Bobines de ignição

A pressão de combustível, com base na leitura desses fuel trims, seria a primeira coisa a verificar por mim... Se já o fizeste...
Deixa só perguntar se o teste de pressão foi realizado perto da bomba, ou perto da régua de injetores? Foi testado apenas com o sistema ao relantim, ou em aceleração?
Principalmente, observaste a pressão quando o sintoma de hesitação se manifestou?

Outra coisa que ainda consegues fazer, e que pode dar mais alguma informação, é verificares quais os fuel trims a uma rotação mais elevada. 3000 rpm por exemplo.
Espera que o motor aqueça, e depois aumentas a rotação até aos 3000 rpm. Com a rotação estável nos 3000 rpm verifica para que valores tendem os fuel trims. Deve bastar 30 segundos a essa rotação.

A ideia é verificar se os fuel trims pioram, ou melhoram, com o aumento da rotação. Se piorarem, um problema de combustível torna-se mais plausível. Mesmo com uma pressão boa na régua, podes ter os injetores obstruídos, ou fora de tolerância, que causam exatamente o mesmo problema.

Como já te disse, existem formas mais cientificas e claras de validar um problema de combustível, mas com o equipamento que tens tal não é possível. Assim, tenho tentado orientar um pouco o diagnóstico com os testes que podes fazer...

Quanto à ideia de trocar de carro, ou tentar reparar, posso-te dar a minha opinião, claro, mas não costuma ser esse o âmbito dos meus posts.

Posso-te dizer que o veiculo, como tu sabes bem, tem bastante idade e bastantes quilômetros, e que o número de falhas tenderá a aumentar quanto mais idade ou quilômetros tiver.
Se já atingiu o ponto em que economicamente compensa trocar? Não te posso dizer porque é um calculo complexo de se fazer, mas acredito que é possível que assim seja...

Fazer um diagnóstico, em uma casa profissional, é para mim, a primeira opção que se deve ter em todos os casos. Não acho que a escolha critica seja entre a marca, ou fora dela.
O que se deve procurar a meu ver é profissionalismo, honestidade e principalmente uma casa que pratique diagnósticos assertivos, com base em informação concreta e que utilize técnicas o mais atualizadas possível.
Se fores a uma oficina, e o profissional te começar a medir a resistência das bobines, de certeza que não é uma casa atualizada do ponto de vista de técnicas de diagnóstico... Principalmente se for um multímetro chinês...
A meu ver, o preço, é o ultimo fator a ter em consideração.


Vou fazer uma marcação na honda, talvez não seja o meu o unico caso.
Vou continuar a desenvolver este tópico nem que seja para matar a curiosidade a quem estiver de fora.
Mais uma vez um grande obrigado steevegt [;)]
 
Vou fazer uma marcação na honda, talvez não seja o meu o unico caso.
Vou continuar a desenvolver este tópico nem que seja para matar a curiosidade a quem estiver de fora.
Mais uma vez um grande obrigado steevegt [;)]

Desejo desde já boa sorte.

Só gostava de acrescentar um ponto relativamente ao que disseste.

É verdade que grande parte dos problemas que surgem são muitas vezes recorrentes. Se calhar mais de 50% dos problemas costumam ser recorrentes para o mesmo motor/fabricante. E os restantes, os problemas que são únicos ou menos comuns, e que nunca passaram pelas mão do profissional, ficam por resolver?
A questão é que um profissional não pode se basear em recorrência, ou experiência como alguns apontam, para diagnosticar um problema. Podem efetivamente utilizar esse conhecimento como ponto de partida, eventualmente encurtando tempo em algumas situações, mas na mesma, nada substitui a prova que é necessária fornecer ao cliente, que comprove que o problema que têm, tem a causa que apontam.

Assim, o facto de já ter acontecido ou não em outra situação, não é essencial. Pelo menos um profissional formado, atualizado e equipado, não necessita disso para diagnosticar um problema.
 
Boas , tambem tenho um problema semelhante num civic de 97

Por vezes em andamento ele vai ali em micro soluços e na mesma posiçao de acelerador ele dispara do nada .... e noutras ele "corta" e começa a perder velocidade.

Tambem se for a descer engatado e depois ao chegar a uma rotunda e meter uma abaixo e acelerar ele engasga se todo até acelerar normalmente .

Tambem noto que o relanti por vezes anda nas 900 rpm como outraz vezes anda nas 350 rpm ...

