Sim, é basicamente isso e já foi explicado pelo
ClioII.
Basicamente a faísca da vela deve ser feita antes do pistão atingir o ponto-morto-superior pois há um período desde o tempo da queima da mistura até esta atingir a sua pressão máxima e o ideial é que esta pressão decorra quando o pistão já vai no movimento descendente.
Quando se avança a ignição está-se a aproximar mais o tempo da faísca (início da explosão) com o movimento descendente do pistão e como já se falou antes, actualmente este é controlado de forma electronica. Então com o aumento da rotação, a electronica adianta a ignição para que esta aconteça mais cedo em relação ao movimento ascendente do pistão.
Isto porquê? Porque a mistura queima a uma velocidade +/- constante mas o pistão tem um velocidade linear sempre proporcional à rotação do motor, que tem uma amplitude enorme (900 rpm ao ralenti até vamos supor 6500 rpm no corte; mais em muitos motores; 16 ou 17 mil nas motos). Então assim sendo como o pistão sobe e desce mais depressa consoante a rotação, mais cedo tem de ser feita a faísca na vela quando a rotação aumenta.
Resumindo:
Assim temos um elemento fixo (tempo de combustão da mistura até ao seu poder máximo) mas um elemento variável (velocidade do pistão) e então o tempo da ignição tem de variar para se compensar esta diferença.
Por outro lado o tempo da ignição tambêm pode atrasar pois assim a explosão não cria uma pressão tão grande no interior do cilindro e por conseguinte a temperatura também não é tão elevada, criando assim menos emissões poluentes. Em alguns carros menos potentes pode-se sentir uma quebra na subida de rotação pois estes estão programados para que ao atingir umas certas rpm a ignição adianta. Assim as emissões poluentes diminuem e os carros passam os testes necessários segundo as normas de poluição