Acidente em "funil" de portagem

Vehicle

Active member
Vamos supor que dois carros roçam um no outro naquele "funil" depois das portagens. Como é que as companhias de seguro apuram de quem é a culpa?

Todos os dias fazem me autenticas tangentes e já me tou a passar, tenho de arranjar um UMM [8b][8b]
 
Vamos supor que dois carros roçam um no outro naquele "funil" depois das portagens. Como é que as companhias de seguro apuram de quem é a culpa?

Todos os dias fazem me autenticas tangentes e já me tou a passar, tenho de arranjar um UMM [8b][8b]

Normalmente o que estiver mais à frente ganha!

Ou seja lado a lado, o que tem o para choques da frente mais recuado é o culpado mesmo que o outro faça uma guinada...
 
visto que não tem sinais aporto que o que vier a esquerda paga

Não sei se és de Lx, mas nesse funil há uma placa que sugere que seja alternado, isto é, um da esqueda, outro da direita, outro da esquerda, etc.

Agora, é uma placa não-homologada, claro está; ninguém é obrigado a cumprir; e, para todos os efeitos, não sei se é bem assim aregra do da direita, pois são 2 faixas que se fundem em 1, e como tal, tem prioridade quem já "está" na faixa.
 
Não sei se és de Lx, mas nesse funil há uma placa que sugere que seja alternado, isto é, um da esqueda, outro da direita, outro da esquerda, etc.

Agora, é uma placa não-homologada, claro está; ninguém é obrigado a cumprir; e, para todos os efeitos, não sei se é bem assim aregra do da direita, pois são 2 faixas que se fundem em 1, e como tal, tem prioridade quem já "está" na faixa.

Não percebi. Nesse funil? Lx? Estamos a falar no caso geral ou de um funil em particular em Lx?
 
Bem, este tipo de acidente é sempre algo complicado de avaliar sem dados concretos. Qual a configuração exacta do local? Quais as zonas embatidas dos veículos? Foram identificadas testemunhas? Enfim, se há tipo de acidentes complicados de analisar, este é um deles.

No garrafão da ponte é "aconselhado" (e bem) que se faça circulação alternada, mas em caso de embate será que alguém consegue fazer prova que era a sua vez de passar?

Por outro lado existem algumas filas "directas" desde as cabines e outras que entroncam com estas. Neste caso, á partida, quem está na fila "directa" estará mais "seguro" pois ele mantem-se numa trajectória e alguém vai afluir á sua fila e esse alguém é que terá de usar de mais precauções.

Claro que se existe uma situação em que o veiculo A embate com a lateral frente esquerda na lateral traseira direita (ou vice-versa) do veiculo B, certamente que o B já lá estava e o A estava em melhor posição para evitar o conflito.

Agora não me lembro de mais suposições [:D] isto é complicado nestes sítios.

Quanto á divisão de responsabilidades (50/50 ou outra), neste tipo de casos pode muito bem ocorrer, mas parem de fazer historias da carochinha com as seguradoras.

Pela vossa "lógica", se cada veiculo tiver 1000€ de reparação, a seguradora que teria razão e não pagaria nada, em caso de 50/50, tem que pagar 500€ ao terceiro (já está a ganhar...). Depois agrava o seguro. Se o segurado paga 500€/ano e o seguro agrava 10% (um exemplo), passa a receber de prémio mais 50€/ano (continua a ganhar...). Assim, leva 10 anos a realizar os 500€ despendidos erradamente (continua a ganhar...), isto claro se o segurado não se lembrar de, passados 4 ou 5 meses, mudar de seguradora (ai é que é lucro...).

Desculpem lá esta ironia, mas mentalizem-se que o que dá dinheiro ás seguradoras são os segurados sem sinistralidade!
 
