Que salsada que para aqui vai :sh)
Existem vários tipos de diferenciais autoblocantes (mecânicos), os mais comuns são sensíveis a binário e respondem a diferenças neste. Quando uma roda perde aderência, a diferença de binário a ser transmitida atinge um certo valor que acciona o mecanismo (que é incorporado no próprio diferencial) e este inverte o processo (quanto menos aderência uma roda tem menos binário recebe, o contrário do que acontece num diferencial dito "aberto"). Como o mecanismo é 100% mecânico e contínuo acciona em tempo real, trata de acertar a tracção antes de uma das rodas começar a derrapar, e a soma da potência que sai para as duas rodas é sempre igual à potência que entra no diferencial, ou seja, não há perdas de potência, só se altera a distribuição.
Um diferencial electrónico funciona através de sensores que detectam quando uma roda perde aderência (quando esta começa a rodar mais depressa do que devia, ou seja, só entra em funcionamento depois da tracção já ter sido perdida) e depois trava essa roda (normalmente usando mesmo os travões do carro), ou seja, a energia que foi transferida a essa roda é dissipada invés de transferida à outra, há um desperdício de potência. Depois do travão ter sido aplicado o próprio diferencial já é capaz de repartir melhor a potência, mas só até as condições de tracção se alterarem outra vez (o que acontece com muita frequência, portanto o sistema raramente assenta neste funcionamento ideal e está sempre ali às aranhas, e na prática na maioria das situações invés de transferir potência para a roda com mais tracção simplesmente dissipa-a na roda com menos).
Autoblocantes mecânicos são mais caros e a maior parte da electrónica que os electrónicos usam já se encontra nos carros modernos (para sistemas como ABS e ESP), daí que quase sempre os fabricantes optem pelo electrónico.