Ambição na vida

As pessoas são como são, uns falam mal de apenas por dor de cotovelo, outros falam mal, porque lhes dizem que há um bode expiatório que tem culpa de tudo e as pessoas seguem sem pensar.

Depois temos os que falam da vida, de como as coisas poderiam ser melhores e de como era tão simples e fácil colocar isto nos carris certos.

Ainda há dias um colega falava comigo de varias coisas que estão mal e se podiam melhorar e no fim concluía, "faz-me confusão como as pessoas podem ser tão estúpidas e cegas".

Dei comigo a pensar que se a maioria das pessoas fossem mais como ele, tínhamos duas situações, mais gente a pensar no que pode ser feito de forma diferente e mais gente farta de contribuir e trabalhar, num país onde quem não faz nada é que tem valor ou é apontado como um exemplo.

É mais um daqueles mistérios, tal como a obsessão nacional por um salvador, um Dom Sebastião que nos salve, de nós mesmos, ou da nossa maneira tão peculiar para confundir a critica com a queixa e o engodo com verdade.

Como é habito, quem mais se queixa é quem, menos razões tem para o fazer, ao contrario de quem apresenta soluções e criticas.
 
Uma crítica, dependendo da forma como é feita, deve ser sempre levada como forma de nos evoluirmos e melhorarmos a nós próprios! E isto é outro defeito do povo Português, geralmente não gostam muito que critiquem as suas atitudes.

E depois vêm com a história do Generalizar.

O generalizar é uma questão de números. O problema do generalizar, é que se dissermos que o povo português se caracteriza pela hospitalidade, pela capacidade de “desenrasque”, fica tudo contente e aplaude, porquê? Porque estamos a falar bem, e aí podemos generalizar, mesmo que conheçamos 30 anti-sociais, mal-educados, e acanhados, ficamos sempre contentes que digam bem, e generalizar não faz mal.

Mas se dissermos que o povo Português também gosta muito de viver de aparência, não gosta muito de trabalhar, que passa a vida a arranjar desculpas para o seu nível de vida ser X ou Y, uuuui, aí a generalização já é um problema, e porquê? Porque não gostamos de receber críticas, ninguém gosta de ser corrigido.

E uma pessoa só evolui quando aceita, compreende, e corrige as suas falhas, ou erros.

Em tudo há generalizações, que são dadas por factos e números, se dissermos que os africanos são mais dotados para o desporto – é uma generalização! Se dissermos que os Russos gostam da pinga, é outra generalização.

E porquê? Porque há números e factos que nos mostram isso.

apr:)apr:)apr:)
 
Também li a entrevista e é de louvar o percurso deste senhor!

Não entendo é a indignação por parte de alguns membros, quando se fala na sociedade em que infelizmente nos encontramos inseridos "Cheia de vicios e caprixos" que fazem fundos e mundos para atingir os seus objectivos, nem que para isso tenham que destruír todos os seus valores.

O povo português, tá muito mal acostumado e educado.

Os objectivos atingem-se com determinação, lealdade, não com o famoso comodismo que a maior parte se encontra, ou espera vir a alcançar.
 
O homem que é dono da empresa onde trabalho (uma das, pq é o chamado império), começou do zero.

E enquanto um dos sócios dele qdo era novo o que queria era boa vida, ele dedicou-se a fundo aos investimentos e arriscou num projecto que mais ninguém quis.


Hoje anda de Aston Martin, tem aviões (sim aviões), enfim, é cheio de bago pq trabalhou para isso.
 
Toda a nossa felicidade depende do que ambicionamos. Se quisermos ter um avião sem muito trabalho nem esforço então a nossa probabilidade de virmos a ser uns frustrados aumenta.

Claro que o trabalho e o esforço compensam, contudo também se diz que "a trabalhar ninguém fica rico". E isso, desculpem-me lá, tem o seu quê de verdade. É preciso mais do que trabalho. É preciso ter uma estrelinha da sorte, estar no local certo à hora certa. E também ajuda ter uns conhecimentos jeitosos. Agora sem trabalho é que se consegue muito pouco.

Em suma, trabalhar pode não fazer ninguém rico mas não trabalhar é que não faz e certeza.

