[Sociedade] Emigrantes e o SNS

não, portugueses de visita ao UK.

se um português, que viva em Portugal, pode usufruir do NHS através do cartão europeu, então qualquer europeu (emigrante português ou não, é indiferente), pode usufruir do SNS mesmo não vivendo em Portugal.

Se um emigrante português a trabalhar num país europeu, vier de férias a PT, e trouxer o cartão europeu de saúde, se for a uma urgência, depois esse valor é reembolsado pelo país aonde desconta.
Mas não é o que normalmente acontece. Como ficamos com o cartão de utente para sempre, independentemente de fazer descontos ou não, é óbvio que um emigrante que venha a PT não vai pedir o cartão europeu de saúde, e nesse caso usufrui do nosso SNS, pago por todos nós, o que acho injusto.
 
Conheço quem esteja na Suíça faz uns 25 anos e todas as consultas e cirurgias são feitas em Portugal, não falo de episódios de urgência, mas sim servir-se do nosso SNS, não tem casa cá (os pais tem), diz que lá as coisas são bem mais caras, se disse seguido lá.

Mas ela trabalha lá? Tem seguro de saúde lá? Se trabalha na Suiça e tem seguro de saúde da Suiça, é estranho vir fazer tudo a PT.

Sim, trabalha lá e é homem de família, já a caminho dos 60 anos, faz cá porque lhe fica mais barato, sei que tem tido vários problemas de saúde.




Não invalida que ele possa accionar o seguro de saúde dele (obrigatório na Suiça).

Para o próprio seguro, fica mais barato pagar os custos de Portugal vs os da Suiça.

Há quem faça isso e as seguradoras agradecem.
 
Última edição:
Se um emigrante português a trabalhar num país europeu, vier de férias a PT, e trouxer o cartão europeu de saúde, se for a uma urgência, depois esse valor é reembolsado pelo país aonde desconta.
Mas não é o que normalmente acontece. Como ficamos com o cartão de utente para sempre, independentemente de fazer descontos ou não, é óbvio que um emigrante que venha a PT não vai pedir o cartão europeu de saúde, e nesse caso usufrui do nosso SNS, pago por todos nós, o que acho injusto.
É isto mesmo. E pior ainda são aqueles que regressam definitivamente com doenças crónicas de tratamentos de valor elevado porque o país para onde emigraram não lhes dá esse apoio.

Estrangeiros de leste a virem fazer turismo para períodos de maternidade também é mato.

Também sou da opinião que o acesso ao sns deveria ser mais criterioso.
 
Sim, trabalha lá e é homem de família, já a caminho dos 60 anos, faz cá porque lhe fica mais barato, sei que tem tido vários problemas de saúde.

Pois, na Suiça funciona por seguro de saúde, e se for semelhante aos states, tudo fica muito caro, mesmo com seguro de saúde. E não sei se também há limites.
Portanto, nesse caso, o homem devia descontar para o SNS português, acho que era mais correcto.
Só que o nosso estado não está preparado para isso, e vai ser muito dificil implementar isso, mesmo politicamente.
 
Muitas vezes essas pessoas vão a Portugal apenas porque podem falar português que outra coisa. É por vezes é quase uma desculpa para vir a Portugal. Do que propriamente por os tratamentos em Portugal serem melhores ou mais baratos ( que muitas vezes não são )

Porque o SNS pode ter bons médicos e tratamentos, mas com os tempos de espera tão elevados mais depressa e com melhor qualidade fica o assunto resolvido nos outros países europeus.
 
Muitas vezes essas pessoas vão a Portugal apenas porque podem falar português que outra coisa. É por vezes é quase uma desculpa para vir a Portugal. Do que propriamente por os tratamentos em Portugal serem melhores ou mais baratos ( que muitas vezes não são )

Porque o SNS pode ter bons médicos e tratamentos, mas com os tempos de espera tão elevados mais depressa e com melhor qualidade fica o assunto resolvido nos outros países europeus.

Além de que não deve ser fácil ter um trabalho no estrangeiro e vir fazer exames, tratamentos e cirurgias a Portugal. Se até a mim me custa e chego em menos de 15 min a qualquer lado. [:D]
 
Não invalida que ele possa accionar o seguro de saúde dele (obrigatório na Suiça).

Para o próprio seguro, fica mais barato pagar os custos de Portugal vs os da Suiça.

Há quem faça isso e as seguradoras agradecem.

Acredito que sim, até supomos que o seguro que ele tem só cobra até X, acima disso terá de pagar, logo será mais viável economicamente vir a Portugal, mas pormenores desconheço.
 
Acredito que sim, até supomos que o seguro que ele tem só cobra até X, acima disso terá de pagar, logo será mais viável economicamente vir a Portugal, mas pormenores desconheço.



