Como travar?

Não sei em detalhe como funciona o sistema pois nunca vi nenhum, apenas ouvi algumas explicações sobre ele.
Segundo essas explicações, havia um parafuso sem fim, que fazia o bloco dos cilindros subir em relação ao eixo da cambota, alterando o tamanho da câmara de combustão.
A taxa de compressão é dada pela formula = (Vh + Vc) / Vc
Sendo que o Vh é a cilindrada e Vc é o volume da câmara de combustão, que é todo o volume ocupado pelos fluidos de combustão acima do pistão quanto este está no Ponto Morto Superior.
Ora alterando este valor através do método já descrito acima varia-se a taxa de compressão do motor, e assim é possível utilizar diferentes combustíveis (como diesel e gasolina) no mesmo motor.

Sei que a explicação não é brilhante mas agora também estou um bocado apertado de tempo, espero que dê para perceber.


Cumps.

Obrigado de qualquer maneira.
A parte da explicação do que é a taxa de compressão já sabia, mas acho que foi bom para quem n sabe.
A teoria de como funciona o sistema é essa, e é a que já vi da Saab e da Renault, mas nunca soube de um motor em que estivesse a funcionar sem ser protótipos. E de facto, possuindo sistemas de injecção para os dois tipos, ou então injecção directa que fosse compativel seria teoricamente possivel trocar de combustivel. Mas n será misturar os dois?
Quando puderes mete mais sobre quais os veículos militares que já trazem essa solução.

Não percebi bem se essa é para mim mas penso que não, compressão variável também nunca ouvi falar.

Obviamente que num motor a compressão à partida não aumenta, pela lógica da batata diminui a cada ciclo do motor por perda de eficácia na "vedação" das válvulas e segmentos fruto da fricção dos materiais e no desgaste da superficie do pistão e da camara de combustão embora este ultimo aspecto me pareça completamente negligenciável mas matemáticamente a cada volta e explosão no motor houve desgaste e consequentemente perda de compressão claro que isso não é mensurável Daí não compreender o que foi dito pelo user e ter feito o post anterior.

Não era para ti, e nem era uma critica, era apenas um fenómeno que acho estranho neste forum, é que as pessoas "dizem" que gostam de carros, mas não pesquisam nada sobre mecânica e a taxa de compressão é até uma "coisa" fácil de perceber porque é "fisica".

O que o user disse não tem lógica, mas a taca de compressão variável existe, e funciona, pelo menos em teoria.[:D]
A Saab, Nissan e Renault já andam há uns anos a desenvolver isso, mas até hoje.:(

Aqui fica uma demonstração da Prodrive e do seu sistema.
YouTube - Prodrive Variable Compression Ratio Engine

Reparem que no ponto morto superior cosneguem ver pelo menos duas medidas distintas da viagem do êmbolo.
A forma como o fizeram é alterando a posição da biela na cambota.

Existe outra forma (que não sei se não passa de papel) que é alterando a altura da cabeça do motor. Esta pode viajar para cima e para baixo dependendo da taxa de comrpessão que queremos.

Pelos vistos já existe!
Agora imagina se os franceses realmente apostassem no motor de taxa/cilindrada variavel e com distribuição sem ligação fisica? Já viste as possibilidades/potencial enorme que teria?
 
Eu travo sempre com os dois...

Qual é a cena? [;)]

Quando travamos o suficiente para reduzir uma mudança devemos reduzir, certo?

O desgaste não é grande, desgasta mais a embreagem, por exemplo...

Quando reduzo e vai cair numa rotação... tipo superior ás 2000rpm, tenho de ter cuidados especiais.

Ou faço ponta tacção, ou aperto primeiro a embreagem a fundo, largo, e reduzo... fazem os dois trabalhos idênticos... [:cool:]

O segundo, é muito utilizado por camionistas, por exemplo
 
Eu travo sempre com os dois...

Qual é a cena? [;)]

Quando travamos o suficiente para reduzir uma mudança devemos reduzir, certo?

O desgaste não é grande, desgasta mais a embreagem, por exemplo...

Quando reduzo e vai cair numa rotação... tipo superior ás 2000rpm, tenho de ter cuidados especiais.

