Cadeiras de Bebé

Pois era mesmo isso que eu gostava de consultar, porque se de facto essa informação existir e for fundamentada, não me custa nada mudar de opinião.

A recomendação da DGS é andar virada para tras até aos 4 anos.
A Academia Americana de Pediatria recomenda até aos 2 anos.

A única opinião contraria que vi ate agora foi a da DECO.
Cadeiras de criança: escolher e viajar em segurança

Eu como tenho que comprar cadeirinhas para os 2 carros, comprei uma 0+/1 para andar virada para traz o máximo possível e quando ja tinha 1 ano, andava no ovo em viagens mais pequenas enquanto cabia dentro das recomencacões e na 0+/1 virada para tras em viagens maiores e nas restantes viagens curtas.
Quando tive que comprar a segunda cadeira, comprei uma 1/2/3 da Recaro (Nao ia andar a comprar sempre de cadeiras), que na altura face aos testes que vi era das mais seguras. E usava apenas em viagens mais curtas (3 km) apesar de ser totalmente segura para a idade e peso. Passado pouco tempo, andar para a frente numa e para traz noutra obviamente fez com que a criança quisesse andar sempre para a frente, portanto nem até aos 2 anos aguentou mas se dependesse de mim aguentava bem mais tempo. Actualmente tenho duas cadeiras iguais, porque vou precisar da outra daqui a uns mesitos (Para já a mais nova só anda no ovo).
 
Pois era mesmo isso que eu gostava de consultar, porque se de facto essa informação existir e for fundamentada, não me custa nada mudar de opinião.
Um exemplo "ao contrário", pegando em informação "pró-voltada para trás" e escalpelizando as "provas":

Um site americano thecarseatlady.com/when-should-your-child-turn-forward-facing/ duma senhora que é tida como especialista nacional em segurança de ocupantes, mais concretamente na área de sistemas de retenção para crianças, aponta em certo ponto do texto que existem ZERO ocorrências de lesões dos membros inferiores em cadeiras viradas para trás, ao passo que nas tradicionais há muito mais ferimentos, fatalidades e uma extrema facilidade em fracturar fémures. Refere, para o efeito, este relatório:

http://www.unece.org/trans/doc/2002/wp29grsp/Injuries_in_FFCRS_final.pdf

Se avançarem no PDF vêm que, nos casos observados, todos tinham as cadeiras mal montadas e/ou os arneses soltos. A única excepção foi num veículo em que a cadeira estava bem instalada, mas os encostos dos bancos diagonalmente opostos cederam e a criança fracturou o fémur (neste cenário, uma criança virada para trás com as pernas a exceder o comprimento da cadeira teria sofrido lesões idênticas devido ao movimento das costas do banco).

Ou seja, se se derem ao trabalho de ler bem as origens das "provas" acabam por perceber que há uma clivagem entre o anunciado pelo site defensor dessa posição e o que é relatado nos estudos que o "comprovam".

Com tempo arranjo mais, daqueles oficiais com números e estatísticas.
 
Gosto bastante deste tópico. apr:)

Aqui leio diversas opiniões com vários pontos de vista.

Ainda não tenho bebe, mas ando a fazer por isso.[;)] Enquanto não me sai a sorte grande, ando a fazer um estudo do caminho que tenho a percorr€r.

Já li em posts anteriores (acho que foi o Pastis que disse isto), que "o ovo é nosso amigo", mas a partir daí não sei o que procurar. [8b]

Esta cadeira para depois substituir o ovo não é segura/confortável?

Britax - EVOLVA 1-2-3 Plus - Chili Pepper 2015 - BabyBlue

Qual a vossa opinião?

Abraços!
 
Muito interessante. Especialmente os gráficos e as estatísticas. Mas só por aí não dá para distinguir quanto dessa segurança vem das cadeiras e quanto vem da natural e conhecida aptidão dos nórdicos para cumprir regras e serem, geralmente, muito mais civilizados do que "nós". Se os gráficos dissessem respeito apenas a cadeiras viradas para a frente, espantava a alguém haver a mesma proporção de discrepância?
Uma coisa que me chamou à atenção é o salto enorme na percentagem de feridos graves na Alemanha entre os 0 e 1 anos de idade (que é quando as crianças alemãs deixam de andar viradas para trás - pág. 20). As diferenças entre RF e FF estão na página 24, mas são estatísticas da Volvo, na Suécia durante os últimos 30 anos.

Em relação ao preço das cadeiras e ao R&D, que falas noutro post. As cadeiras não são assim tão mais caras e o R&D não vem de agora. Nos países nórdicos estas cadeiras existem há 30 anos. Acho que se paga um prémio por ser um produto de nicho. Mas não é mais caro que as cadeiras "made in Germany", como a tua Recaro. O que são sem dúvida é muito menos convenientes e há pouca escolha.
 
