Eutanásia

Ainda não consegui perceber porque é que se preocupam tanto com o que cada um quer fazer da sua vida, mesmo que seja termina-la. Repito, da SUA vida

Oh que caraças. Porque uma vida, quando vivemos em sociedade, NUNCA está isolada. Tudo o que tu fazes acaba por ter impacto nos outros, directa ou indirectamente, e esse impacto nem sempre é evidente.

Agora desafio-te a ti a fazeres de advogado do diabo, se fores capaz. Enuncia aí duas ou três possiveis consequências *negativas* de legalização da eutanásia.
 
Para além de após uns tempos começar a existir uma lista de médicos favoráveis à eutanásia e é estrada livre para pareceres positivos...

Espero que exista um grande debate de ética neste assunto em espaço público antes sequer de pensarem num referendo.

Bastante pertinente esta observação.

Do ponto de vista ético pode levantar muitas suspeitas e casos menos claros.

Nem falando de questões económicas, mas também não é preciso ir por para encontrar logo algumas questões.

Essa que o @ Obtuso referiu já dá pano para mangas.
 
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Oh que caraças. Porque uma vida, quando vivemos em sociedade, NUNCA está isolada. Tudo o que tu fazes acaba por ter impacto nos outros, directa ou indirectamente, e esse impacto nem sempre é evidente.

Agora desafio-te a ti a fazeres de advogado do diabo, se fores capaz. Enuncia aí duas ou três possiveis consequências *negativas* de legalização da eutanásia.
Outra situação é o facto de os profissionais médicos já terem assistido a muitas situações que decidem optar pela eutanásia e que depois de convencidas a optar pelos cuidados continuados, ficam muito agradecidas por não terem optado pela decisão de terminar a vida, pois agora conseguem lidar melhor com a situação e serem felizes.

Isto não é uma opinião minha, são relatos de experiências de médicos na europa central. A eutanásia é uma decisão irreversível e por isso mesmo, existindo a possibilidade de existirem decisões erradas ou precipitadas, deve ser excluída. Basta pensar na pena de morte e porque não deve ser aplicada...
 
Bastante pertinente esta observação.

Do ponto de vista ético pode levantar muitas suspeitas e casos menos claros.

Nem falando de questões económicas, mas também não é preciso ir por para encontrar logo algumas questões.

Essa que o @ Obtuso referiu já dá pano para mangas.
Acredita que há muitas mais questões éticas por parte da medicina neste assunto. E mais do que ninguém deveriam ser os próprios médicos a promoverem esse debate.
 
Outra situação é o facto de os profissionais médicos já terem assistido a muitas situações que decidem optar pela eutanásia e que depois de convencidas a optar pelos cuidados continuados, ficam muito agradecidas por não terem optado pela decisão de terminar a vida, pois agora conseguem lidar melhor com a situação e serem felizes.

Isto não é uma opinião minha, são relatos de experiências de médicos na europa central. A eutanásia é uma decisão irreversível e por isso mesmo, existindo a possibilidade de existirem decisões erradas ou precipitadas, deve ser excluída. Basta pensar na pena de morte e porque não deve ser aplicada...

Já agora encontraste algum relato de uma pessoa que recorreu a eutanásia e depois se arrependeu?
 
Já agora encontraste algum relato de uma pessoa que recorreu a eutanásia e depois se arrependeu?
Sim, contada pelo médico que a acompanhou.

Repara que para alguém decidir que quer eutanásia, ela tem de estar bem psicologicamente. E se o médico tiver dúvidas disso deve pedir um parecer a um colega psiquiatra. E como é que o psiquiatra garante que a pessoa está nas faculdades mentais absolutas? Não garante pois a pessoa já está sob influência de uma situação que a levou a tomar a decisão de eutanásia. E vai o psiquiatra atravessar-se e dar parecer positivo? Os que conheço não fazem isso.

A situação é mesmo muito complexa não só no campo da ética como mesmo da prática médica.
 
Sim, contada pelo médico que a acompanhou.

Repara que para alguém decidir que quer eutanásia, ela tem de estar bem psicologicamente. E se o médico tiver dúvidas disso deve pedir um parecer a um colega psiquiatra. E como é que o psiquiatra garante que a pessoa está nas faculdades mentais absolutas? Não garante pois a pessoa já está sob influência de uma situação que a levou a tomar a decisão de eutanásia. E vai o psiquiatra atravessar-se e dar parecer positivo? Os que conheço não fazem isso.

A situação é mesmo muito complexa não só no campo da ética como mesmo da prática médica.

Passado quanto tempo de estar morta?
 
Passado quanto tempo de estar morta?

Recorrer ao processo de eutanásia, ninguém acede à eutanásia de forma directa... pelo menos é essa a ideia. Pelo que podes recorrer ao processo de eutanásia e no decurso do processo desistires ou levares até ao fim se existirem condições para isso, e que podem passar no mínimo por 3 médicos de especialidades distintas, e basta um dizer que não para o processo morrer.

O problema é que a prazo o médicos facilitadores vão ficar conhecidos e com isso, quem quer mesmo avançar com a eutanásia, tenha ou não condições, vai avançar na mesma. O processo de decisão fica logo inquinado em algo tão importante.
 