Ou faço ponta tacção, ou aperto primeiro a embreagem a fundo, largo, e reduzo... fazem os dois trabalhos idênticos... [:cool:]

O segundo, é muito utilizado por camionistas, por exemplo


Ao travares com o motor, desgastas para além da embraiagem, os travoes, correias etc etc...além de que alongas a travagem.

Para um travagem de emergência, e para parar o que se faz é travar pisando a embraiagem a fundo, e não reduzir.
 
Ao travares com o motor, desgastas para além da embraiagem, os travoes, correias etc etc...além de que alongas a travagem.

Para um travagem de emergência, e para parar o que se faz é travar pisando a embraiagem a fundo, e não reduzir.

???

:confused:

Sim, desgasta embraiagem... agora o resto não! É precisamente o inverso!

Desgasta muito mais os travões com a embraiagem no fundo (ou em ponto-morto que é a mesma coisa) e para que consigas parar a tempo vais aplicar mais dose de travão, desgastando as pastilhas e aquecendo as mesmas e os discos. Se travares com o travão e com o motor, a dose a aplicar nos travões é bem menor, logo menor desgaste... e mais importante de tudo é bem mais seguro assim, paras o carro bem mais eficazmente. E ainda te digo mais, muitas vezes só travando com o motor reduz bastante o número de vezes que recorres por alguns momentos aos travões para que o carro não ganhe velocidade, poupando-os.

Outra coisa... se fizeres isso que disseste numa zona com muitas descidas depois não te queixes que ficas sem travões...
 
Última edição:
???

:confused:

Sim, desgasta embraiagem... agora o resto não! É precisamente o inverso!

Desgasta muito mais os travões com a embraiagem no fundo (ou em ponto-morto que é a mesma coisa) e para que consigas parar a tempo vais aplicar mais dose de travão, desgastando as pastilhas e aquecendo as mesmas e os discos. Se travares com o travão e com o motor, a dose a aplicar nos travões é bem menor, logo menor desgaste... e mais importante de tudo é bem mais seguro assim, paras o carro bem mais eficazmente. E ainda te digo mais, muitas vezes só travando com o motor reduz bastante o número de vezes que recorres por alguns momentos aos travões para que o carro não ganhe velocidade, poupando-os.

Outra coisa... se fizeres isso que disseste numa zona com muitas descidas depois não te queixes que ficas sem travões...




Exprimenta reduzires à bruta e vê os danos que um redução causa na distribuição.

Uma coisa é travar com o motor, outra, é reduzir para auxiliar uma travagem...parece-me que não sabes a diferença. [;)]


A força exercida pelo motor em desaceleração, vai criar uma sobrecarga no sistema de travagem, logo alonga as travagens.
 
Exprimenta reduzires à bruta e vê os danos que um redução causa na distribuição.

Uma coisa é travar com o motor, outra, é reduzir para auxiliar uma travagem...parece-me que não sabes a diferença. [;)]


A força exercida pelo motor em desaceleração, vai criar uma sobrecarga no sistema de travagem, logo alonga as travagens.

Parece que não leste o meu post um pouco mais atrás. Eu não experimento nem faço reduções à bruta... em travagens com reduções mais fortes, sempre que possível, uso a técnica do ponta-tacão para não esforçar nada! Quando não me é possível em travagens bruscas/emergência travo a fundo com a embraiagem no fundo para não deixar o motor ir abaixo ou fazer com que o motor não faça o efeito contrário à travagem, ou seja, acelere o andamento do carro.

Eu percebi perfeitamente o que queres dizer. O que te referes é aqueles condutores que fazem reduções de caixa tardias (ou nem sequer as fazem deixando o motor ir engatado numa mudança muito alta e cair demasiado as rotações a ponto de tremer por todos os lados ou não sabem fazer como deve ser) e o motor em vez de fazer o efeito de travagem numa redução, começa a puxar o carro e a dificultar o trabalho dos travões desgastando-os. Mas isso é má condução e para isso mais vale não usar a caixa para reduzir com o motor e usar os travões para parar o carro. Quando se fala em reduzir com a caixa considera-se fazê-lo como deve ser e muita gente até faz porque é fácil de fazer, não é nada do outro mundo. Eu quando faço reduções, num diesel, a rotação da mudança inferior tem que ser sempre acima das 1700 rpm para conseguir o efeito de travagem do motor... senão abaixo disso não dá rendimento na travagem.