Já mudei modulo de igniçao , TPS , rotor , capa de distribuidor , limpeza no corpo de admissao , limpeza do IACV , velas ngk novas , troquei a lambda por uma outra usada ...

A bobine poderá fazer estes sintomas ou em sensor de rotaçao ?
 
Como penso que já disse, sei de um caso (até dois) em que o motor falhava em baixa rotação, ao carregar na embraiagem as rotações iam muito abaixo e depois lá estabilizava. Disseram para afinar válvulas e trocar as juntas do colector de admissão (o sensor de vácuo marcava valor muito alto (ou muito baixo) o que significava que havia fugas de vácuo e com isto uma mistura pobre.

Após a afinação de válvulas e troca das juntas do colector ficou bom e a despesa foi pouca.

Um deles foi um Renault Modus e deu para resolver em casa, o outro foi um Honda HRV do meu cunhado e foi para a Honda (este andava normalmente, apenas ia abaixo). Como está a GPL disseram que era válvulas queimadas. Felizmente só foi necessário afina-las.
 
Boas , tambem tenho um problema semelhante num civic de 97

Por vezes em andamento ele vai ali em micro soluços e na mesma posiçao de acelerador ele dispara do nada .... e noutras ele "corta" e começa a perder velocidade.

Tambem se for a descer engatado e depois ao chegar a uma rotunda e meter uma abaixo e acelerar ele engasga se todo até acelerar normalmente .

Tambem noto que o relanti por vezes anda nas 900 rpm como outraz vezes anda nas 350 rpm ...

Já mudei modulo de igniçao , TPS , rotor , capa de distribuidor , limpeza no corpo de admissao , limpeza do IACV , velas ngk novas , troquei a lambda por uma outra usada ...

A bobine poderá fazer estes sintomas ou em sensor de rotaçao ?

Não me parecem sintomas concordantes com uma falha tipica de uma bobine de ignição. Um sensor da cambota, em certas situações únicas e particulares, pode falhar e causar sintomas semelhantes. Mais que isto não é possível dizer.
Não é com base em sintomas ambíguos que se consegue fazer um diagnóstico, mas sim com base em informação palpável.

Se todas essas peças foram mudadas por ti, terás que aceitar a perda, mas se tal foi feito por um profissional, acho que faz todo o sentido reclamar e eventualmente exigir o dinheiro de volta...

Como penso que já disse, sei de um caso (até dois) em que o motor falhava em baixa rotação, ao carregar na embraiagem as rotações iam muito abaixo e depois lá estabilizava. Disseram para afinar válvulas e trocar as juntas do colector de admissão (o sensor de vácuo marcava valor muito alto (ou muito baixo) o que significava que havia fugas de vácuo e com isto uma mistura pobre.

Após a afinação de válvulas e troca das juntas do colector ficou bom e a despesa foi pouca.

Um deles foi um Renault Modus e deu para resolver em casa, o outro foi um Honda HRV do meu cunhado e foi para a Honda (este andava normalmente, apenas ia abaixo). Como está a GPL disseram que era válvulas queimadas. Felizmente só foi necessário afina-las.

Disseste ai duas coisas diferentes que acho que procuram melhor explicação.

Um valor de vácuo demasiado elevado (pressão baixa no coletor), causado por uma fuga de vácuo, num sistema MAP, com o deste caso, causaria uma mistura demasiado rica e não pobre. Para além disso, seria de esperar um relantim elevado. A mistura está pobre neste caso, o que nos leva a descartar esta hipótese.
Seja como for, há muitas variáveis aqui envolvidas e não é possível ter 100% de certeza. O computador, apesar da fuga de vácuo, pode conseguir atingir o valor de relantim com a borboleta mais fechada que o normal, e na mesma ter um sistema pobre, pelo facto do TPS estar com um valor muito baixo. Nunca vi este tipo de comportamento, mas por vezes temos que contar com estratégias pouco "comuns" implementadas pelos fabricantes.

Num sistema MAF, aí sim, uma fuga de vácuo causaria uma mistura demasiado pobre.

Um valor de vácuo baixo (ou seja um pressão demasiado elevada no coletor), pode ser causada por problemas mecânicos, como válvulas desafinadas, segmentos gastos, motor fora de ponto, etc. Não foi verificado isso neste motor, mas com base nos fuel trims lidos pelo blakke isso não me parece muito plausível. Um problema mecânico, como o motor fora de ponto, ou válvulas desafinas, causariam fuel trims negativos, pelo facto de estar e existir uma maior recirculação interna de gases dentro da câmara de combustão, para além do vácuo ser inferior ao normal.
Mais uma vez, há variáveis envolvidas, é não é possível dizer isto a 100%.
Uma leitura de vácuo poderia ser feita pelo blakke se assim o entender, mas como já justifiquei, acredito que esteja dentro da normalidade.
 
