LuisCastro
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Continua a ter de obedecer a determinados critérios, não é eutanásia só porque o Benfica perdeu...
E cumpridos todos os critérios de que falas, o que é que se faz, o que é?...
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Continua a ter de obedecer a determinados critérios, não é eutanásia só porque o Benfica perdeu...
Mmmm ok. É pagamento pelo serviço todo. É uma pergunta parva, mas olha que eu não sei. No privado é igual?O Hipócrates deve ter resposta.
3 velhinhos/€100 euros, 5 velhinhos/€200
Dá desconto de 6 cts na Repsol.
(Desculpa, teve de ser.)
E cumpridos todos os critérios de que falas, o que é que se faz, o que é?...
A sério que depois de já ai terem colocado as propostas de aprovação da lei com critérios e até procedimentos a seguir ainda fazes uma pergunta destas?
Pareces a minha filha quando tinha 5 anos...
Eu dizia lhe "Não faças isso se não vais ficar de castigo sem brinquedos para o resto do dia", voltava a fazer o mesmo, ia de castigo e ficava muito chateada porque não a deixavam brincar.
Portugalex de ontem[O Hipócrates deve ter resposta.
3 velhinhos/€100 euros, 5 velhinhos/€200
Dá desconto de 6 cts na Repsol.
(Desculpa, teve de ser.)
1.[FONT=var(--tipo-letra-secundario)] O debate sobre a introdução legal da possibilidade da provocação da morte antecipada não corresponde à discussão sobre hipotéticas opções ou considerações individuais de cada um perante as circunstâncias da sua própria morte. É, sim, uma discussão de opções políticas de reforçada complexidade e com profundas implicações sociais, comportamentais e éticas.
[/FONT][FONT=var(--tipo-letra-secundario)]A legalização da eutanásia não pode ser apresentada como matéria de opção ou reserva individual. Inscrever na Lei o direito a matar ou a matar-se não é um sinal de progresso mas um passo no sentido do retrocesso civilizacional, com profundas implicações sociais, comportamentais e éticas que questionam elementos centrais de uma sociedade que se guie por valores humanistas e solidários.
[/FONT][FONT=var(--tipo-letra-secundario)]A ideia de que a dignidade da vida se assegura com a consagração legal do direito à morte antecipada, merece rejeição da parte do PCP.
[/FONT][FONT=var(--tipo-letra-secundario)]A oposição do PCP à eutanásia tem o seu alicerce na preservação da vida, na convocação dos avanços técnicos e científicos (incluindo na medicina) para assegurar o aumento da esperança de vida e não para a encurtar, na dignificação da vida em vida. É esta consideração do valor intrínseco da vida que deve prevalecer e não a da valoração da vida humana em função da sua utilidade, de interesses económicos ou de discutíveis padrões de dignidade social.
[/FONT]2.[FONT=var(--tipo-letra-secundario)] A invocação de casos extremos, para justificar a inscrição na Lei do direito à morte antecipada apresentando-o como um acto de dignidade, não é forma adequada para a reflexão que se impõe. Pode expressar em alguns casos juízos motivados por vivência própria, concepções individuais que se devem respeitar mas é também, para uma parte dos seus promotores, uma inscrição do tema em busca de protagonismos e de agendas políticas promocionais.
[/FONT][FONT=var(--tipo-letra-secundario)]A ciência já hoje dispõe de recursos que, se utilizados e acessíveis, permitem diminuir ou eliminar o sofrimento físico e psicológico. Em matérias que têm a ver com o destino da sua vida, cada cidadão dispõe já hoje de instrumentos jurídicos (de que o “testamento vital” é exemplo, sem prejuízo dos seus limites) e de soberania na sua decisão individual quanto à abstinência médica (ninguém pode ser forçado a submeter-se a determinados tratamentos contra a sua vontade). A prática médica garante o não prolongamento artificial da vida, respeitando a morte como processo natural recusando o seu protelamento através da obstinação terapêutica. Há uma diferença substancial entre manter artificialmente a vida ou antecipar deliberadamente a morte, entre diminuir ou eliminar o sofrimento na doença ou precipitar o fim da vida.
[/FONT]3.[FONT=var(--tipo-letra-secundario)] Num quadro em que o valor da vida humana surge relativizado com frequência em função de critérios de utilidade social, de interesses económicos, de responsabilidades e encargos familiares ou de gastos públicos, a legalização da provocação da morte antecipada acrescentaria uma nova dimensão de problemas.
