Capitalism Predator Parfum...

Um facto incontornável é que existem cada vez mais grupos empresariais concentrando a riqueza nas mãos de uma minoria dentro de uma minoria.

Depois temos os serventes dessa minoria, os políticos, que vão fazer o possível para que esse estado da situação seja validado pela população como uma coisa boa!

A ajudar os políticos temos os serventes do sistema que estudam nas universidades aprendendo o que é entendido por o "sistema" como correcto (senão leva chumbo) e nunca pondo em causa os seus "gurus", a reforçar isto tudo temos e os Media e a publicidade a ventilar como deve ser o"estilo de vida" do gado...

A globalização e o liberalismo estão a ser ferramenta de tiranos usurpadores e usando uns chavões comunas... ferramenta de capitalistas sem escrúpulos e egocêntricos.

A Globalização actual é feita baseada no modelo capitalista ocidental não respeitando a religião, cultura e individualidade criando um way of life estilo USA, por outro lado o conceito de liberalismo está a ser usado para mascarar agendas politicas e ambições de grupos empresariais e seus respectivos patrões que só vêem cifrões e números naqueles antrolhos. [:D]
 
Um facto incontornável é que existem cada vez mais grupos empresariais concentrando a riqueza nas mãos de uma minoria dentro de uma minoria.

Mostra-me no teu mundo alternativo exemplos não capitalistas onde essa distribuição seja mais equilibrada. Não me venhas com a velha treta que já dura há um século de que o problema não está na ideologia socialista, mas na aplicação da mesma.


A globalização e o liberalismo estão a ser ferramenta de tiranos usurpadores e usando uns chavões comunas... ferramenta de capitalistas sem escrúpulos e egocêntricos.

Chavões comuns parece o teu discurso. Em alternativa podes apresentar factos e números que demonstrem que o mundo hoje é pior, e é sobretudo pior onde há liberdade económica por exemplo

A Globalização actual é feita baseada no modelo capitalista ocidental não respeitando a religião, cultura e individualidade criando um way of life estilo USA, por outro lado o conceito de liberalismo está a ser usado para mascarar agendas politicas e ambições de grupos empresariais e seus respectivos patrões que só vêem cifrões e números naqueles antrolhos. [:D]

Visão estranha da realidade .... Actualmente um dos problemas mais graves dos EUA e do way of life americano é que estão com um defice externo brutal, que já começa a ser muito preocupante. Os americanos importam demasiado para suportar o seu way of life. É uma imensa riqueza de biliões de dolares a sair do país todos os meses para outros países, da China a Portugal. Por exemplo, nós por cá, ultimamente temos melhorado as nossas exportações muito à custa dos americanos, onde se destaca por exemplo a exportação de refinação de gasolina. ... Esse way of life demoniaco que tanto criticas é um pouco estranho... pois injecta biliões na economia de outros países. Mais dia menos dia vão ter que se fechar a torneira um pouco e vais notar isso muito bem por exemplo nas nossas exportações para lá ...
 
Eu não sei porque é que vocês não se manifestam contra a entrada de investimento estrangeiro em Portugal. Foram 3 décadas de deslocalizações de países europeus e outros para Portugal. Investimentos como o da Autoeuropa, IKEA, Pescanova e tantas outras, deveriam ser violentamente combatidos por vocês. Porque são uma inaceitável transferência de empregos e riqueza de países europeus ricos para Portugal, país pobre. E quando fecham, como temos visto infelizmente tantas vezes, vocês deveriam também festejar, afinal nunca deveriam ter vindo para Portugal, pois roubaram empregos em países ricos.

De realçar que nenhum ousou responder a isto. Como seria de esperar.
 
Não me venhas com a velha treta que já dura há um século de que o problema não está na ideologia socialista, mas na aplicação da mesma.
A historia mostra que somos ainda demasiado primitivos para evoluir para uma sociedade desse tipo, por enquanto até a democracia nos dá problemas (talvez com o acesso a uma melhor formação e uma cultura a favor de mais conhecimento, lá possamos chegar), agora não podemos é ir para uma estrutura social mais antiga, para além da óbvia cobardia em regressar ao passado é tb o negar da nossa aptidão natural como espécie.



