Duvida? Condução \ Mecânica

Apesar da gasolina estar mais barata, ainda nao está ao preço da chuva.

Por isso, procuro em situações de recta tento utilizar mudanças altas em baixas rotações, de forma a reduzir os consumos (não forço as mudanças em subidas, isto pq vou controlando o consumo pelo CB)

A nível mecânico que tipo de implicações poderá iste tipo de condução ter?
 
Apesar da gasolina estar mais barata, ainda nao está ao preço da chuva.

Por isso, procuro em situações de recta tento utilizar mudanças altas em baixas rotações, de forma a reduzir os consumos (não forço as mudanças em subidas, isto pq vou controlando o consumo pelo CB)

A nível mecânico que tipo de implicações poderá iste tipo de condução ter?

Típico senso comum de alguém que disse e ouviu dizer, mas não te preocupes que não és o único.

Não é por ires em mudanças altas que reduzes os consumos, tens que ir numa mudança adequada ao ritmo de condução.

Em 6ª a 60 vais a forçar + o motor e a gastar + do que se fores em 4/5ª.

Parece a teoria daqueles que numa subida vão a esticar ao máximo a mudança em que vão, deixam o "motor morrer" e depois é que se lembram de reduzir. Esforçam o motor/transmissão, gastam + combustível, perdem muito mais velocidade, implica mais aceleração, quando podiam ter reduzido uma ou duas mudanças e fazer todo o percurso suvamente, descansados, sem esforços mecânicos e com menores consumos.

Adequar a caixa ao ritmo imposto!
 
O pior que podes fazer para poupar gasolina é isso mesmo que descreves. Esforçar o motor numa relação de caixa inadequada para o andamento.

p.s. arranca em plano em 2ª e vê o C.B....depois faz o mesmo arranque em 1ª. Quando chegares a 20 Km/Hora vais ter uma ideia.
 
Andar em rotações baixas (num motor a gasolina é mais evidente) estraga permaturamente alguns componentes críticos do motor, como as bielas, a cambota, devido às vibrações, e, tal como também já disseram aqui, aumenta os consumos.

A melhor forma de gastar menos é utilizar uma faixa de rotação que tu saibas que é ideal no teu veículo (no meu caso, nos meus carros a gasolina tento usar desde as 2.000 às 3.500), e, enquanto nesta faixa, não fazer acelerações bruscas.
 
Eu não faço isso.

Corrijam-me, por favor, se estiver enganado.

Para mim o que interessa mesmo é a pressão que se faz no pedal e não andar uma relação acima do que o motor está a pedir (tentar ir na rotação mais baixa possível).....

Para ires com uma quarta quase a morrer, tens de carregar mais no pedal. Se fores numa terceira, mal precisas de acelerar.
 
Eu não faço isso.

Corrijam-me, por favor, se estiver enganado.

Para mim o que interessa mesmo é a pressão que se faz no pedal e não andar uma relação acima do que o motor está a pedir (tentar ir na rotação mais baixa possível).....

Para ires com uma quarta quase a morrer, tens de carregar mais no pedal. Se fores numa terceira, mal precisas de acelerar.

Não propriamente.
Hoje em dia com a injecção a pressão no acelerador é irrelevante.
O que controla o débito de combustível não é o teu pé mas sim a centralina.
Se tu carregares a fundo ás 2000rpm num otto o motor não te vai responder logo, no entanto, também não estás a gastar combustível por aí além pois a centralina sabe de ante-mão que não é necessário tanto para fazer o carro andar.

Nos motores a carburador a história muda. Aí sim a pressão dita o débito de combustível e aqui é mais complicado fazer boas méias.
Já se tem que jogar com débito de gasolina e rotação e saber relacionar bem uma com a outra.
 
Não propriamente.
Hoje em dia com a injecção a pressão no acelerador é irrelevante.
O que controla o débito de combustível não é o teu pé mas sim a centralina.
Se tu carregares a fundo ás 2000rpm num otto o motor não te vai responder logo, no entanto, também não estás a gastar combustível por aí além pois a centralina sabe de ante-mão que não é necessário tanto para fazer o carro andar.

Nos motores a carburador a história muda. Aí sim a pressão dita o débito de combustível e aqui é mais complicado fazer boas méias.
Já se tem que jogar com débito de gasolina e rotação e saber relacionar bem uma com a outra.

Esqueçamos os carbs.

