Acidente e de quem é a culpa!

ivocarmo

New member
Ontem coloquei uma mensagem no fórum sobre um acidente que eu tive, no qual preenchi a declaração amigável. No entanto, e apesar de ontem me encontrar um bocado nervoso e ter sido pressionado a preenche-la por parte do outro condutor, desloco-me de novo ao local do acidente, e constacto o seguinte.

Trata-se da rua do arco do carvalhão. Eu sou o veículo a encarnado e o outro condutor o veículo verde. Trata-se de um cruzamento, em que todos os condutores têm sinal de cedência de passagem, que no desenho se encontra a amarelo. Apenas os condutores que vêem de sul não o têm. O acidente foi que um condutor que vem de sul me cede passagem com um gesto de mãos e luz, ao qual eu avanço tendo olhado rapidamente para o lado contrário e não ter visto carro, mas ao hesitar na entrada para confirmar a cedência de passagem do condutor vindo de sul, o veículo verde embate-me. Já me informei com a Companhia de seguros, ao que eles me disseram que a declaração amigável não tem qualquer valor vinculativo à titularidade da culpa, que essa instância é decidida perante o máximo de elementos que os segurados forneçam. Na 6ª feira irei entregar a minha declaração com fotografias. No entanto gostaria de saber a vossa opinião. Muito obrigado.

acidente.jpg
 
Ontem coloquei uma mensagem no fórum sobre um acidente que eu tive, no qual preenchi a declaração amigável. No entanto, e apesar de ontem me encontrar um bocado nervoso e ter sido pressionado a preenche-la por parte do outro condutor, desloco-me de novo ao local do acidente, e constacto o seguinte.

Trata-se da rua do arco do carvalhão. Eu sou o veículo a encarnado e o outro condutor o veículo verde. Trata-se de um cruzamento, em que todos os condutores têm sinal de cedência de passagem, que no desenho se encontra a amarelo. Apenas os condutores que vêem de sul não o têm. O acidente foi que um condutor que vem de sul me cede passagem com um gesto de mãos e luz, ao qual eu avanço tendo olhado rapidamente para o lado contrário e não ter visto carro, mas ao hesitar na entrada para confirmar a cedência de passagem do condutor vindo de sul, o veículo verde embate-me. Já me informei com a Companhia de seguros, ao que eles me disseram que a declaração amigável não tem qualquer valor vinculativo à titularidade da culpa, que essa instância é decidida perante o máximo de elementos que os segurados forneçam. Na 6ª feira irei entregar a minha declaração com fotografias. No entanto gostaria de saber a vossa opinião. Muito obrigado.

O condutor do veiculo verde já está numa posição em que não tem de ceder passagem... tinha antes (onde colocas o ponto amarelo), mas no sitio onde está já tinha entrado numa via onde tem prioridade sobre o condutor do carro vermelho, pois este tem um sinal de cedência de passagem... é a minha perspectiva [;)]
 
a declaração amigável é mesmo isso, uma declaração.
ninguém se pode declarar inocente ou culpado. é para ser decidido pela policia/seguradoras.
 
Tens a certeza que a via de onde vêm o veículo a verde tem o sinal de cedência de passagem.
Só se foi posto esta semana, pois ainda a semana passada lá passei e não estava lá.
 
Tens a certeza que a via de onde vêm o veículo a verde tem o sinal de cedência de passagem.
Só se foi posto esta semana, pois ainda a semana passada lá passei e não estava lá.

Aí é que o problema, o sinal está lá mas pouco visível, quando passares por lá de novo olha com mais atenção, encontra-se antes da placa de obrigação de sentido único. Aliás, se tiveres sem ninguém atrás, até poderás ver um risco trajecado, para que os carros que vêm de campo de ourique tenham prioridade em relação a ti.
 
Aí é que o problema, o sinal está lá mas pouco visível, quando passares por lá de novo olha com mais atenção, encontra-se antes da placa de obrigação de sentido único. Aliás, se tiveres sem ninguém atrás, até poderás ver um risco trajecado, para que os carros que vêm de campo de ourique tenham prioridade em relação a ti.