Entrou agora um Jazz GD5. Se precisares de ajuda, apita [:p]

honda_jazz0001.jpg
 
Não me parecem sintomas concordantes com uma falha tipica de uma bobine de ignição. Um sensor da cambota, em certas situações únicas e particulares, pode falhar e causar sintomas semelhantes. Mais que isto não é possível dizer.
Não é com base em sintomas ambíguos que se consegue fazer um diagnóstico, mas sim com base em informação palpável.

Se todas essas peças foram mudadas por ti, terás que aceitar a perda, mas se tal foi feito por um profissional, acho que faz todo o sentido reclamar e eventualmente exigir o dinheiro de volta...



Disseste ai duas coisas diferentes que acho que procuram melhor explicação.

Um valor de vácuo demasiado elevado (pressão baixa no coletor), causado por uma fuga de vácuo, num sistema MAP, com o deste caso, causaria uma mistura demasiado rica e não pobre. Para além disso, seria de esperar um relantim elevado. A mistura está pobre neste caso, o que nos leva a descartar esta hipótese.
Seja como for, há muitas variáveis aqui envolvidas e não é possível ter 100% de certeza. O computador, apesar da fuga de vácuo, pode conseguir atingir o valor de relantim com a borboleta mais fechada que o normal, e na mesma ter um sistema pobre, pelo facto do TPS estar com um valor muito baixo. Nunca vi este tipo de comportamento, mas por vezes temos que contar com estratégias pouco "comuns" implementadas pelos fabricantes.

Num sistema MAF, aí sim, uma fuga de vácuo causaria uma mistura demasiado pobre.

Um valor de vácuo baixo (ou seja um pressão demasiado elevada no coletor), pode ser causada por problemas mecânicos, como válvulas desafinadas, segmentos gastos, motor fora de ponto, etc. Não foi verificado isso neste motor, mas com base nos fuel trims lidos pelo blakke isso não me parece muito plausível. Um problema mecânico, como o motor fora de ponto, ou válvulas desafinas, causariam fuel trims negativos, pelo facto de estar e existir uma maior recirculação interna de gases dentro da câmara de combustão, para além do vácuo ser inferior ao normal.
Mais uma vez, há variáveis envolvidas, é não é possível dizer isto a 100%.
Uma leitura de vácuo poderia ser feita pelo blakke se assim o entender, mas como já justifiquei, acredito que esteja dentro da normalidade.

Talvez me tenha explicado mal. Ao existir fugas de vacuo, entra ar a mais para o motor, tendo o motor ar a mais temos uma mistura pobre. (Penso que não me estou a baralhar)

O relanti sobe se houver fugas de vácuo, no entanto o motor tentava compensar, daí que quando se carregava na embraiagem as rotações oscilavam até estabilizar.

Estes sintomas descritos foram resolvidos após o carro ser visto numa oficina de GPL em que o instalador aconselhou a troca de juntas do colector de admissão e afinação de válvulas e que o problema ficaria resolvido e assim foi. Isto em relação ao Renault.

O Honda foi directamente para a marca.

Sobre isto: "O computador, apesar da fuga de vácuo, pode conseguir atingir o valor de relantim com a borboleta mais fechada que o normal, e na mesma ter um sistema pobre, pelo facto do TPS estar com um valor muito baixo. Nunca vi este tipo de comportamento, mas por vezes temos que contar com estratégias pouco "comuns" implementadas pelos fabricantes."

Acho que posso confirmar esse comportamento, pois no meu carro se desligar o tubinho do lubrificante de válvulas (GPL) que está no colector de admissao, o relanti sobe e passado uns segundos volta a ficar no valor normal. Quando coloco, quase vai abaixo mas novamente recupera.

Por exclusão de hipóteses, o que será mais "certo" ser o problema do jazz?
 
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Entrou agora um Jazz GD5. Se precisares de ajuda, apita [:p]

honda_jazz0001.jpg


Fogo, e o meu a brilhar sem um grão de pó em cima do motor está a dar o berro.
Sabes se para tirar as manetes as luzes é preciso desmontar o volante? Aquilo parece ser enfiado no veio onde está o volante.

Esse foi para revisão ou alguma coisa em especial?
 
