como abrir uma ervanária

Tal como em sentido lato só há um universo, no sentido estrito só existe um planteta terra, do mesmo modo não há saúde alternativa, não há ciência alternativa. È toda uma, tal como só existe uma natureza e não existem naturezas alternativas, apenas abordagens diferentes ao mesmo tema.

Como tal não é admissível considerar medicinas alternativas, biologias alternativas e farmacologias alternativas ás existentes, alegando conhecimentos alternativos, quando na pratica os conhecimentos são unos e indivisíveis, estudados holisticamente pelas disciplinas já existentes.

A naturopatia, tal como está a ser divulgada é "semelhante" ao que se fazia nas farmacias de há 100 150 anos. Houve uma evolução desde essa altura.

A naturopatia é um anacronismo que lembra os primórdios da medicina ocidental, só que esta evoluiu, especializou-se, aprofundou conhecimentos e em conjunto com outras ciências que igualmente evoluiriam, permitiram o desenvolvimento de medicamentos mais seguros, eficazes, com menos efeitos secundários, mais uniformes e mais regulamentados na sua distribuição, na maioria dos casos baseados em substancias naturais, mas devidamente estudadas, doseadas, conservadas, controladas, e administradas de modo a maximizar o efeito terapêutico e a minimizar os riscos.

A bioprospecção cientifica desde sempre que procura novas espécies e estuda organismos já descobertos na tentativa de encontrar novas substancias terapêuticas.

O que a naturopatia diz que quer fazer, já o é feito pelas disciplinas existentes, com mais rigor de forma mais metódica e certificada.

Portanto se os naturopatas querem exercer funções já atribuídas a outras profissões, então que se formem nessas outras profissões e então depois e já com conhecimento de causa e a devida formação, exerçam dentro das suas competências legais o que entenderem.

Se querem vender produtos naturais como suplementos nutricionais tudo bem, agora que queiram passar a barreira da etica e deontologia usurpando funções de Biólogos, médicos, farmaceuticos e nutricionistas, alegando ser alternativos e possuidores de um conhecimento exclusivo isso é pura fraude, e deve ser fortemente combatida.

1 - A acupunctura é uma arte médica milenar que apenas há pouco tempo teve alguma validação pela ciência médica, mas até então era desconhecida e não aceite. Agora tem uma aceitação razoável porque se conseguiu explicar alguns mecanismos. E obviamente que é uma área complexa e que os "curiosos" deveriam manter-se afastados, tal como em tudo. Quem sabe conduzir o carro mas não sabe as regras de trânsito, coloca a sua vida e a dos outros em perigo...
2 - A fitoterapia é validada por estudos vários de diversas áreas do saber. É sabido que os compostos são relativamente instáveis em termos de quantidade/qualidade dos principios activos, mas também se sabe que "o todo funciona melhor que as partes", havendo substâncias que só funcionam quando agregadas a outras produzidas pela própria planta. A Natureza é mais sábia que o ser humano, mas este ainda está para chegar a essa conclusão.
A composição dos produtos naturais advém de várias plantas da mesma espécie, existindo uma média em termos de princípios activos, compensando as que têm mais com as que têm menos. Não é uma ciência exacta, obviamente. Mas existem falhas maiores nos produtos farmacêuticos, de efeitos indesejáveis imensos, uns pela acção primária do medicamento outros por efeitos secundários dessa acção... O "valdispert", feito a partir da Valeriana, é mais hepatotóxico que a planta em si...
3 - A Homeopatia baseia-se em princípios complexos mas de fácil compreensão para quem esteja disponível para novas ideias. A Homeoaptia já provou o que tinha a provar e a "prova" disso é a oposição da classe médica que dura já há 200 anos. Muitos desses opositores ao longo da história acabaram por se "converter".
4 - A ciência por mais avançada que esteja ainda está muito atrasada. A física quântica será possivelmente uma ciência que, quando for amplamente aceite, poderá "resolver" alguns "mistérios". Mas, como tudo o que é novo e inexplicável pelos métodos actuais, tem ainda muito para andar... mas os matemáticos acabam por provar os seus pontos de vista...
 

