As ciências

Já agora o dito professor tinha 7 (SETE)....... licenciaturas na altura, em 1989 ......[;)]
:sh):sh)Cada um faz as suas escolhas, mas isso já acho um exagero... Ter duas, sim senhor, também gostava, havendo condições, agora sete lic em 1989? Isso é 40 anos a estudar, partindo do prinicpio que deve ter feito algumas ao mesmo tempo!
 
Que eu me lembre:
Direito, Psicologia, Filosofia, Geografia .....

Ao fim de umas quantas as equivalências devem ser bastantes e não são precisos os tais 40 anos para as tirar, até porque na altura ele tinha uns 50 anos no máximo ....

E além dessas licenciaturas e de dar aulas era Juiz.

Portanto como devem calcular o homem deveria saber minimamente o que dizia.....
 
Que eu me lembre:
Direito, Psicologia, Filosofia, Geografia .....

Ao fim de umas quantas as equivalências devem ser bastantes e não são precisos os tais 40 anos para as tirar, até porque na altura ele tinha uns 50 anos no máximo ....

E além dessas licenciaturas e de dar aulas era Juiz.

Portanto como devem calcular o homem deveria saber minimamente o que dizia.....

Muitas vezes se usa a expressão " isto é uma ciência" como sinonimo de complicado/complexo/metódico, trabalhoso, etc...

A questão é a interpretação da definição de ciencia...afinal de contas qual é a absoluta interpretação da definição??

Qualquer que ela seja, não me parece que a contabilidade se enquadre em alguma delas, e o facto de ter 7 licenciaturas ou o 7º ano do liceu, em nada aumenta a credibilidade da interpretação...

Uma coisa é certa, a ciência usa obrigatoriamente o método cientifico, a contabilidade não o usa,pode usar a matemática e o raciocínio, mas isso não faz dela uma ciência..

De qualquer modo, considerando o que quer que seja o facto de não ser uma ciência em nada diminui a importância de qualquer área do conhecimento, são todas precisas e todas úteis..
 
Não e é uma questão de tradição, é uma questão de método..[;)]

O método cientifico implica:

uma observação factual,
hipótese,
teoria explicativa,
experimentação,
repetição,
controlo,
analise de resultados e
conclusão ( entre outros )...

no dia a dia usamos sem duvida PARTES do método cientifico como ferramentas de raciocínio a que aplicamos a tudo que nos rodeia.

Raciocínio é pensamento lógico dedutivo mas não é um método sistematizado!

Raciocínio diferente de método cientifico logo diferente de ciência, por definição, por lógica e não por tradição..[;)]


eu percebo o que queres dizer, já acima o tinha dito em relação a mesma premissa dada por outro user, a questão é mesmo a de que enquanto Cientista Social, não compreendo a rigidez de um conceito, que voçês cientistas naturais atribuem á ciência.....


Percebo sim que existem várias ciências, e que de facto o metodo cientifico é necessário, mas qualquer cientista social sabe bem que o metodo cientifico em algumas ditas ciências por assim dizer, são apenas fait-divers em comparação com a essência da verdadeira análise, que é demasiado complexa para poder ser posta em laboratório para testar qualquer hipotese![;)]



aquilo que voçês chamam de Ciência, e aliás.....essa guerra do nome Ciência ser atribuido a quê, é uma história sem fim.............



Como já disse, até percebo porque é que os cientistas naturais chamam apenas de ciência ás disciplinas que estudam,descobrem e testam segundo o metodo cientifico....., mas não aceito, porque nem tudo se pode tratar em laboratorio........, e não se pode dizer que uma disciplina que estuda a sociedade por exemplo, como a Sociologia, não é uma Ciência, porque não utiliza o método cientifico da forma concreta tal como utilizam a Fisica........



bem, mas não tenho a esta hora muita cabeça para deambulações mentais, portanto .....fica aqui alguns excertos de qualquer coisa que vale qualquer coisa


"Se as ciências naturais são tão dependentes quanto as ciências sociais de pressuposições tácitas (Polanyi), visões de mundo (Koyré) e modelos operacionais implícitos ("examplars", conforme Kuhn), como explicar serem elas muito menos suscetíveis às constantes controvérsias e debates que avassalam as ciências sociais o tempo todo? "It is because natural scientists so often agree about the generalized commitments which inform their craft that more delimited empirical questions usually receive their explicit attention", nos responde Alexander (1986, p.7-8).