Talvez me tenha explicado mal. Ao existir fugas de vacuo, entra ar a mais para o motor, tendo o motor ar a mais temos uma mistura pobre. (Penso que não me estou a baralhar)
...

Mais ou menos...

Se for num sistema MAP, o ar que entra por uma fuga de vácuo é contabilizado. O ar que entra por uma fuga de vácuo num sistema MAF não é contabilizado.

Resumidamente, apenas em sistemas com MAF é que uma fuga de vácuo provoca uma mistura pobre, pois em sistemas MAP o ar é medido e é ajustada a quantidade de combustível em conformidade.

...
O relanti sobe se houver fugas de vácuo, no entanto o motor tentava compensar, daí que quando se carregava na embraiagem as rotações oscilavam até estabilizar.

Estes sintomas descritos foram resolvidos após o carro ser visto numa oficina de GPL em que o instalador aconselhou a troca de juntas do colector de admissão e afinação de válvulas e que o problema ficaria resolvido e assim foi. Isto em relação ao Renault.
....

Mais uma vez, em sistemas MAF o motor tende a falhar com uma fuga de vácuo. Essas oscilações que falas, são provocadas pelo computador, quando tenta manter o motor a trabalhar. Não tem nada a ver com o que é observado em sistemas MAP, em que o relantim fica alto, constante e sem falhas.

De uma forma ou de outra resolveste o problema. Nunca vais saber se a causa era de um ou de outro, ou se efetivamente os dois estavam a causar problemas.

...

O Honda foi directamente para a marca.

Sobre isto: "O computador, apesar da fuga de vácuo, pode conseguir atingir o valor de relantim com a borboleta mais fechada que o normal, e na mesma ter um sistema pobre, pelo facto do TPS estar com um valor muito baixo. Nunca vi este tipo de comportamento, mas por vezes temos que contar com estratégias pouco "comuns" implementadas pelos fabricantes."

Acho que posso confirmar esse comportamento, pois no meu carro se desligar o tubinho do lubrificante de válvulas (GPL) que está no colector de admissao, o relanti sobe e passado uns segundos volta a ficar no valor normal. Quando coloco, quase vai abaixo mas novamente recupera.

...

Não era disso que estava a falar.

No teu caso, provocaste uma pequena fuga de vácuo, num sistema MAP. O que referes é o comportamento completamente normal de um sistema MAP.
O ar que entra pelo entrada paralela é contabilizado (como já expliquei em cima) o que inevitavelmente provoca a subida do relantim. O computador reage a isso, tentando estrangular a entrada de ar que tem controlo, ou seja, fecha mais a borboleta, ou a válvula de controlo de relatim, dependendo do tipo de sistema. Esta adaptação demora alguns segundos.
Durante o tempo que em o relantim está alto, o sistema está a trabalhar rico, pois o computador pensa que está numa carga superior ao que na prática está. É quase o oposto dos sistemas MAF, que passam a trabalhar com uma mistura pobre nestas situações.
Quando acabas com a entrada de ar paralela, o motor quase vai abaixo por estrangulamento de ar. Não te esqueças que a borboleta, ou o circuito de controlo de relatim, está mais fechado do que o normal, e é por esse tubo aberto que está a entrar grande parte do ar que alimenta o motor.

...

Por exclusão de hipóteses, o que será mais "certo" ser o problema do jazz?

Relativamente ao jazz, a unica informação concreta que existe é que há sintomas de hesitação, e que o computador pensa que o sistema está a trabalhar com uma mistura pobre, para lá do considerado "normal" (15%).

Foi feito um teste de compressão, mas que não adianta grande informação. Devido à mistura estar pobre (em principio), um problema mecânico interno não costuma ser o problema.

Foi também realizado um teste de pressão de combustível, mas o blakke não explicou as condições em que este foi feito. Assim não se pode assumir que um problema de pressão de combustível não seja o problema.

Com base nisto não é possível dar um palpite muito fundamentado...

Num sistema MAP a trabalhar pobre, o que faz mais sentido é inicialmente validar um problema de fornecimento de combustível, como consequência de injetores obstruidos, regulador de pressão danificado (se existir), tubagem de combustível obstruída, baixa pressão na régua, bomba danificada, etc...
Mesmo assim, antes disto, faz sentido validar que o sistema está mesmo a trabalhar com uma mistura pobre. Não faz sentido andar a caçar coisas que não existem...
 
Já percebi a diferença, obrigado.

