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ainda presidente da Associação Nacional de Municípios (ANMP), Fernando Ruas, diz à
Renascença ter ficado surpreendido com a dimensão da derrota eleitoral do seu PSD.
O autarca cessante de Viseu sustenta que alguns desentendimentos pontuais em algumas localidades levaram à dimensão da derrota social-democrata. “A mim também parecia, embora houvesse um voto de protesto nestas eleições, que o resultado não fosse este”, confessa.
“Não contei naturalmente com estes desaguisados que aconteceram no seio do próprio PSD. Veja-se a quantidade de câmaras emblemáticas em que a derrota podia ter sido evitada e transformaria o aspecto geral numa outra coisa: Gaia, Porto, Sintra, todas câmaras que foram perdidas por divisão dos elementos afectos ao PSD”, exemplifica.
Fernando Ruas, ao contrário de outras leituras que sugerem uma mudança de rumo e de políticas, diz que o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, deve seguir o caminho em que acredita.
“O castigo que o primeiro-ministro e muitos de nós acham injusto já foi dado, portanto, se eu estivesse no lugar do primeiro-ministro convencido de que este é o caminho certo, naturalmente agora não me desviava”, afirma o autarca.
“Se o primeiro-ministro quisesse tê-lo-ia feito antes das eleições autárquicas e não o fez, e mais, teve a frontalidade, em todas as declarações que fez, que eu vi durante a campanha, ter sido sempre nesse registo”, acrescenta ainda Fernando Ruas.
O primeiro-ministro e líder do PSD, Pedro Passos Coelho, reconheceu no domingo que o partido teve uma "derrota eleitoral nacional" nas autárquicas, não chegando ao objectivo de manter a presidência da Associação Nacional de Municípios Portugueses."Em Municípios surpreendidos com dimensão da derrota social-democrata - Renascença 