Alfa 4c

Meu caro, não comparemos alhos com bogalhos.

Disse um pouco porque certamente que esta medição, feita por um video de um tipo que não soube aproveitar o melhor do motor e com um cronómetro manual não se pode comparar a medições "oficiais". Certamente que em medições oficiais será um pouco menos, 1s pelo menos.

Se 1,5s de diferença de um V6 de 90k para um 4L de 60k não são um pouco para ti...

Então está bem[:D]

O Exige V6 custa 78k.
 
O condutor não sabia muito sobre a mecânica do carro. O launch control foi mal usado (tinha de tocar mais uma vez na patilha da esquerda) e andava ele todo contente quase às 7 mil rpm's quando o carro tem a potência máxima às 6 mil e poucas... É dos bons.

Isso só depende do escalonamento da caixa.

Não interessa apenas onde está a potência máxima, interessa também saber em que ponto da
curva de potência vai entrar a próxima mudança.

Portanto, num carro a gasolina, tipicamente puxa-se sempre até ao REDLINE, independentemente
do regime da potência máxima acabar antes, porque quanto mais acima sair a mudança mais
baixa, mais acima vai pegar a mudança seguinte. Além disso, aproveita-se também o facto de a
mudança mais baixa dar mais binário nas rodas do que a mudança seguinte (mesmo em regimes
acima da potência máxima), desde que não se perda demasiado binário às rodas para a mudança
que vai entrar.

Ou seja, mais que a potência de saída, interessa o binário de entrada da nova mudança. O que
queres é que a próxima entre no regime de binário máximo. Se entrar ANTES do binário máximo
vais perder força de aceleração, e rapidez consegue-se mantendo o momento, e não mudando de
caixa no regime de potência máxima.

Se alguém tiver aí as especificações (regime de potência e binário máximo, e relações de caixa),
que eu procurei mas não encontrei, que coloque aí, que eu faço uma folha de cálculo como fiz
há uns anos atrás para o 156 1.6 que tive. Vou ver se encontro a que fiz nessa altura... mas
duvido... foi há mais de 10 anos...
 
O grafismo e as cores do display são feias e de leitura pouco clara, já que é tudo digital possivelmente nem seria complicado (ou caro) arranjar um grafismo mais bonito. Deviam de apostar em algo como o LFA, com conta rotações com o tradicional ponteiro em formato digital.
lfa-rpm.jpg


Muito melhor...
 
Correcto.
Não sabe activar o launch control e leva as rpm para além das 6.000.
Neste motor turbo em específico, com uma caixa tão rápida, não vale a pena bater nas 6.000rpm.

Para complementar o que eu disse mais acima:

Horsepower vs torque
Without graphing, there's something immediately apparent: in any gear, at 7000 RPM, the transmission torque output is always higher than at any RPM in the next gear up. What this means is, for this car:Shift at the redline, not at the torque peak!

Como eu disse, depende do binário às rodas a que entra a mudança seguinte quando
comparado com o binário a que sai a mudança anterior.

O regime da potência máxima não indica que se deve trocar de mudança aí. Em carros
a gasolina normalmente é no REDLINE. Mas pode não ser, depende do regime de binário
máximo e das relações de caixa.

Ir apenas pelo regime de potência máxima é que está usualmente errado.
 
Sim Nuno, mas até pode cair acima do regime de binário máximo, a não ser em carros muito "bicudos" mesmo.

Pode é não interessar muito puxar demasiado as rotações, pois pode não ser tão rápido como isso nessas rotações finais.

Eu por exemplo num carro com Potência máxima ás 6000, o mesmo atinge mais velocidade a destrocar ás 6000 do que ás 6500.
Progride mais facilmente das 5500-6000 do que 6000-6500, estás a ver?

Atenção que não estou a dizer que o ideal é trocar ás 6000, pois se calhar é ás 6200.
Mas pode não ser igual em todas as trocas a fazer. A 1ª se calhar puxa-se mais.
 
Última edição:
Isso só depende do escalonamento da caixa.

Não interessa apenas onde está a potência máxima, interessa também saber em que ponto da
curva de potência vai entrar a próxima mudança.

