Basicamente enquanto nesse "processo" o melhor é não fazer nada, não tens direccionabilidade, nem capacidade de travagem, pelo simples motivo que as rodas não estão assentes no piso. Se travares ou virares o volante, a única coisa que conseguirás é descompensar o carro assim que as rodas "cairem" no chão. Na realidade é uma tentação fazer algo, mas se a água "empurra" o carro para a outra faixa ou para o rail de protecção, é deixar ir e tentar manter o volante alinhado com a estrada. Mas é sempre uma incógnita.
Há uns bons anos vinha na A1 a chegar a Lisboa, na recta da Póvoa de Sta Iria e caía uma tromba de água daquelas, eu no meu opel corsa posicionei-me na faixa do meio e circulava a uns 60 Kms/H. Um pouco mais à frente uma carrinha astra faz-me sinal de luzes (e com razão já que vinha no meio sem ninguém à direita) e eu encostei-me. Ele passou talvez a 80/90Kms/H e posicionou-se na faixa da direita à minha frente, depois nem 100mts volvidos entrou num lençol de água, travou e virou o volante (eu atrás a ver tudo, aconteceu muito rápido), assim que as rodas assentaram, a carrinha saiu disparada para o rail central, cruzou as faixas todas e foi arrojando no rail até parar, por muito pouco um mercedes que seguia na faixa da esquerda não o abalroa. Nem sei como conseguiu parar. Eu passei, senti a pressão do lençol de água, mas nada de aquaplanning (talvez porque viesse mais devagar). E ficou esta história para contar.