Eu tive o cuidado de nos meus posts deixar claro 2 situações distintas:

1- O conhecimento propriamente dito das áreas envolvidas.
2- O exercício de uma profissão.

O conhecimento é global, é de domínio publico, é da humanidade, e todos aprendemos com todos, não sendo pertença ou um exclusivo de ninguém.
No entanto, esse conhecimento, para ser realmente valido, tem que ser metodicamente e sistematicamente estudado, compilado e divulgado para que cada conhecimento adquirido e validado permita criar ainda mais conhecimento.
Como também o disse o conhecimento é só um, e a realidade é só uma, e chama-se natureza, não havendo lugar a naturezas alternativas...O grande objectivo é conhecer melhor a natureza e dela tirar o melhor proveito possível em prol de todos nós.


Se apesar de entre familiares e amigos, todos podemos ser um pouco de médicos, psicólogos, advogados, engenheiros, arquitectos, economistas, professores..., num espírito saudável de entre-ajuda, de partilha de experiências e opiniões de forma informal, o mesmo espírito não de pode aplicar no contexto profissional.

O exercício de uma profissão é algo diferente e implica responsabilidades perante quem a elas recorre.

A prestação de um serviço a troco de remuneração, em que esse serviço implique ou diagnostico, prescrição, uma parecer técnico, um projecto, uma representação oficial, implica que esse serviço seja valido, reconhecido, certificado, em que quem a eles recorre tem que ter a garantia de que quem o presta está habilitado e certificado para o fazer, e que está devidamente identificado e registado oficialmente perante as entidades para que haja controlo das actividades, servindo estes procedimentos como garantia bilateral, quer para o cliente, quer para o prestador do serviço.

Ninguem recorre a um desenhador, por muito bom que seja para que este lhe aprove o projecto de arquitectura, ninguém recorre a um administrativo de um tribunal, por muitas audiências que tenha assistido, para o defender em tribunal, ninguém recorre a um engenhocas, por muito bom que seja para lhe projectar uma ponte...

... isto porque matemática há só uma, física há só uma, natureza há só uma, Não havendo como me farto de dizer matemática alternativa, física alternativa, natureza alternativa, portanto os porta-voz destas areas, as pessoas que veiculam esta informação, que validam os conhecimentos e baseados nestes prestam um serviço, evidentemente que tem que ser pessoas devidamente habilitadas para o efeito.

O conhecimento é de todos, a produção de conhecimento é de todos, por todos e para todos, a veiculação de informações e serviços desses conhecimentos é que tem que ser feita por quem está certificado para tal.

Com o este post vai logo, vou continuar mais tarde com um outro em que pretendo abordar de forma mais técnica, com casos práticos e com exemplos de metodologias claras, que demonstram o porquê de me insurgir contra a homeopatia e contra a naturopatia, e como eu e outros biólogos, médicos, farmacêuticos, químicos, e bioquímicos. São dados concretos que de certo ajudarão a esclarecer muitos mitos referentes a essas praticas ditas alternativas.
 
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Por acaso acho que a ultima vez que entrei numa ervanária devia ser criança... e gosto muito de chá, mas ou tenho de saquetas ou tenho chá da minha produção[kiss]

Disto:

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Conheco a planta como Limonete... É a mesma coisa?
Também tenho 3 plantas dessas [;)]
Duas grandes, e uma do tamanho da minha gata.
 
Continuo com muita vontade de abrir a minha ervanária, só me falta continuar a encontrar fornecedores e avaliar os custos.

Se vais avançar, pede a alguém para fazer um estudo de mercado, não devemos ser nos a fazer esse estudo, porque não temos a imparcialidade necessária e por vezes não queremos ver o que os números dizem
 
Conheco a planta como Limonete... É a mesma coisa?
Também tenho 3 plantas dessas [;)]
Duas grandes, e uma do tamanho da minha gata.

Sim...pois devido ao cheiro é meio "alimonado" e chamam isso mas o nome mais comum em portugal é Lucia-Lima.

No entanto chamem o que chamarem o verdadeiro nome desta planta e o correcto é obviamente como em todos o seres vivos o seu nome tecnico e cientifico que é: Aloysia citrodora

[;)]
 
Sim...pois devido ao cheiro é meio "alimonado" e chamam isso mas o nome mais comum em portugal é Lucia-Lima.