Chavões comuns parece o teu discurso. Em alternativa podes apresentar factos e números que demonstrem que o mundo hoje é pior, e é sobretudo pior onde há liberdade económica por exemplo
Chama-se a isso um chavão comum, apesar dos vários factos apresentados em como se vive cada vez pior, mesmo nos países desenvolvidos, há quem continue a exigir os "factos e números".

Pessoalmente não lhe chamaria "chavão comum", mas que se pode fazer, lá diz o ditado que "o maior cego é o que não quer ver", fica no ar o porquê de não se querer ver...






Visão estranha da realidade .... Actualmente um dos problemas mais graves dos EUA e do way of life americano é que estão com um defice externo brutal, que já começa a ser muito preocupante. Os americanos importam demasiado para suportar o seu way of life. É uma imensa riqueza de biliões de dolares a sair do país todos os meses para outros países, da China a Portugal. Por exemplo, nós por cá, ultimamente temos melhorado as nossas exportações muito à custa dos americanos, onde se destaca por exemplo a exportação de refinação de gasolina. ... Esse way of life demoniaco que tanto criticas é um pouco estranho... pois injecta biliões na economia de outros países. Mais dia menos dia vão ter que se fechar a torneira um pouco e vais notar isso muito bem por exemplo nas nossas exportações para lá ...
Quem não conhece a historia está condenado a repeti-la.

Quando se importa muito dos outros países exporta-se a guerra e o caos ou financia-se o liberalismo, afinal de contas os EUA tornaram-se uma potencia mundial exactamente por causa deles e da guerra financiada.

Apesar de tudo a venda de armas é ainda um grande negocio....
 
A Nike origina o despedimento de 14.000 trabalhadores na Indonésia, onde produziam sapatilhas ao preço médio de $11 para seguidamente serem vendidas a $100...

A Nike avisa que não haverá indemnizações para os trabalhadores.

Gostava de perceber o motivo da existencia de SweatShops e a razão que leva trabalhadores a sujeitarem-se aqueles salários e condições de trabalho...

Podes explicar ZEN?
 
Para os que acreditam numa sociedade justa e igualitaria, com valores de redistribuicao de riqueza para todos... recomendo que leiam um livro muito antigo - A riqueza das nacoes.

Este livro, do pai da economia (Adam smith), fala de conceitos interessantes, especialmente o da "mao invisivel".

Mao esta que muita gente nao goste de ver, pois implica trabalhar para isso[:cool:] .
 
Já agora:


"Sweatshops" e Globalização
A propósito da recente discussão mantida entre o Linhas de Esquerda e vários blogs liberais (Jaquinzinhos, Valete Fratres e Liberdade de Expressão) vale a pena ler o artigo de Radley Balko intitulado Sweatshops and Globalization.

Os liberais defendem que a opção de trabalhar numa "sweatshop", não obstante a dureza das condições de trabalho por comparação com as economias onde o capitalismo mais se desenvolveu, é, para a esmagadora maioria dos trabalhadores dos países menos desenvolvidos, a melhor opção disponível e permite uma melhoria do seu nível de vida.

Como refere Balko:

Globalization’s proponents argue that sweatshops, for all their unseemliness, often present developing laborers the best-paid jobs with the best working environment they’ve ever had; often their other options are begging, prostitution, or primitive agriculture.

Removing the best of a series of bad options, they say, does nothing to better the plight of the world’s poor.



Alguns anti-liberais defendem boicotes e proibições legais que impeçam as multinacionais de operar nesses países ou que lhes imponham exigências operacionais que teriam o mesmo efeito prático que a proibição directa. O problema é que retirar a essas populações a opção menos má que têm ao seu dispôr nada contribui para o seu bem-estar.

Mais uma vez citando Balko:

So far, evidence has shown that boycotts and public pressure do get results, but perhaps not the kinds of results that are in the best interests of sweatshop workers.

Free traders argue that instead of providing better working conditions or higher wages, which had until then offset the costs of relocating overseas, western companies respond to public pressure by simply closing down their third world plants, or by ceasing to do business with contractors who operate sweatshops.