O tracejado não interessa para nada.

Eu sei de quem é a culpa, mas não te vou dizer, porque é o meu trabalho, e pode acontecer de ser eu a tratar do assunto.
 
O tracejado não interessa para nada.

Eu sei de quem é a culpa, mas não te vou dizer, porque é o meu trabalho, e pode acontecer de ser eu a tratar do assunto.

O tracejado interessa sim, pois segundo as regras do código na parte das prescrições de cedência de passagem, os tracejados encontram-se em termos de prioridade acima dos sinais verticais. Ou seja caso não houvesse um sinal de cedência de passagem, nem tracejado, os veículos que vinham da rua arco do carvalhão tinham prioridade em relação aos que vinham de campo de ourique.

Em todo o caso responde-me só a umas questões, apesar de eu ter dito que não cedi a passagem na declaração amigável, pois cometi o erro de ter sido pressionado e não ter chamado a polícia, poderei ir a minha companhia com fotografias e outros elementos que achar adequados, e acrescentar outras informaçoes que na altura por estar nervoso não as vi!

Obrigado!
 
O tracejado interessa sim, pois segundo as regras do código na parte das prescrições de cedência de passagem, os tracejados encontram-se em termos de prioridade acima dos sinais verticais. Ou seja caso não houvesse um sinal de cedência de passagem, nem tracejado, os veículos que vinham da rua arco do carvalhão tinham prioridade em relação aos que vinham de campo de ourique.

Em todo o caso responde-me só a umas questões, apesar de eu ter dito que não cedi a passagem na declaração amigável, pois cometi o erro de ter sido pressionado e não ter chamado a polícia, poderei ir a minha companhia com fotografias e outros elementos que achar adequados, e acrescentar outras informaçoes que na altura por estar nervoso não as vi!

Obrigado!

A marca transversal de linha de paragem, só tem validade se for acompanhada do triângulo invertido pintado no solo ou a palvra STOP, ou por sinalização vertical.
Só a linha, de nada vale.

Quanto à ires à tua seguradora, para tua defesa, deves levar todos os elementos que achares convenientes.
Toda a informação nunca é demais.
 
E já que falaste na Hierarquia das prescrições, estás enganado.
Em primeiro lugar vem a ordem das autoridades; depois os semáforos; de seguida a sinalização temporária - ex. obras; depois a sinalização vertical, e em último caso a sinalização horizontal.

Dou-te o exemplo, se tiveres um sinal que permita a ultrapassagem, mas tiveres uma linha longitudinal contínua, nada te impede de ultrapassar.
 
o carro verde só perde prioridade para a rua que converge à direita (alto do carvalhão). quando chega ao cruzamento com a rua do garcia, quem tem de ceder prioridade és tu.
 
E já que falaste na Hierarquia das prescrições, estás enganado.
Em primeiro lugar vem a ordem das autoridades; depois os semáforos; de seguida a sinalização temporária - ex. obras; depois a sinalização vertical, e em último caso a sinalização horizontal.

Dou-te o exemplo, se tiveres um sinal que permita a ultrapassagem, mas tiveres uma linha longitudinal contínua, nada te impede de ultrapassar.

Sim, isso que eu disse por outras palavras. Ou seja quem vem do arco carvalhão perde a prioridade em relação a quem vem de campo de ourique, correcto? Isto não querendo meter o meu caso, mas um caso hipotético!

Já agora, outra questão, como é que eu depois poderei saber o resultado da decisão da seguradora, para colocar o meu carro a arranjar, pois neste momento e face a esta dúvida, esta na oficina sem ordens para lhe tocarem.

Obrigado!
 
o carro verde só perde prioridade para a rua que converge à direita (alto do carvalhão). quando chega ao cruzamento com a rua do garcia, quem tem de ceder prioridade és tu.

Sim, e perde também em relação a mim, porque imagina que aquilo seria um cruzamento, porque no fundo é um cruzamento, mas que não se encontra em cruz, mas sim numa cruz em que os ângulos entre os segmentos de recta são inferiores a 90º. Se fosse um cruzamento quem teria prioridade?

acidente1.jpg
 
mas pelo teu desenho, o carro verde só tem de dar prioridade aos outros carros que vinham na estrada paralela. quando as duas estradas se "fundem", esse sinal perde efeito e ele passa a ter prioridade sobre ti, que tinhas sinal de cedencia de passagem.
 