No entanto chamem o que chamarem o verdadeiro nome desta planta e o correcto é obviamente como em todos o seres vivos o seu nome tecnico e cientifico que é: Aloysia citrodora

[;)]

Nem por acaso, acabei agora mesmo de fazer uma caneca de chá de Aloysia citrodora. [:D] São servidos?
 
As razões cientificas pelas quais a homeopatia como "terapia" não é reconhecida pelas entidades competentes são várias, e facilmente demonstraveis e compreensíveis.

Uma delas é a determinação da LOEC, sigla de Lowest Observed Effect Concentration, que traduzido significa a concentração mais baixa observada de uma substancia que produziu efeito.

Essa substancia pode ter qualquer origem "química, natural ou assim assim", pode ser uma solução elementar, uma mistura definida, uma mistura complexa, um extracto não purificado directo de uma planta por exemplo.

O teste consiste em determinar sobre organismos vivos não passiveis de efeito placebo, qual a concentração mais baixa possível da substancia em teste que induz um efeito determinado, seja ele mortalidade, inibição de reprodução, diminuição de mobilidade, etc...

Ora um dos princípios basilares da Homeopatia é a chamada memoria da molécula e das diluições infinitesimais, em que alegam que uma vez estando em contacto com um principio activo, as moléculas apresentarão uma memoria que permanecerá efectiva mesmo em diluições extremas desse principio activo.

Portanto o que a homeopatia diz conseguir é um efeito molecular de uma substancia presente numa concentração inferior á LOEC, ou seja alegam que existe efeito de uma substancia mesmo muitíssimo abaixo do mais baixo valor para o qual foi verificado um efeito, algo verdadeiramente absurdo como facilmente se pode constatar.

Um outro ponto, aplicável quer á homeopatia quer á naturopatia é referente aos procedimentos de colheita de tais substancias activas e de como NÃO tem o mínimo controlo sobre o que estão a fazer.

As metodologias de selecção, isolamento, extracção, purificação e doseameto dos princípios activos, de forma segura, controlada, higiénica, carecem de equipamentos e da aplicação de conhecimentos que os "naturopatas e homeopatas" não tem.

este será o tópico abordado no próximo post.
 
Enfim...

Enfim...

Louvo-o por tamanhos conhecimentos científicos e por tamanha capacidade de debitar aquilo que outros descobriram sem sequer colocar em causa que possa existir mais para além daquilo que se vê e palpa.
A ciência é conhecida pela sua extrema mutabilidade ao longo dos tempos. Verá que um dia as palas que tem postas serão reorientadas. Basta ver como em 200 anos tanta coisa mudou e evoluiu mas a Homeopatia continua a existir, tal como a Naturopatia e a MTC e Ayurvédica e...
Mostra um bocado de ignorância quando afirma que os homeopatas e naturopatas não sabem "metodologias de selecção, isolamento, extracção, purificação e doseameto dos princípios activos, de forma segura, controlada, higiénica". Isso é trabalho destinado à indústria (sim, os produtos há muito deixaram de ser "fabricados" de forma caseira) que deve ter profissionais dedicados a essas áreas, que são usualmente farmacêuticos e biólogos. Mas logicamente que os profissionais de Medicina Tradicional têm noções de botânica, biologia, bioquímica, etc.
Ah, e relativamente ao que o que é medicinal só ser vendido na farmácia... bem, quase todas as farmácias vendem fitoterapia e homeopatia. Inclusivamente, dos melhores homeopáticos feitos em Portugal vêm do laboratório de uma farmácia. Mas provavelmente essa farmácia "não presta"... será?

Foi a única intervenção neste fórum porque acho que a linha será sempre a mesma de uma mente demasiado toldada pelo conhecimento científico.

Vou fazer um chazinho de casca de salgueiro que o ecrã fez-me dores de cabeça... eu sei que a aspirina500 seria mais "seguro" porque tem 500mg certinhos de ácido acetilsalicílico, controlados laboratorialmente... mas diz que faz mal ao estômago.


As razões cientificas pelas quais a homeopatia como "terapia" não é reconhecida pelas entidades competentes são várias, e facilmente demonstraveis e compreensíveis.

