Engenharia de Telecomunicações e informática

Temos de ter em atenção que o ISEL é ensino politécnico, orientado à prática e o IST é universidade, mais orientada para a teoria e investigação. Não misturem alhos com bugalhos pf.

estive a ver essas diferenças entre os cursos das belas artes e os do politécnico de Lisboa ( área de artes )

muito mais prática no politécnico

mas quem precisa de saber história das artes para ser um bom designer de equipamento ?

deve também ser para cargos de topo
 
tens razão, mas também deve ser por isso que muitas universidades portuguesas estão completamente desajustadas e desligadas do mercado de trabalho, estuda-se para o desemprego

quantos universitários trabalham em call-centers, em lojas de supermercado e etc ?

Muitos.

A malta do ISEL não trabalha lá nesses sítios? É por não ter qualificações suficientes... [:D][:D][:D]

j/k
 
tens razão, mas também deve ser por isso que muitas universidades portuguesas estão completamente desajustadas e desligadas do mercado de trabalho, estuda-se para o desemprego

quantos universitários trabalham em call-centers, em lojas de supermercado e etc ?

No caso do IST, a maior parte dos cursos não tem esse problema, sobretudo os mais ligados à área de Informática, Mecânica, Electrónica, Física, Quimica, Aeroespacial, etc.

Tens aqui os resultados do Observatório de Empregabilidade do IST para teres uma ideia:

http://oe.tecnico.ulisboa.pt/
 
O post não é meu, é de um user do zwame e tem 3 anos, mas como achei interessante guardei-o na altura:

"O ISEL essencialmente forma pessoas para arranjarem trabalho. O ensino prático que se ensina lá faz os alunos irem muito bem preparados para o mercado de trabalho (provavelmente melhor preparados que os do ISCTE e IST) e poderem trabalhar durante toda a sua vida em áreas tecnológicas sem grandes problemas.

O problema dos alunos do ISEL é a progressão de carreira e as perspectivas no futuro de assumir posições de liderança/chefia/direção em grandes empresas, e aqui vou fazer uma comparação com os alunos e o ensino do IST:


1 - O IST tem uma reputação superior ao ISEL desde sempre, logo os melhores alunos tendem a ir para o IST e os "menos bons" tendem a ir para o ISEL. É natural portanto no final do curso, em média, um aluno do IST ser melhor do que um aluno do ISEL e conseguir os melhores empregos.


2 - O ISEL foca muito a componente prática, o que é bom porque os alunos aprendem imenso sobre telecomunicações, routers, computadores e diferentes linguagens de programação. Os alunos do IST também aprendem sobre esses temas, mas com carga horaria muito menor, e perdem montes de tempo com as cadeiras relacionadas com matemáticas, fisicas, estatisticas, quimicas e outras aparentes inutilidades que não servem para nada no que diz respeito a arranjar trabalho, mas desenvolvem a mente e a capacidade de trabalho e sacrificio dos alunos do IST que ficam muito melhor preparados comparativamente aos do ISEL no que toca à versatilidade de funções e à capacidade de desenrascar projectos e apresentar trabalho num curto espaço de tempo, o que a longo prazo, em média, é claramente notório nas empresas.


3 - Um aluno do ISEL, em média, apresenta menos competencias transversais e menos "conversa" do que um aluno do IST. Um aluno do ISEL sabe programar em 10 linguagens diferentes e sabe configurar os routers todos da empresa, mas apresenta uma capacidade de raciocinio menor, muitas vezes precisando da calculadora para somar 27 com 17 ou para dividir 48 por 6. Um aluno do IST pode não conseguir configurar os routers todos da empresa com a mesma facilidade do aluno do ISEL, mas consegue não se expor tanto em falhas sobre conceitos gerais/não técnicos, não comprometendo assim a sua progressão nas empresas.