Agora explica-me uma coisa... o que é que um motor (em desaceleração ou não) tem directamente a ver com os travões e por isso em que medida cria uma sobrecarga no sistema de travagem? "O que é que o cu tem a ver com as calças"? :confused: Só pode ser pelo que acabei de referir em cima (má condução), mas acho que não te deves ter explicado muito bem o que querias dizer e o pessoal não vai com certeza concordar contigo porque não vai entender muito bem o que querias dizer (e não os censuro).
 
Última edição:
Parece que não leste o meu post um pouco mais atrás. Eu não experimento nem faço reduções à bruta... em travagens com reduções mais fortes, sempre que possível, uso a técnica do ponta-tacão para não esforçar nada! Quando não me é possível em travagens bruscas/emergência travo a fundo com a embraiagem no fundo para não deixar o motor ir abaixo ou fazer com que o motor não faça o efeito contrário à travagem, ou seja, acelere o andamento do carro.

Eu percebi perfeitamente o que queres dizer. O que te referes é aqueles condutores que fazem reduções de caixa tardias (ou nem sequer as fazem deixando o motor ir engatado numa mudança muito alta e cair demasiado as rotações a ponto de tremer por todos os lados ou não sabem fazer como deve ser) e o motor em vez de fazer o efeito de travagem numa redução, começa a puxar o carro e a dificultar o trabalho dos travões desgastando-os. Mas isso é má condução e para isso mais vale não usar a caixa para reduzir com o motor e usar os travões para parar o carro. Quando se fala em reduzir com a caixa considera-se fazê-lo como deve ser e muita gente até faz porque é fácil de fazer, não é nada do outro mundo. Eu quando faço reduções, num diesel, a rotação da mudança inferior tem que ser sempre acima das 1700 rpm para conseguir o efeito de travagem do motor... senão abaixo disso não dá rendimento na travagem.

Agora explica-me uma coisa... o que é que um motor (em desaceleração ou não) tem directamente a ver com os travões e por isso em que medida cria uma sobrecarga no sistema de travagem? "O que é que o cu tem a ver com as calças"? :confused: Só pode ser pelo que acabei de referir em cima, mas acho que não te deves ter explicado muito bem o que querias dizer e o pessoal não vai com certeza concordar contigo porque não vai entender muito bem o que querias dizer (e não os censuro).


A bold...está a resposta à tua pergunta.

Foi sempre isso que disse, falei na força que o motor exerce no sistema de travagem...logo, sendo essa força contrária vai alongar as travagens [;)]
 
Última edição:
A bold...está a resposta à tua pergunta.

Foi sempre isso que disse, falei na força que o motor exerce no sistema de travagem...logo, sendo essa força contrária vai alongar as travagens [;)]

Certo! Mas generalizaste, deste a entender que é em todas as reduções que isso acontece, mesmo as bem feitas. Faltou-te dizer que é quando o condutor faz mal as reduções, deixando-as cair muito. Se não dizes isso os restantes users não vão obviamente concordar e até dizem que é precisamente o contrário. Foi o que eu e o Leverage dissemos. E assim se geram desnecessariamente os mal entendidos.

Assim já nos entendemos. [;)]
 
Certo! Mas generalizaste, deste a entender que é em todas as reduções que isso acontece, mesmo as bem feitas. Faltou-te dizer que é quando o condutor faz mal as reduções, deixando-as cair muito. Se não dizes isso os restantes users não vão obviamente concordar e até dizem que é precisamente o contrário. Foi o que eu e o Leverage dissemos. E assim se geram desnecessariamente os mal entendidos.

Assim já nos entendemos. [;)]

Eu às vezes esqueço-me que nem todos percebemos de carros.
 
Exprimenta reduzires à bruta e vê os danos que um redução causa na distribuição.

