha uma avaliação médica adequada, possa ter a ajuda da tal sociedade para desaparecer deste mundo da melhor forma possível.
O que tu defendes é que a tal sociedade diga é "deixa de comer e morres à fome de certeza".
Para quem tem tantos problemas com a eutanásia, o suicídio é um tópico bastante leve para vós.
no mundo há paises com muitas culturas diferentes, religiões diferentes e até sem religião
no entanto a eutanasia só está legalizada em paises de maioria cristã e numa situação ambigua no japão
por isso não é por razões religiosas que está proibida em quase todo o lado, 97% dos paises, mais coisa menos coisa
porque é então?
porque a historia ensina que legalizando a possibilidade de os doentes passarem a ser coagidos a pedir a morte é muito elevada
e para uma pessoa muito fragilidade essa coisa da escolha depende muito das possibilidades que lhe dão, com a eutanasia as possiblidades que lhes serão apresentadas serão na enorme maioria dos casos bem piores
conheci vários idosos que se recusavam a ir para o hospital
tinham medo, diziam que no hospital matavam os velhos, contra a sua vontade
esta desconfiança, agora de alguns escassos doentes, em relação aos médicos e enfermeiros vai aumentar e muito com a aprovação da eutanasia
Acho que estás a confundir conceitos.
Esses receios são baseados na ignorância. Da mesma forma que há quem prefira ir ao endireita ou ao bruxo do que ao médico. Ainda há dias perguntei a um senhor com um problema sério se já tinha ido ao médico... a resposta dele: e o que é eles sabem, os médicos?
Não subestimes a ignorância e não a tragas para a discussão. Porque nunca ninguém atinge o fundo desse poço. As coisas que eu já ouvi e não sou técnico de saúde.
Exactamente.
Se as pessoas são ignorantes o suficiente para excluírem médicos das decisões, imagina o que não fará uma "cultura de eutanásia", onde ao "menor" problema a pessoa sabe que pode pedir a morte. E que se não aceitarem à primeira, haverá outro médico que aceitará avançar com o processo.
Exactamente.
Se as pessoas são ignorantes o suficiente para excluírem médicos das decisões, imagina o que não fará uma "cultura de eutanásia", onde ao "menor" problema a pessoa sabe que pode pedir a morte. E que se não aceitarem à primeira, haverá outro médico que aceitará avançar com o processo.
E assim estamos mais uma vez a nivelar por baixo e a esperar o pior das pessoas.
Olha, também podemos banir os antibioticos porque se forem mal usados (e são tantas vezes) podemos criar bactérias resistentes.
Vamos legislar assim? ou podemos optar pela positiva: podemos optar por educar e aspirar a uma sociedade mais inteligente, mais culta, dar mais formação.
Agora ficar refém dos mal informados, dos ignorantes e dos básicos? Epá, isso é o que temos feito há tanto tempo...
Sai mais uma rodada de exagero...
Para ti "menor" é uma doença incurável, irreversível e que causa sofrimento.
Sai acusação de idealista utópico e colagens ao comunismo em 3...2...1.. []
E assim estamos mais uma vez a nivelar por baixo e a esperar o pior das pessoas.
Olha, também podemos banir os antibioticos porque se forem mal usados (e são tantas vezes) podemos criar bactérias resistentes.
Vamos legislar assim? ou podemos optar pela positiva: podemos optar por educar e aspirar a uma sociedade mais inteligente, mais culta, dar mais formação.
Agora ficar refém dos mal informados, dos ignorantes e dos básicos? Epá, isso é o que temos feito há tanto tempo...
É curioso que fales nos "antibióticos" porque efectivamente nem todas as pessoas que entram num hospital saem de lá vivas. E nem pedem para morrer, mas as estatísticas não mentem. Seria como dizer a alguém que entra num avião de 400 lugares que um dos passageiros irá morrer no voo. Ninguém mais entraria. Agora imagina a seguinte situação: dizerem à entrada do hospital que em cada 100 pessoas que lá entram, 5 já não saem vivas, 10 morrem nos meses seguintes e 20, mesmo que não morram, vão logo ficar com a opção de morrer.
Estás a dizer que o mundo em geral é burro e só na meia dúzia de países onde a eutanásia é legal, é que se aspira a mais inteligência, cultura e formação? Qualquer pessoa numa situação de saúde frágil pode ficar "burra". Não é uma questão de ficar refém dos ignorantes e básicos, mas sim protegê-los. Proteger a sociedade de uma "cultura de morte" ou colocar a "morte" no leque de opções de um folheto do IPO, por exemplo? Faz sentido dar a opção de morte, a quem nunca pensou matar-se em circunstância nenhuma?
É curioso que fales nos "antibióticos" porque efectivamente nem todas as pessoas que entram num hospital saem de lá vivas. E nem pedem para morrer, mas as estatísticas não mentem. Seria como dizer a alguém que entra num avião de 400 lugares que um dos passageiros irá morrer no voo. Ninguém mais entraria. Agora imagina a seguinte situação: dizerem à entrada do hospital que em cada 100 pessoas que lá entram, 5 já não saem vivas, 10 morrem nos meses seguintes e 20, mesmo que não morram, vão logo ficar com a opção de morrer.
Estás a dizer que o mundo em geral é burro e só na meia dúzia de países onde a eutanásia é legal, é que se aspira a mais inteligência, cultura e formação? Qualquer pessoa numa situação de saúde frágil pode ficar "burra". Não é uma questão de ficar refém dos ignorantes e básicos, mas sim protegê-los. Proteger a sociedade de uma "cultura de morte" ou colocar a "morte" no leque de opções de um folheto do IPO, por exemplo? Faz sentido dar a opção de morte, a quem nunca pensou matar-se em circunstância nenhuma?