Despiste A5 - MB classe E

Já que falaram nos Nakang, não digam a ninguém, mas na minha faculdade existe um 330d E92 de 2006 ou 2007 com as suas belas jantes 18" calçadas com pneus Nakang já bem comidos nas laterais.

Um carro daquele porte e com aquelas características (RWD + Potência QB + Jantes 18") não é para ter aqueles pneus. :sh)

Acho que os nankang não são dignos de carro algum! O meu carro andou uns km's com uns Nangkang NSII e em piso molhado (não ensopado) a 120km/h começava a fugir. Uma Rotunda a mais de 30km/H era pião garantido e só tinha 103cv[:D]
Agora imagino o susto que a malta com boas máquinas apanha com tais pneus
 
já que estamos, em casos como este, de aquaplaning, como se deve reagir?

Basicamente enquanto nesse "processo" o melhor é não fazer nada, não tens direccionabilidade, nem capacidade de travagem, pelo simples motivo que as rodas não estão assentes no piso. Se travares ou virares o volante, a única coisa que conseguirás é descompensar o carro assim que as rodas "cairem" no chão. Na realidade é uma tentação fazer algo, mas se a água "empurra" o carro para a outra faixa ou para o rail de protecção, é deixar ir e tentar manter o volante alinhado com a estrada. Mas é sempre uma incógnita.
Há uns bons anos vinha na A1 a chegar a Lisboa, na recta da Póvoa de Sta Iria e caía uma tromba de água daquelas, eu no meu opel corsa posicionei-me na faixa do meio e circulava a uns 60 Kms/H. Um pouco mais à frente uma carrinha astra faz-me sinal de luzes (e com razão já que vinha no meio sem ninguém à direita) e eu encostei-me. Ele passou talvez a 80/90Kms/H e posicionou-se na faixa da direita à minha frente, depois nem 100mts volvidos entrou num lençol de água, travou e virou o volante (eu atrás a ver tudo, aconteceu muito rápido), assim que as rodas assentaram, a carrinha saiu disparada para o rail central, cruzou as faixas todas e foi arrojando no rail até parar, por muito pouco um mercedes que seguia na faixa da esquerda não o abalroa. Nem sei como conseguiu parar. Eu passei, senti a pressão do lençol de água, mas nada de aquaplanning (talvez porque viesse mais devagar). E ficou esta história para contar.
 
Basicamente enquanto nesse "processo" o melhor é não fazer nada, não tens direccionabilidade, nem capacidade de travagem, pelo simples motivo que as rodas não estão assentes no piso. Se travares ou virares o volante, a única coisa que conseguirás é descompensar o carro assim que as rodas "cairem" no chão. Na realidade é uma tentação fazer algo, mas se a água "empurra" o carro para a outra faixa ou para o rail de protecção, é deixar ir e tentar manter o volante alinhado com a estrada. Mas é sempre uma incógnita.
Há uns bons anos vinha na A1 a chegar a Lisboa, na recta da Póvoa de Sta Iria e caía uma tromba de água daquelas, eu no meu opel corsa posicionei-me na faixa do meio e circulava a uns 60 Kms/H. Um pouco mais à frente uma carrinha astra faz-me sinal de luzes (e com razão já que vinha no meio sem ninguém à direita) e eu encostei-me. Ele passou talvez a 80/90Kms/H e posicionou-se na faixa da direita à minha frente, depois nem 100mts volvidos entrou num lençol de água, travou e virou o volante (eu atrás a ver tudo, aconteceu muito rápido), assim que as rodas assentaram, a carrinha saiu disparada para o rail central, cruzou as faixas todas e foi arrojando no rail até parar, por muito pouco um mercedes que seguia na faixa da esquerda não o abalroa. Nem sei como conseguiu parar. Eu passei, senti a pressão do lençol de água, mas nada de aquaplanning (talvez porque viesse mais devagar). E ficou esta história para contar.

Obrigado pelo esclarecimento e depoimento.

Eu tinha ideia que, de facto, o melhor é mesmo não fazer nada.