Então estás a dizer assim que o pedal funciona em on/off ! :confused:
Então mas se carregares a fundo às 2000 rpm e se carregares de leve a resposta do motor é diferente.....

Com essa é que me trocaste todo....
 
Esqueçamos os carbs.

Então estás a dizer assim que o pedal funciona em on/off ! :confused:
Então mas se carregares a fundo às 2000 rpm e se carregares de leve a resposta do motor é diferente.....

Com essa é que me trocaste todo....

Vamos ver se te explico melhor.
A resposta é diferente...o débito é maior, no entanto pode não ser o que seria de esperar se por exemplo fosses às 5000rpm, estás a entender?
Imagina que a meio curso do pedal às 5000 estás a ter um débito de X litros.
Agora imagina às 2000, na mesma a carregar a meio curso, deverás ter um débito de X-Y porque simplesmente o débito X é demasiado para o que o carro necessita naquele momento.
É quase como que estivesses a deitar gasolina ao lixo porque o débito X-Y é suficiente para para mover o carro.

Se não entenderes outra vez diz que tento explicar ainda melhor.
 
Depende muito do carro.No meu,em plano,a 40km/h posso ir bem em 5ª que ele não gasta nada nem está a esforçar nem tenho de carregar quase no acelerador.A melhor maneira de se ver isso é tentar arranjar um gráfico de potência/binário do carro em causa e ver as linhas.

EDIT: e isso de os carros de injecção não ser o pedal a dizer a quantidade de gasolina penso que seja falso.Eu noto que quanto mais carrego no pedal mais barulho faz,sinal que está a injectar mais gasolina,independentemente da rotação.Carrega-se mais no pedal e mais gasolina é injectada,a centralina apenas pode não injectar o que considerar excesso.Se foi isso que foi dito então peço desculpa pela minha má interpretação´.
 
Última edição:
Vamos ver se te explico melhor.
A resposta é diferente...o débito é maior, no entanto pode não ser o que seria de esperar se por exemplo fosses às 5000rpm, estás a entender?
Imagina que a meio curso do pedal às 5000 estás a ter um débito de X litros.
Agora imagina às 2000, na mesma a carregar a meio curso, deverás ter um débito de X-Y porque simplesmente o débito X é demasiado para o que o carro necessita naquele momento.
É quase como que estivesses a deitar gasolina ao lixo porque o débito X-Y é suficiente para para mover o carro.

Se não entenderes outra vez diz que tento explicar ainda melhor.

Capice.

A relação curso pedal/consumo não é constante!
Digamos que a centralina "estrangula" a ordem do pedal a fundo (por ex.) se não for necessário tanto débito de combustível....

Faz sentido... meio pedal às 2000 rpm's e meio pedal às 5000 rpm's é logico que o consumo não seja o mesmo.
Thanks


Nesse caso acho que é preferível vires com o carro engatado sem acelerar do que meter em ponto morto.
 
Capice.

A relação curso pedal/consumo não é constante!
Digamos que a centralina "estrangula" a ordem do pedal a fundo (por ex.) se não for necessário tanto débito de combustível....

Faz sentido... meio pedal às 2000 rpm's e meio pedal às 5000 rpm's é logico que o consumo não seja o mesmo.
Thanks



.

Certo.[;)]
 
Já fiz uma comparação e consomiu menos com ponto morto.

Mas hei-de comparar outra vez.[;)]


Vê lá bem porque numa descida com o carro engatado, para além de maior segurança a centralina corta o combustivel, ou seja tiras o pé do acelerador e gastas 0(chega a 0 se a descida for grande, mas mesmo que não seja a quantidade de combustivel injectado vai reduzindo) enquanto fazes a descida, se for a carburador está sempre a injectar combustivel.
 
Vê lá bem porque numa descida com o carro engatado, para além de maior segurança a centralina corta o combustivel, ou seja tiras o pé do acelerador e gastas 0(chega a 0 se a descida for grande, mas mesmo que não seja a quantidade de combustivel injectado vai reduzindo) enquanto fazes a descida, se for a carburador está sempre a injectar combustivel.

Isso já foi por demais aqui discutido.O que acontece a descer com o carro engatado é que o consumo instantâneo é 0.Ora,como com o carro engatado a inercia é maior ele não vai aguentar tanta distância a andar "livre".Eu já fiz essa experiência durante um período de tempo considerável e cheguei à conclusão que apesar de o consumo instantâneo com o carro engatado ser menor,ao fim do depósito,o consumo médio é inferior quando se usa o carro desengatado.
 
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