Apesar de tudo do A4 para cima existe -actualmente- já uma razoável diferenciação técnica face aos produtos semelhantes do universo VW. O que ajuda a justificar o preço, além da reconhecida qualidade geral de apresentação.
No caso do A3, temos uma base mais popular/banal (ainda que boa) e o overprice é justificado essencialmente pela qualidade geral de apresentação. O "negócio" parece-me adequado.
No caso do A1 -e muita gente ainda nem sequer entrou num e acha que é "excepcionalmente" construído para o segmento simplesmente porque é um Audi- a coisa não é bem assim. Tirando a mousse do tablier (onde parece que esteve o grande investimento no projecto, a par do cuidado na insonorização) a qualidade de apresentação pouco melhora face ao Polo para não dizer que é idêntica. Há um grande fosso face ao A3 e muito maior do que este último tem face ao A4, por exemplo.
O que adicionando pequenos exemplos como a permanência das molduras, dão uma sensação de poupança que se tenta esconder sobre o simples facto de ter 4 anéis.
E nem falo que a Audi conseguiu um pior compromisso com a plataforma que a VW conseguiu no Polo, mas pronto. É uma base que não dá para querer fazer dele um go-kart e, na tentativa, perdeu homogeneidade não atingindo o objectivo.
Concordo na generalidade com os teus últimos posts.
Também acho que a Audi deveria ter apostado numa maior diferenciação entre as carroçarias de 3 e 5 portas, dado as diferentes nomenclaturas usadas.
Não o tendo feito, e pegando na tua expressão "sensação de poupança", acho que o objectivo é mesmo esse. Poupar.
É sabido que a opção de a tampa da mala conter os grupos ópticos sai mais caro que a opção mais comum.
E darem-se ao trabalho de desenhar uma tampa de mala diferenciada, com novos grupos ópticos, prensas para o painel e óculo traseiro, e juntando o facto de a carroçaria de 5portas ser mais cara de produzir que a de 3 portas; deve ter sido fácil decidir optar apenas pela conversão da lateral a 5 portas e deixar os extremos intactos. Há que manter as margens[

]
Mas tendo em conta o preço a que é vendido, e o preço cobrado pelos valiosos extras que os clientes adicionam (mesmo num mais barato 500, a média anda perto de 2000€ em extras por carro, o que significa um aumento significativo na rentabilidade por unidade), certamente teriam mais margem de manobra para diferenciar as duas carroçarias, como aconteceu com os "show-cars".
Até a Seat, que recorre ao mesmo hardware no Ibiza, tem traseiras bastante distintas nas carroçarias de 3 e 5 portas. Se as contas funcionam para a "budget" Seat, como é que na Audi já não serve?