ENIGMA - Pergunta de Gestão!

Imaginem a seguinte hipótese numa entrevista de trabalho.

O entrevistador descreve a seguinte situação, se a empresa paga a um fornecedor a 30 dias, e este solicita o pagamento a pronto, propondo um desconto de 5%, qual a variável que falta na equação para poder decidir?

Há muitas, mas uma das mais importantes é saber se o dinheiro para pagar determinado produto vem do bolso da empresa ou de um possível cliente final. Se é do bolso da empresa, dependerá de todos os custos associados a ter esse valor na tesouraria, para fazer o pagamento: se for financiado, teriam de se fazer as contas para perceber se faz sentido. Se for do cliente, depende de se este já pagou o produto, ou não.
É necessário perceber ainda se é um produto para entrega imediata, ou para stock. Material imobilizado tem sempre um custo elevado, ainda que nem sempre se perceba isso.


Eu sou sempre a favor do pagamento a pronto, desde que as contas estejam bem feitas.
 
Não compliquem, pá![:cool:]
A resposta foi dada pelo Mazzeo e pelo CIVICES5. Claro que há sempre muitas outras variáveis em jogo, mas se estas não constam da pergunta devem simplesmente ser consideradas espúrias para o caso em apreço.
 
Não compliquem, pá![:cool:]
A resposta foi dada pelo Mazzeo e pelo CIVICES5. Claro que há sempre muitas outras variáveis em jogo, mas se estas não constam da pergunta devem simplesmente ser consideradas espúrias para o caso em apreço.

Eu tb acho que sim que está certo.
Mas tenho as minhas dúvidas que seja a resposta que um empresário ou CEO duma empresa queira ouvir aquando da entrevista de alguém...

No fundo, a questão dirige-se a alguém que vai decidir.

Eu coloco-me no lugar do topo da firma e um colaborador aparece-me com essa "oferta" do fornecedor para eu decidir . A minha preocupação é garantir que o negócio vai correr bem. Óbvio que se olhamos para o problema duma forma académica ou financeira então é uma questão de contas...
 
Eu tb acho que sim que está certo.
Mas tenho as minhas dúvidas que seja a resposta que um empresário ou CEO duma empresa queira ouvir aquando da entrevista de alguém...

No fundo, a questão dirige-se a alguém que vai decidir.

Eu coloco-me no lugar do topo da firma e um colaborador aparece-me com essa "oferta" do fornecedor para eu decidir . A minha preocupação é garantir que o negócio vai correr bem. Óbvio que se olhamos para o problema duma forma académica ou financeira então é uma questão de contas...

Eu, enquanto entrevistador esporádico para recrutamento, esperaria ouvir uma resposta simples, rápida e assertiva. Claro que o meu interlocutor até poderia elaborar uma resposta longa e complexa que abordasse todas as variantes possíveis e imaginárias, mas nestes casos confesso que tenho tendência a pensar que o fulano não sabe a resposta e está para ali a enrolar.
 
A variável que falta é a taxa de juro de financiamento a curto prazo que a empresa paga para financiar o inventário ou a prestação do serviço (estou a assumir que não se trata de um fornecimento de imobilizado). Pode ser a taxa de juro de um descoberto ou de um crédito de curto prazo. No caso, pouco provável, da empresa não ter necessidade de financiamento de curto prazo, a taxa de juro a considerar é o custo de oportunidade de utilizar capital para o pagamento a pronto em vez de o aplicar; será, portanto, uma taxa de juro de aplicações financeiras de curto prazo.

Sabendo esta variável, compara-se o que se poupa com o desconto com o que se gasta no financiamento do montante a pagar durante 30 dias.

Teoricamente esta resposta é a correcta. Na prática este raciocínio é pouco utilizado.
 
Eu, enquanto entrevistador esporádico para recrutamento, esperaria ouvir uma resposta simples, rápida e assertiva. Claro que o meu interlocutor até poderia elaborar uma resposta longa e complexa que abordasse todas as variantes possíveis e imaginárias, mas nestes casos confesso que tenho tendência a pensar que o fulano não sabe a resposta e está para ali a enrolar.

