António Feio morreu...

Podiam era repor a peça "o que diz Molero" recriada por António Feio e José Pedro Gomes...

O teatro ficou mais pobre.

Um abraço, by Filas
 
Frase de António Feio

Frase de António Feio

"Existiram pessoas que fumaram uma vida inteira, e morreram por falta de assunto, e outras que nunca fumaram, e morreram com cancro do pulmão!".

António Feio (programa Alta Difinição-SIC)

"falta de assunto" [:)]só mesmo o António Feio!!!

Paz á sua alma!

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Última edição:
"Não tenho propriamente medo da morte. Não é uma coisa que me anime, mas não tenho medo. Tenho mais medo de alguma incapacidade física, de perder qualidade de vida, tenho pavor de ficar ligado a uma máquina, em estado vegetativo. Mas sempre achei que iria ultrapassar o cancro. E embora não acredite muito na vida além da morte, sempre vi a morte como uma passagem, que faz parte de um ciclo de vida. A morte é a coisa mais certa que temos."

António Feio
 

De qualquer modo a frase do António Feio pode lançar o debate em relação aos cuidados que temos em relação à saúde e que muitas vezes não servem para nada.

É como aqueles ex-fumadores que pararam de fumar com medo do cancro do pulmão e passado dois meses morreram num acidente automóvel ou de outra coisa qualquer.

Eu também penso um bocado assim, mesmo sabendo dos riscos que certos hábitos acarretam. Como diria o Cobain: "It's better to burn out than to fade away".
 
O pessoal muito gosta de exagerar.

Usando a mesma linha de raciocinio, não trabalhem pois podem morrer amanhã, mais vale andar sempre em festa.
 
O pessoal muito gosta de exagerar.

Usando a mesma linha de raciocinio, não trabalhem pois podem morrer amanhã, mais vale andar sempre em festa.


Concordo. É certo que no meio de 6 mil milhões de pessoas acontecem sempre coincidências e há inúmeros casos como os que aqui foram descritos. Mas NORMALMENTE quem tem cuidado com a saúde e hábitos pouco perigosos vive muito mais...
 
Já o tinha dito no outro tópico mas volto a repetir.

Este tipo de profissão anda de mão dada com excessos e vícios.

Já vi inúmeros artistas e digo que não me lembro de nenhum que estivesse a "100%''. Ex: Julie Sargeant, Jel, Alvim, o actor que faz de Pedro na série Uma aventura...todos já estavam em alta...

Mas há excepções.[;)]
 
O Teatro Experimental de Cascais - TEC - realiza, no próximo dia 25 de Agosto, uma homenagem ao actor e encenador
António Feio, segundo adiantou ao cyberjornal o actor João Vasco, um dos fundadores daquela companhia teatral.


«A homenagem estava já agendada há algum tempo, pois não previamos este desfecho tão breve. Foi marcada para
25 de Agosto por sugestão do irmão do António, pois era a data do aniversário da mãe, que também já faleceu».


Segundo João Vasco, o actor e encenador António Feio, que morreu após um ano e meio de luta contra um cancro no
pâncreas, estreou-se na companhia cascalense.
«Estreou-se na peça "O Mar", de Miguel Torga, aos 11 anos. Os cenários eram da autoria do Mestre Almada Negreiros
e o António esteve em palco com actores e actrizes de grande gabarito, entre as quais Mirita Casimiro e Zita Duarte»,
recordou João Vasco, salientando que também a mãe de António Feio entrou numa peça do TEC, "A Casa de Bernarda
Alba".


«Era uma família bem estruturada e simpática», comenta. recordando que, entretanto, o jovem Feio voltou para
Moçambique, onde nasceu (Lourenço Marques, 6 de Dezembro de 1954.


Mas, antes disso, participou ainda noutras peças, já que o seu talento não passou despercebido a outros encenadores,
após a auspiciosa estreia.

Decidiu, mais tarde, voltar ao Continente e ao Teatro, juntando-se, de novo, ao TEC, a companhia onde se estreara.
E fê-lo em boa hora, tendo em conta o seu percurso recheado de êxitos, que João Vasco enaltece e fez questão de
recordar ao Presidente da Câmara de Cascais, António Capucho, a quem sugeriu a atribuição da Medalha de Mérito
Municipal, já que o actor viveu sempre no concelho.

Recorda-se que o actor foi recentemente condecorado Comendador da Ordem do Infante D. Henrique, durante as
comemorações do Dia do Teatro, a 27 de Março de 2010
Durante longos anos (desde 1988) António Feio fez uma dupla divertida com José Pedro Gomes, com o qual produziu as
"Conversas da Treta", espectáculo televisivo e teatral que acabou no cinema, sempre com inigualável êxito.
Além do Teatro Experimental de Cascais, onde esteve vários anos, o actor actuou, entre outros, no Teatro Aquarius,
que fundou, na Cooperativa de Comediantes Rafael de Oliveira, Teatro Popular-Companhia Nacional I, Teatro S. Luiz,
Teatro Adoque, Teatro ABC, Casa da Comédia, Centro de Arte Moderna, Teatro Aberto, Teatro Variedades, Teatro
Nacional D. Maria II e Teatro Villaret.
Fez ainda, como já nencionámos, televisão, rádio, publicidade e cinema.
Divorciado, deixou quatro filhos e um neto. As suas ex-mulheres foram a jornalista Lurdes Feio e a actriz Cláudia
Cadima.
cyberjornal, 30 Julho 2010
Cyberjornal o seu jornal online

 
Já o tinha dito no outro tópico mas volto a repetir.