Uma delas é a determinação da LOEC, sigla de Lowest Observed Effect Concentration, que traduzido significa a concentração mais baixa observada de uma substancia que produziu efeito.

Essa substancia pode ter qualquer origem "química, natural ou assim assim", pode ser uma solução elementar, uma mistura definida, uma mistura complexa, um extracto não purificado directo de uma planta por exemplo.

O teste consiste em determinar sobre organismos vivos não passiveis de efeito placebo, qual a concentração mais baixa possível da substancia em teste que induz um efeito determinado, seja ele mortalidade, inibição de reprodução, diminuição de mobilidade, etc...

Ora um dos princípios basilares da Homeopatia é a chamada memoria da molécula e das diluições infinitesimais, em que alegam que uma vez estando em contacto com um principio activo, as moléculas apresentarão uma memoria que permanecerá efectiva mesmo em diluições extremas desse principio activo.

Portanto o que a homeopatia diz conseguir é um efeito molecular de uma substancia presente numa concentração inferior á LOEC, ou seja alegam que existe efeito de uma substancia mesmo muitíssimo abaixo do mais baixo valor para o qual foi verificado um efeito, algo verdadeiramente absurdo como facilmente se pode constatar.

Um outro ponto, aplicável quer á homeopatia quer á naturopatia é referente aos procedimentos de colheita de tais substancias activas e de como NÃO tem o mínimo controlo sobre o que estão a fazer.

As metodologias de selecção, isolamento, extracção, purificação e doseameto dos princípios activos, de forma segura, controlada, higiénica, carecem de equipamentos e da aplicação de conhecimentos que os "naturopatas e homeopatas" não tem.

este será o tópico abordado no próximo post.
 
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... Mas logicamente que os profissionais de Medicina Tradicional têm noções de botânica, biologia, bioquímica, etc.




Vou fazer um chazinho de casca de salgueiro que o ecrã fez-me dores de cabeça... eu sei que a aspirina500 seria mais "seguro" porque tem 500mg certinhos de ácido acetilsalicílico, controlados laboratorialmente... mas diz que faz mal ao estômago.

[:D]

Bem, antes de mais obrigado por se sentir o que me pareceu de "indignado" ou afectado perante as informações por mim colocadas neste tópico.

Agradeço também o facto de ter "comprovado" as minhas informações visto não ter apresentado qualquer contraditório ás minhas afirmações.

Senti-me particularmente elogiado com tamanha indignação e falta de argumentos da sua participação.

Quanto ao que sublinhei é de facto surpreendente ver reconhecido que supostos profissionais da naturopatia ou homeopatia, quais arautos e conhecedores dos mais antigos conhecimentos sobre a natureza, tem somente NOÇÕES de áreas tão fundamentais para a saúde das pessoas como Biologia, Bioquímica. NOÇÕES, meramente NOÇÕES, e no entanto intitulam-se de profissionais que pensam em "diagnosticar" e "receitar" produtos para os quais tem apenas NOÇÕES, de onde vem e o que fazem e como o fazem. Bravo.

Quanto à aspirina, ponha em uso as noções que tem ou de quem diz que tem de bioquímica, e estude a diferença toxicológica entre ácido salicilico ( o do salgueiro) e o ácido acetilsalicilico ( o da farmácia), e depois venha cá dizer qual faz mais mal a quê.

As melhoras, e na duvida ligue o 112 ou vá a um centro de saúde ou hospital.[;)]
 
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Vou falhar com a minha palavra quando dizia que era o único post que iria colocar.

Penso que esta é uma discussão sem fundamento desde o seu início pela deturpação contínua de conceitos. A MT baseia-se em princípio diferenciadores, de alguma forma reconhecidos na lei 45/2003, infelizmente ainda não regulamentada, o que dá azo a este movimento crítico, em parte com razão pois existe muita gente com formação.

Coloco a questão ao contrário... no caso da Homeopatia, comprove que esta não funciona. Não apenas pela matemática mas pela prova. Procure e estude casos de adultos, crianças e animais que recuperaram de forma bastante visível muitas vezes em pouco tempo. Se conseguir provar a ineficácia, visto que é um estudioso das áreas de biologia, óptimo. Ainda ninguém conseguiu provar nenhum dos lados, tome-se a iniciativa.

