Um curso serve para muitas coisas para além de ganhar dinheiro.
Principalmente a referida pelo nferrari.
E isso tem muitas vezes mais importância que o acrescimo de dinheiro e vou tentar explicar (embora seja dificil desfazer um preconceito e ainda mais uma obcessão) com um exemplo. Li em tempos as conclusões de um estudo, se bem emlembro feito no UK, que comparava o efeito da instrução e o efeito dos rendimentos sobre a saúde. O efeito da instrução era significativamente maior que o dos rendimentos.
Outro efeito é o posterior efeito da instrução no sucesso educativo dos filhos, os filhos das pessoas mais instruídas têm maior sucesso escolar que os das menos instruídas, superando o efeito da instrução dos pais significativamente o efeito dos rendimentos dos pais.
Algumas pessoas dizem o óbvio, precisamos de dinheiro, mas a questão é vivemos para o dinheiro ou usamos o dinheiro para viver?
Conheço tipos que para ganhar mais, alguns ganham dezenas de milhares mensais, trabalham 80 ou 90 horas por semana. Vale a pena?
Um conhecido meu resolveu fazer uma vivenda que lhe custou cerca de 400 mil. Ganhava, ele e a esposa, 3.500. Como a prestação da casa era elevada arranjou um segundo emprego e os rendimentos familiares passaram para 5.500, mas deixou de ter tempo para a esposa, para os filhos que passaram a infância e adolescência com um pai que não tinha tempo para eles, deixou de ter tempo para alguns hobbies de que gostava. Até prejudicou a saúde porque a sobrecarga de trabalho lhe agravou alguns problemas de saúde. Valeu a pena?
Eu pessoalmente acho que não, nem para ele nem para a familia. Para os filhos e para a mulher teria sido melhor terem tido um pai e um marido mais presente em vez de uma casa mais espaçosa e com jardim. Ele próprio para que quer uma casa maior se apenas vai lá para dormir e aos domingos (que frequentemente passa a dormir ou a trabalhar no escritório que lá tem)? E com os problemas de saúde que agravou não irá viver mais tempo, nem com mais qualidade devido a ter mais dinheiro ou uma casa mais vistosa.
Acho que deve existir um equilibrio que pode diferir de pessoa para pessoa. Esse equilibrio é ditado pelos interesses e valores de cada um. Conheço pessoas que trabalham mais de 80 horas por semana. Ganham dezenas de milhares de euros mensais. Podiam ganhar razoavelmente bem trabalhando 40 ou 50 horas mensais. Para eles vale a pena, vivem para o trabalho, não trabalham para viver. São gostos e opções.