Eu nesso caso ( sendo o entrevistado) teria o cuidado de perguntar se ele queria uma resposta de âmbito financeiro ou de âmbito comercial.
Acho a resposta financeira muito básica... Como sabes é a primeira coisa que se aprende q se estuda Análise de Investimentos. Perguntar isso a uma pessoa experiente é quase ofensivo, daí eu considerar que pode ser ratoeira para ver se o entrevistado consegue "pensar fora da caixa".
 
Eu nesso caso ( sendo o entrevistado) teria o cuidado de perguntar se ele queria uma resposta de âmbito financeiro ou de âmbito comercial.
Acho a resposta financeira muito básica... Como sabes é a primeira coisa que se aprende q se estuda Análise de Investimentos. Perguntar isso a uma pessoa experiente é quase ofensivo, daí eu considerar que pode ser ratoeira para ver se o entrevistado consegue "pensar fora da caixa".

Na minha opinião é precisamente por ser básica que é uma questão importante. As pessoas no dia-a-dia tendem a esquecer os fundamentos das coisas e agem de forma automática, muitas vezes replicando práticas e vícios que trazem dos seus locais de trabalho. Daí ser necessário saber se as pessoas ainda se lembra da razão por que fazem as coisas.
Por exemplo neste caso em concreto. Há muita gente que tem interiorizada um regra que diz algo do tipo: 10% pp; 5% 30 dias; 3% 60; 0% a 90 e mais. Mas não se lembra de pensar que 5% a 30 dias são 60% ao ano, e que provavelmente conseguia-se financiar na banca a 5% ao ano.
 
Conversa com financeiros é tipo assim:

um gajo não financeiro pergunta "então o que você acha? "
Eles: "bom, os números dizem bla bla a txa na sei quantos, o menino jasus etc".
um gajo: "Mas você, sim a sua pessoa à minha frente, o que é que acha?"
Eles: "penso que pode ser um bom negócio mas ... também pode não ser."[:)]
um gajo "mas pode ser ou não crl????"
Eles: "bem , como eu disse, os número são elucidativos e falam por si.[:D]!
um gajo "certo e o que dizem os números? fazemos o negócio ou não"
Eles: "bem, essa questão que me coloca sai um pouco fora do âmbito da minha funções na realidade "
um gajo " certo, entendendo nós formamos uma equipa coesa, concorda comigo que deve tb envolver-se em decisões importantes? Não concorda comigo?"
Eles: " hummm ... acho eu vou ligar a um colega da empresa X para saber a opinião dele"

E acaba aqui o sketch senão perde a piada[:)]
 
Os Gestores Financeiros às vezes têm a ilusão de que conseguem controlar tudo e maximizar a eficiência ao milímetro. E às vezes até convencem os gerentes ou administradores disso, mas estão enganados. Nunca há uma solução óptima para um problema ou tomada de decisão que assente exclusivamente na parte financeira. Se assim fosse não era preciso Gestão! Bastariam modelos em Excel. Se as empresas fossem máquinas então não haveria consequências de eu esmifrar o meu fornecedor ao máximo, exigindo-lhe preço mínimo e pagando o mais tarde possível, utilizando assim o meu poder negocial. Como não são eu já sei que se fizer isso arrisco-me a ser mal servido ou preterido por outro Cliente dele quando precisar que ele me desenrasque numa urgência, etc. A beleza da gestão é mesmo esta: as decisões mais racionais nem sempre são as melhores.
 
Na minha opinião é precisamente por ser básica que é uma questão importante. As pessoas no dia-a-dia tendem a esquecer os fundamentos das coisas e agem de forma automática, muitas vezes replicando práticas e vícios que trazem dos seus locais de trabalho. Daí ser necessário saber se as pessoas ainda se lembra da razão por que fazem as coisas.
Por exemplo neste caso em concreto. Há muita gente que tem interiorizada um regra que diz algo do tipo: 10% pp; 5% 30 dias; 3% 60; 0% a 90 e mais. Mas não se lembra de pensar que 5% a 30 dias são 60% ao ano, e que provavelmente conseguia-se financiar na banca a 5% ao ano.