Nós ambicionamos aquilo que nos ensinaram a ambicionar (e aqui não falo apenas da família, mas também dos amigos, colegas, etc.). O facto de todos gostarmos de bons carros, boas casas, gadjets caríssimos, etc, são apelos que a sociedade e a publicidade nos impõem. Nós aceitamos porque achamos que isso nos vai tornar mais respeitados e valorizados.

É claro que é uma coisa limitada mas também é verdadeira. Se eu tivesse um Bentley toda a gente "olharia" para mim de forma diferente. A mesma coisa se eu, Patricinha, que vocês lêem todos os dias, tivesse a aparência da Helen Svedin. Nenhuma destas coisas faria de mim melhor pessoa, mais capaz, com maior validade para a sociedade. Todavia não há um user aqui que não fosse ver-me de outro modo e respeitar-me mais.

Daí que toda a gente ache legítimo procurar avidamente uma forma de ganhar dinheiro para ter aquilo que não tem bem como procure à viva força ter um corpo que sei que é inalcansável. Tudo isto é para obter reconhecimento e valorização por parte dos outros.

Tudo na nossa sociedade se faz por ostentação (ou quase tudo). Até as coisas aparentemente nobres como um casamento, ou ter filhos.

Eu sou professora, e bem vejo os pais a usarem os filhos como o seu bonequinho. "OLhem para o meu filho está tão crescido, já fala tão bem e olhem para as roupinhas dele todas de marca" (apesar do puto ter 2 anos e não fazer ideia do que é Nike ou Timberland).
 
Paulo Teixeira Pinto:

Wikipédia disse:
Paulo Jorge de Assunção Rodrigues Teixeira Pinto (n. Luanda, 10 de Outubro de 1960), jurista e empresário português.

Chegado a Portugal em 1975, licenciou-se em Direito, pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (na variante de Ciências Jurídico-Políticas) e na Faculdade de Direito da Universidade Livre de Lisboa (na variante de Ciências Jurídicas).

Assistente universitário, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e na Universidade Livre, foi chamado a funções governativas, integrando o XII Governo Constitucional, como Subsecretário (1991-1992) e Secretário (1992-1995) de Estado da Presidência do Conselho de Ministros. Foi ainda Porta-Voz do mesmo Governo.

Desenvolveu actividade na banca de 1995 até 2007, ingressando no Banco Comercial Português, onde exerceu os cargos de Assessor Jurídico do Centro Corporativo, Director-Geral, Secretário-Geral e Presidente do Conselho de Administração do Grupo Millennium bcp.


É, desde 2008, proprietário das editoras Guimarães Editores e Ática. Preside, desde o mesmo ano, à Assembleia-Geral da APEL – Associação Portuguesa de Escritores e Livreiros.

É membro do Conselho Privado de Dom Duarte Pio de Bragança e Presidente da Causa Real.

É membro do Conselho Consultivo da Empresa de Cimentos Liz (Brasil), membro do Conselho Geral do Grupo Lena e consultor da firma Abreu Advogados. Integra o Conselho de Orientação Estratégica da Universidade Católica Portuguesa e os Conselhos Consultivos da Universidade de Lisboa e do Plano Tecnológico.

Em 9 de Outubro de 2008 lançou um livro de poesia, intitulado «LXXXI - Poema Teorema», editado pela Caderno. O evento teve lugar no Laboratorio Chimico da Escola Polytechnica (Museu da Ciência da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa) e contou com a participação de Pedro Abrunhosa, Mário Crespo, António Emiliano, Vasco Graça Moura e Nicolau Santos.

É um dos signatários da Petição em Defesa da Língua Portuguesa Contra o Acordo Ortográfico, que desde 2 de Maio de 2008 recolheu mais de 120 mil assinaturas.

Este é mais um daqueles que depois de acabar de estudar, é chamado para "funções governativas" num governo PSD...

Eu também teria a sua perspectiva, se tivesse a vida que ele teve... Mas não... Quando acabei de estudar, tive que me inscrever no Centro de (Des)Emprego, enviar currículos, ir a entrevistas engraxar os patrões, desesperar quando via o extracto bancário quase no zero...

Realmente, só quem "começa do zero" como este senhor, pode ter a perspectiva fantástica que ele tem sobre a vida(?).
 