Ele não examina em que condições este consenso ocorre ou não, mas é fácil dar pelo menos alguns exemplos. O consenso, que permite uma discussão técnica sobre as funções de uma enzima ou as propriedades de um novo material começa a ser menos claro quando o que se discute é, por exemplo, a segurança de uma usina nuclear ou o grau aceitável de poluição do ar por certos produtos químicos. Nos primeiros exemplos, o que constitui uma "função", ou como se definem as "propriedades" de determinado produto são conceitos que fazem parte da prática quotidiana dos pesquisadores, e não estão em discussão. Nos outros exemplos, a discussão não é necessariamente menos técnica ou científica, mas já não existe consenso tácito sobre o que venham a ser níveis aceitáveis de segurança ou tolerabilidade. O avanço tecnológico que permite a detecção de partículas cada vez mais infinitesimais de produtos químicos em amostras de alimentos, e o avanço dos estudos epidemiológicos que permitem detectar pequenas alterações na probabilidade de ocorrência de determinadas enfermidades em grandes populações, vão tornando estas questões cada vez mais controversas e, na realidade, impossíveis de serem resolvidas dentro de marcos estritamente "tácitos" ou "científicos".

(...)

Uma diferença importante entre as ciências sociais e as naturais é pois que, nas primeiras, a própria elaboração de conceitos supostamente "científicos" já traz conotações valorativas e práticas imediatas. Ainda que isto ocorra também nas ciências naturais (e exemplos não faltam, de Galileu a Darwin), nas ciências sociais esta vinculação é muito mais constante, imediata e abrangente, e é por isto que o projeto de construção de uma sociologia "madura", pela acumulação progressiva de conhecimentos parciais, jamais se concretizou (Merton,1967, p. 39-72; Schwartzman, 1971).

Em Theoretical Logic, Alexander parte do pós-positivismo para recuperar a importância da elaboração teórica em sociologia. A teoria, diz ele com razão, não pode ser avaliada simplesmente por suas implicações empíricas, como queriam os positivistas. Existiriam, no entanto, dois critérios fundamentais para decidir quanto à validade da argumentação científica no nível mais teórico. O primeiro seria sua "generalização", ou seja, "principles so broad in scope that they cannot be subsumed by any more empirically-oriented level of the scientific continuum" [entre conceitos gerais e empiria]. Em outras palavras, a teoria deve ser capaz de criar "a framework within which all other scientific commitments can be understood as specifications. even while the latter maintain their analytic independence". O segundo critério seria o da "decisão", ou "decisividade": os conceitos gerais devem ter repercussões em todos os níveis mais específicos da análise social, e não podem ser triviais (Alexander, 1982, p.37). "


e

"

Na Idade Moderna, com a chamada revolução científica do século XVII, teve início a separação e a distinção entre a Filosofia e a Ciência, com o consequente desdobramento da última, nos séculos posteriores, em Ciências Exactas, Naturais e Humanas ou Sociais, ou melhor, em diferentes maneiras de realização do ideal de cientificidade. É comum dizer-se que a Ciência, como um modo de conhecer o real, distinto daquele da Filosofia, só teve o seu advento no século XVII, com os trabalhos de Galileu e Descartes, visando estabelecer método, conceitos e objectos de estudo, a partir da experimentação e do modelo da linguagem matemática. Observa-se, assim, primordialmente, a matematização da Natureza e, neste caso, a concepção de Ciência de Galileu é exemplar, porque, para ele, "o grande livro da Natureza está escrito em caracteres matemáticos", estando ausente dessa concepção de ciência toda a referência ao subjectivo e ao qualitativo (tal como concebido por Aristóteles). Para Galileu, fazer Ciência corresponde a analisar os corpos da Natureza através de suas características quantitativas e objectivas, ou seja, de sua forma, espaço, tempo, movimento, extensão e não de suas cores, sabores e odores, tendo em vista um saber verdadeiro, identificado ao saber matemático, cujas verdades são necessárias, universais, rigorosas, precisas e objectivas. Desde então, falar em Ciência significa perseguir um ideal de objectividade e de cientificidade, nos moldes da Matemática e não da Filosofia, voltada para o sujeito do conhecimento. Ciência significa, portanto, objectividade do conhecimento

O modelo de cientificidade e de objectividade da Matemática e das Ciências da Natureza torna-se o ideal de cientificidade e de objectividade a ser procurado nas Ciências Humanas. Toda esta busca suscita uma série de questões: as Ciências Humanas, tendo uma especificidade própria, não devem ser construídas segundo o modelo de explicação das Ciências Naturais? Se elas não seguem este modelo, podem ser ditas Ciências? Se o modelo de cientificidade das Ciências Naturais se estrutura na objectividade, na ausência de aspectos subjectivos e qualitativos, como fazer com que as Ciências Humanas sejam Ciências, se o seu objecto de estudo, o Homem, é o domínio da subjectividade, dos valores? Sendo assim, podem ser construídas segundo outro modelo de cientificidade? Em suma, questiona-se a cientificidade da Ciência em termos restritos à objectividade. São as Ciências Humanas apenas o domínio da subjectividade? Não são estas Ciências subjectivas e objectivas no que se refere aos seus objectos de estudo? O mesmo não poderia ser dito das Ciências Naturais? (...)"



vá boa noite pessoal!!![;)]
 
eu percebo o que queres dizer, já acima o tinha dito em relação a mesma premissa dada por outro user, a questão é mesmo a de que enquanto Cientista Social, não compreendo a rigidez de um conceito, que voçês cientistas naturais atribuem á ciência.....


