Eutanásia

Eutanásia

Se estás em situação terminal e não podes sair da cama onde estás, vais é à m***

Foi aprovado e muito bem aprovado.

Bem aprovado é discutível.

A partir do momento que tem de haver parecer médico deixa de haver a aclamada liberdade individualmente.

Depois temos o estado a ordenar (através de médicos) quem morre e quem vive. O que diria que é macabro.

Temos um acto que é facilmente corrompido. Não falo de corrupção ou subornos, mas pressão familiar, e mais que não seja que a autonomia do indivíduo quer terminar o seu sofrimento, passa para o médico, sendo o terceiro que decide a vida do indivíduo. Corrupção ética.

Temos ainda o facto discutível da eutanásia como acto médico, sendo que eticamente, um acto médica deve ser para bem da vida e neste caso...

Ou seja, a eutanásia neste campo não vejo que seja bem aprovada, principalmente no sentido da liberdade individual que não existe neste tipo de moldes da eutanásia. Eu até sou a favor do sentido teórico da eutanásia, da liberdade do indivíduo terminar a sua vida porque é... a sua vida. Não com esta legislação.
 
E teremos serviços públicos a criarem também era pressão...

Basta incluírem a informação sobre eutanásia no direito de informação do doente, e passa a ser opção. Daí até ser a melhor opção será um passo, especialmente nas pessoas psicologicamente mais frágeis...



É por razões desta natureza que a minha maior resistência à eutanásia passa precisamente por isto: o Estado institucionalizar a morte, como se fosse uma solução para o que quer que seja.
 
Se actualmente já existe abordagem diferente em função da idade, imagino quando for possível fazer abordagens diferentes em função de ser ou não uma vida descartável...



Hoje, no estado em que está o SNS, a partir de certa idade já se aceita que quem chega ao hospital é para ficar em segundo plano... morrer é um dano colateral.
É triste, mas é assim.
 
Bem aprovado é discutível.

A partir do momento que tem de haver parecer médico deixa de haver a aclamada liberdade individualmente.

Depois temos o estado a ordenar (através de médicos) quem morre e quem vive. O que diria que é macabro.

Temos um acto que é facilmente corrompido. Não falo de corrupção ou subornos, mas pressão familiar, e mais que não seja que a autonomia do indivíduo quer terminar o seu sofrimento, passa para o médico, sendo o terceiro que decide a vida do indivíduo. Corrupção ética.

Temos ainda o facto discutível da eutanásia como acto médico, sendo que eticamente, um acto médica deve ser para bem da vida e neste caso...

Ou seja, a eutanásia neste campo não vejo que seja bem aprovada, principalmente no sentido da liberdade individual que não existe neste tipo de moldes da eutanásia. Eu até sou a favor do sentido teórico da eutanásia, da liberdade do indivíduo terminar a sua vida porque é... a sua vida. Não com esta legislação.

Pretendias então que não houve-se regras e que o sr Joaquim fosse ao hospital para receber a eutanásia só por estar chateado por o Benfica ter perdido?
 
Hoje, no estado em que está o SNS, a partir de certa idade já se aceita que quem chega ao hospital é para ficar em segundo plano... morrer é um dano colateral.
É triste, mas é assim.
Triste é as pessoas não terem muita noção de como se processam esses casos na prática.

Tudo influencia, desde a idade, problema, enquadramento sócio cultural, tipo de apoio familiar, conhecimentos no meio, etc.

Mas dizem que na eutanásia é que é, que não existirão influências e cada um tomará as decisões de livre vontade. Anjinhos.
 
Triste é as pessoas não terem muita noção de como se processam esses casos na prática.

Tudo influencia, desde a idade, problema, enquadramento sócio cultural, tipo de apoio familiar, conhecimentos no meio, etc.

Mas dizem que na eutanásia é que é, que não existirão influências e cada um tomará as decisões de livre vontade. Anjinhos.