The result: thousands of people already in a bad situation then find themselves in a worse one.



Não basta repetir incessantemente que "outro mundo é possível" ou que querem "outra globalização", uma vez que nenhum desses apelativos slogans pode negar a realidade de que a prosperidade depende da acumulação de capital e da criação de condições favoráveis à poupança e ao investimento nas economias mais pobres. A realidade é que os baixos custos do trabalho são a principal vantagem comparativa desses países e uma das poucas formas de captar investimento produtivo que possuem.

Mais uma vez citando o artigo referido:

(...) cheap labor is the one commodity developing nations can offer that first world countries can’t. Force corporations to pay artificially high wages in those countries, they say, and there’s no incentive for a company to endure the costs of shipping, construction, and risk that come with installing plants overseas. If corporations don’t invest, those third world laborers again get forced back into the fields, the alleys, the brothels, and the black market. Better to endure the discomfort of poor working conditions in the short run, so that these countries can begin to build the economies that will enable them to demand better working conditions in the long run.



Há no entanto um ponto em que liberais e opositores do comércio livre podem estar de acordo. Só podemos estar certos de que trabalhar nas fábricas de multinacionais representa uma melhoria nas condições de vida das populações dos países menos desenvolvidos se essa escolha for livre. Ou seja, se a opção de trabalhar nas "sweatshops" resultar do uso da força e não de uma escolha livre (ainda que entre alternativas que são, do nosso ponto de vista, pouco favoráveis), então, de facto, tal situação não representa uma melhoria, mas antes uma continuação da subjugação das populações por Estados colectivistas e totalitários. É claro que nos casos em que tal aconteça, não estaremos perante "comércio livre" (que é incompatível com a escravatura) pelo que as críticas devem ser dirigidas, em primeiro lugar, à opressão levada a cabo pelos governos em causa.
 
em resposta ao outro tópico do género

em resposta ao outro tópico do género

Quando não há mais alternativas é óbvio que as pessoas se sujeitam ao que há para poderem comer.

A vergonha é (ou deveria ser) de quem se aproveita da fome dos outros para fazer lucro.

De qql maneira as alternativas são a escravidão na agricultura (as grandes explorações agricultas na generalidade desses países funcionam de um modo feudal em que o trabalho é pago em alimentos e na garantia de que a casa não é incendiada e os filhos mortos), na "industria" do sexo ou sobreviver do lixo, o que diga-se não são alternativas de todo.

Pode ser vergonhoso em termos humanos.... e até não me custa concordar contigo quando colocas as coisas dessa maneira.

Mas a realidade é que a falta de vergonha de alguns é o que faz com que mais rapidamente haja menos pessoas na miséria absoluta.... :( [;)]
 
Para os que acreditam numa sociedade justa e igualitaria, com valores de redistribuicao de riqueza para todos... recomendo que leiam um livro muito antigo - A riqueza das nacoes.

Este livro, do pai da economia (Adam smith), fala de conceitos interessantes, especialmente o da "mao invisivel".

Mao esta que muita gente nao goste de ver, pois implica trabalhar para isso[:cool:] .
Acho que devias actualizar a tua leitura, ainda que muito relevante deve ser encarado como o que é, uma teoria ultrapassada que deu muito maus resultados (não sou eu que o digo) mas que alguns políticos nacionais insistem em seguir.
 
Pode ser vergonhoso em termos humanos.... e até não me custa concordar contigo quando colocas as coisas dessa maneira.

Mas a realidade é que a falta de vergonha de alguns é o que faz com que mais rapidamente haja menos pessoas na miséria absoluta.... :( [;)]
Isso é um pensamento reconfortante, pena é que não seja verdade e haja cada vez mais gente na miséria extrema :( [s)].
 
Acho que devias actualizar a tua leitura, ainda que muito relevante deve ser encarado como o que é, uma teoria ultrapassada que deu muito maus resultados (não sou eu que o digo) mas que alguns políticos nacionais insistem em seguir.