Só 10% é que tem acesso a cuidados paliativos ( pelos números acima dados) um numero que a ser verdade é esmagador, mas o problema é a possibilidade de se passar uma lei sobre Eutanásia, devem mesmo estar a espera de se chumbar a lei para fazer alguma coisa, e se a lei passar o numero deve descer dos 10% [:D]

os meus dados já têm alguns anos, entretanto podem ter melhorado, mas pelo que vou sabendo a grande maioria continua a não ter acesso aos cuidados paliativos que seriam desejáveis.
 
É isto que querem que eu diga?

"Ok eu só defendo a eutanásia porque concordo que se deixe morrer doentes e velhotes, que só gastam dinheiro do erário público. E todos os casos de pessoas que pedem eutanásia eram evitáveis pois das duas uma ou têm problemas psicológicos ou não têm cuidados paliativos suficientes"

Pronto, acabou a discussão...
Quem me dera conseguir como vocês reduzir tudo a meia dúzia preto no branco... e a minha ideia é que é adolescente.

Expliquem me então qual era o mal de ter uma lei que permitisse eutanásia apenas em casos excepcionais, em pessoas que já recebessem todos os cuidados paliativos e mais alguns, que estivessem psicologicamente estáveis mas que não pretendessem prolongar a sua vida naquele estado?!

Pessoalmente acho que jamais tomaria tal decisão, mas admito que alguém a possa tomar sem o rotular de depressivo instantaneamente.

É que pela lógica "depois vai-se usar a eutanásia para fins pouco éticos, reprováveis, sem dar valor à vida humana apenas pelo dinheiro"
Caramba, obviamente isso teria que estar previsto e salvaguardado na lei... mas cabe na cabeça de alguém que não?!

É que usando essa lógica de "medo" de possíveis ilícitos, nada se faria... terrível política.
 
mas isso é tipico das noticias sobre a politica, fala-se do ruido em torno da politica muito mais que das medidas concretas propriamente ditas

mais completo aqui:

[h=1]direitos das pessoas em fim de vida[/h]ou mais sucinto aqui:

[h=1]CDS-PP apela a consenso sobre direitos das pessoas doentes em fim de vida[/h]
"Estes conteúdos da nossa iniciativa são consensuais para quem, por um lado, se preocupa com a saúde dos mais idosos, das pessoas com doença crónica, das pessoas em fim de vida, e contribui para trazer maior dignificação e humanização aos cuidados de saúde", argumentou Isabel Galriça Neto.

Para a deputada centrista, que é médica especialista em cuidados paliativos, a aprovação da iniciativa "seria um serviço à sociedade civil no sentido de ajudar a dar voz a um grupo de pessoas que tantas vezes não tem voz, porque são doentes mais vulneráveis, mais fragilizados, que podem estar desprotegidos nos cuidados de saúde que podem receber".
"Estas pessoas têm direito a bons cuidados de saúde, que são os cuidados paliativos, e que só chegam neste momento a 20% dos portugueses", disse, frisando que a proposta do CDS "respeita os valores constitucionais da inviolabilidade da vida humana, de um Estado baseado na dignidade dos seus cidadãos, que preza a sua autonomia dignidade".
A proposta de lei do CDS consagra aos doentes "o direito a não sofrerem de forma mantida, disruptiva e desproporcionada", prevendo que "a contenção física (com recurso a imobilização e restrição físicas)" se "reveste de caráter excecional, não prolongado, e depende de prescrição médica".
As pessoas com doença avançada e em fim de vida têm direito "a não ser alvo de distanásia, através de obstinação terapêutica e diagnóstica, designadamente, pela aplicação de medidas que prolonguem ou agravem de modo desproporcionado o seu sofrimento", de acordo com a iniciativa.
A proposta prevê também que estas pessoas "têm direito a recusar, nos termos da lei, o suporte artificial das funções vitais e a recusar a prestação de tratamentos não proporcionais nem adequados ao seu estado clínico e tratamentos, de qualquer natureza, que não visem exclusivamente a redução do sofrimento e a manutenção do conforto do doente, ou que prolonguem ou agravem esse sofrimento".
O projeto consagra que são direitos das pessoas em contexto de doença avançada e em fim de vida "realizar testamento vital e nomear procurador de cuidados de saúde", e "ser o único titular do direito à informação clínica relativa à sua situação de doença e tomar as medidas necessárias e convenientes à preservação da sua confidencialidade, podendo decidir com quem partilhar essa informação".
 
Eu ouvi da boca de médicos que conhecem a realidade lá que isso é uma realidade. Abriu-se uma caixa de pandora.

A proposta do CDS-PP parece razoável e mais acertada e prudente.

Ah então o site já é fidedigno... se ouviste dizer :sh)

Mesmo que a caixa de pandora tenha sido aberta, que se feche. Fazendo legislação que funcione e salvaguarde os verdadeiros princípios para os quais foi feita.

Repito, querer justificar a não existência de uma lei com possíveis desvios a esta, é errado. Não faz qualquer sentido.

Concordo com aquele artigo sobre a proposta do CDS.
destaco isto:
[FONT=&quot]"têm direito a recusar, nos termos da lei, o suporte artificial das funções vitais e a recusar a prestação de tratamentos não proporcionais nem adequados ao seu estado clínico e tratamentos, de qualquer natureza, que não visem exclusivamente a redução do sofrimento e a manutenção do conforto do doente, ou que prolonguem ou agravem esse sofrimento".


[/FONT]
 
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