É chocante, sim senhor.
Liberdade sem condições psíquicas, financeiras, emocionais... não existe ou não é inteira e esclarecida.
Só quem não lida com pessoias mais velhas e doentes é que não percebe como se sentem, já de si, um peso para os outros, nomeadamente para quem nunca deveriam pesar... depois entram os requintes de malvadez de tanta gente sem escrupulos... que sugere, que indica, que toca no assunto...
Não quero dizer que a eutanásia não tenha uma componente compassiva e misericordiosa que me apele ao coração, mas é numa completa falácia sustenta-la na liberdade e autonomia individual.
São ideias...
Bom Carnaval,
 
É chocante, sim senhor.
Liberdade sem condições psíquicas, financeiras, emocionais... não existe ou não é inteira e esclarecida.
Só quem não lida com pessoias mais velhas e doentes é que não percebe como se sentem, já de si, um peso para os outros, nomeadamente para quem nunca deveriam pesar... depois entram os requintes de malvadez de tanta gente sem escrupulos... que sugere, que indica, que toca no assunto...
Não quero dizer que a eutanásia não tenha uma componente compassiva e misericordiosa que me apele ao coração, mas é numa completa falácia sustenta-la na liberdade e autonomia individual.
São ideias...
Bom Carnaval,

Claro que sim, existirão casos de verdadeira compaixão. O problema é que a caixa de pandora abre-se para todos os casos e não irá distinguir nada.

Confiar nos serviços públicos para despistarem eventuais pressões é mesmo de rir.
 
Pretendias então que não houve-se regras e que o sr Joaquim fosse ao hospital para receber a eutanásia só por estar chateado por o Benfica ter perdido?

Queria que não fosse uma decisão de um estado quem morre e quem vive. Há uma grande dificuldade em legislar está medida, e como foi planeada neste caso, pessoalmente sou contra. Há uma diferenças entre regras e quem decide quem morre ser um estado (através dos medicos).

Os grandes mantras desta medida caem por terra porque não há nenhuma liberdade individual, e será frustrante um médico decidir se o sofrimento daquele paciente é válido ou não.
 
Mas dizem que na eutanásia é que é, que não existirão influências e cada um tomará as decisões de livre vontade. Anjinhos.

A única coisa pelos vistos que se decide, é pedir autorização para morrer. De resto... não se decide nada.

Como se diz a um paciente terminal em sofrimento que o seu caso não cumpre os requisitos para a eutanásia que ele pediu? Ou os médicos vão aceitar todo os casos havendo corrupção ética?
 
Queria que não fosse uma decisão de um estado quem morre e quem vive. Há uma grande dificuldade em legislar está medida, e como foi planeada neste caso, pessoalmente sou contra. Há uma diferenças entre regras e quem decide quem morre ser um estado (através dos medicos).

Os grandes mantras desta medida caem por terra porque não há nenhuma liberdade individual, e será frustrante um médico decidir se o sofrimento daquele paciente é válido ou não.


Percebo o que queres dizer, no entanto a questao sao as regras e impedir que se torne uma solucao (seja lá para o que for).

Sou a favor, desde que com regras e critérios bem defenidos.
 
Queria que não fosse uma decisão de um estado quem morre e quem vive. Há uma grande dificuldade em legislar está medida, e como foi planeada neste caso, pessoalmente sou contra. Há uma diferenças entre regras e quem decide quem morre ser um estado (através dos medicos).

Os grandes mantras desta medida caem por terra porque não há nenhuma liberdade individual, e será frustrante um médico decidir se o sofrimento daquele paciente é válido ou não.

A menos que alguém tenha um desejo expresso de sofrer porque quer estar vivo, o sofrimento NUNCA é válido se não tiver como 'destino' a melhora do paciente.
Sofrer até morrer não é viver.
 
Claro que sim, existirão casos de verdadeira compaixão. O problema é que a caixa de pandora abre-se para todos os casos e não irá distinguir nada.

