Banco Alimentar

Há gente que tem necessidade de arranjar inimigos de estimação. Tem de haver sempre alguém contra quem se possa criar uma petição, uma página no facebook ou, melhor ainda, um movimento.
Neste caso da Jonet, o que se devia criar era um movimento de instrução e ensino de português porque parece-me que há muita gente com dificuldade em interpretar o que se diz, principalmente quando se usam figuras de estilo na argumentação. Mas alguém acha mesmo que o exemplo do bife se esgotava em sim mesmo? Ou que ela quer que se ponha um copinho de água ao lado da escova de dentes para os putos aprenderem a lavar os dentes?
As pessoas não gostam que lhes digam as verdades sem "paninhos quentes". Nesta terra não se pode ser objectivo e pragmático. Os bons são os que iludem...

A Isabel Jonet tem toda a razão. Temos a mania que somos ricos e vivemos como tal quando não temos onde cair mortos. E como não fomos capazes de o perceber por nós próprios a seu devido tempo, estamos agora a aprende-lo da pior maneira. Aqueles que teimam em continuar em negação hão de acordar para a realidade mais tarde ou mais cedo.

Por fim, enxovalhar na praça pública uma senhora que dedicou 20 anos da sua vida a uma causa solidária como o Banco Alimentar é de um baixo nível sem descrição.

Concordo Sweden, o que ela disse é muito verdade. Mas ( e não tou a dizer que o tenhas dito ) é preciso ver que a crise em si não foi provocada pelas pessoas com muitas dividas. Pois essas cometeram erros, é verdade, mas os bancos também não tiveram nenhuma decência na atribuição de créditos, sempre facilitados demais. Depois veio a crise mundial, e as expectativas que muita gente que vivia no limite tinha, sumiram-se. Ficaram sem dinheiro, muitas sem emprego e pronto. Ou seja o que quero dizer é que o principal culpado disto foi o Estado por ter sempre gasto mal o dinheiro...e mais do que podia e quem pagamos somos nós. A crise mundial também tem culpa mas isso já é outro capitulo.

A verdade é que este excesso de consumismo nunca foi bom, e algum dia tinha de acabar mal. Isto de viver em paz armada em termos financeiros nunca é nada bom para cada família. Muitas esgotavam quase todo o ordenado do mês em prestações de carros casa, telemoveis, férias.... e depois das compras do supermercado, ficavam quase a zeros. Algum dia tinha de acabar mal.

O que a Jonet disse foi precisamente isto. É claro que ela não usou bem as palavras, mas também não é menos verdade que os portugueses, com ou sem razão, dependendo das situações, ofendem-se com muita facilidade.
 
Quem ficou indignado com as declarações devia rever os seus conhecimentos de português. Vi e revi as declarações no youtube e Concordo na integra com a Senhora.
E nem tenho cor partidária. Enfim Portugal no seu melhor.
Repito esta Senhora fez mais por este pais que a maioria dos políticos em 20 anos.
 
Eu também acho que a senhora tem razão em muita coisa que diz, se calhar usou algumas metáforas não muito bem escolhidas, demasiado complexas para algumas pessoas que andam com o dedo no gatilho para poderem disparar para uma manif poderem entender.

Na parte da miséria não foi muito feliz...
 
"Nunca disse que os pobres têm de se habituar à pobreza" - Renascença

OPINIÃO DE ISABEL JONET, QUE QUE VAI SER TRANSMITIDA ESTA SEGUNDA-FEIRA, 12 DE NOVEMBRO, NA RÁDIO SIM:

"Vi-me envolvida numa enorme polémica, na sequência de um programa de televisão onde manifestei a minha convicção de que algo tinha de mudar na forma como vivemos.


Farei um resumo do que defendi e lamento se porventura magoei algumas pessoas que não me compreenderam quando disse que tínhamos de mudar o modo como vivemos. Gostaria de começar por esclarecer, se necessário for, que não estava a falar para os mais pobres, ou a dizer que são os pobres que têm de se habituar à pobreza. Como gostaria que dela pudessem sair, certa que para isso é imprescindível crescimento económico. Não tenho medidas políticas para erradicar a pobreza do mundo; se tivesse, era política; e não sou. Só faço o que posso numa área específica e com uma forma concreta. Sou presidente da Federação Portuguesa dos BA e da FEBA, que congrega Bancos Alimentares, que com o mesmo modelo ajudam 330 mil pessoas em Portugal e 5 milhões em 21 países da Europa, pessoas em situações de pobreza e que necessitam de auxílio alimentar.


