Será que não viram ainda que o GPL, apesar de mais limpo que a gasolina ou o diesel (proibido dizer gasoleo) não é solução? Não acredito que o GPL tenha qualquer futuro junto da indústria automóvel. O futuro serão as energias renováveis e não um poluidor para substituir outro... isto independentemente das questões de segurança.
Acho que ninguém põe isso em causa, porque são factos.. o GPL, na forma como é utilizado hoje, é um combustível não renovável. Mas isso não lhe tira as vantagens no presente.
No presente, dos combustíveis fósseis é o mais barato e o menos poluidor! Até se pode considerar que um acréscimo do consumo de butano+propano na circulação automóvel terá, numa primeira fase, um impacto unicamente positivo, uma vez que grandes quantidades de gás são queimadas nas refinarias e nos poços de extracção por não ser rentável o seu armazenamento e transporte. Ou seja, o CO2 libertado na queima deste gás excedente iria ser transferido para o somatório dos gases libertados na circulação automóvel, por substituição dos gases libertados por veículos a gasolina ou gasóleo. No total, as emissões iriam ser optimizadas e reduzidas em valor.
No presente, não existem soluções renováveis para situações em que seja necessária uma grande quantidade de energia, como por exemplo uma camião TIR ou uma locomotiva diesel. No Reino Unido, parte da frota TIR consome gasóleo parcialmente substítuido por GPL (injecção líquida e simultânea dos dois combustíveis), com benefícios financeiros, ambientais e operacionais (acréscimo da potência e autonomia). Em Portugal, tal não é permitido nem minimamente ambicionado! Este é o problema... não é se o GPL é uma alternativa ou não, em Portugal apenas não há o mínimo interesse em se querer averiguar se é ou não!
Outra questão é o facto de o GPL ser uma energia renovável ou não. Na forma como é obtido hoje é uma energia não renovável. No entanto, é tecnicamente possível converter metano em propano e butano (GPL portanto). O metano, por sua vez, é presentemente facilmente obtido de uma forma renovável. É o chamado biogás. Mas nem é preciso ir por aí. O metano pode ser o combustível... afinal, já existem motores que usam metano, mais precisamente na forma de GNC. No brasil são bastante comuns. Em portugal existem frotas de autocarros a GNC. Mas porque é que Portugal se fica por aqui? Isto são alternativas que necessitam de investimento, quer seja em infraestruturas, quer seja em recursos para pesquisa mas, se temos o GPL que não necessita de nada além de um investimento em marketing, e nem nisso o nosso governo mostra interesse... como poderemos progredir para soluções que ainda não existem na sua plenitude?