Há forma de saber a partida se se trata de um sistema map ou maf? Suponho que um sensor maf esteja mais perto da borboleta.

Pela lógica, um sistema map será menos "sensivel" a falhas?

Num sistema map pobre, para além da "falta" de combustível (que poderá vir por falta de pressão, injectores sujos, etc), não poderá ser também entrada de ar a mais que não é contabilizado?
 
Já percebi a diferença, obrigado.

Há forma de saber a partida se se trata de um sistema map ou maf? Suponho que um sensor maf esteja mais perto da borboleta.

...

Para além desses dois ainda existem os sistemas Alpha-N, mas apenas estão presentes em sistemas computorizados mais antigos. Das primeiras gerações de sistemas de injeção eletrónica.

Um sensor MAF está localizada após a caixa de ar. Na informação técnica do veiculo, como é obvio, também está sempre referida qual a forma de medição da quantidade de ar. Por vezes também verifico no esquema elétrico da gestão de motor que tipo de sensor está a ser usado.

...
Num sistema map pobre, para além da "falta" de combustível (que poderá vir por falta de pressão, injectores sujos, etc), não poderá ser também entrada de ar a mais que não é contabilizado?

Num sistema MAP, apenas é possível não contabilizar uma entrada paralela se o sensor estiver danificado, ou existir um problema na ligação de vácuo entre o sensor e o coletor de admissão. Alguns sensores não são aparafusados diretamente no coletor, mas têm sim um tubo a ligá-los ao coletor. Seja como for, de uma forma ou de outra, apenas pode acontecer isso se a leitura do sensor não for a correta.
A medição da pressão do coletor não permite enganos a esse nível.

Mesmo assim, é possível contabilizar bem a quantidade de ar, fornecer um quantidade de combustível de acordo com o calculado e na mesma ter um sistema pobre.
A temperatura do motor é um fator, a boa monitorização da quantidade de oxigénio no escape é outro, por exemplo...
Eventualmente existirão mais alguns que não me lembre ou que desconheça...
 
Sabes se esse motor usa MAF?

Tive um problema num dos meus carros recentemente e os sintomas eram os mesmos. Trocou-se velas, cabos de belas, 2 bobines e ficou na mesma. Experimentei com uma MAF usada e ficou pior. Arrisquei comprar uma MAF nova e ficou impecável.

Soluçava, mandava pequenos rateres, falhava e de repente voltava em força, etc.

PS: Pelos vistos já houve alguém a apontar o mesmo problema. Eu iria por aí. [;)]
 
Num sistema MAP, apenas é possível não contabilizar uma entrada paralela se o sensor estiver danificado, ou existir um problema na ligação de vácuo entre o sensor e o coletor de admissão. Alguns sensores não são aparafusados diretamente no coletor, mas têm sim um tubo a ligá-los ao coletor. Seja como for, de uma forma ou de outra, apenas pode acontecer isso se a leitura do sensor não for a correta.
A medição da pressão do coletor não permite enganos a esse nível.

Mesmo assim, é possível contabilizar bem a quantidade de ar, fornecer um quantidade de combustível de acordo com o calculado e na mesma ter um sistema pobre.
A temperatura do motor é um fator, a boa monitorização da quantidade de oxigénio no escape é outro, por exemplo...
Eventualmente existirão mais alguns que não me lembre ou que desconheça...

Peço desculpa, queria-me referir ao sensor maf na última pergunta.

Já experimentei a desligar um sensor map e o motor continuava a trabalhar normalmente em todas as circunstâncias. Será que a ECU só vai buscar informação ao map quando precisa? O mesmo se passou com uma sonda lambda desligada.

Curiosidade: ao ligar a ficha obd, consigo ver em percentagem a abertura da válvula do relanti. Quanto mais equipamento elétrico ligo, mais vai abrindo a válvula até cerca de 7% a mais do que o que estava.

Em relação as bobines/jazz, sempre pensei que ou funcionavam, ou não funcionavam. Não sabia que poderia estar a funcionar mal e provocar falhas de ignição. Quando há falhas pensava que seria apenas das velas ou cabos e não bobine.

Válvulas desafinadas (pouca folga de escape por exemplo), poderá fazer com que durante a compressão a válvula não esteja totalmente estanque e a mistura ar/gasolina se escape pela válvula. Quando se dá a ignição, não está lá ar/gasolina suficientes para fazer a combustão e dá-se a falha. Penso ser uma "teoria" plausível.
 
