Apesar de já termos visto algo semelhante no A5 SB, o A7 tem algumas particularidades que o distinguem, nem sempre pela positiva.
O A5 acaba por estar mais bem resolvido no geral.
Começando pelo perfil, o a7 é caracterizado por uma linha de cintura em arco, com a mesma a ir descaindo em direcçâo à traseira.
A linha base das janelas é basicamente paralela ao nivel do chão.
No a5 SB, temos a caracteristica linha ondulada a definir a cintura, e a linha das janelas assume uma suava tendência ascendente.
O que isto origina é maior "peso" sobre o eixo traseiro.
Dado as novas plataformas que a Audi anda a estrear, que permitem "overhangs" frontais mais reduzidas (logo, reduzindo o volume frontal), as soluções do A7 comprometem o equilibrio geral, já que somos brindados com linhas e posicionamento de certos elementos, como a roda traseira, que acentuam visualmente o maior volume traseiro.
O A5, por outro lado, consegue equilibrar muito melhor os diversos volumes, graças sobretudo, à discreta diferença da orientação de certas linhas, o que ajuda a atenuar a percepção de "peso" sobre o eixo traseiro.
No A7, para atenuar todo aquele peso, recorrem a 2 truques.
A linha base ascendente, que vai em direcção ao eixo traseiro, e ao contrário do A5, não continua para se tornar o extremo do pára-choques, mas sobe ainda mais abruptamente, acompanhando a linha de corte do parachoques, e dando origem ao contorno da traseira, formando uma espécie de mini-spoiler, numa solução influenciada pelos "codatronca"; e o outro trque, passa pela maior ênfase dada ao destaque do arco de roda traseiro quando comparaado com o da frente.
Mesmo assim, a força da linha de cintura acaba por marcar todo o perfil, e o resultado final continua a ser um rabo algo para o "pesado".
Sobretudo quando tudo é visto a 3/4 traseira.
Nesta vista ocorre outro problema que acrescenta "peso" visual ao volume traseiro.
Apesar de achar a solução que separa claramente a bagageira em 2 planos distintos boa, o facto de tudo "descair" suavamente e com a ajuda do desenho dos grupos ópticos, parece que o plano superior ajuda ainda mais a empurrar tudo para baixo, o que não é normalmente o pretendido quando se trata destes modelos com vertente mais dinamica.
De resto, tipicamente Audi.
A linha de cintura acaba também por definir um ombro, que ajuda a criar robustez visual, a frente vai evoluindo aos bcdinhos, a identidade global da marca.
Ou seja, temos mais um modelo facilmente identificavel como audi, mas sem grande identidade própria.
Mais interessante que o A8, muito melhor resolvido que um Panamera, menos dramático que um CLS, e o mais certo seria escolher um XJ que assume um contorno geral semelhante ao deste A7[

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Pelo menos vemos desenvolvimentos interessantes no interior... mas fica para depois que está na altura de ir papar[

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