Portanto, num carro a gasolina, tipicamente puxa-se sempre até ao REDLINE, independentemente
do regime da potência máxima acabar antes, porque quanto mais acima sair a mudança mais
baixa, mais acima vai pegar a mudança seguinte. Além disso, aproveita-se também o facto de a
mudança mais baixa dar mais binário nas rodas do que a mudança seguinte (mesmo em regimes
acima da potência máxima), desde que não se perda demasiado binário às rodas para a mudança
que vai entrar.

Ou seja, mais que a potência de saída, interessa o binário de entrada da nova mudança. O que
queres é que a próxima entre no regime de binário máximo. Se entrar ANTES do binário máximo
vais perder força de aceleração, e rapidez consegue-se mantendo o momento, e não mudando de
caixa no regime de potência máxima.

Se alguém tiver aí as especificações (regime de potência e binário máximo, e relações de caixa),
que eu procurei mas não encontrei, que coloque aí, que eu faço uma folha de cálculo como fiz
há uns anos atrás para o 156 1.6 que tive. Vou ver se encontro a que fiz nessa altura... mas
duvido... foi há mais de 10 anos...

E então entra um motor turbinado e tudo isto se vira do avesso... :)
 
O grafismo e as cores do display são feias e de leitura pouco clara, já que é tudo digital possivelmente nem seria complicado (ou caro) arranjar um grafismo mais bonito. Deviam de apostar em algo como o LFA, com conta rotações com o tradicional ponteiro em formato digital.
lfa-rpm.jpg


Muito melhor...

Esse tem o gráfico das forças G com a bolinha?
 
Esse tem o gráfico das forças G com a bolinha?
Por acaso acho que não esse gráfico. :)
Mas é nestes pequenos detalhes que eu embirro mais com 4C, claro que são apenas detalhes, mas para mim um Alfa é isto mesmo e para muitos dos apreciadores do mesmos, que passam a vida a lembrar estes pequenos aspectos nos seus carros também deve ser.

Uma reinterpretação de um grande conta rotações a lembrar as lendas da marca, mesmo que desenhado no LCD, tinha ficado bonito. [br:)]
 
Por acaso acho que não esse gráfico. :)
Mas é nestes pequenos detalhes que eu embirro mais com 4C, claro que são apenas detalhes, mas para mim um Alfa é isto mesmo e para muitos dos apreciadores do mesmos, que passam a vida a lembrar estes pequenos aspectos nos seus carros também deve ser.

Uma reinterpretação de um grande conta rotações a lembrar as lendas da marca, mesmo que desenhado no LCD, tinha ficado bonito. [br:)]

Sim ficava, mas era ingrato ficar apenas com um mostrador nesse caso.

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Eu acho fixe as barras brancas das rotações passarem a amarelas na "altura de trocar".
 
Sim Nuno, mas até pode cair acima do regime de binário máximo, a não ser em carros muito "bicudos" mesmo.

Pode é não interessar muito puxar demasiado as rotações, pois pode não ser tão rápido como isso nessas rotações finais.

Eu por exemplo num carro com Potência máxima ás 6000, o mesmo atinge mais velocidade a destrocar ás 6000 do que ás 6500.
Progride mais facilmente das 5500-6000 do que 6000-6500, estás a ver?

Atenção que não estou a dizer que o ideal é trocar ás 6000, pois se calhar é ás 6200.
Mas pode não ser igual em todas as trocas a fazer. A 1ª se calhar puxa-se mais.

O que eu estou a dizer é:

1. Não tem nada a ver com o regime de potência máxima
2. Tem a ver com o binário às rodas
3. Para ter certezas da melhor rotação a trocar só conhecendo a curva de binário e
das relações de caixa (sim, varia para cada mudança).

Tenho a mania de escrever demais, mas fica este resumo.
Pode ser que assim se compreenda melhor.
[;)]
 
O que eu estou a dizer é:

1. Não tem nada a ver com o regime de potência máxima
2. Tem a ver com o binário às rodas
3. Para ter certezas da melhor rotação a trocar só conhecendo a curva de binário e
das relações de caixa (sim, varia para cada mudança).