Pois claro, mais vale andar ai com idealismos irrealistas e irrealizaveis. E postar sempre de maneira zangada com o mundo, como se todos os outros fossem os culpados dos nossos males.

Eu acredito que economia de mercado e a democracia nao sao as melhores maneiras de gerir o mundo, mas sim as menos mas.


Por isso e' que eu gosto da mao invisivel e de oportunidades para todos . Quem se esforca e luta, muda e consegue. E nao, eu nao vivo no mundo da fantasia. [;)]
 
Pois claro, mais vale andar ai com idealismos irrealistas e irrealizaveis. E postar sempre de maneira zangada com o mundo, como se todos os outros fossem os culpados dos nossos males.

Eu acredito que economia de mercado e a democracia nao sao as melhores maneiras de gerir o mundo, mas sim as menos mas.


Por isso e' que eu gosto da mao invisivel e de oportunidades para todos . Quem se esforca e luta, muda e consegue. E nao, eu nao vivo no mundo da fantasia. [;)]

A isso chama-se sintonia com o situacionismo, com a grande inércia dominante. São esses muitos que descobrem, geração após geração, serem os vencidos e vendidos da vida.

É tão mais simples e fácil aderir à corrente, ao sentido do vento, ainda que se saiba da marca de erro implícita em tal opção. Mas um erro maioritário, tão selecto e ainda por cima patrocinado e promovido pelos poderes factuais que decidem, será mesmo um erro?!...

No mundo do mercado, dos altos negócios (inclusivamente aqueles com particpação política e diplomática), a «mão invisível» corresponde e equivale a cifra$ e outros favores publicamente inconfessáveis.«Oportunidades para todos», tendo em conta as diferentes condições iniciais e a poderosa e restrita circunscrição e delimitação do termo todos, isso sim está para lá do idealismo: chama-se prestidigitação... Mas, realmente, são muitos os que caem no truque...

Já o idealismo, tal como foi aprofundado e conceptualizado por Kant e outras mentes sofisticadas que sobre ele pensaram, é precisamente o «ponto de fuga» da contingente realidade humana: «a luz ao fundo do tunel» que nos deve impelir internamente na sua direcção ainda que intangível. É a «grande barreira moral» que mede o Homem face a si próprio e aos outros, sejam eles passados, presentes ou futuros.
 
Última edição:
A isso chama-se sintonia com o situacionismo, com a grande inércia dominante. São esses muitos que descobrem, geração após geração, serem os vencidos e vendidos da vida.

Nao Zen, desculpa mas nao concordo contigo.

Esses ideais de redistribuicao e justica nao funcionam pelo caracter do homem. Por definicao, o homem vai sempre ser egoista, e alguns ao ponto de espzinhar os outros para subirem.

Partindo deste pressuposto, o mundo em que vivemos acaba por ser o melhor possivel.

Acredito que possa haver outros pensamentos e ideias, mas a fronteira entre ser visionario e iludido e' extremamente tenue.
 
e fazendo um paralelo com as discussoes sobre gajas...

ha os que defendem o amor, e fazer as vontades todas a miuda, pois Amam-na, e acreditam no seu ideal. Depois muitos acabam por levar com os pes.

Depois ha os realistas, que gostando da miuda, sabem que tem de lhe dar para tras de vez em quanto para manter a chama acesa, mesmo que a custa de uma maior racionalidade (aka menos envolvimento espiritual).

Sao diferentes perspectivas, que hao-de estar sempre em conflito.




ps . nao liguem ao que eu digo, hoje em vez de trabalhar numa das maiores instituicoes com maior capital (esse termo medonho) do mundo, estou virado para filosofar e conseguir com que todos partilhemos a mesma visao aqui no forum, o que e' manifestamente impossivel[:cool:] [;)] .
 
Pois claro, mais vale andar ai com idealismos irrealistas e irrealizaveis. E postar sempre de maneira zangada com o mundo, como se todos os outros fossem os culpados dos nossos males.

Eu acredito que economia de mercado e a democracia nao sao as melhores maneiras de gerir o mundo, mas sim as menos mas.