Confiar nos serviços públicos para despistarem eventuais pressões é mesmo de rir.


Percebo a questão da caixa de Pandora. E o problema é que a lei é de aplicação geral e abstracta.
E sim, quem contar com os serviços públicos vai ter uma decepção... vai ser tudo tratado como mais um processo.
Com todo o respeito pela classe médica, há tantos vícios no SNS que até dói... há uma normalização da morte para uma certa faixa etária em certas fases ou alturas do ano que as pessoas nem têm noção... é como uma mentalidade que se instala, como se fosse uma inevitabilidade que se instala...
É por isso que os princípios são tão importantes e temos que os defender intransigentemente (pelo menos alguns verdadeiramente fundamentais da nossa civilização), mesmo que vislumbremos justiça em casos concretos...
Sei que me repito, mas este é um tema mesmo muito difícil.
 
Percebo o que queres dizer, no entanto a questao sao as regras e impedir que se torne uma solucao (seja lá para o que for).

Sou a favor, desde que com regras e critérios bem defenidos.

Acho que te percebi, Turboyoda... mas legalizar a eutanásia é, precisamente, aceitar a antecipação da morte para os ditos casos que cumprem os critérios de que falas.
E se, por um lado, existem critérios que serão cumpridos, por outro, a saída legal admitida é a antecipação da morte. Passa a ser uma opção do cardápio de serviços públicos em Portugal.
Cumpts,
 
A menos que alguém tenha um desejo expresso de sofrer porque quer estar vivo, o sofrimento NUNCA é válido se não tiver como 'destino' a melhora do paciente.
Sofrer até morrer não é viver.



Sofrer até morrer não é viver, dizes... pois a realidade é que viverás até morrer, a menos que aceites antecipar o momento da morte, ou por o Estado a antecipar o momento da morte de um seu cidadão.
Viver é, também, sofrer. E às vezes, para sofrer é necessário estar particularmente vivo, activo e vigilante. Seria boa uma vida sem sofrimento, mas não creio que seja possível para ninguém.
De resto, concebo situações de excruciante sofrimento emocional, que não terão correspondência em sofrimento físico com a intensidade de que todos falam para se admitir a eutanásia, e o que se poderá fazer por esses seres humanos?
Cumpts,
 
Sofrer até morrer não é viver, dizes... pois a realidade é que viverás até morrer, a menos que aceites antecipar o momento da morte, ou por o Estado a antecipar o momento da morte de um seu cidadão.
Viver é, também, sofrer. E às vezes, para sofrer é necessário estar particularmente vivo, activo e vigilante. Seria boa uma vida sem sofrimento, mas não creio que seja possível para ninguém.
De resto, concebo situações de excruciante sofrimento emocional, que não terão correspondência em sofrimento físico com a intensidade de que todos falam para se admitir a eutanásia, e o que se poderá fazer por esses seres humanos?
Cumpts,


Nem toda a gente alucina, achando que o sofrimento extremo é aceitável porque depois existe uma recompensa.
 
Percebo a questão da caixa de Pandora. E o problema é que a lei é de aplicação geral e abstracta.
E sim, quem contar com os serviços públicos vai ter uma decepção... vai ser tudo tratado como mais um processo.
Com todo o respeito pela classe médica, há tantos vícios no SNS que até dói... há uma normalização da morte para uma certa faixa etária em certas fases ou alturas do ano que as pessoas nem têm noção... é como uma mentalidade que se instala, como se fosse uma inevitabilidade que se instala...
É por isso que os princípios são tão importantes e temos que os defender intransigentemente (pelo menos alguns verdadeiramente fundamentais da nossa civilização), mesmo que vislumbremos justiça em casos concretos...
Sei que me repito, mas este é um tema mesmo muito difícil.

Ainda bem. Como é que são tratados os nascimentos? Pelos directamente envolvidos e afectados, emocionalmente. Para o Estado, não passa de um processo. Porque seria a morte diferente?
 
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