Uma coisa é travar com o motor, outra, é reduzir para auxiliar uma travagem...parece-me que não sabes a diferença. [;)]


A força exercida pelo motor em desaceleração, vai criar uma sobrecarga no sistema de travagem, logo alonga as travagens.

Há uns tempos andava a discutir isso aqui e havia quem jurasse a pés juntos que travar em cima de uma mudança encurtava a travagem....
 
Ok concordo mas há casos extremos, o meu pai por exemplo também usa a primeira apenas para arrancar, mas mete a segunda demasiado cedo e o carro morre em segunda ou entao solavanca de falta de sensibilidade na embraiagem, nem 8 nem 80

Outra coisa é que para ele, o carro só tem 2 velocidades, 1ªra para arrancar e 5ªta para andar, as vezes dou por ele a 40 kms/h em quinta e o carro a 800 rpm :sh) Até doi.

Isso também não. Quando meto 2ª, já em primeira ia nas 3 mil rpm ou mais.

Imagina que estás num carro fraco parado no inicio de uma subida bastante íngreme, arrancas, passas para 2ª e a meio da subida começa-te a morrer, reduzes para 1ª ou vais em 2ª a morrer até ao fim da subida? [;)]

Se estou parado no início de uma subida bastante ingreme, vou sempre em 1ª. Quando alguém mete 2ª, já sabe que o carro vai morrer.

Ou então se tiver em 2ª e o carro começar a morrer, subo a rotação um pouco e meto 1ª.

Mas isso são casos raros. Por exemplo, aqui na ilha são poucas as subidas que não se sobe em 2ª.
 
Há uns tempos andava a discutir isso aqui e havia quem jurasse a pés juntos que travar em cima de uma mudança encurtava a travagem....

Lá está...há quem não perceba, e tem de se explicar tudo.


Outra coisa é que para ele, o carro só tem 2 velocidades, 1ªra para arrancar e 5ªta para andar, as vezes dou por ele a 40 kms/h em quinta e o carro a 800 rpm :sh) Até doi.

No Honda não é certamente...
 
Espera lá... desculpa lá, mas... qual foi a parte que não percebeste dessa explicação que te deram, tendo também em conta aquilo que já se falou aqui? :confused:

Explicação? A malta que defende isto (como tu [:D]) não explica nada...simplesmente quer que os outros concordem com a sua ideia só porque sim.

Vou terminar como terminei no outro tópico onde se discutiu isto. Vai testar o carro num sítio sem ninguém, com e sem mudança engrenada. E tira as tuas próprias conclusões.

Se quiseres ir pela teoria, basta pensar que os travões, quando está uma mudança engrenada, têm de travar a inércia do motor, o alternador, as correias, a distribuição etc, para além de terem de parar as rodas.
 
Última edição:
Explicação? A malta que defende isto (como tu [:D]) não explica nada...simplesmente quer que os outros concordem com a sua ideia só porque sim.

Vou terminar como terminei no outro tópico onde se discutiu isto. Vai testar o carro num sítio sem ninguém, com e sem mudança engrenada. E tira as tuas próprias conclusões.

Se quiseres ir pela teoria, basta pensar que os travões, quando está uma mudança engrenada, têm de travar a inércia do motor, o alternador, as correias, a distribuição etc, para além de terem de parar as rodas.

Parece-me lógico.
 
A explicação que deram ao Movyk é bem lógica se considerarmos que a redução efectuada é bem feita, produz o efeito de travagem. Se o motor já está a "travar" o carro, porque é que é o carro não irá encurtar a travagem ao travar com o travão de pé? Será que vai alongar a travagem? Não vai não! Atenção que refiro a reduções bem feitas em que o motor está mesmo a travar, ou seja, que o motor não está a fazer inércia contrária aos travões... está mesmo a ajudar os travões na travagem, aliviando-os do esforço e poupando-os! Vocês têm razão mas é só quando o motor não estiver a fazer o efeito de travagem (por o motor levar uma rotação baixa), ou seja, está a exercer uma inércia contrária aos travões, alongando a travagem! E mais não digo por ser uma questão bem óbvia que sei na prática e não na teoria e não sou o único a dizê-lo!
 
Última edição:
Voltar
Superior