Por isso e' que eu gosto da mao invisivel e de oportunidades para todos . Quem se esforca e luta, muda e consegue. E nao, eu nao vivo no mundo da fantasia. [;)]
És um tipo engraçado [:D] [:D].
 
Esses ideais de redistribuicao e justica nao funcionam pelo caracter do homem. Por definicao, o homem vai sempre ser egoista, e alguns ao ponto de espzinhar os outros para subirem.

Esses ideias são sempre os mesmos [:D]

Partem sempre do mesmo pressuposto: o ser humano é horripilante e a natureza humana tem de ser modificada.

Como tal tem de haver uns iluminados que conduzam a carneirada, limitando a liberdade, reeducando se necessário, desprimitizando o Homem...

Essa é a maravilhosa sociedade socialista.

E como ainda não perceberam que não é a prática que está errada mas antes, e desde logo, os ideias...

...paciência :sh)
 
m
A historia mostra que somos ainda demasiado primitivos para evoluir para uma sociedade desse tipo, por enquanto até a democracia nos dá problemas (talvez com o acesso a uma melhor formação e uma cultura a favor de mais conhecimento, lá possamos chegar), agora não podemos é ir para uma estrutura social mais antiga, para além da óbvia cobardia em regressar ao passado é tb o negar da nossa aptidão natural como espécie.

Sabes, de certa forma tens muita razão, embora tu e outros ainda não tivessem percebido o mais importante. Não se trata se sermos primitivos. Somos como somos, somos humanos. E o humano é um ser cheio de defeitos. Capaz do pior e do melhor. Independentemente das ideologias ou das políticas.

E aquilo que a historia me ensinou a mim é diferente do que a historia ensinou a ti ou ao Zen por exemplo. A mim a historia mostrou-me que o mundo e as pessoas que nele vivem podem ser más, podem ser boas. Quando é mau, o homem pode ser cruel e ganancioso por natureza, e a historia ensinou-me que esse mau não tem a ver com ideologias, mas está directamente relacionado com pessoas e o poder. Quanto mais poder detem, mais mau tende a ser. Sobretudo se não estiver sujeito a mecanismos democráticos ... ou de mercado.

E o mais importante que a historia me ensinou, é que modelo socialista tantas vezes idolatrado por vós, na prática é um sistema muito pior, porque, primeiro tende a concentrar poder, cada vez mais poder, cada vez mais Estado, segundo, vive de gastar o dinheiro que não é deles, logo mal gasto, e essa tentação de poder, de pegar no dinheiro dos outros e de lhes controlar as vidas, é a mais potente e viciante droga, tão velha como o homem.

Com a agravante, de que essa inesgotável fonte de poder e de interferência no bolso e na vida dos outros, é quase sempre feita em nome da redistribuição da riqueza pelos pobres, a maior fraude ideológica da humanidade, mas tão negada até à medula por quase todos vós, mas infelizmente tão visível todos os dias aqui mesmo em Portugal.

E por favor, não me venham atirar à cara o modelo social dos países nórdicos como tantas vezes fazem, por uma razão muito simples, esse modelo existe hoje porque primeiro houve liberdade e liberalismo económico, esses modelos vieram de décadas de liberdade económica que produziu riqueza que hoje permitem terem uma sociedade mais justa para os desfavorecidos. Não foi nenhum Marx, Chavez, Fidel, Che Guevara ou qualquer cartilha socialista e do Estado que impingiu uma sociedade justa a estes países. Foi o mercado, esse demónio!

O capitalismo, a globalização, etc,etc, tem muitos defeitos. Pois tem, terriveis mesmo. Enquanto há homens, será assim. Quando morrermos todos e só ficarem cá os anjos, pode ser que seja melhor. Até lá, o que propõe em troca ? Sociedades socialistas em que o Estado se sobrepõe ao individuo ? Que exemplos me podem dar em que essas sociedades e os homens que as dirigem não caem em piores podres em que caem os "capitalistas" ?

Chama-se a isso um chavão comum, apesar dos vários factos apresentados em como se vive cada vez pior, mesmo nos países desenvolvidos, há quem continue a exigir os "factos e números".
Pessoalmente não lhe chamaria "chavão comum", mas que se pode fazer, lá diz o ditado que "o maior cego é o que não quer ver", fica no ar o porquê de não se querer ver...