Não quero ver em Portugal o que vi na Grécia, onde estou a preparar BA e onde há tanta miséria que nem se encontram medicamentos para os doentes crónicos, onde falta o gás e a luz, onde escasseia a comida nos supermercados.


O Estado Social foi concebido a seguir à grande Depressão, em 1929, para acudir a situações de emergência social, numa altura em que a esperança de vida era de 60 anos pelo que o peso das reformas era pequeno. Ganhou maior dimensão a seguir à 2ª Grande Guerra, numa época de grandes necessidades, onde até era justificada a criação de emprego pelo Estado, nomeadamente em obras públicas, empresas, etc. Com o tempo e a prosperidade económica o peso do Estado Social foi aumentando, e felizmente passaram a ser garantidos direitos essenciais como a Educação, os cuidados de Saude, etc. Só que nos últimos anos a situação tem vindo a alterar-se muito com a alteração na pirâmide demográfica e o peso que as reformas têm hoje (até porque aumentou imenso a esperança de vida e muitas pessoas têm longos anos de pensionistas) e porque o peso da Europa no mundo alterou-se radicalmente: competimos com países muito mais prósperos do que nós e onde não vigoram direitos sociais idênticos. É pois precisamente para manter o Estado Social e defender quem mais precisa que temos portanto de repensar o seu modelo e assegurar a sua sustentabilidade. Volto a realçar: para ajudar quem mais precisa. Para que não precise. Porque a pobreza estrutural infelizmente mantém-se.


Vivemos nos últimos anos muitas vezes acima das nossas reais possibilidades: tanto no que se refere às despesas públicas (autoestradas, estádios de futebol, rotundas) como as despesas individuais de uma camada significativa da população. Adoptamos hábitos que não podemos manter: daí o facto dos países e de muitas famílias estarem endividados, que tenham assumido créditos que hoje dificilmente podem suportar.

O pior é que se tinha uma expectativa de vida que não pode ser realizada exactamente porque a conjuntura e o mundo mudaram. E vemos que os nossos filhos vão viver pior do que nós vivemos. Se nada for feito, ou nada fizermos por eles.

Penso que muitas das criticas que me foram feitas, sobretudo nas redes sociais, foram por pessoas que nem ouviram o programa de televisão nem tudo o que eu disse mas que interpretaram parcialmente o que foi sendo comentado, descontextualizando totalmente o que expressei.

Tenho pena desta polémica que não é boa para ninguém. É triste ver a incapacidade de encarar com realismo que, se não mudarmos nada a situação, não é mesmo sustentável.

Aqui, nos BAs, continuaremos a fazer o mesmo trabalho sem perder de vista quem efectivamente precisa."


Isabel Jonet"


Texto de Isabel Jonet para a Rádio Sim, do Grupo r/com - renascença comunicação multimédia
 
como é que se "inscreveram"? estive mesmo para voltar atrás e perguntar ao homem, mas depois segui caminho até ao carro. [8b]
como desempregado, mas sobretudo como ser humano consciente das dificuldades em arranjar comida e voluntários por parte destas organizações, queria ajudar fazendo algum tipo de voluntariado, seja à porta dos supermercados ou num armazém.

Eu fui através de conhecidos... o 1º ano fui para o armazém, e nos anos seguintes para uma superfície comercial...

Podes inscrever-te em Voluntariado - Banco Alimentar, mas se tiveres temp, aconselhava-te a aparecer num armazém do BA, e colocar diretamente a questão. Não sei com que frequência vêm a listagem de inscritos.

PS: No ano em que fui para o armazém, bastava aparecer e perguntar "O que há para fazer?". Eras logo enviado para um local onde fosses necessário: descarregar camiões e carrinhas, abrir sacos, fazer triagem, mudar caixotes, etc.

PS2: Parabéns por quereres ajudar.
 
Quem ficou indignado com as declarações devia rever os seus conhecimentos de português. Vi e revi as declarações no youtube e Concordo na integra com a Senhora.
E nem tenho cor partidária. Enfim Portugal no seu melhor.
Repito esta Senhora fez mais por este pais que a maioria dos políticos em 20 anos.

Eu também acho que a senhora tem razão em muita coisa que diz, se calhar usou algumas metáforas não muito bem escolhidas, demasiado complexas para algumas pessoas que andam com o dedo no gatilho para poderem disparar para uma manif poderem entender.

Na parte da miséria não foi muito feliz...