5% são sempre 5%.

Somas a percentagem?? Desculpa mas isso está errado.

São sempre 5% do total das tuas compras anuais...
 
Tenho 100 euros deposito 30 dias e recebo 105 no dia 31.
Qual TX de juro anual?

Not the same...

Se tens um desconto de pp de 5% não podes somar a percentagem de todas as compras e dizer que são 60% ao ano!

Se pensares assim, tens de somar a percentagem sós financiamentos a curto prazo ao ano.

Imagina: o produto custa 100, logo se comprares todos os meses com desconto gastas 95X12.

Terás de te financiar no mesmo montante e não apenas com 95€..

Assim, também terias multiplicar por 12 a taxa de juro do empréstimo...

Ou seja: é errado somar a percentagem de desconto de pp pelo número de compras Anuais pois a percentagem será sempre a mesma sobre o total das compras...

No exemplo acima dizer que há um desconto de 60% ao ano estou errado.
 
Como é óbvio eu estava a falar de um fornecimento único. Quando tomas a decisão de dar um desconto de 5% a 30 dias por uma compra, não tens garantia nenhuma que o Cliente te continue a comprar todos os meses.
 
É isso. Se sabemos o "tempo" e o "capital", falta-nos saber o "juro".
Os três factores base do cálculo financeiro: http://www.ci.esapl.pt/jcms/materiais/Analise de Projectos/CalcFinanceiro.pdf

Resumindo:

Vf = Vi * (1 + i)^t

onde:
Vf = valor final
Vi = valor inicial
i = taxa de juros
t = tempo em unidades (dias ou meses ou anos etc)
Importante: i e t têm que estar subordinados à mesma unidade de tempo. Se falo em i=5% ao mês então "t" tem que ser expresso em número de meses. Se for 5% ao ano então "t" tem que ser expresso em numero de ano.

Agora é só resolver a equação em ordem à variável que for incógnita.
 
Obrigado a todos pelas respostas.
A questão era mesmo simples, não adianta estar a complicar.
Prazos de entrega, produtos perecíveis, o custo, o modo de pagamento são tudo circunstâncias normais.

Para mim tudo é simples quando não se tem de fazer decisões, depois complica-se[:D]

Mas até estou a gostar do tema.
 
Desenvolve esta parte p.f. Não estou a perceber o sentido da frase (não estou mesmo, não estou na brincadeira[;)])

Eu, empresa, preciso de fundo de maneio. Tenho várias fontes para o ir buscar: disponibilidades (dinheiro em caixa e bancos); pagamentos a receber de clientes; financiamento bancário. Agora imaginemos que a caixa está nas lonas e a DO está a zeros e eu preciso mesmo realizar dinheiro. Um Cliente qualquer está a comprar-me 1000 euros de mercadoria e vai pagar-me a 30 dias. Mas eu, como preciso do dinheiro já, proponho que me pague a pronto pagamento e para o convencer ofereço-lhe um desconto de 5% (prática comum nas empresas. Quem diz 5%, diz 2% ou 10%, isso varia). O Cliente aceite e paga-me 950 euros.
Mas, se eu tiver linhas de financiamento na banca para utilizar, posso ir lá buscar os ditos 1000 euros, e por eles pago uma taxa de juro que se for, por exemplo, de 5% ao ano, me custará 1000*0,05/12 = 4,17 euros. Ou seja, na primeira solução recebo 950 euros, na segunda recebo 995,83 euros. Isto é, custa-me 12 vezes menos, daí que em termos de juros simples os 5% de desconto que dou a 30 dias se traduzem em 60% anualizados, ou 79,6% anualizados se considerarmos juro composto.

Edit: isto é um raciocínio do mais básico que há, mas ainda assim há muita gente que não pensa em nada disto quando define a sua política de descontos.
 
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