HMartinho
Banido
É verdade que quanto menos gerarmos picos de insulina menor é a probabilidade de acumular gordura, todavia é demasiado redutor dizer que podemos comer à "vontade" determinado alimento só porque tem um IG baixo ou moderado.
Isto porque a quantidade é muito importante neste processo, mesmo com um alimento de IG baixo eu posso mediante a quantidade ingerida elevar os meus níveis de glicose no sangue.
Explicação muito simples:
"Se pensarmos um pouco chegamos rapidamente à conclusão de que o IG tem sérias limitações. A melancia, por exemplo, tem um IG de 70 e o esparguete de 40. Se olharmos exclusivamente para estes valores, poderíamos pensar que a melancia tem um efeito hiperglicémico superior ao esparguete. No entanto, para obter uma quantidade de hidratos de carbono equivalente a 100g de esparguete precisamos de cerca de 1 Kg de melancia, uma quantidade que excede largamente um serviço comum, tornando-se inútil do ponto de vista prático. Para ultrapassar este problema, foi criado um outro índice, a carga glicémica, que tem em conta um serviço normal do alimento. É calculado como o IG x quantidade de glícidos por dose / 100. Para o exemplo da melancia, 70x6/100 = 4.2 (a carga glicémica). No caso do esparguete, temos 40x48/100 = 19.2. Como vemos, a carga glicémica do esparguete é substancialmente superior à da melancia, ilustrando o impacto diferencial que uma dose comum destes alimentos têm na glicemia."
Fat New World: O índice glicémico e a secreção de insulina: o paradoxo do leite
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Por isso, também referi a carga glicémica, que tem vindo a ser um melhor indicador, tal como abostaste, e muito bem.
No entanto, o arroz integral, tem valores muito melhores, do que o arroz branco. Seja a nível nutritivo, seja em termos glicémicos.
A meu ver, mais redutor é olhar para as calorias, como apenas calorias. um grama de hidratos de carbono, fornece as mesmas calorias do que um grama de proteínas. No entanto, em termos metabólicos e bioquímicos, são duas macromoléculas totalmente diferentes.