[Estradas] Descobrir o IC5

Já te safaste nto.

[:D] [:p]


Mauzinho. [;)]

Agora a sério. O país é todo um só, mas como bem sabemos e pela ideia dos nossos políticos, acaba por não ser bem assim.

É o caso de muitos meios que "são retirados" às populações do interior, fazendo com que o isolamento que só por si já se encontram, se torne ainda maior.

Isto por terem de percorrer longas distâncias, para terem acesso a algumas infra-estruturas ou cuidados médicos (meros exemplos).

Infelizmente e à causa disso, por muito que seja dito às pessoas para aí se fixarem (e terem qualidade de vida, que a tem), se torna dificil, pelo abandono que governantes nas medidas aplicadas a essas regiões.
 
Vais-me desculpar. mas não poderia deixar de comentar a frase a negrito.

Por essa ordem de ideias, achas que, por haver pouca gente no interior do país, essa gente não deveria ter direito a vias de comunicação decentes?

o nto não afirmou nada do que tu quiseste interpretar, ele referiu apenas que o interior, apesar de (cada vez mais) desertificado tem ainda algumas estradas muito boas. o facto de estar às moscas é mesmo isso, fruto da desertificação e do desinvestimento das empresas e governo. nada mais simples de interpretar. [;)]
 
Obrigado
De moto as curvas passam de sacrifício a prazer!!!

A própria nacional de Moncorvo pra Miranda do Douro tem grandes rectas e foi algo que nem imaginava existir, por que geralmente Norte é sinónimo de curvas.

Acredito que de mota seja fixe, mas de carro muita curva começa-me a enjoar.
 
Há mais de 15 anos que faço a viagem lisboa-miranda do douro. E se no incio, sem A23, IP2, variante de moncorvo ou IC5 demorava 6 horas ou mesmo 7 horas, sem me alargar no pedal, com esta abertura do IC5 de IP2 para Miranda (ou Duas Igrejas, que é onde acaba) passei a demorar menos de 5 horas. Falamos de pelo menos 2 horas a menos e maior conforto. Por isso só tenho a dizer: bem falta fazia.

Bom relato, gostei. Parabéns mariomtps e tens aí uma bela máquina.
 
Pois bem, lá voltei para trás e depois de entrar no IP2, apareceu a dita indicação para virar à esquerda a 1500m em direcção a Mogadouro, etc..
A partir daqui o trajecto passou a ser mais isolado de povoações e terrenos agrícolas, com muitas subidas e descidas, rodeadas de mato de giesta, urze, e alguns pinheiros e carvalhos que se devem ter salvado da devastação de fogos de outros anos.
No entanto era inevitável apreciar o verdejante da paisagem. Depois da perspectiva de uma grave seca, fomos abençoados com uma abundante chuva, resultando numa Primavera glamorosa. Agora há que saber apreciar.
Alfandega da Fé também passa despercebido, mas em contrapartida deparamo-nos com um dos mais belos postais do trajecto – Mogadouro, enquadrado por verdejantes campos de cereais.
A partir daqui até ao fim do percurso em Duas Igrejas, (a 8 Km de Miranda do Douro) seguiram-se retas de perder de vista, sempre acompanhado pela N102, convidando-me a enrolar o punho, mas não caí na tentação, pois o objectivo era muito mais enriquecedor – tão somente apreciar a paisagem.
Uma coisa que reparei em todo o trajecto, é que o mesmo estava literalmente “às moscas”. Um carro ou um camião de vez em quando…. mas que é que se passa?, perguntei eu a mim próprio. Os combustíveis estão caros, mas não existem portagens, pelo menos por agora. Depois na estrada nacional em direcção a Vimioso constatei a mesma coisa, chegando à inevitável conclusão de que todo o norte interior está deserto. Digamos que ter feito o IC5 naquele local, é como fazer um restaurante num cemitério e esperar que os residentes lá vão. Tarde demais.
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Essa é a zona de S. Pedro-Meirinhos não é? Podias por fotos da ponte que é espectacular. Algumas das amendoeiras que se vêem nas fotos eram do meu avô. :)
 
Lembrei-me logo deste tópico hoje. Os meus sogros de Torre de Moncorvo vieram-me visitar e com a viagem pelo IC5 pouparam 1hora.
Não referiram o estado ou o prazer de condução, mas 1h numa viagem como é Moncorvo-Braga é bastante.
 
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