Em aditamento ao post anterior, tendo em conta os casos, normalmente pouco graves mas muito complicados de resolver, que resultam de casmurrices deste tipo, o melhor é mesmo ser cívico e muitas vezes ***** para o orgulho e deixar o pintarolas seguir viagem porque afinal de contas vamo-nos encontrar nos semáforos das amoreiras e ainda nos vamos rir na cara dele.[;)]
 
Ya, pagam um balurdio de Indemnização do acidente e ficam a ganhar [8b] :sh)

Quando disse isso, estava a pensar na óptica das duas companhias, e numa de "ganhar" é não perder muito. Tipo distribuir o mal pelas aldeias.

Ou seja, em vez de uma pagar muito e agravar-se só um prémio, assim as duas pagam metade e agravam dois prémios, além de que não perdem muito tempo num pingue pongue... pois há que preocupar-se é com os acidentes de maior montante e mais graves (assumindo, claro, que tal acidente nesse funil é só um pouco de chapa).

OK ? [;)]
 
Acontece-me muitas vezes situações dessas, na saída da A1 para a A25...

esquema.jpg

Como eu tenho Via Verde, passo mais à esquerda, e depois como quero ir para Aveiro, tenho de ir para a direita (se bem que não é bem para a direita, porque se usar a VV da direita, é seguir em frente). - a Azul

Quem não tem Via Verde e quer ir para Viseu, passa mais à direita e depois tem de passar para a esquerda. - a Vermelho

Normalmente, tenho atenção a cromos que gostam de fazer diagonais sem ver quem vem atrás... já tive de travar algumas vezes...

E nunca vi um acidente aí!
 
Última edição:
Bem, este tipo de acidente é sempre algo complicado de avaliar sem dados concretos. Qual a configuração exacta do local? Quais as zonas embatidas dos veículos? Foram identificadas testemunhas? Enfim, se há tipo de acidentes complicados de analisar, este é um deles.

No garrafão da ponte é "aconselhado" (e bem) que se faça circulação alternada, mas em caso de embate será que alguém consegue fazer prova que era a sua vez de passar?

Por outro lado existem algumas filas "directas" desde as cabines e outras que entroncam com estas. Neste caso, á partida, quem está na fila "directa" estará mais "seguro" pois ele mantem-se numa trajectória e alguém vai afluir á sua fila e esse alguém é que terá de usar de mais precauções.

Claro que se existe uma situação em que o veiculo A embate com a lateral frente esquerda na lateral traseira direita (ou vice-versa) do veiculo B, certamente que o B já lá estava e o A estava em melhor posição para evitar o conflito.

Agora não me lembro de mais suposições [:D] isto é complicado nestes sítios.

Quanto á divisão de responsabilidades (50/50 ou outra), neste tipo de casos pode muito bem ocorrer, mas parem de fazer historias da carochinha com as seguradoras.

Pela vossa "lógica", se cada veiculo tiver 1000€ de reparação, a seguradora que teria razão e não pagaria nada, em caso de 50/50, tem que pagar 500€ ao terceiro (já está a ganhar...). Depois agrava o seguro. Se o segurado paga 500€/ano e o seguro agrava 10% (um exemplo), passa a receber de prémio mais 50€/ano (continua a ganhar...). Assim, leva 10 anos a realizar os 500€ despendidos erradamente (continua a ganhar...), isto claro se o segurado não se lembrar de, passados 4 ou 5 meses, mudar de seguradora (ai é que é lucro...).

Desculpem lá esta ironia, mas mentalizem-se que o que dá dinheiro ás seguradoras são os segurados sem sinistralidade!

Triste sina...

A aplicação por Divisão de responsabilidade, 50/50, não é a formula "mágica" das seguradoras.

É o Código Civil que no seu artigo 506º 2, estabelece que em caso de dúvida, não seconseguindo atribuir a responsabilidade a um dos intervenientes em exclusivo, deve a mesma ser repartida.

Infelizmente, em muito casos não é possivel perceber quem é que fez o que e por isso, mesmo em sede judicial, são assim resolvidos.

Apenas tem razão quando dizem que muitas seguradoras alegam o 506º 2 erradamente, pois o que sucede é que ambos contribuiram para o sinistro desrespeitando o código, e não por haver dúvidas...

(Caro Vanquish, como vai o míudo e o novo bólide?)
 
Voltar
Superior