Gosto bastante deste tópico. apr:)

Aqui leio diversas opiniões com vários pontos de vista.

Ainda não tenho bebe, mas ando a fazer por isso.[;)] Enquanto não me sai a sorte grande, ando a fazer um estudo do caminho que tenho a percorr€r.

Já li em posts anteriores (acho que foi o Pastis que disse isto), que "o ovo é nosso amigo", mas a partir daí não sei o que procurar. [8b]

Esta cadeira para depois substituir o ovo não é segura/confortável?

Britax - EVOLVA 1-2-3 Plus - Chili Pepper 2015 - BabyBlue

Qual a vossa opinião?

Abraços!
Passar do ovo para essa acho muito cedo. A criança não fica confortável, a cabeça pendura com mais facilidade etc.
As cadeiras 1/2/3 nunca reclinam tanto como uma grupo 1 por isso há sempre tendência para irem com a cabeça pendurada quando adormecem.
A minha mais velha passou de ovo para uma 1/2/3 (Recaro Young Sport) equivalente à que indicas, mas só a comecei a usar em viagens de mais de 5 ou 10 minutos muito mais tarde. Nessas viagens mais curtas muito dificilmente adormecia, por isso a cabeça ia onde deveria ir.
 
Qual a vossa opinião?
A minha opinião é, uma coisa de cada vez. Quando a criança fizer 9 meses e se estiver a começar a aproximar dos 10kg, logo verás.

No meu caso, independentemente de RF/FF, por volta dos 9 meses tornou-se claro que ovo 0/0+ (até 13kg) e uma cadeira 1-2-3 (9-36kg) não ia chegar. O ovo é demasiado deitado e pequeno, essas são demasiado direitas e grandes. Ambos servem, mas ambos estão longe do ideal. Pode ser que outras crianças façam uma transição melhor.
 
Última edição:
A minha opinião é, uma coisa de cada vez. Quando a criança fizer 9 meses e se estiver a começar a aproximar dos 10kg, logo verás.

No meu caso, independentemente de RF/FF, por volta dos 9 meses tornou-se claro que ovo 0/0+ (até 13kg) e uma cadeira 1-2-3 (9-36kg) não ia chegar. O ovo é demasiado deitado e pequeno, essas são demasiado direitas e grandes. Ambos servem, mas ambos estão longe do ideal. Pode ser que outras crianças façam uma transição melhor.

Depende da cadeira.
Uso as da Cybex e são bastante adaptáveis, tendo um nível de protecção relativamente alto, dando para regular a inclinação da cadeira e da cabeça de forma independente.
 
Não tem mal nenhum, agradeço a opinião.

Mas esta decisão foi bem ponderada precisamente pelos riscos inerentes à escolha, mas na prática, os circuitos que faço com a criança a bordo, 90% do tempo são em velocidade muito reduzida (< 30 km/h). Os restantes 10% são feitos em auto-estrada, onde existe risco de colisão como em qualquer lado mas um choque frontal a sério é difícil (e se ocorrer, não será só a criança a sofrer as consequências graves do mesmo). Além disso, uma panada bem assente na traseira se a criança for no sentido inverso à marcha também é muito perigoso.

Depois temos os embates laterais, nos quais estar virado para a frente ou para trás é praticamente igual, depende do suporte lateral da cadeira. Somando e subtraindo tudo conclui que no meu caso não havia nenhuma razão forte para comprar para um lado ou para o outro. Aliado a isso, a cadeira que comprei confere uma flexibilidade brutal, eu consigo entrar no carro, sentar ou tirar a minha filha descontraidamente de frente para mim com toda a facilidade que isso confere. Há que pesar tudo, segurança acima de todos os outros pontos, mas na minha opinião temos que ver que não nos podemos cingir apenas a isso.

Como diz o pediatra da minha filha o primeiro a ter em conta é conduzir dentro dos limites e consciente do que se vai a fazer. Não quero com isto tudo dizer que as cadeiras viradas para a frente são tão ou mais seguras, ou que é absurdo que em alguns países as crianças andem viradas para trás (não esquecer que nesses países as pessoas cumprem as regras à risca), mas cada caso é um caso e cada um deve escolher o que fizer mais sentido.
Assim está explicado. É claro que a segurança não precisa de estar em primeiro lugar. E se num acidente não é só a criança que sofre, então está tudo bem.
 