4 - Os alunos do IST tem um perfil mais indicado para chefias e postos superiores na hierarquia das empresas pois conseguem mais facilmente compatibilizar funções técnicas com funções de gestão. Os alunos do ISEL têm mais dificuldade em descolar da parte técnica e a assumir outro tipo de funções nas empresas. A relação de engenheiros do IST e do ISEL que tiram MBA's ao longo da sua carreira deve ser de 9 para 1. Em cada 10 engenheiros que tiram MBA's (apenas entre estas 2 instituições), 9 vêm do IST e apenas 1 vem do ISEL. Aquilo que se verifica nas empresas na área de Lisboa, são muitos quadros superiores formados no IST a gerir equipas com pessoal jovem vindo do ISEL e do IST, sendo que a probabilidade de progressão de carreira dos jovens do IST continua a ser claramente superior aos do ISEL.


Concluindo, os alunos vindo do ISEL arranjam emprego na boa e tendem a ser menos exigentes/problemáticos e terem menos manias do que os do IST, o que os empregadores gostam, mas quando chega a altura de deixar de programar JAVA e afins e subir na carreira, é raro o empregador que aposta no aluno vindo do ISEL.


Bem ou mal, esta é a realidade que eu vejo e que me contam."

Esse post tem alguns pontos válidos, sobre o IST ser mais teórico e voltado para a vida académica e o ISEL mais prático e "mão-na-massa", mas essa diferença esmorece nos primeiros anos de vida profissional.

Não é a instituição que define ou forma as pessoas de uma maneira ou de outra, são as pessoas que escolhem a institução mais alinhada com a sua personalidade.

Eu estudei no ISEL, minha família não tem qualquer influência cá (sou brasileiro, minha ascendência portuguesa limita-se a agricultores numa terriola do Norte), não tinha amigos influentes e tenho me safado bastante bem, com a dose necessária de esforço. Gosto de liderar, não gosto de ser chefe, e é exactamente o que tenho conseguido.
 
1 - O IST tem uma reputação superior ao ISEL desde sempre, logo os melhores alunos tendem a ir para o IST e os "menos bons" tendem a ir para o ISEL.
Isso é indiscutível, a malta rasga-se toda para ir para o IST. Foi assim com a minha geração, e observei exactamente o mesmo quando chegou o momento da geração dos meus filhos, 30 anos mais tarde.
 
Eu há uns anos tb via a carreira de engenheiro de forma mais distorcida do que o q vejo agora.

Actualmente, admito perfeitamente que um engenheiro comece e acabe a carreira como engenheiro e até acho bem. A velha história de todos querem ser chefes o directores ou lideres não é bem assim. Ou melhor, qd nós somos assim, tendemos a pensar que todos são como nós.[;)]

Posto isso, trabalho directamente com engº do ISEL e do IST e não noto grande diferença. Diria até que os do ISEL apuram mais o CV do que os do ISQ que se encostam mais à sombra a pensar que o diploma de curso chega e sobra.

O maior problema ( em média) dum individuo do ISEL é que vai ter um nível de escrita (comunicação) pior quer no Português quer no inglês, inerente tb ao facto de ter sido menos aplicado no secundário ( em média). Provavelmente no plano da oralidade ( argumentação técnica com bons modos e vocabulário correcto) será tb menos apurado que o do IST. Quer dizer, é uma selecção natural a funcionar logo à entrada para o ensino superior.

Tecnicamente: depende muito mais da pessoa do que do curso. Antigamente eu achava que o ISEL era mrd teoricamente e bom na prática e o IST inverso, hoje já não acho nada disso... É a pessoa que conta. A personalidade e o empenho na resolução de problemas e investigação de soluções possíveis quando os recursos são limitados. ( não ia chamar-lhe desenrascanço pq é muito mais que isso)

Quando estou a contratar: é-me indiferente. Sou muito pragmático: vou directo ao que me interessa: se tem a certificação X ou a experiência Y o que deixa quase sempre de fora qq recém licenciado ( infelizmente para eles dizer isso mas um CV com um mestrado "enlatado", pouco mais vale do que ter o 12º ano pois não resolve problemas das empresas). Do mesmo modo, isto responde à questão do porquê da malta que nunca acabou o curso ter posições invejadas por pessoas formadas em áreas técnicas próximas da engenharia.

Se me perguntarem em 2017 : "devo aceitar este trabalho ( na minha área) ou acabar o curso, faltam-me apenas 2 anos do mestrado??", é de caras: trabalho.
Há 10 - 15 anos seria diferente.