Conheço bem o local, embora já lá não passe há 2 ou 3 meses. Não me lembro de lá existir sinalização vertical de obrigação de ceder passagem, a menos que tenha sido colocada recentemente.

De qualquer forma, a ter que ceder prioridade, o veiculo verde é obrigado a cedê-la na primeira intersecção, ou seja, a quem vem de sul.

Quando se dá o embate contigo, o veiculo verde já deixou para trás há muito a obrigação de ceder prioridade e já circula na via prioritária. Ao contrário, tu estás precisamente a abandonar o arruamento sem prioridade para entrar no prioritário.

Assim sendo, parecem-me não subsistir grandes duvidas quanto á tua responsabilidade no acidente.

Cumprimentos
 
E já que falaste na Hierarquia das prescrições, estás enganado.
Em primeiro lugar vem a ordem das autoridades; depois os semáforos; de seguida a sinalização temporária - ex. obras; depois a sinalização vertical, e em último caso a sinalização horizontal.

Dou-te o exemplo, se tiveres um sinal que permita a ultrapassagem, mas tiveres uma linha longitudinal contínua, nada te impede de ultrapassar.

Concordo com a hierarquia, mas discordo em absoluto com a parte que coloquei a bold. Se terminar uma zona onde a sinalização vertical impedia a ultrapassagem mas se continuar a existir a linha continua não podes ultrapassar, a menos que a via comporte duas filas de trânsito nesse sentido.[;)]
 
mas pelo teu desenho, o carro verde só tem de dar prioridade aos outros carros que vinham na estrada paralela. quando as duas estradas se "fundem", esse sinal perde efeito e ele passa a ter prioridade sobre ti, que tinhas sinal de cedencia de passagem.

Pois talvez assim o seja, mas como estas coisas das peritagens tem muito que se diga e como eu me sinto no direito de esclarecer todos os dados que não foram totalmente clarificados na declaração irei expôr o meu caso. No meu entender penso que a minha culpa não é assim tão linear, apesar de admitir que tenho mais probabilidades de ser culpado, no entanto, como aquele cruzamento é muito complicado e muito mal feito, espero que alguém mais conhecedor do que eu das regras de trânsito diga de sua justiça. E depois pior do que está o caso para mim, não vai ficar, pois estou já a contar com algum dinheiro na reparação do meu carro!
 
Concordo com a hierarquia, mas discordo em absoluto com a parte que coloquei a bold. Se terminar uma zona onde a sinalização vertical impedia a ultrapassagem mas se continuar a existir a linha continua não podes ultrapassar, a menos que a via comporte duas filas de trânsito nesse sentido.[;)]


Eu penso que desde que não se transponha / calcar a linha continua, pode-se realmente ultrapassar. Por exemplo, uma ultrpassagem a uma mota em que não se chegue a pisar o traço continuo, desde que não haja imposição por sinalização vertical. [;)]
 
Concordo com a hierarquia, mas discordo em absoluto com a parte que coloquei a bold. Se terminar uma zona onde a sinalização vertical impedia a ultrapassagem mas se continuar a existir a linha continua não podes ultrapassar, a menos que a via comporte duas filas de trânsito nesse sentido.[;)]

Diz-me então quem vem da rua do alto do arco carvalhão, que tem um sinal de cedência de passagem e um risco imediatamente antes da rua à qual eu venho em marcha, em relação a mim quem tem prioridade, é que existe um linha horizontal branca como eu coloquei no mapa. Pergunto para que serve essa linha, e pergunto ainda, se os sinais de cedência de passagem se encontram colocados exactamente no local onde se deve ceder passagem, ou apenas se deve parar quando existe a tal linha horizontal branca. Por exemplo, nas rotundas existe o triângulo invertido antes e só depois se encontra a linha horizontal branca.

Obrigado
 
Voltar
Superior