Falas muito bem, menos a parte de andar a 200.. A velocidade bem como o tipo de condução deve ser adaptado a esse tipo de passageiros..
O que não percebeste foi o exemplo dado pelo exagero. Já que podes andar legalmente a 120kmh e um choque a essa velocidade já é muito mais grave do que qualquer um de traseira.
 
O que não percebeste foi o exemplo dado pelo exagero. Já que podes andar legalmente a 120kmh e um choque a essa velocidade já é muito mais grave do que qualquer um de traseira.

Não tinha percebido que tinhas feito o cometário com ironia. Sendo assim concordo com o que dizes.

Tenho pena de não ter conseguido cumprir a minha ideologia até mais tarde, mas cheguei a um ponto que tornou-se insustentavel. É o mal da criança experimentar o virado para a frente.

Quanto a acidentes é certo que é sempre mais provavel levar uma pancada atras, o que é certo é que ao longo dos meus anos de carta, ja me bateram varias vezes na traseira (umas 4 vezes) sendo que so uma das vezes é que foi mais seria, afetando parachoques e mala, mesmo assim acho que nao foi de longe tão perigoso como o acidente frontal que sofri já num dos meus atuais carros a 2 km de minha casa e em plena localidade.
Este acidente frontal quase se pode chamar um toque, sendo em termos do meu carro foi so plásticos exteriores, até porque imobilizei totalmente o carro antes de levar com o outro carro. Só depois de uma situação destas é que se ve a facilidade com que tal pode acontecer, e se não fosse com todos os cuidados era logo um embate de um carro a 40 vs 60 que corresponde a um embate muito superior contra um objeto parado.

O mal é que pensa-se que só acontece aos outros..
 
O ovo usa-se até a cabeça da criança atingir o limite da cadeira ou, se acontecer antes, os ombros ficarem acima do último orifício de cinto. Não tem nada que saber.

Há crianças que aos 6 meses já não cabem e outras que com um ano ainda conseguem andar no ovo. Depende da genética.[:D]
 
É mais pratico meter e tirar a criança. Já foi assumido que a segurança não esteve em primeiro lugar.
Eu comprei uma cadeira virada para trás do grupo 0-1-2, uma das 3 únicas cadeiras a passar o Swedish Plus Test até aos 25kg. Uso essa cadeira num Duster, com tem 3 estrelas EuroNCAP.

O próximo ovo que vou comprar é bem capaz de ser um Doona (o que usei desta vez foi emprestado, o que para certas pessoas é um escândalo), porque valorizo o espaço que me vai sobrar na mala. Mas já vi críticas bastante negativas em relação ao arnês deste ovo.

Não posso montar a cadeira atrás do condutor (deixo de poder regular o banco) e mesmo atrás do passageiro, eu com 1.80m não vou confortável no banco da frente e fico sem pernas num acidente grave. Em qualquer carro mais pequeno (e para o meu estilo de vida o Duster é enorme), não é viável montar aquele tipo de cadeiras atrás duma pessoa alta (e eu comprei a mais compacta do mercado).

A segurança não é uma coisa absoluta, é como tudo o resto um compromisso. A segurança vir em primeiro lugar é uma frase feita.

Isto para dizer que tens toda a razão quando aconselhas a malta a levar as crianças contra o sentido da marcha até ao mais tarde possível.
Mas estas a ir longe de mais na crítica às opções do nogueiraribeiro.
 
Última edição:
Eu comprei uma cadeira virada para trás do grupo 0-1-2, uma das 3 únicas cadeiras a passar o Swedish Plus Test até aos 25kg. Uso essa cadeira num Duster, com tem 3 estrelas EuroNCAP.

O próximo ovo que vou comprar é bem capaz de ser um Doona (o que usei desta vez foi emprestado, o que para certas pessoas é um escândalo), porque valorizo o espaço que me vai sobrar na mala. Mas já vi críticas bastante negativas em relação ao arnês deste ovo.

Não posso montar a cadeira atrás do condutor (deixo de poder regular o banco) e mesmo atrás do passageiro, eu com 1.80m não vou confortável no banco da frente e fico sem pernas num acidente grave. Em qualquer carro mais pequeno (e para o meu estilo de vida o Duster é enorme), não é viável montar aquele tipo de cadeiras atrás duma pessoa alta (e eu comprei a mais compacta do mercado).

A segurança não é uma coisa absoluta, é como tudo o resto um compromisso. A segurança vir em primeiro lugar é uma frase feita.

Isto para dizer que tens toda a razão quando aconselhas a malta a levar as crianças contra o sentido da marcha até ao mais tarde possível.
Mas estas a ir longe de mais na crítica às opções do nogueiraribeiro.