Porque o aumento das qualificações médias do "povo" leva a que a experiência tenha mais valor do que o canudo. É lidar e interiorizar.
 
Tecnicamente: depende muito mais da pessoa do que do curso.

qualquer pessoa de qualquer curso que seja, até pode ser um simples técnico-profissional, pode chegar a chefe se tiver esses traços na sua personalidade e for empenhado

o resto claro está que universidades com mais reputação facilita o processo, óbvio, mas daí a dizer que o IST forma cargos de topo e as outras instituições formam subalternos.....vai uma grande distância, é uma analise ridícula

por esta analise então os médicos eram todos chefes e tinham todos os cargos de topo visto que tradicionalmente sempre tiveram notas de acesso muito elevadas, apesar de agora não ser das superiores
 
o resto claro está que universidades com mais reputação facilita o processo, óbvio, mas daí a dizer que o IST forma cargos de topo e as outras instituições formam subalternos.....vai uma grande distância, é uma analise ridícula

s


Não acho ridículo, é uma constatação apenas. É uma tradição existente em algumas empresas e sectores de actividade e tem um lógica própria ( talvez não muito na área da informática)... Mas lidei sempre com esse facto ao longo da carreira pois condicionou tb a minha carreira bastante visto que não sou do IST e senti sempre alguma discriminação em algumas conversas ( em q falam de professores cadeira etc ...[:D])
 
Não acho ridículo, é uma constatação apenas. É uma tradição existente em algumas empresas e sectores de actividade e tem um lógica própria ( talvez não muito na área da informática)... Mas lidei sempre com esse facto ao longo da carreira pois condicionou tb a minha carreira bastante visto que não sou do IST e senti sempre alguma discriminação em algumas conversas ( em q falam de professores cadeira etc ...[:D])

Na área de informática também se sente, depende do entrevistador, alguns preferem candidatos com a mesma formação académica do mesmo instituto ou universidade, outros olham mais à experiência
 
Na área de informática também se sente, depende do entrevistador, alguns preferem candidatos com a mesma formação académica do mesmo instituto ou universidade, outros olham mais à experiência

Depende do nível de envolvimento do entrevistador: se depende da performance do contratado então vai directo à experiência. Se está numa posição superior ( com noiveis intermédios de hierarquicos) tende a "meter" pessoa da mesma univ porque é mais fácil para ele de justificar a decisão ( regra geral, pensamos sempre que o nosso curso é melhor que o dos outros) [:D] . Contratar pessoas de boas Univs tb ajuda sempre a justificar más contratação "tinha tudo para dar certo: era do IST e tal". Resumindo: erro humano básico mas muito usual qd o sistema de recrutamento é demasiado informal.
 
Eu há uns anos tb via a carreira de engenheiro de forma mais distorcida do que o q vejo agora.

Actualmente, admito perfeitamente que um engenheiro comece e acabe a carreira como engenheiro e até acho bem. A velha história de todos querem ser chefes o directores ou lideres não é bem assim. Ou melhor, qd nós somos assim, tendemos a pensar que todos são como nós.[;)]

Posto isso, trabalho directamente com engº do ISEL e do IST e não noto grande diferença. Diria até que os do ISEL apuram mais o CV do que os do ISQ que se encostam mais à sombra a pensar que o diploma de curso chega e sobra.

O maior problema ( em média) dum individuo do ISEL é que vai ter um nível de escrita (comunicação) pior quer no Português quer no inglês, inerente tb ao facto de ter sido menos aplicado no secundário ( em média). Provavelmente no plano da oralidade ( argumentação técnica com bons modos e vocabulário correcto) será tb menos apurado que o do IST. Quer dizer, é uma selecção natural a funcionar logo à entrada para o ensino superior.

Tecnicamente: depende muito mais da pessoa do que do curso. Antigamente eu achava que o ISEL era mrd teoricamente e bom na prática e o IST inverso, hoje já não acho nada disso... É a pessoa que conta. A personalidade e o empenho na resolução de problemas e investigação de soluções possíveis quando os recursos são limitados. ( não ia chamar-lhe desenrascanço pq é muito mais que isso)

Quando estou a contratar: é-me indiferente. Sou muito pragmático: vou directo ao que me interessa: se tem a certificação X ou a experiência Y o que deixa quase sempre de fora qq recém licenciado ( infelizmente para eles dizer isso mas um CV com um mestrado "enlatado", pouco mais vale do que ter o 12º ano pois não resolve problemas das empresas). Do mesmo modo, isto responde à questão do porquê da malta que nunca acabou o curso ter posições invejadas por pessoas formadas em áreas técnicas próximas da engenharia.

