A mentira

nunomplopes

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E não é que me surgiu essa questão á cabeça!? :)
Mas afinal porque mentimos?
Ora vamos aqui falar, umas verdades, sobre a mentira![:D]
A mentira é tão frequentemente utilizada que o seu sentido ultimamente parece
tender a ser banalizado. Segundo as estatísticas (citadas por Roque Teophilo), mentimos
cerca de 200 vezes por dia e em média uma vez por cada 5 minutos.
Começando pelos falsos elogios – p.ex, essa saia fica-te mesmo bem -, passando
pelas desculpas “esfarrapadas” – p.ex., não pude fazer os trabalhos de casa porque
faltou a luz – ou pelas mentiras descaradas, chegam mesmo existir casos em que os pais,
que parecem tão preocupados quando os filhos mentem, os incitam a mentir – p.ex.
quando lhes pedem para dizer que eles não estão em casa.
A mentira pode surgir por várias razões: receio das consequências (quando tememos
que a verdade traga consequência negativas), insegurança ou baixa de auto-estima
(quando pretendemos fazer passar uma imagem de nós próprios melhor do que a que
verdadeiramente acreditamos), por razões externas (quando o exterior nos pressiona ou
por motivos de autoridade superior ou por co-acção), por ganhos e regalias (de acordo
com a tragédia dos comuns, se mentir trás ganhos vale a pena mentir já que ficamos em
vantagem em relação aos que dizem a verdade) ou por razões patológicas.
Na infância mentimos para nos isentarmos das culpas. Muitas vezes os adolescentes
descobrem que a mentira pode ser aceite em certas ocasiões e até ilibá-los de
responsabilidade e ajudar a sua aceitação pelos colegas.
Algumas crianças e adolescentes que geralmente agem de forma responsável,
podem cair no vício de mentir repetidamente ao descobrir que as suas mentiras saciam a
curiosidade dos pais.
Para alguns investigadores, as crianças aprendem a necessidade de mentir (p.ex. não
demonstrar descontentamento com as prendas recebidas sob pena de não receberem
mais) tão cedo quão mais inteligentes forem.
Face à sua frequência, existe uma certa tendência para banalizar ou até catalogar a
mentira como positiva – a “mentira branca” é considerada como uma forma de facilitar
a integração na sociedade, e muitas vezes os que não a utilizam são catalogados como
ingénuos –, mas há que não esquecer que durante toda a história da humanidade a
mentira causou muitos sofrimentos e fez derramar muitas lágrimas sobretudo quando
projectada sob a forma de calúnia
Quando as crianças ou adolescentes mentem, os pais devem conseguir distinguir
entre a realidade e a mentira e falar abertamente com eles sobre os aspectos pejorativo
da mentira, e as vantagens que a verdade lhes trará. Em casa a criança deverá encontrar
exemplos de verdade e honestidade que fomentem a sua atitude de sinceridade.
Durante os primeiros anos as crianças não distinguem a realidade da fantasia, mas
cedo começam a utilizar a mentira por proveito próprio. Sensivelmente por volta dos 7
anos as crianças já têm capacidade para distinguir claramente o verdadeiro do falso, e os
adolescentes passam a conseguir discernir com relativa facilidade quem está a mentir ou
a ser sincero.
A mentira existe ao longo de toda a escala patológica. A saúde mental só é
compatível com a verdade. De nada serve querer acreditar que o nosso familiar não
faleceu quando na realidade isso não é a verdade, de nada serve acreditarmos que somos
capazes voar se na realidade não temos asas.
Nos estados neuróticos, a mentira pode surgir com base numa incapacidade da
consciência aceder a factos recalcados e que se encontram no nosso inconsciente, ou por
problemas de auto-estima e auto-imagem que despoletam a necessidade de fazer passar
uma auto-imagem melhor do que a que acreditamos ter.
Nos estados limite, a mentira aparece frequentemente devido à falta de barreiras
externas que balizem o comportamento. Esta situação surge frequentemente em filhos
de pais muito repressivos ou demasiadamente permissivos.
Nas psicoses, a mentira surge na forma de delírio, uma descrição que as próprias
pessoas admitem como verdadeira, apesar do seu aspecto frequentemente bizarro,
devido a uma quebra de contacto com a realidade
A mentira pode ainda surgir como uma dependência, quando dita de uma forma
compulsiva. Os dependentes da mentira sabem que estão a mentir mas não se
conseguem controlar, num processo que surge de uma forma muito semelhante ao do
vício do jogo ou à dependência de álcool ou de drogas.
Esta incapacidade em controlar os impulsos é causadora de um sofrimento nítido
razão pela qual deve ser alvo de tratamento. Nos dependentes da mentira, o primeiro
passo a dar consiste em assumir que existe um problema e de seguida procurar ajuda
para esse mesmo problema. A nível da abordagem terapêutica o tratamento passa
geralmente pela realização de uma terapia psicológica.
Ao nível das provas psicológicas a mentira pode obviamente influenciar a validade
dos resultados ou pela tendência do sujeito em simular um desempenho superior (faking
good) ou inferior (faking bad) ao da realidade.
Por estas razões grande parte das provas psicológicas apresentam formas de
controlar a veracidade das respostas quer a partir da própria atitude do sujeito a analisar
quer mesmo através de índices de consistência interna, teste-reteste ou confrontação
com familiares e amigos próximos. Entre estas formas de dissimulação revela-se
frequentemente também averiguar até que ponto as simulações surge de forma​
consciente ou inconsciente relativamente ao sujeito.
http://www.psiclinica.net/docs/texto14.pdf