O nogueiraribeiro já assumiu que a segurança não está em primeiro lugar, que é um compromisso. Tu próprio das aí exemplos de 1,80m e mais não sei o quê. Novamente, compromissos.

O meu compromisso é a segurança da criança , tudo o resto é secundário. As vezes andam pessoas com mais de 1,8m no meu carro e ficam com pouco espaço. Pois temos pena. Prefiro uma perna partida de um adulto do que qualquer osso partido de uma criança. Mas isto sou eu, que digo frases feitas de segurança das crianças.
 
Eu tenho 1,82 e ando com as pernas um pouco fletidas para o meu filho ir melhor.. É obvio que quando ando "à larga" tenho que puxar o meu banco atras e ou o meu filho vai completamente sentado direito (sem inclinação) ou não cabe uma cadeira em condições.

São opções, com em tudo na vida.

Tenho colegas que lidam diariamente com segurança Infantil e sempre me moeram a cabeça pela prevenção e segurança rodoviária nos miudos. Sempre que possível, virados no sentido inverso da marcha.. É isso que informam a todos os pais a quem dão formação...

Vai-se a ver e não será à toa que a maioria diz que é mais seguro ir de costas..[;)]
 
O nogueiraribeiro já assumiu que a segurança não está em primeiro lugar, que é um compromisso. Tu próprio das aí exemplos de 1,80m e mais não sei o quê. Novamente, compromissos.

O meu compromisso é a segurança da criança , tudo o resto é secundário. As vezes andam pessoas com mais de 1,8m no meu carro e ficam com pouco espaço. Pois temos pena. Prefiro uma perna partida de um adulto do que qualquer osso partido de uma criança. Mas isto sou eu, que digo frases feitas de segurança das crianças.

Estás particularmente inspirado [:blush:]

Vamos-nos guiar então pelas estatísticas e estudos e vamos todos comprar rapidamente carros amarelos, é a melhor solução pois toda a gente sabe que têm menos acidentes.
 
Estás particularmente inspirado [:blush:]

Vamos-nos guiar então pelas estatísticas e estudos e vamos todos comprar rapidamente carros amarelos, é a melhor solução pois toda a gente sabe que têm menos acidentes.
Isso, brinca brinca, afinal só falamos de crianças. Coisa pouca e relativa. E não falamos de mudar de cor de carro ou adicionar despesa em comprar carro novo, falamos de uma despesa obrigatória que é a compra da cadeira, e que temos opção de facilmente escolher.
 
Como terminaste e bem, temos opção de facilmente escolher, razão pela qual eu escolhi desta forma e não critico ou censuro quem escolhe de forma diferente. Mas existe um limite entre a diferença de opinião e o exagero. Afinal de contas se estamos a falar de coisas sérias, deve-se começar por respeitar as escolhas dos outros e pensar que provavelmente as pessoas as fazem assim por alguma razão será.

Se bem que por vezes procuramos a melhor solução, a mais segura e estamos a cometer um erro tremendo. Uma cadeira no sentido inverso e uma cacetada bem assente por trás como a que levei a tempos lá se vai a segurança, os estudos e a criança (já para não mencionar os inúmeros casos de cadeiras que viajam indevidamente fixas à viatura).

Não há soluções perfeitas. Algumas são melhores que outras, mas só o acaso do dia-a-dia nos diz se são acertadas ou não (e de novo, a solução aparentemente mais segura pode ser a pior). Daí em diante vêm as estatísticas e as diferenças de opinião, que valem o que valem.
 
O que não percebeste foi o exemplo dado pelo exagero. Já que podes andar legalmente a 120kmh e um choque a essa velocidade já é muito mais grave do que qualquer um de traseira.
E não pode outro carro, a 120, bater na tua traseira? Que é, tipo... a mesma coisa? ;)
Por isso é que digo que uma posição não é melhor que a outra. Depende da situação.
 
E não pode outro carro, a 120, bater na tua traseira? Que é, tipo... a mesma coisa? ;)
Por isso é que digo que uma posição não é melhor que a outra. Depende da situação.

Não é a mesma coisa. Um acidente frontal normal tens 2 carros a andar a velocidades equivalentes.
Uma traseirada na pior das hipóteses estas parado com pé no travão e ai a probabilidade de a seguir ainda bateres de frente torna quase indiferente o sentido em que a criança vai.
Mas já agora se é tao seguro andar para a frente porque não poe logo à nascença para a frente?

Vocês tem noção que basta uma travagem a fundo para provocar um enorme esforço no pescoço quando virados para frente?

À probabilidade de uma travagem a fundo é superior a qualquer tipo de embate. A cabeça é muito pesada para a resistência do pescoço e de resto é só lerem melhor sobre o assunto, para isso existe o google.
 
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