Peço desculpa, queria-me referir ao sensor maf na última pergunta.
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Sim, num sistema MAF, uma entrada paralela provoca inevitávelmente uma mistura pobre.



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Já experimentei a desligar um sensor map e o motor continuava a trabalhar normalmente em todas as circunstâncias. Será que a ECU só vai buscar informação ao map quando precisa? O mesmo se passou com uma sonda lambda desligada.
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Não, em condições normais o ECU utiliza diretamente o valor do sensor MAP para o calculo do consumo de ar do motor. Se desligares o sensor MAP, o computador apercebe-se, deixa de ter este em consideração, e na prática passa a funcionar como uma sistema Alpha-N.
Podem existir sistemas que não tenham esta funcionalidade programada, e que não sejam capazes de funcionar sem um sinal do sensor MAP. Não sei...

Se desligares a sonda lambda, 95% das vezes (valor não cientificamente obtido, claro), o computador apercebe-se e deixa de efetuar a correção à mistura, com base na quantidade de oxigénio do escape. O sistema deixa de entrar em closed loop, e passa a utilizar uma estratégia, normalmente, de enriquecimento mais elevado do que o normal. O sistema, se não tiver mais nenhum problema, vai funcionar de forma bastante normal.


Curiosidade: ao ligar a ficha obd, consigo ver em percentagem a abertura da válvula do relanti. Quanto mais equipamento elétrico ligo, mais vai abrindo a válvula até cerca de 7% a mais do que o que estava.
...

É mesmo para isso que serve essa válvula. Controlo de relantim. Permite manter o relantim à mesma velocidade, com cargas diferentes sobre o motor, que é o que acontece quando ligas, ou desligas, acessórios elétricos no carro.

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Em relação as bobines/jazz, sempre pensei que ou funcionavam, ou não funcionavam. Não sabia que poderia estar a funcionar mal e provocar falhas de ignição. Quando há falhas pensava que seria apenas das velas ou cabos e não bobine.
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Bobines podem falhar de muitas formas e feitios.
Em termos de fiabilidade da falha, podem falhar de forma intermitente ou constante.
Em termos de quantidade de energia produzida, podem não debitar qualquer energia ou debitar um valor baixo de energia, inferior ao mínimo necessário, etc...

Todas as combinações de fiabilidade e quantidade de energia podem surgir. Podemos ter uma bobine com falhas intermitentes, em que de forma intermitente debita menos energia que o mínimo necessário.
As mais simples de detetar, como é obvio, são as falhas constantes, onde não é produzida qualquer energia.

...
Válvulas desafinadas (pouca folga de escape por exemplo), poderá fazer com que durante a compressão a válvula não esteja totalmente estanque e a mistura ar/gasolina se escape pela válvula. Quando se dá a ignição, não está lá ar/gasolina suficientes para fazer a combustão e dá-se a falha. Penso ser uma "teoria" plausível.

Válvulas desafinadas, a partir de um certo ponto causam problemas, claro... Uma boa indicação de problemas mecânicos dessa natureza, é o valor de vácuo ao relantim, como já tinha dito em cima.
 
Novidades (ou não).

A honda tem a oficina fechada para férias até dia 4 de setembro por isso ainda não pude ir lá com o carro.
Resolvi deixar o portugues de lado e ir á procura do problema no uk e frança onde também se venderam umas boas unidades do jazz 2002-2008 e eis que encontro toneladas de gente com o mesmo problema. Até pesquisando no google em inglês se encontram uns quantos:

https://www.google.pt/?client=opera#q=honda+fit+hesitation

No fitfreak e fitfans há N casos de problemas nas bobines a partir dos 200.000km e todos descrevem os mesmos sintomas que eu. Aqui num forum da concorrencia um user chamado "setegu" tambem tem um DB de um jazz que fez 320.000km mas aos 200 e poucos as bobines deram o estalo e mais uma vez descrevia os mesmos sintomas que eu.

Tecnicamente não me serve de nada, cada caso é um caso, mas dá para ter mais base por onde começar a procurar o problema.
 
Sabes se essa viatura chegou a realizar o recall que envolvia a troca da manete que controla as luzes?


Novidades.

Carro na Honda para fazerem diagnóstico na oficina.

E também...
Substituição das manetes dos farois/piscas + escovas --------------- 137€ Peça + 40.70€ M.o.
Cópia e reprogramação de uma segunda chave codificada -------------- 50€

Substituição do airbag do passageiro ------------ Gratuito. Recall da marca.
 
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Acerca do diagnostico/problema não disseram ainda nada?
 
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