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Olha que o que estás a dizer não é de todo verdade, um Z3 é um carro com uma condução impar, mesmo o mais fraco(1.8 de 115cv) era um brinquedo, divertido, agil, facil de conduzir e de brincar com ele. Apenas a arquitectura da suspensão traseira deriva do E30(que não era de todo um mão carro), apesar de não ter uma rigidez de excepção(o mx-5 tambem não a tem) tem um comportamento excelente. Posso dizer-te que já tive muitos carros(+30) de varias classes e segmentos, muitos com motores bem fortes e apurados dinamicamente, o Z3 esta claramente no Top 3 a nível de condução/handling. Isto falando dos Z3 mais fraquinhos, o meu era o 1.9, porque depois ainda tens o monstro Z3M que era uma besta para homens de barba rija...É realmente popular, disseste tu. Mas porque achas que este carro, de uma marca sem grande protagonismo é assim tão popular? No seu mercado principal é visto pelo publico menos informado como "carro de gaja" mas simultaneamente é altamente respeitado por qualquer apreciador de automoveis, goste ou não dele. Isto acontece porque foi um projecto bem desenvolvido e que custou balúrdios, nessa época em que a Mazda investia quantias estapafurdias em I&D. O carro era caro de produzir, tanto que a marca ponderou em desistir dele poucos anos depois. Podia-se pensar que a Mazda lucrou muito com ele mas não aconteceu, apenas indirectamente. O Z3 que apareceu uns 5 ou 6 anos depois, para concorrer com o Mx-5 tinha soluções menos apuradas, ainda mais uma marca que era conhecida por ter alguns dos melhores carros a nível de condução. O chassis era menos rígido e as suspensões derivadas do série 3 (e30, que por si já derivada dos anteriores) e ainda assim era mais caro. Só por aqui dá bem para ver que a Mazda colocou um standard bastante elevado que dificultou que aparecessem concorrentes directos que pudessem ser levados a sério. Obviamente não vou entrar numa guerrinha de quem é melhor ou pior porque essas comparações por si só não fazem sentido (nem dão luta). Isto para dizer que o carro em termos absolutos pode não uma máquina excepcional, mas é daqueles casos especiais em que o "achievement" supera o próprio carro, não é complicado de perceber o porquê. A única sombra ao Mx-5 chama-se Mr2 AW11, eternamente esquecido mas muitas vezes classificado como tão bom, ou até melhor que o próprio miata. Mas é um formula diferente, o mercado pedia por um roadster com outro estilo.
Repara, eu não estou a dizer que o Z3 não é bom, nem me recordo de nenhum BMW que não seja bom a nível dinâmico, estou é a dizer que o Z3 é bastante mais recente e recorreu a soluções menos evoluidas, apesar de mais caro. O Z1 é bem mais interessante (e caro). O miata é um produto excepcionalmente bem nascido e sobre o qual é dificil encontrar algo a apontar, por isso tornou-se um ícone. Estatutos desta dimensão são coisas que não acontecem ao acaso.Olha que o que estás a dizer não é de todo verdade, um Z3 é um carro com uma condução impar, mesmo o mais fraco(1.8 de 115cv) era um brinquedo, divertido, agil, facil de conduzir e de brincar com ele. Apenas a arquitectura da suspensão traseira deriva do E30(que não era de todo um mão carro), apesar de não ter uma rigidez de excepção(o mx-5 tambem não a tem) tem um comportamento excelente. Posso dizer-te que já tive muitos carros(+30) de varias classes e segmentos, muitos com motores bem fortes e apurados dinamicamente, o Z3 esta claramente no Top 3 a nível de condução/handling. Isto falando dos Z3 mais fraquinhos, o meu era o 1.9, porque depois ainda tens o monstro Z3M que era uma besta para homens de barba rija...
Tendo em consideração que o envolvimento da marca Honda no campeonato WTCC teve como factor principal o desenvolvimento de motorização turbo de injecção directa para aplicação em automóvel de série, a Alfa Romeo actualmente dispõe de carro (C) e motorização correcta (1.7 TBi.), para esta competição internacional de forte retorno.
O colocar o 4C como carro de organização em pista da competição é correcto para dinamização de notoriedade do modelo e/ou marca, no imediato a prazo é de facto curto.
Eu aqui vejo as coisas de forma um pouco diferente.
Acho que foi uma aposta no mais seguro. Por enquanto ainda existe uma aura à volta do 4C. Essa aura assenta nas potencialidades desportivas do modelo. Essa aura está a trazer vendas, muitas, mais do que estariam por ventura à espera.
Qual o retorno que a participação WTCC traria? Mais vendas? para serem entregues quando? daqui a 4, 5 anos? Acho dificil alguém tomar uma decisão de compra a tão longo prazo. Tenho as minhas dúvidas...
Mais, se por acaso a participação fosse menos que brilhante, iria ter um efeito negativo, cortando a aura e diminuindo as vendas de imediato. Acho que isto tinha um risco potencial elevado, porque raríssimas são as equipas que ganham no primeiro ano em que participam, ainda para mais com um carro que ele mesmo é ainda muito jovem e pode sofrer de vários problemas de juventude.
E depois tens o problema do peso. O carro teria que ter sempre lastro, porque o peso mínimo é significativamente superior (se não me engano, são 1.130 kgs), retirando parte da competitividade do mundo real que o carro tem.
Na minha opinião, excelente decisão da marca, embora como adepto da mesma, claro que a gostaria de ver nos grandes palcos. Novo Giulia?[]