DrZoidberg
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Não podendo dissociar a componente técnica da componente de marketing e da componente financeira, e sabendo de antemão que uma das premissas da Alfa para este modelo passava por uma gama totalmente nova de motores, não me parece a decisão ideal, mas compreende-se: o ideal era apresentar já a gama completa mas, provavelmente, isso atrasaria ainda mais os planos de apresentação e as “piadolas” do “nunca mais”, “se calhar nem sai”, “vai sair vw”, “só em 2187” e outras do mesmo género e de refinado sentido de humor iriam perpetuar-se.
Era necessário apresentar o modelo como motores otto e diesel. A maior fatia de vendas do segmento situa-se nas potências apresentadas, pelo que poderão já começar a vender na franja de potência que mais vende no segmento (sem entrar no campo dos sub-motorizados 1.6). Se apresentassem primeiro os motores com mais potência iriam reduzir o leque de potenciais clientes na fase inicial e, provavelmente (mais obviamente), precisam de começar a vender para rentabilizar os custos já tidos.
A lógica terá passado por desenvolver primeiro o chassis com o motor de maior potência, em seguida desenvolver as motorizações mais vendáveis e, estando o modelo já no mercado e a gerar revenue, colmatar as lacunas da gama. Desenvolver ao mesmo tempo novo chassis, 3 novos blocos base e 6 motorizações, tudo isto com plafonds limitados, seria um garante de problemas.
De qq forma, parece-me indiciador que os modelos diesel 210 e otto 280 terão hardware diferente dos motores de potência abaixo, e não serão só ajustes de electrónica, sendo necessária a habitual bateria de testes. O motor v6 3.0 da VM tb está a ser alvo de melhorias, daí (provavelmente) não haver interesse em casar a versão actual desse motor com o chassis do Giulia, pois teriam novos custos quando saísse a nova versão desse motor.
Em suma, não me parece um cenário ideal, mas é um cenário que não tenho qualquer dificuldade em aceitar e até acho bastante mais lógico que lançar primeiro os modelos com menor potencial de vendas (tirando o QV, que funciona como porta-estandarte da gama), isso só serviria para os comentadores de bancada e não para os potenciais clientes do modelo (esses, se quiserem mesmo os motores com maior potência, já têm a certeza que eles estarão no mercado antes do final do ano).
Era necessário apresentar o modelo como motores otto e diesel. A maior fatia de vendas do segmento situa-se nas potências apresentadas, pelo que poderão já começar a vender na franja de potência que mais vende no segmento (sem entrar no campo dos sub-motorizados 1.6). Se apresentassem primeiro os motores com mais potência iriam reduzir o leque de potenciais clientes na fase inicial e, provavelmente (mais obviamente), precisam de começar a vender para rentabilizar os custos já tidos.
A lógica terá passado por desenvolver primeiro o chassis com o motor de maior potência, em seguida desenvolver as motorizações mais vendáveis e, estando o modelo já no mercado e a gerar revenue, colmatar as lacunas da gama. Desenvolver ao mesmo tempo novo chassis, 3 novos blocos base e 6 motorizações, tudo isto com plafonds limitados, seria um garante de problemas.
De qq forma, parece-me indiciador que os modelos diesel 210 e otto 280 terão hardware diferente dos motores de potência abaixo, e não serão só ajustes de electrónica, sendo necessária a habitual bateria de testes. O motor v6 3.0 da VM tb está a ser alvo de melhorias, daí (provavelmente) não haver interesse em casar a versão actual desse motor com o chassis do Giulia, pois teriam novos custos quando saísse a nova versão desse motor.
Em suma, não me parece um cenário ideal, mas é um cenário que não tenho qualquer dificuldade em aceitar e até acho bastante mais lógico que lançar primeiro os modelos com menor potencial de vendas (tirando o QV, que funciona como porta-estandarte da gama), isso só serviria para os comentadores de bancada e não para os potenciais clientes do modelo (esses, se quiserem mesmo os motores com maior potência, já têm a certeza que eles estarão no mercado antes do final do ano).