Tenho a mania de escrever demais, mas fica este resumo.
Pode ser que assim se compreenda melhor.
[;)]

Oh Nuno, tem sempre algo a ver, na medida em que em qualquer carro para andar a sério mesmo, terás sempre que puxar as relações próximas do regime de potência máxima, nem que seja um pouco antes, nele, ou que passes um pouco.
Nunca um carro que tenha potência máxima ás 6000, vais fazer trocas ás 3000 para tentares andar o mais possível né? [:D]

E tem a ver porque em muitos casos, trocas uma relação ao regime de potência máxima e a seguinte cai num regime próximo do binário máximo.
 
É irrelevante.
Tenha turbo ou não, existe uma curva de binário, e é com essa que se tem de jogar.
Não é com o regime de potência máxima.

Sim.
Mas a maior parte dos turbinados é muito mais desenvolto entre por exemplo as 4500 e 6000 do que estar a ir das 6000 ás 7000, onde o turbo já está a fazer pouco.
Ganham muito mais em trocar pelas 6000 e voltar a puxar a relação seguinte com o turbo a bufar mais. [;)]
 
Oh Nuno, tem sempre algo a ver, na medida em que em qualquer carro para andar a sério mesmo, terás sempre que puxar as relações próximas do regime de potência máxima, nem que seja um pouco antes, nele, ou que passes um pouco.
Nunca um carro que tenha potência máxima ás 6000, vais fazer trocas ás 3000 para tentares andar o mais possível né? [:D]

E tem a ver porque em muitos casos, trocas uma relação ao regime de potência máxima e a seguinte cai num regime próximo do binário máximo.

Então lembro o que é a potência:

Potência = binário x rotações (a dividir por uma constante consoante as unidades usadas)

Ora, se eu estou a falar de binário e rotações...

Portanto, o que eu estou a dizer (e repito) é que não tem nada a haver com o regime de
potência máxima. A única coisa que interessa é maximizar o binário à roda. E isso não
tem nada a ver com o regime de potência máxima.

O que interessa é trocar quando o binário à roda na mudança X passa a ser inferior ao
binário à roda na mudança X+1 para o regime em que a mudança X+1 entrar.

É tão simples quanto isto. E não tem nada a ver com o regime de potência máxima.

Isto é Física. Binário "é" força, e força "é" aceleração.

Binário:
Torque - Wikipedia, the free encyclopedia
T = r × F

Força:
Force - Wikipedia, the free encyclopedia
F = m · a

Aceleração:
Acceleration - Wikipedia, the free encyclopedia

Portanto, ao maximizares o binário na roda, maximizas a aceleração.

Tens de manter a mudança enquanto o binário à roda na mudança X for superior
ao binário à roda na mudança X+1 no regime em que esta entrar.

Mais simples não pode ser.
 
Só para ficar claro:

A única coisa que eu estou a dizer é que o regime da potência máxima não é
critério para fazer trocas de caixa.


Só conhecendo a curva de binário, e as relações de caixa é que é possível
conhecer qual o melhor regime para trocar de mudança (e varia de mudança
para mudança). E obviamente, varia de carro para carro.

Ou seja, no limite, até pode ser que o melhor regime no 4C esteja mais perto
das 6.000 RPM e não das 7.000 RPM. Mas não é por ser o regime de potência
máxima. Seja como for, da experiência que eu tenho, o ideal é trocar perto do
corte (REDLINE) para a maioria dos carros. Tenham turbo ou não. Desde que
sejam a gasolina.

Um artigo bem completo:
The Optimal Shift Point
In the last section, you learn that lower gear (higher gear ratio) gives you better acceleration. So you might well push the gas pedal until the engine red line and then shift up to the next gear. This is usually true for most cars. But if the torque curve of your car falls steeply after the torque peak, it is possible that you get more torque at the next gear. In that case, if you want to get the best acceleration, you need to find the optimal point to shift.
 
Não sei se estás a ver, mas estamos a dizer praticamente o mesmo.

O que eu também te estou a dizer é que o ponto ideal de troca de relação de caixa (Optimal Shift Point) muitas vezes é bastante próximo do regime de potencia máxima, o que tens escrito eu entendo, mas a maior parte das pessoas vai entender mal e que estás a dizer que é longe do regime de potencia máxima, porque estás a escrever de forma insistente a afastar o regime de potência máxima da questão.Deverás considerar que o ponto ideal de troca até pode coincidir (ou não) com o regime de potência máxima.
 
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