Percebo sim que existem várias ciências, e que de facto o método cientifico é necessário, mas qualquer cientista social sabe bem que o metodo cientifico em algumas ditas ciências por assim dizer, são apenas fait-divers em comparação com a essência da verdadeira análise, que é demasiado complexa para poder ser posta em laboratório para testar qualquer hipotese![;)]



aquilo que voçês chamam de Ciência, e aliás.....essa guerra do nome Ciência ser atribuido a quê, é uma história sem fim.............



Como já disse, até percebo porque é que os cientistas naturais chamam apenas de ciência ás disciplinas que estudam,descobrem e testam segundo o metodo cientifico....., mas não aceito, porque nem tudo se pode tratar em laboratorio........, e não se pode dizer que uma disciplina que estuda a sociedade por exemplo, como a Sociologia, não é uma Ciência, porque não utiliza o método cientifico da forma concreta tal como utilizam a Fisica........



bem, mas não tenho a esta hora muita cabeça para deambulações mentais, portanto .....fica aqui alguns excertos de qualquer coisa que vale qualquer coisa


O modelo de cientificidade e de objectividade da Matemática e das Ciências da Natureza torna-se o ideal de cientificidade e de objectividade a ser procurado nas Ciências Humanas. Toda esta busca suscita uma série de questões: as Ciências Humanas, tendo uma especificidade própria, não devem ser construídas segundo o modelo de explicação das Ciências Naturais? Se elas não seguem este modelo, podem ser ditas Ciências?(Não) Se o modelo de cientificidade das Ciências Naturais se estrutura na objectividade, na ausência de aspectos subjectivos e qualitativos, como fazer com que as Ciências Humanas sejam Ciências, se o seu objecto de estudo, o Homem, é o domínio da subjectividade, dos valores?(não se faz sem objectividade) Sendo assim, podem ser construídas segundo outro modelo de cientificidade? Em suma, questiona-se a cientificidade da Ciência em termos restritos à objectividade. São as Ciências Humanas apenas o domínio da subjectividade?(quase que por definição , sim) Não são estas Ciências subjectivas e objectivas no que se refere aos seus objectos de estudo? O mesmo não poderia ser dito das Ciências Naturais?(não, as ciencias naturais são eminentemente objectivas) (...)"



vá boa noite pessoal!!![;)]



Em sociedade tudo se rege por regras, convenções, conceitos, definições, limitações, compartimentações, e é uma das maneiras de nos entendermos em sociedade....

A imposição e a aceitação destes conceitos é o que permite a transmissão clara de determinada mensagem, precisamente para não existir ambiguidade de significado, nem alterações do mesmo durante o seu transporte interveniente a interveniente...

Assim, o utilizar de determinada palavra gera a mesma imagem em todos os interlocutores, usando a palavra carro, por definição, geramos uma imagem genérica do mesmo, assumindo um determinado numero de características intrínsecas ao objecto carro...

Estas compartimentações eventualmente artificiais, definem limites implícitos na definição de cada palavra/objecto.
A clareza da informação implica limitação da mesma...

Podemos academicamente discutir o porquê de determinada convenção ou limite:

...Quais os limites do amarelo?? Porque é que o amarelo não pode incluir também um pouco da escala do verde e do azul? e o que é que define o verde e o azul??

..muitas vezes a resposta subjacente a estas perguntas é um retumbante "porque é assim e pronto" porque foi assim definido e não se vai alterar sem outro motivo que não seja o "porque sim e pronto"....

Se a determinada definição/convenção estão associadas características distintivas claras e observáveis, a outras resultam da caracterização empírica e arbitraria, que por tradição se resolveu manter e para as quais não existe motivo lógico e válido para qualquer alteração...

no caso da definição de ciência, Há efectivamente características intrínsecas á mesma a nível de método, ferramentas, e objectos de estudo que permitem compartimentar factualmente a aplicação da sua definição..
(o uso do método cientifico por exemplo)...

Pode-se argumentar das mais variadas e criativas formas, poderiam-se criar adendas á definição de ciência, excepções, inclusões que permitissem o alargar do campo de intervenção das ciências, ou mesmo inclusive redefinir o conceito do que é ciência...