Não apresento contraditório às suas questões porque um especialista de medicina tradicional (sim, a profissão existe) não é realmente especializado em biologia ou bioquímica. Quando digo que tem noções, são aquelas necessárias para a compreensão dos fenómenos do organismo humano, tanto fisiológicos como patológicos. Talvez a palavra "noções" tenha sido aquela que lhe trouxe tamanha satisfação... talvez tenha calculado mal a dimensão que pode ser dada à palavra. Os biólogos têm "noções" de química quando comparado com um Químico. Era este o significado e fica a correcção.

Ninguém disse que o salgueiro tinha acetilsalicilico, mas sim que a aspirina tinha 500mg desse composto. Foi uma "piada" sobre as dosagens... tem de se explicar tudo ao pessoal muito científico... [:D] Agora as doses tóxicas são muito diferentes pois existe uma interacção do "todo" que aqui já foi falado. Isso porque a MT não separa os componentes, e talvez aí seja uma vantagem não ter "evoluído" a par da farmácia.

Ah, e para as dúvidas não é 112 mas sim saúde24. [;)] A medicina ortodoxa continua sempre a ter o seu lugar de relevância para casos agudos...
 
Vou falhar com a minha palavra quando dizia que era o único post que iria colocar.

Penso que esta é uma discussão sem fundamento desde o seu início pela deturpação contínua de conceitos. A MT baseia-se em princípio diferenciadores, de alguma forma reconhecidos na lei 45/2003, infelizmente ainda não regulamentada, o que dá azo a este movimento crítico, em parte com razão pois existe muita gente com formação.

Coloco a questão ao contrário... no caso da Homeopatia, comprove que esta não funciona. Não apenas pela matemática mas pela prova. Procure e estude casos de adultos, crianças e animais que recuperaram de forma bastante visível muitas vezes em pouco tempo. Se conseguir provar a ineficácia, visto que é um estudioso das áreas de biologia, óptimo. Ainda ninguém conseguiu provar nenhum dos lados, tome-se a iniciativa.

Não apresento contraditório às suas questões porque um especialista de medicina tradicional (sim, a profissão existe) não é realmente especializado em biologia ou bioquímica. Quando digo que tem noções, são aquelas necessárias para a compreensão dos fenómenos do organismo humano, tanto fisiológicos como patológicos. Talvez a palavra "noções" tenha sido aquela que lhe trouxe tamanha satisfação... talvez tenha calculado mal a dimensão que pode ser dada à palavra. Os biólogos têm "noções" de química quando comparado com um Químico. Era este o significado e fica a correcção.

Ninguém disse que o salgueiro tinha acetilsalicilico, mas sim que a aspirina tinha 500mg desse composto. Foi uma "piada" sobre as dosagens... tem de se explicar tudo ao pessoal muito científico... [:D] Agora as doses tóxicas são muito diferentes pois existe uma interacção do "todo" que aqui já foi falado. Isso porque a MT não separa os componentes, e talvez aí seja uma vantagem não ter "evoluído" a par da farmácia.

Ah, e para as dúvidas não é 112 mas sim saúde24. [;)] A medicina ortodoxa continua sempre a ter o seu lugar de relevância para casos agudos...




Olhe que querer comparar noções as de bioquímica que um naturopata diz que tem, com as "noções" de química que um Biólogo tem, convenhamos que é um exercício um pouco extremo.



Um biólogo tem formação universitária efectiva e avalizada em química pura inorgânica e orgânica, suficiente para autonomamente exercer a sua actividade, já para não falar nas restantes areas do conhecimento associadas com o estudo de seres vivos em que a quimica é uma ferramenta complementar não autonoma ( bioquimica, toxicologia, fisiologia, biologia molecular,....) comparado com isto, as noções dos naturopatas são mesmo noções elementares, se as tiverem.



Como eu disse anteriormente os naturopatas não tem conhecimentos em metodologias de selecção, isolamento, extracção, purificação e doseamento dos princípios activos, de forma segura, controlada, higiénica, carecem de equipamentos e da aplicação de conhecimentos que os "naturopatas e homeopatas" não tem.