Cumprimentos
 
Queres dizer nem ar a mais nem ar a menos? É isso.
Atrás deixei a explicação e argumento para se andar com um pouco mais de ar em casos de chuva. É claro, para mim, que se somos todos "animais com cérebro", irá sempre haver quem não concorde, quem ache que faz todo o sentido e ache que mesmo assim não arrisca a colocar mais ar, etc e por aí fora. Aliás, não espanta nesta matéria, como também não espanta noutras. Este fórum é exemplo disso mesmo, o que para uns é válido, para outros é treta, como dizes.

O ideal mesmo é usarmos a pressão indicada pelo fabricante, com mais 0.1 para quem anda mais a abrir, e controlar sempre a pressão dos pneus. Isso é que é o ideal. Quanto à maior pressão quando chove... vê uns pneus com 225 de largura. Com mais 0.3 não há uma grande diminuição da área de contacto. E quando aquecerem com o rolamento o ar expande e a pressão aumenta. Isso coloca tensão desnecessária no pneu.
 
A largura dos pneus contribui para o aquaplaning, como tb contribui o peso do carro. Um Classe E com pneus 245 é mais propenso a aquaplaning que um Uno com 145? Não me parece.

Eu sou da opinião contrária. E digo isto porque a vir para Lisboa numa noite de chuva, no viaduto Duarte Pacheco apanhei um grande lençol de água. Vinha no meu ex-Clio mkI com pneus 165.
Vinha a 90. O carro bem quis ir para a direita pois o lençol era no lado direito mas mantive o volante o mais direito possivel e ao mesmo tempo a deixá-lo ir como queria ir...
Por si só a situação passou. Agora no video não sei se o gajo ao ver o carro a querer ir para a esquerda não guinou para o lado contrário... Ás vezes, em certas situações, a prática também conta muito. E eu só tenho carta á um ano e qualquer coisa mas andei muito com o meu pai e nos despistes que já tive parece que o que vi quando lhe acontecia a ele ficou interiorizado sei lá. Certo é que até hoje sempre agarrei os meus carros! Então travar em certas ocasiões é a morte do artista!

Basicamente enquanto nesse "processo" o melhor é não fazer nada, não tens direccionabilidade, nem capacidade de travagem, pelo simples motivo que as rodas não estão assentes no piso. Se travares ou virares o volante, a única coisa que conseguirás é descompensar o carro assim que as rodas "cairem" no chão. Na realidade é uma tentação fazer algo, mas se a água "empurra" o carro para a outra faixa ou para o rail de protecção, é deixar ir e tentar manter o volante alinhado com a estrada. Mas é sempre uma incógnita.
Há uns bons anos vinha na A1 a chegar a Lisboa, na recta da Póvoa de Sta Iria e caía uma tromba de água daquelas, eu no meu opel corsa posicionei-me na faixa do meio e circulava a uns 60 Kms/H. Um pouco mais à frente uma carrinha astra faz-me sinal de luzes (e com razão já que vinha no meio sem ninguém à direita) e eu encostei-me. Ele passou talvez a 80/90Kms/H e posicionou-se na faixa da direita à minha frente, depois nem 100mts volvidos entrou num lençol de água, travou e virou o volante (eu atrás a ver tudo, aconteceu muito rápido), assim que as rodas assentaram, a carrinha saiu disparada para o rail central, cruzou as faixas todas e foi arrojando no rail até parar, por muito pouco um mercedes que seguia na faixa da esquerda não o abalroa. Nem sei como conseguiu parar. Eu passei, senti a pressão do lençol de água, mas nada de aquaplanning (talvez porque viesse mais devagar). E ficou esta história para contar.

Basicamente é isto. Nunca mandar guinadas para o lado contrário nem travar!
 
Última edição:
A largura dos pneus contribui para o aquaplaning, como tb contribui o peso do carro. Um Classe E com pneus 245 é mais propenso a aquaplaning que um Uno com 145? Não me parece.

É um pouco isto, uma ponderação entre largura de pneus, profundidade do rasto e pressão dos mesmos, peso do carro (isto para não falar na reacção do condutor). Portanto, pegando neste exemplo, também me sentiria mais seguro no mercedes que no fiat uno, mas e se fosse um fiat uno com mais 500Kg de peso? Ou ao invés, um mercedes com um pneu 205? Não há uma receita milagrosa, é uma situação inesperada (quase sempre) e a melhor reacção é não fazer nada.
 
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