Possivelmente poderá fazer isso, mas não se livra de todos os anos, ter de pagar os valores das franquias.
 
basicamente está tudo dito, eu pessoalmente nem usava o SNS quando aí estava, por isso porque razão haveria de usar agora? [:D]

mas conheço emigrantes que o fazem, acima de tudo, pelo que o Hecho disse - é mais fácil falar sobre uma doença, sintomas e perceber o que o médico nos diz na nossa própria lingua, porque são assuntos que não queres ter dúvidas na comunicação.

no entanto, até concordo que o SNS devia ser apenas para residentes, mas por outro lado, para doenças graves (e mais caras), as pessoas poderiam sempre mudar a residência de volta a PT, o que nos traria de volta ao problema original.
 
por outro lado, qual seria a regra? Se eu vivi em PT durante décadas e estou há meia dúzia de anos no estrangeiro, não tenho direito a SNS?

fartei-me de pagar impostos e SS para a bela vida da classe privilegiada e agora já não tenho SNS?
 
por outro lado, qual seria a regra? Se eu vivi em PT durante décadas e estou há meia dúzia de anos no estrangeiro, não tenho direito a SNS?

fartei-me de pagar impostos e SS para a bela vida da classe privilegiada e agora já não tenho SNS?

Para mim, quem vai trabalhar para fora podia ter o direito a continuar a usufruir do SNS, mediante o pagamento de um valor, que seria equivalente ao que uma pessoa com o salário minimo paga.
Mas para isso era preciso separar primeiro o que se paga para reforma, apoios sociais e SNS.

Tu estás a falar num caso em que a pessoa descontou muitos anos. Mas agora imagina uma pessoa que nunca descontou, ou descontou apenas poucos anos, e depois vai usufruir do SNS por décadas, enquanto trabalho no estrangeiro. Também não é justo. E para mim toda a gente devias descontar o tal valor para o SNS, incluindo reformados. Só desempregados e menores (ou estudantes até aos 25 anos) é que não deviam descontar.
Ou seja, ou uma pessoa se regista como desempregado, ou paga o desconto para o SNS se quiser usufruir dele. Senão paga o valor por completo.
 
Eu sou emigrante e uso o SNS, mais para consultas de rotina no médico de família.

Mas por acaso tenho de fazer 1 mini-cirugia (estou em lista de espera) e vou fazê-la no SNS, motivos? Essencialmente comodidade, por estar ao pé de casa e da família. O facto de também já ter começado a tratar deste tema antes de vir para Espanha na médica de família também influenciou.

Quem não concorda que os emigrantes o usem, pois isso já não sei, só sei que descontei alguma guita nos 3 anos que trabalhei em PT, que certamente darão para pagar várias mini-cirugias das que vou fazer [;)]
 
Mas aí já entramos numa questão de financiamento do serviço nacional de saúde.

Ao contrário de outros países onde o sistema de saúde , como na Alemanha é pago explicitamente nos salários e "seguros". Quem não paga está fora, é fácil.
Em Portugal não existe esse pagamento, é indireto através dos impostos.

E alterar o modelo de financiamento do sistema nacional de saúde. Esquece lá isso.


Além disso se para portugueses na Europa isto não é importante para quem está em países de terceiro mundo ou estados unidos é capaz de ser bastante importante manter o acesso ao SNS.
 
Última edição:
por isso porque razão haveria de usar agora? [:D]

margaret , se ficas a rir é pq estàs com uma otima saude e desejo-te q continue assim

mas TODOS os q conheço , q tiverem ou tem uma doença , antes disso tinham uma otima saude
sabes q depois da chuva , chega o sol ? ( ou vice-versa )

os serviços de saude na EUROPA tem acordos
em França dão um cartão para quem vai de fèrias na EUROPA , fora da EUROPA é so' apresentar as faturas para o reembolso
PORTUGAL manda as faturas para França e é reembolsado ( pelo menos era assim uns anos atràs )
se eu for a um médico particular em PORTUGAL , pago e sou reembolsado em França , igual com os medicamentos ( informei-me disso na segurança sociale )

q hàja quem se aproveite , não sei de casos

so' sei ( mas é fora topico ) , q muitos portugueses q " regressaram" passar a reforma a PORTUGAL , vão a França para consultas e cirurgias pq guardaram sempre domicilio principal em França , ( conheço aos montes ) , e portanto podem usufruir do sistema de segurança social
 
Para mim, quem vai trabalhar para fora podia ter o direito a continuar a usufruir do SNS, mediante o pagamento de um valor, que seria equivalente ao que uma pessoa com o salário minimo paga.
Mas para isso era preciso separar primeiro o que se paga para reforma, apoios sociais e SNS.