[/FONT][FONT=var(--tipo-letra-secundario)]Desde logo, contribuiria para a consolidação das opções políticas e sociais que conduzem a essa desvalorização da vida humana e introduziria um relevante problema social resultante da pressão do encaminhamento para a morte antecipada de todos aqueles a quem a sociedade recusa a resposta e o apoio à sua situação de especial fragilidade ou necessidade. Além disso a legalização dessa possibilidade limitaria ainda mais as condições para o Estado promover, no domínio da saúde mental, a luta contra o suicídio.
[/FONT]4.[FONT=var(--tipo-letra-secundario)] O princípio da igualdade implica que a todos seja reconhecida a mesma dignidade social, não sendo legítima a interpretação de que uma pessoa “com lesão definitiva ou doença incurável” ou “em sofrimento extremo” seja afectada por tal circunstância na dignidade da sua vida. E ainda mais que ela seja invocada para consagrar em Lei o direito à morte, executada com base numa Lei da República.
[/FONT][FONT=var(--tipo-letra-secundario)]A vida não é digna apenas quando (e enquanto) pode ser vivida no uso pleno das capacidades e faculdades físicas e mentais e a sociedade deve assegurar condições para uma vida digna em todas as fases do percurso humano, desde as menos autónomas (seja a infância ou a velhice) às de maior autonomia; na presença de condições saudáveis ou de doença; no quadro da integridade plena de faculdades físicas, motoras ou intelectuais ou da deficiência mais ou menos profunda, congénita ou sobreveniente.
[/FONT][FONT=var(--tipo-letra-secundario)]O que se impõe é que o avanço e progresso civilizacionais e o aumento da esperança de vida decorrente da evolução científica sejam convocados para garantir uma vida com condições materiais dignas em todas as suas fases.
[/FONT]5.[FONT=var(--tipo-letra-secundario)] O PCP afirma a sua oposição a legislação que institucionalize a provocação da morte antecipada seja qual a forma que assuma – a pedido sob a forma de suicídio assistido ou de eutanásia –, bem como a eventuais propostas de referendo sobre a matéria.
[/FONT][FONT=var(--tipo-letra-secundario)]O PCP continuará a lutar para a concretização, no plano político e legislativo, de medidas que respondam às necessidades plenas dos utentes do Serviço Nacional de Saúde, nomeadamente no reforço de investimento sério nos cuidados paliativos, incluindo domiciliários; na garantia do direito de cada um à recusa de submeter-se a determinados tratamentos; na garantia de a prática médica não prolongar artificialmente a vida; no desenvolvimento, aperfeiçoamento e direito de acesso de todos à utilização dos recursos que a ciência pode disponibilizar, de forma a garantir a cada um, até ao limite da vida, a dignidade devida a cada ser humano.
[/FONT]6.[FONT=var(--tipo-letra-secundario)] É esta a concepção de vida profundamente humanista que o PCP defende e o seu projecto político de progresso social corporiza. Uma concepção que não desiste da vida, que luta por condições de vida dignas para todos e exige políticas que as assegurem desde logo pelas condições materiais necessárias na vida, no trabalho e na sociedade.
[/FONT][FONT=var(--tipo-letra-secundario)]Perante os problemas do sofrimento humano, da doença, da deficiência ou da incapacidade, a solução não é a de desresponsabilizar a sociedade promovendo a morte antecipada das pessoas nessas circunstâncias, mas sim a do progresso social no sentido de assegurar condições para uma vida digna, mobilizando todos os meios e capacidades sociais, a ciência e a tecnologia para debelar o sofrimento e a doença e assegurar a inclusão social e o apoio familiar.[/FONT][FONT=var(--tipo-letra-secundario)]
[/FONT][FONT=var(--tipo-letra-secundario)]
A preservação da vida humana, e não a desistência da vida é património que integra o humanismo real – e não proclamatório – que o PCP assume nos princípios e na luta.[/FONT]
Portugalex de ontem[][
]
https://www.rtp.pt/play/p293/e456741/portugalex
Agora mais a sério.