Se me perguntarem em 2017 : "devo aceitar este trabalho ( na minha área) ou acabar o curso, faltam-me apenas 2 anos do mestrado??", é de caras: trabalho.
Há 10 - 15 anos seria diferente.

Porque o aumento das qualificações médias do "povo" leva a que a experiência tenha mais valor do que o canudo. É lidar e interiorizar.

A BOLD, também acontece o contrário. Ser uma bom aluno não significa que seja bom nas relações interpessoais ou comunicação.

Há pessoas que não boas em nada: Nem a trabalhar: como técnicos ou chefes; nem como alunos. Mas são bons a dizer que fizeram isto e aquilo, que sabem isto e aquilo (muitas horas de Wikipédia) e vendem-se a eles próprios, o próprio peixe. Inspiram algo mais do que são na realidade, às vezes vale mais parecer do que ser.
E resulta. Alguns com altos tachos, a ver blogs ou a jogar em frente ao PC, o dia todo.

Há outras que podem ser bons alunos, exímios, mas só sabem fazer aquilo. Alguns até inventam que querem estudar mais, Mestrados, Doutoramentos, whatever, só para não ir para o mercado trabalho. [:D]
 
Última edição:
Acho que é mais a média... :)

condiciona muito, mas por exemplo no caso do meu filho que vai concorrer este ano ele verificou o plano de estudos dos cursos da sua área

As Belas Artes não gostou, mas gostou da ESCS de Lisboa ( audiovisual e multimedia ) e um curso similar no politécnico de coimbra

ou seja, a motivação para o curso também conta, tem que se gostar

caso contrário anda-se para lá a arrastar-se e a penar, duplicando às vezes o tempo para tirar o curso
 
Acho que é mais a média... :)



Para quem não sabe o que quer. Eu tinha 16 e tinha acesso ao contingente de emigrantes, podia entrar em medicina ou em qualquer outro curso e escolhi Telecom no ISEL (se calhar sou burro). Como eu, tinha outros colegas que vinham com médias de 18 e 19 do secundário e escolheram o ISEL.

Os que andaram à deriva no secundário e não tinham média para muita coisa, também iam lá parar e raramente saíam com alguma coisa feita... houve um que em 5 anos fez 1 cadeira, e não por acaso, a mais fácil do curso. Ainda brincávamos que o gajo tinha média de 18 no curso..

Quando entrei para a faculdade, a média de entrada para o meu curso no IST e ISEL eram praticamente iguais.
 
Não é ideia, é prática.

O tanas é que é...e mais não digo.[;)]

Não acho ridículo, é uma constatação apenas. É uma tradição existente em algumas empresas e sectores de actividade e tem um lógica própria ( talvez não muito na área da informática)... Mas lidei sempre com esse facto ao longo da carreira pois condicionou tb a minha carreira bastante visto que não sou do IST e senti sempre alguma discriminação em algumas conversas ( em q falam de professores cadeira etc ...[:D])

Esqueci-me dessa...

Falar do carismático professor prega secas que se detestava e na verdade ainda detesta, com um ar de superioridade mesclado com laivos enigmáticos. [:D] Que de resto é sobejamente pela sua incompetência entre pares. E pela inconsequência da forma de ensinar arcaica.

País bafiento...:sh)
 
Para se preferir o isel ao técnico é necessário conhecer muito bem o ISEL. Ninguém da essa escolha sem um grande motivo, e o motivo não se prende à fama do ISEL....
 
Para se preferir o isel ao técnico é necessário conhecer muito bem o ISEL. Ninguém da essa escolha sem um grande motivo, e o motivo não se prende à fama do ISEL....

"...No ISEL ao fim de uns anos, até a velhota gorda da cantina já não parece tão má..."[;)]
Grande e gordo motivo [:)]
 
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