Tu estás a falar num caso em que a pessoa descontou muitos anos. Mas agora imagina uma pessoa que nunca descontou, ou descontou apenas poucos anos, e depois vai usufruir do SNS por décadas, enquanto trabalho no estrangeiro. Também não é justo. E para mim toda a gente devias descontar o tal valor para o SNS, incluindo reformados. Só desempregados e menores (ou estudantes até aos 25 anos) é que não deviam descontar.
Ou seja, ou uma pessoa se regista como desempregado, ou paga o desconto para o SNS se quiser usufruir dele. Senão paga o valor por completo.



uma solução simples seria dizer que então o acesso ao SNS para nacionais não residentes poderia ser dependente do número de anos de contribuições à SS.

mas o problema é que vivemos todos na UE, e as contribuições à SS contam em qualquer país (para efeitos de reforma por exemplo), por isso não dá para limitar apenas para um país.

e por outro lado, tal como já disse, um nacional (e até qualquer cidadão da UE!) pode pedir residência de volta a PT em qualquer momento, por isso teria novamente direito imediato ao SNS.

não é algo fácil de legislar ou regular.
 
por outro lado, qual seria a regra? Se eu vivi em PT durante décadas e estou há meia dúzia de anos no estrangeiro, não tenho direito a SNS?

fartei-me de pagar impostos e SS para a bela vida da classe privilegiada e agora já não tenho SNS?

Eu sou emigrante e uso o SNS, mais para consultas de rotina no médico de família.

Mas por acaso tenho de fazer 1 mini-cirugia (estou em lista de espera) e vou fazê-la no SNS, motivos? Essencialmente comodidade, por estar ao pé de casa e da família. O facto de também já ter começado a tratar deste tema antes de vir para Espanha na médica de família também influenciou.

Quem não concorda que os emigrantes o usem, pois isso já não sei, só sei que descontei alguma guita nos 3 anos que trabalhei em PT, que certamente darão para pagar várias mini-cirugias das que vou fazer [;)]

Descontaram mas um dia também vão pedir uma pensão desses anos que descontaram, não deram o dinheiro a "fundo perdido". Acho que na vossa situação faria o mesmo e continuava a usufruir do SNS, mas compreendo que possa levantar questões morais [;)]
 
basicamente está tudo dito, eu pessoalmente nem usava o SNS quando aí estava, por isso porque razão haveria de usar agora? [:D]

mas conheço emigrantes que o fazem, acima de tudo, pelo que o Hecho disse - é mais fácil falar sobre uma doença, sintomas e perceber o que o médico nos diz na nossa própria lingua, porque são assuntos que não queres ter dúvidas na comunicação.

no entanto, até concordo que o SNS devia ser apenas para residentes, mas por outro lado, para doenças graves (e mais caras), as pessoas poderiam sempre mudar a residência de volta a PT, o que nos traria de volta ao problema original.

Deduzo que sejas jovem e, portanto, o recurso aos serviços de saúde são menos frequentes. Agora imagina no caso de pessoas mais velhas ou com problemas crónicos.

por outro lado, qual seria a regra? Se eu vivi em PT durante décadas e estou há meia dúzia de anos no estrangeiro, não tenho direito a SNS?

fartei-me de pagar impostos e SS para a bela vida da classe privilegiada e agora já não tenho SNS?

Pois, isso introduz ou variável na discussão para a qual não tenho "solução". [:)]

Eu sou emigrante e uso o SNS, mais para consultas de rotina no médico de família.

Mas por acaso tenho de fazer 1 mini-cirugia (estou em lista de espera) e vou fazê-la no SNS, motivos? Essencialmente comodidade, por estar ao pé de casa e da família. O facto de também já ter começado a tratar deste tema antes de vir para Espanha na médica de família também influenciou.

Quem não concorda que os emigrantes o usem, pois isso já não sei, só sei que descontei alguma guita nos 3 anos que trabalhei em PT, que certamente darão para pagar várias mini-cirugias das que vou fazer [;)]

No teu caso deduzo que seja algum com baixo impacto no orçamento do SNS, todavia, conheço um caso de uma pessoa que está emigrada e que aproveitou as férias para ir a uma consulta. Vai regressar com quase 20 caixas de medicamento, comparticipadas a 100% e que serão o suficiente até ao Natal, altura em que vem cá e, certamente, voltará a "comprar" o medicamento 100% comparticipado...:sh)
 
É uma das características do nosso SNS, não se nega assistência a ninguém seja em que circunstância for, português ou estrangeiro . Um turista que venha cá passear se precisar pode utilizar o nosso SNS, pode ter que pagar uma taxa moderadora maior mas não lhe será negada assistência. Depois é substituir turista pelo que se deseje: emigrante, imigrante quer seja legal ou ilegal, turista, estudante, trabalhador, desempregado, reformado, rico, pobre etc....

Um Turista da UE sem cartão de saúde europeu ou fora da UE sem seguro vai pagar o valor completo, não apenas a taxa.

O que acontece com esses emigrantes é que nunca deixaram de residir cá oficialmente.

Ou então arranjaram forma de ficar com cartão de saúde, antigamente antes dos cruzamentos informáticos era fácil.
 
Um Turista da UE sem cartão de saúde europeu ou fora da UE sem seguro vai pagar o valor completo, não apenas a taxa.

O que acontece com esses emigrantes é que nunca deixaram de residir cá oficialmente.

Ou então arranjaram forma de ficar com cartão de saúde, antigamente antes dos cruzamentos informáticos era fácil.

Não é preciso um emigrante residir oficialmente em PT para usar o SNS, basta ser português e ter um número de utente, que fica para o resto da vida.
 
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