A meu ver, "status" é uma imagem "trabalhada" (chamem-lhe fachada, vá [

] ) que alguém ostenta, apoiando-se na compra e consequente "exibição" de artigos CAROS (não necessariamente de marcas reputadas, ou com qualidade acima da média).
A história dos VW (e do Golf, durante muito tempo, e sem ofensa ao Taveirada [

] ) passa por aí: é uma marca que adquiriu prestígio recentemente com base nos carros fiáveis que teve no passado, ao que muito ajudou o fenómeno Carocha. A certa altura passaram a ser carros "iguais aos outros", mas batante mais caros, por serem "de marca".
Logo, eram cobiçados pelas pessoas que se alimentam de "status".
Ostentar uma grande casa, um carro caro, um relógio de marca "bem", uns sapatos de 40 contos, um fatinho da Sacoor e tal... é sempre bom para o "status". Mas, muitas vezes, não é sinónimo de qualidade. Nem é sinal de que a pessoa se sinta bem com a escolha que fez porque, pela própria definição de "status", a escolha é, muitas vezes, feita para agradar aos outros, e não à própria pessoa.
Para verem a extensão do "status", conheço casos de pessoas que metem a família a sandes durante um par de anos para ter o Sportcoupé à porta.
Ou que vão ao talho comprar carne "da mais barata, para dar ao cão", e depois é o jantar. E isto é verídico.
Em termos automóveis, o que define o "status" são duas condições apenas: o seu valor e a sua imagem de mercado. Ou seja, quanto mais caro e mais "na moda" estiver o carro, mais "status" confere ao seu proprietário. Sempre se passou isto com outros artigos, especialmente com a roupa. Lembro-me das Chevignon, que eram caríssimas e se desfaziam ao fim dos meses, ao passo que as Levi's da feira duravam uma vida (ainda tenho algumas! [

] ).
O "status" tem tudo que ver com escolhas irracionais, mas em vez de serem motivadas pela paixão são motivadas pelo que o resto do mundo pensa de nós e das nossas escolhas.