Pegando um pouco pelo post da Patricinha, de facto, não se é rico só por trabalhar. Acho que conhecer as pessoas certas é muito mais eficaz que dar o máximo no trabalho. E o timing também tem que ser o certo.
Quando se trabalha para outrém então... Poucas pessoas são reconhecidas pelo seu trabalho. Se não tiverem um "amigo" que os leve para cima, vai outro no lugar dele, mesmo que seja pior profissional.

Depois temos os parasitas que vivem à custa dos outros. Podem não ser ricos mas não lhes falta dinheiro para a boa vida. Fazem o que muitas familias trabalhadoras não se podem dar ao luxo de fazer. E isso provoca um grande sentimento de injustiça que leva a uma grande desmotivação.

Acho que a ambição não leva a lado nenhum sem a ajuda de outros factores. A ambição sozinha leva é à frustração, infelizmente.
 
Paulo Teixeira Pinto:



Este é mais um daqueles que depois de acabar de estudar, é chamado para "funções governativas" num governo PSD...

Eu também teria a sua perspectiva, se tivesse a vida que ele teve... Mas não... Quando acabei de estudar, tive que me inscrever no Centro de (Des)Emprego, enviar currículos, ir a entrevistas engraxar os patrões, desesperar quando via o extracto bancário quase no zero...

Realmente, só quem "começa do zero" como este senhor, pode ter a perspectiva fantástica que ele tem sobre a vida(?).
[:D] [:D] [:D]

Mas isso não são cunhas, são só conhecimentos.

De cada vez que leio gente a dizer que os Portugueses não se esforçam, fico a pensar que esta gente não tem a mínima noção do que é a vida real...
 
povo portugues apesar das dificuldades que tem, que não podemos negar, é um povo mesquinho, que só fala fala e pouco faz,
apr:)

Um dos grandes problemas na minha opinião além da inveja e sobretudo
da codrilhice (passo-me com pessoas destas).
Também já cometi erros mas hoje tenho atitude positiva, trabalho bem sem estar á espera de nada em troca e mesmo sabendo que outros ganham mais. Tenho tido algum retorno e estou convencido ser este o caminho.

P.S. A sorte não acontece, procura-se[;)]
 
[:D] [:D] [:D]

Mas isso não são cunhas, são só conhecimentos.

De cada vez que leio gente a dizer que os Portugueses não se esforçam, fico a pensar que esta gente não tem a mínima noção do que é a vida real...
Cada vez que algum português tem sucesso, é por causa dos conhecimentos.

É verdade que os conhecimentos são importantes, então os Portugueses têm que fazer um esforço para contruirem um "network" solido...
 
Cada vez que algum português tem sucesso, é por causa dos conhecimentos.

É verdade que os conhecimentos são importantes, então os Portugueses têm que fazer um esforço para contruirem um "network" solido...


Conheço vários casos de pessoas que não tinham conhecimentos e hoje estão a subir na vida a pulso. Um dos meus melhores amigos por exemplo não tinha conhecimentos e contactos, com 24 anos tirou o curso de eonomia, trabalhou um ano em Portugal, pediu uma entrevista numa grande empresa em de consultoria em Londres foi aprovado, trabalhou lá quase 2 anos, ao mesmo tempo abriu uma empresa em Lisboa, deu formações aos membros dos quadros mais altos de vários bancos portugueses, despediu-se agora vai começar um MBA em Madrid. E inicialmente não tinha contactos hoje tem bastantes e nem 25 anos tem.

Quando falava em investimento não quer dizer apenas trabalhar mais, nada disso, é investir na adaptação da personalidade à sua área profissional, é investir na optimização das relações interpessoais, na busca pela inovação. No desenvolvimento de competencias em comunicação, imagem, enfim todo um conjunto de competencias que permitem a distinção de uma pessoa que não sejam apenas o trabalho em si.

Não conheço um caso de uma pessoa que tenha investido a nível profissional de uma forma sensata e correcta e elaborada que não tenha colhido frutos.

Cumps
 
Profissionalmente falando sobre Portugal e os seus intervenientes, confesso que eu focalizo-me nos bons exemplos porque necessito de inspirar-me constantemente.


Maus exemplos nem sequer se aproximam de ser meus rivais porque não jogamos no mesmo campeonato :)
 
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