Sim, exigo factos e números. É crime ? Ou é uma simplesmente uma forma correcta de discutir as coisas sem "chavões" ?



Quem não conhece a historia está condenado a repeti-la.

O que havia a dizer sobre o assunto, está dito em cima. Explica-me em que casos se está a repetir a historia. Estarás a falar da Venezuela ?

Quando se importa muito dos outros países exporta-se a guerra e o caos ou financia-se o liberalismo, afinal de contas os EUA tornaram-se uma potencia mundial exactamente por causa deles e da guerra financiada.
Apesar de tudo a venda de armas é ainda um grande negocio....

Há uma grande confusão naquilo que dizes. Pareces o Louçã a falar do liberalismo selvagem em Portugal, logo o nosso país que é simplesmentre o país mais socialista da Europa. O que é que o Liberalismo tem a ver com as guerras ou com a exportação de armas ? Nada. Que existe nos EUA um enorme consórcio militar-industrial com enorme influência política, oscilante conforme as administrações, é verdade. Tal como existem em Portugal os consórcios bancários-construtores, que gostam de construir estádios e aeroportos. Cá só não fazemos armas e exportamos porque as sabemos fazer.

Que essa influência é muitas vezes negativa ou mesmo trágica também é verdade. Mas porque é que isso existe ? Existe à conta de um Estado poderoso no qual vivem muitos parasitas na forma de consórcios. Vivem do Estado e da sua inesgotável capacidade de sugar a liberdade ao individuo e o dinheiro aos contribuintes. E quanto maior o poder dos Estados, quanto mais dinheiro podem amealhar e distribuir pelos que entendem, maior a tentação totalitária. Isso tudo é o contrário do liberalismo. Se queres que te diga, provavelmente repugnam-me mais a mim do que a ti por exemplo as correntes neo-conservadoras-religiosas americanas que tantas vezes usam o nome de Deus em vão.

A mim nunca me viste aqui a defender o neo-conservadorismo americano. Defendo muitas vezes aqui a sociedade americana, uma sociedade fabulosa, empreendedora e dinâmica, que tem no seu código genético gerações de cromossomas dos que partiram para a luta e conquista do vazio em busca do valor supremo que é a liberdade. Mas nunca defendi aqui o que se tem passado nos últimos anos nos EUA. A mesmo coisa se tem passado no Reino Unido. Dois países que nem BI tinham, mas que hoje caminham para uma sociedade controlada.

Que por muito que te custe a crer, é uma deriva muito mais rumo ao socialismo do que ao liberalismo. É um caminho rumo ao Estado cada vez mais forte e poderoso. Tenho amigos nos EUA que me dizem que o país se está a transformar numa especie de UE asfixiada em burocracia e leis, multiplicadas exponencialmente de estado para estado. Com politicos cada vez mais ávidos de interferir na vida e bolso de cada um.

O liberalismo, o tal que não sabes na verdade o que é, esse tem retrocedido, até nos países mais insuspeitos. E suponho que tu e outros estejam felizes com essas conquistas.

Aquilo que vocês muitas vezes dizem, é que o homem é mau quando é capitalista, mas por magia deixa de ser mau quando é socialista. É estranho, pois quanto mais poder o homem detem, pela via do Estado por exemplo, tendencialmente tende a ser ainda mais mau.



«There are four ways in which you can spend money.»
Milton Friedman

1) You can spend your own money on yourself. When you do that, why then you really watch out what you’re doing, and you try to get the most for your money.
2) Then you can spend your own money on somebody else. For example, I buy a birthday present for someone. Well, then I’m not so careful about the content of the present, but I’m very careful about the cost.
3) Then, I can spend somebody else’s money on myself. And if I spend somebody else’s money on myself, then I’m sure going to have a good lunch!
4) Finally, I can spend somebody else’s money on somebody else. And if I spend somebody else’s money on somebody else, I’m not concerned about how much it is, and I’m not concerned about what I get. And that’s government.»
 
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