Adorei o debate de ontem de E Deus Criou o Mundo:
https://www.rtp.pt/play/p1812/e-deus-criou-o-mundo
Aconselho a ouvir. São 3 pessoas, cada um com a sua religião a debater este assunto. E fizeram também referência ao comunicado do PCP que curiosamente todos elogiaram[]
Os próprios intervenientes do programa que coloquei também referiram isso.Nunca pensei ver o PCP a acertar tanto...
Cumpts,
E cumpridos todos os critérios de que falas, o que é que se faz, o que é?...
Faz-se o que a pessoa, em estado terminal, deseja. Simples?
Amigo... as palavras do PCP são lindas mas parece que vêm de gente que não vive em Portugal nos últimos 60 anos...
Não sei se és médico! Se fores, sabes que essa profissão sempre fez os possíveis e impossíveis por prolongar ao máximo que estaria ao seu alcance a vida dos seus pacientes.
Não venham cá com cuidados paliativos porque isso já se tenta fazer desde sempre que eu me conheço!
A situação não vai melhorar porque o nosso PIB não vai sofrer milagres! Portanto... Vamos mexer na lei ou continuar a deixar as pessoas a sofrer?
Não sei se ouviste o programa que coloquei aqui sobre a doença de ELA.... e morrer em dignidade?
Certo, Turboyoda... mas depois de cumpridos todos os requisitos das propostas de Lei o que é que se faz?
Cumpts,
Faz-se o que a pessoa, em estado terminal, deseja. Simples?
Amigo... as palavras do PCP são lindas mas parece que vêm de gente que não vive em Portugal nos últimos 60 anos...
Não sei se és médico! Se fores, sabes que essa profissão sempre fez os possíveis e impossíveis por prolongar ao máximo que estaria ao seu alcance a vida dos seus pacientes.
Não venham cá com cuidados paliativos porque isso já se tenta fazer desde sempre que eu me conheço!
A situação não vai melhorar porque o nosso PIB não vai sofrer milagres! Portanto... Vamos mexer na lei ou continuar a deixar as pessoas a sofrer?
Vivemos a nossa vida como sempre a vivemos e as pessoas em constante sofrimento e com doença terminal passam a ter a liberdade, em caso de assim o quererem, de pôr termo à sua vida.
Como tu não queres dizer, eu digo por ti: mata-se, no final, cumpridos os requisitos todos, mata-se.
Ora, para mim, é muito difícil, para não dizer impossível, aceitar que um Estado mate um seu cidadão... que a Lei aceite a institucionalização da morte.
Como tu não queres dizer, eu digo por ti: mata-se, no final, cumpridos os requisitos todos, mata-se.
Ora, para mim, é muito difícil, para não dizer impossível, aceitar que um Estado mate um seu cidadão... que a Lei aceite a institucionalização da morte.
É curioso que muitos dos que dizem "ah mas é matar!" são os mesmos que se pudessem teriam pena de morte em Portugal. A eutanásia levanta muitas questões. Sou por princípio a favor. Tive na família um tio com Esclerose Lateral Amiotrófica e se eu vier a ter esse problema, garanto-te que quero ter a liberdade de morrer enquanto ainda me reconhecer como indivíduo e não como um ser que não consegue respirar, andar, falar, comer, ou virar o pescoço. Não quero que a última imagem que a minha filha tem de mim seja de uma total humilhação e indignidade. E olha que eu sou um gajo cheio de medo de morrer.
No entanto, a legislação tem que ser muito, mas mesmo muito, bem criada, aplicada e sobretudo vigiada.
E já agora obrigatório o pagamento adiantado.O Hipócrates deve ter resposta.
3 velhinhos/€100 euros, 5 velhinhos/€200
Dá desconto de 6 cts na Repsol.
(Desculpa, teve de ser.)
É curioso que muitos dos que dizem "ah mas é matar!" são os mesmos que se pudessem teriam pena de morte em Portugal. A eutanásia levanta muitas questões. Sou por princípio a favor. Tive na família um tio com Esclerose Lateral Amiotrófica e se eu vier a ter esse problema, garanto-te que quero ter a liberdade de morrer enquanto ainda me reconhecer como indivíduo e não como um ser que não consegue respirar, andar, falar, comer, ou virar o pescoço. Não quero que a última imagem que a minha filha tem de mim seja de uma total humilhação e indignidade. E olha que eu sou um gajo cheio de medo de morrer.
No entanto, a legislação tem que ser muito, mas mesmo muito, bem criada, aplicada e sobretudo vigiada.