Os erros erros mais comuns são:
Identificação errada da espécie do organismo.
Colheita e utilização errada de partes do organismo para posterior uso.
Má manipulação e conservação dessas partes.
Extracção deficiente ou errada dos princípios activos do organismo.
Ausência de controlo de dose, pureza, e contaminação dos extractos.
Via de administração errada.





Aproveitando o exemplo da aspirina para ilustrar o quanto errada é a metodologia naturopata:

Da casca do salgueiro é extraído o acido salicilico, um composto "semelhante" ao ácido acetil salicilico que é o principio activo da aspirina.

Quando se extrai acido salicilico da casca do salgueiro, a extracção é feita via "chá", com agua quente. Este composto é um acido orgânico, com muito baixo solubilidade em água, e é termolabil, isto é a temperatura degrada este composto, portanto, o facto de ser extraído da casca do salgueiro com agua quente, não só é ineficaz na quantidade extraída, como na qualidade do produto.

Mais ainda, a extracção por agua quente, não só extrai(mal) esse composto, mas arrasta tambem todos os outros compostos que estejam presentes na casca do salgueiro, desde compostos completamente inócuos a compostos extremamente tóxicos e que podem ser a sua toxicidade agravada via efeito da temperatura que os desnatura.

Portanto numa infusão natural, de casca de salgueiro natural, com água natural, existe naturalmente uma panóplia de compostos em solução sobre os quais não tem controlo naturalmente de quais são, quantos são em que concentração se encontram, e no entanto recomendam esta mixordia sem qualquer controlo em detrimento de um medicamento devidamente certificado em quantidade, qualidade, pureza, e com estrito controlo de qualidade.






Mais ainda, o modo de administração desse chá de salgueiro, é absolutamente ineficaz visto que no processo digestivo a nível do estômago esses compostos do chá serão degradados e digeridos na sua maioria, pelo que a fracção que sobra para ser absorvida a nível dos intestinos e passar para a corrente sanguínea é extremamente baixa.

Sabe, não é á toa que os medicamentos ( o principio activo ) é acompanhado por um excipiente. è que este excipiente serve não só de transporte e protecção física e química desse composto activo, mas também é estudado para assegurar que o composto activo é absorvido onde deve e na dose em que deve, sem que sofra degradação digestiva indevida.

Que garantia tem um chá de salgueiro quanto á pureza, dose, e conservação do principio activo?




Como este post já vai longo, deixo para outro a discussão relativa aos compostos homeopaticos. Terei todo o prazer em lhe demonstrar alguns estudos visto ser esse componente grande parte da minha profissão.
 
Eu penso que muito deriva do (des)conhecimento do que são as profissões que estão a ser abordadas, da sua idealogia e formação base. Acho que continua a batalhar na "não formação", que é uma realidade em muitos casos, mas esse paradigma começa a alterar-se.
Poderíamos até falar da formação médica que é altamente rigorosa em alguns campos, mas que na prática do dia a dia se perde. E depois há a questão do erro médico e das interacções/efeitos secundários dos medicamentos (que existe também com os produtos naturais, obviamente, mas usualmente de forma menos gravosa).
A questão dos laboratórios é de confiar no conhecimento de quem os gere. Consideram-se os melhores laboratórios europeus de suplementos alimentares (fitoterapia, vitaminas, minerais, etc) os Alemães, temos de confiar na regulação que existe, da mesma forma que temos de confiar na indústria farmacêutica quando recorremos à farmácia.
A ideia com a homeopatia não era de apresentar estudos que mostram a ineficácia, pois também há os que mostram eficácia para além do placebo, dependendo da metodologia. O que a Homeopatia necessita para ter algum tipo de validação (ou não) pela ciência actual é de um método que siga as leis homeopáticas base (tanto na escolha do medicamento como da potência e dose).
Vou abandonar o tópico apresentando-lhe os melhores cumprimentos por tão bem defender a sua posição, apenas considerando que deveria existir um pouco mais de abertura para outros conhecimentos "não científicos"... a ciência não consegue, ainda, dar resposta a tudo... [;)]
 
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