A senhora acha que não podemos comer bifes todos os dias , que temos de empobrecer muito , que não existe miséria em Portugal e que os filhos dela lavam os dentes com agua corrente "coisa que os pobres não devem fazer".
faz lembrar a tia de Cascais que arranja um pobrezinho para cuidar , um dia vem outra tia dar uma moeda e o pobrezinho responde- eu sou o pobrezinho da Dra. Jonet!
Se fosse rico ou do PSD /CDS também não iria ver mal nenhum nas declarações da Jonet , foi claro apoio as medidas do Dr. Passos Coelho.
 
A senhora acha que não podemos comer bifes todos os dias , que temos de empobrecer muito , que não existe miséria em Portugal e que os filhos dela lavam os dentes com agua corrente "coisa que os pobres não devem fazer".
faz lembrar a tia de Cascais que arranja um pobrezinho para cuidar , um dia vem outra tia dar uma moeda e o pobrezinho responde- eu sou o pobrezinho da Dra. Jonet!
Se fosse rico ou do PSD /CDS também não iria ver mal nenhum nas declarações da Jonet , foi claro apoio as medidas do Dr. Passos Coelho.

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A senhora acha que não podemos comer bifes todos os dias , que temos de empobrecer muito , que não existe miséria em Portugal e que os filhos dela lavam os dentes com agua corrente "coisa que os pobres não devem fazer".
faz lembrar a tia de Cascais que arranja um pobrezinho para cuidar , um dia vem outra tia dar uma moeda e o pobrezinho responde- eu sou o pobrezinho da Dra. Jonet!
Se fosse rico ou do PSD /CDS também não iria ver mal nenhum nas declarações da Jonet , foi claro apoio as medidas do Dr. Passos Coelho.

Olha que eu não fiquei chocado com as declarações dela, e a minha opinião já está explícita em anterior post.

E, não sou rico aliás sou daqueles que ganhava 485 euros por mês e agora estou desempregado, não fosse os meus pais e eu nem internet tinha para aqui vir.
 
A senhora acha que não podemos comer bifes todos os dias , que temos de empobrecer muito , que não existe miséria em Portugal e que os filhos dela lavam os dentes com agua corrente "coisa que os pobres não devem fazer".
faz lembrar a tia de Cascais que arranja um pobrezinho para cuidar , um dia vem outra tia dar uma moeda e o pobrezinho responde- eu sou o pobrezinho da Dra. Jonet!
Se fosse rico ou do PSD /CDS também não iria ver mal nenhum nas declarações da Jonet , foi claro apoio as medidas do Dr. Passos Coelho.

Então nao devemos TODOS mudar o nosso estilo de vida, achas portanto que se deve é viver acima das possibilidades, no geral, e em particular o país. Não dinheiro.. Espera alguém paga, não há problema.
Há coisas fantásticas, volto a dizer informem-se do trabalho desta senhora e oiçam as declarações originais e já agora a explicação (desnecessária).
 
Será por isso que a petição que pede a demissão da senhora tem mais assinaturas que a petição que apoia ?! Isto sou eu que até vivo em democracia e ligo a vontade do povo.
 
Será por isso que a petição que pede a demissão da senhora tem mais assinaturas que a petição que apoia ?! Isto sou eu que até vivo em democracia e ligo a vontade do povo.
As declarações podem ter sido infelizes, mas havia muita gente que se armava em rico devido aos créditos que contraía (casa/carro é uma coisa, agora créditos para férias/telemóveis/electrodomésticos é outra).
 
mas estás contra porque sim, ou porque a carneirada não sabe interpretar?

Estou contra porque achei tudo aquilo lamentável, não só eu.

Historiadora acusa Isabel Jonet de usar fome como arma política - TSF

A historiadora Raquel Varela acusou a presidente do Banco Alimentar de usar a fome como arma política e de promover o retrocesso social.
Referindo-se à carta aberta de três páginas que escreveu, Raquel Varela diz que a fez porque se sentiu incrédula e indignada com as declarações de Isabel Jonet na SIC Notícias na terça-feira, que entende só «provocarão mais fome» e não a combatem.
«Vivemos num país que produz uma riqueza de 170 mil milhões de euros e não estamos a utilizar toda a força de trabalho, porque há mais de um milhão de desempregados», explicou.
Perante isto, Raquel Varela perguntou-se como Isabel Jonet afirma que não se pode comer carne, declarações que considerou serem «absolutamente inaceitáveis e inenarráveis».
Esta investigadora do Instituto de História Contemporânea defendeu que a fome é flagelo e que esta não pode ser usada para promover o retrocesso social, tal como fez Isabel Jonet.
 
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