Este tipo de profissão anda de mão dada com excessos e vícios.

Já vi inúmeros artistas e digo que não me lembro de nenhum que estivesse a "100%''. Ex: Julie Sargeant, Jel, Alvim, o actor que faz de Pedro na série Uma aventura...todos já estavam em alta...

Mas há excepções.[;)]

É verdade. Há agora um actor qualquer que vai para a "rehab"... E não é algo que tenha surgido só agora.
 
Lamento imenso, e toca-me profundamente, a morte do António Feio.

Apesar de ele ter-se iniciado bem cedo, e ser 20 anos mais velho do que eu, acho que é alguém que de alguma forma marcou o imaginário da minha geração, pois era uma presença constante nas nossas casas, mas, ao contrário de algumas mais "irritantes" e sem talento, era uma daquelas presenças "diferentes", a quem se pressentia uma enorme humanidade, inteligência e alegria de viver.

O seu papel no trazer de volta ao teatro o grande público é inestimável. Antes da "Conversa da Treta", poucas eram as peças não-Revista ou não-Musical que conseguiam atrair público a sério, e quase ninguém se arriscava a levar pelo país peças humorísticas.

Nos últimos dois anos, desde que se soube da sua doença, passou a valer, além de pelo seu talento, também pelo seu exemplo de combate à doença e de atitude perante a morte e de relativização de certas coisas da vida menos significativas.

Ao contrário de algumas opiniões, eu não acho que sua grande exposição neste período tenha tido fosse o que fosse de vitimização. Nas suas entrevistas era frequente a ideia de que ele o fazia também para passar uma mensagem às pessoas, para uns de esperança para quem tivesse uma doença assim, para outros de prevenção e cuidado com a saúde e de valorização da vida humana. Ele tinha muita consciência da sua condição de figura pública e assumiu essa "responsabilidade". E não há mal nenhum em alguém que sabe poder morrer a qualquer momento, querer assegurar que deixa a sua marca.

A bem da verdade, devo dizer que a minha irmã o conhecia relativamente bem, conhecimento esse por via do facto de o António Feio frequentar bastante uma discoteca de Lisboa onde a minha irmã era gerente. Era assim que ela conseguia sempre bilhetes de graça para os espectáculos dele, trocavam SMS´s, ele era uma pessoa correctíssima e divertida, mas lá está, parava lá muito até às tantas, e bebia e fumava imenso... era um "bon vivant" assumido, e se calhar em parte o que lhe aconteceu foi consequência disso, e ele teve consciência disso.
 
Para além do seu talento, do seu amor ao teatro, do seu percurso profissional, da forma digna e corajosa como enfrentou a doença, há algo que eu acho importante e tocante: António Feio é uma daquelas figuras consensuais, uma pessoa de quem gente de todas idades, sectores da sociedade e estratos gosta e respeita. Isso é muito raro.
 
De qualquer modo a frase do António Feio pode lançar o debate em relação aos cuidados que temos em relação à saúde e que muitas vezes não servem para nada.

É como aqueles ex-fumadores que pararam de fumar com medo do cancro do pulmão e passado dois meses morreram num acidente automóvel ou de outra coisa qualquer.

Eu também penso um bocado assim, mesmo sabendo dos riscos que certos hábitos acarretam. Como diria o Cobain: "It's better to burn out than to fade away".
apr:) Alguém percebeu o sentido (não é preciso ser um génio!) do meu post!!! Parabéns! Bom comentário! É isso mesmo! [;)]
 
A bem da verdade, devo dizer que a minha irmã o conhecia relativamente bem, conhecimento esse por via do facto de o António Feio frequentar bastante uma discoteca de Lisboa onde a minha irmã era gerente. Era assim que ela conseguia sempre bilhetes de graça para os espectáculos dele, trocavam SMS´s, ele era uma pessoa correctíssima e divertida, mas lá está, parava lá muito até às tantas, e bebia e fumava imenso... era um "bon vivant" assumido, e se calhar em parte o que lhe aconteceu foi consequência disso, e ele teve consciência disso.

Não é por acaso que no Alta Definição quando se perguntou que conselhos dá às pessoas o mesmo disse simplesmente " Não fumem, e isto é um conselho de quem está mortinho por fumar um cigarro. Tenham cuidado com o vosso corpo."

Se há coisa associada ao cancro do pâncreas é o tabaco. Mas lá está depende muito das pessoas. Umas são mais cuidasas e outras despreocupadas com isso, como o António.
 
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