...mas nada disso seria necessário:
se a determinado objecto de estudo não é passível de ser aplicado o método cientifico e ferramentas cientificas, então, por consequência da definição, não é uma ciência e fica o assunto da definição resolvido...

mas como disse atrás, o facto de algo não ser considerado ciência, não retira qualquer mérito, utilidade, ou credibilidade, ao objecto de estudo.

Credibilidade, utilidade e mérito, não são definições exclusivas da ciência..[;)]
 
Última edição:
Hoje lembrei-me de uma teoria de um ex-professor em que, segundo ele, só existem 3 ciências. A Biologia, a Física e a Química.

E porquê? Porque qualquer fenómeno do Universo é explicado pelo menos por uma destas ciências.

Sinto-me tentado a concordar com ele embora tenha dúvidas se incluiria ou não mais uma. A Psicologia.

O que é que acham?
Que a ciência é diferente da religião e por essa mesma razão, as varias ciências frequentemente combina-se numa busca de novas explicações para vários fenómenos que nos rodeiam.

As religiões não, apesar de conseguirem tolerar as que lhe são semelhantes (cristianismo romano e cristianismo ortodoxo) reclamam para si o exclusivo da verdade.

Um professor devia ser mais pratico e menos religioso de espírito [;)].
 
Bem eu já vi que enquanto homens das ciências naturais muito dificilmente vos consigo fazer ver o todo generalizado, mas gostava mesmo que compreendessem o erro de ver a realidade fragmentada nessa divisão das coisas que é dizer que existe A matemática , A fisica, A quimica, A biologia.......


bem.......é tipico da análise ocidental tal coisa, mas têm que perceber que todas as ciências e ramificações destas estão ligadas , e que o chamarmos de Ciência a uma disciplina e não a outra, tem na sua base caracteristicas rigidas num mundo que não é de todo rigido.......

Isto é uma unidade !!Não uma separação..............., e o que vemos e sabemos, é apenas o que neste momento podemos ver e saber!

mas vá, não sou eu que vou mudar uma dialéctica com dezenas de anos.......senão centenas ou milhares, dependendo do ponto de vista![:D] [;)]
 
A psicologia nada mais é do que uma extensão da biologia... A nossa informação genética (e suas combinações) é que têm influência na psicologia humana. De resto, fisica, matemática, quimica e biologia caracterizam praticamente na perfeição o mundo em que vivemos... mas é preciso ter em conta que a fisica, a quimica e até a biologia têm bases de matemática ou seja, dão "significado" ao uso da matemática... porque até ver a matemática é a linguagem universal.
 
Hoje lembrei-me de uma teoria de um ex-professor em que, segundo ele, só existem 3 ciências. A Biologia, a Física e a Química.

E porquê? Porque qualquer fenómeno do Universo é explicado pelo menos por uma destas ciências.

Sinto-me tentado a concordar com ele embora tenha dúvidas se incluiria ou não mais uma. A Psicologia.

O que é que acham?

Desculpem, não tive paciência para ler o tópico todo mas nunca me esqueço do que um prof. meu disse:

Física é uma Ciência, Química é uma cozinha.
 
Maneira de distinguir uma ciência:

Se alguma área do conhecimento precisa da palavra "ciência" no seu nome para se afirmar como tal... não o é!


Exemplo:
- Física (não tem ciência no nome, mas toda a gente sabe que é uma ciência)
- Química (Idem)
- Biologia (Idem)

Exemplos de não ciências (com "ciência" no nome, claro):
- Ciências políticas (yeah!, right!)
- Ciências económicas (de uma repetibilidade fantástica)
- Ciências da educação
- Etc..
 
Jamais, em tempo algum, uma pessoa consegue fazer um exercicio físico ou químico sem a ajuda da matemática...

Não deves fazer exercícios desse tipo há muito tempo. Desde quando é que a matemática é essencial a qualquer exercício de Física ou Química? A mania de extremar posições turva o raciocínio...
 
Já li algures que a Ciência Moderna se classifica em três campos especificos:


Ciências Naturais - incluirá a geografia, biologia, fisica, quimica, astronomia, medicina, etc.

Ciências Sociais - Psicologia, Linguas, Economia, etc.

Ciências Tecnologia - Computação, Materiais, etc.


Acho um pouco limitativo dizer que a Biologia, a Física e a Química são o núcleo para a existência de todas as outras definições de ciência.

Alias segundo os diversos povos e culturas milenares a definição de ciência é diversa, dos povos Incas e Aztecas, aos povos e culturas Asiáticas, passando pelos , Egipcios, Romanos e Gregos as definições são diferentes com prioridades diferentes, mas contudo com o mesmo propósito, o conhecimento humano
 
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