Esse exemplo encaixa em que conceito, que não um dos anteriores?
Eutanásia num sentido etimológico e
clássico do termo = "boa morte" = morte sem sofrimento. Os gregos e romanos referiam-se ao termo para expressar o desejo da felicidade de morrer "serenamente durante o sono, sem dor e sem consciência".
Na
era moderna passou a designar o acto de matar sem dor em caso de doença terminal, incurável e com sofrimento (físico ou psicológico). Implica necessariamente a antecipação do momento da morte (através de uma acção praticada pelo próprio ou por outra parte).
Há 4 tipos principais de eutanásia:
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activa: com administração de substância letal por outra parte.
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passiva: suspensão de suportes/tratamentos activos que sustentam a vida.
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indirecta: administração de analgesia -que pode ser letal- num doente que não está num processo de morte imediata/de curto prazo.
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suicídio medicamente assistido: o próprio doente toma a substância letal, isto é, é auxiliado.
Outra coisa -QUE NÃO É EUTANÁSIA- é a
sedação paliativa, isto é, a analgesia e promoção de um estado de semiconsciência/inconsciência quando se entrou num processo de morte imediata/de curto prazo inevitável. Neste caso não há antecipação da morte e culmina-se numa
morte medicamente assistida.
Outra coisa - QUE NÃO É EUTANÁSIA- é interromper ou não efectuar medidas invasivas e que não antecipam mas que também não são capazes de modificar um processo de morte imediata/de curto prazo inevitável/inultrapassável. O exemplo típico é uma colheita de sangue ou outros procedimentos potencialmente invasivos (introdução de uma sonda para alimentação forçada) num doente que está neste tipo de processo de morte.
Portanto, por favor parem lá com as idiotices ignorantes de que o doente oncológico que está sob morfina ou outro qualquer opioide numa enfermaria de um qualquer hospital é "mais ou menos" eutanasiado.
São coisas demasiados sérias para serem discutidas como se fosse tudo igual. "Ou mais ou menos a mesma coisa".
P.S. O caso em discussão na Holanda do comprimido letal vendido gratuitamente após os 70 anos e sem prescrição médica para quem "está cansado de viver" nem sequer entra em qualquer tipo de eutanásia. A ser assim constitui simplesmente um
meio de suicídio estatalmente promovido.