(atenção: não canalizem opiniões do outro tópico para este, que não quero o tasco fechado, e desejo abertamente, discutir isto que está em causa![:p][;)])
 
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Mentimos cerca de 200 vezes por dia ???????????????

Eu acho que não :rolleyes:
Prego umas petazinhas de vez em quando, quase sempre na brincadeira, que desminto a seguir.

Ok, no emprego é um vê se te avias :sh)[:cool:] mas eu não tenho a culpa de chegar sempre atrasada, a culpa é da cama que está sempre tão quentinha.[:p]
Claro que depois há sempre um ou outro acidente no estádio nacional, ou na descida de Miraflores.:sh)
 
A mentira é o defeito do ser humano que eu mais detesto,...

Prefiro uma pessoa burra a uma mentirosa,...aliás a tolerância para pessoas burras tem aumentado, proporcionalmente à medida que os anos vão passando,...[:blush:]
 
E quantas vezes este senhor mentirá por dia? :confused:

Pinocrates.jpg
 
Hoje:

Na Ovibeja, sobre os fundos (Comunitários e do Estado) para a Agricultura.


A juntar a essas:

Sobre o aeroporto de Beja o Primeiro-ministro garantiu que estará concretizado este ano. A Gestão do aeroporto será decidida pela Empresa de Desenvolvimento do Aeroporto de Beja, afirmou José Sócrates. Declarações surpreendentes depois das notícias que apontavam a ANA Aeroportos de Portugal como a empresa que iria gerir o Aeroporto de Beja.

fonte

O Alentejo é “uma das zonas do país onde tem havido um maior investimento privado apoiado pelos fundos comunitários, em particular no domínio do olival e no domínio da vinha”, realçou José Sócrates, hoje, na sua deslocação à Ovibeja. O Alqueva está contribuir para o “dinamismo empresarial” da região.

Se ele soubesse que a maioria dos terrenos à volta do Alqueva são de donos espanhois... [:D]
 


Fletcher Reede é um advogado matreiro, capaz de vender a própria mãe para ganhar os seus casos. Mentir para ele não é problema, inclusive ao seu pequeno filho, Max.

Na festa do seu quinto aniversário, Max pede um forte desejo ao apagar as velas do seu bolo: que o pai não minta durante um dia. O desejo cumpre-se e Fletcher está metido nos piores apuros...

Não poderia faltar aqui esta sugestão.:o
 
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A mentira é o defeito do ser humano que eu mais detesto,...

Prefiro uma pessoa burra a uma mentirosa,...aliás a tolerância para pessoas burras tem aumentado, proporcionalmente à medida que os anos vão passando,...[:blush:]
O que mais valorizo numa pessoa é a sinceridade e humildade, e é um atributo para mim de extrema importância.[;)]
 
Isto tudo tem a ver com a Educação e os princípios morais que estão na sua base.

Eu fui educado a não mentir. Aqui não há mentiras grandes ou pequenas. Pura e simplesmente, ela não existe como maneira de estar na vida.

O que não quer dizer que nunca tenha mentido. Nada disso, mas foram tão poucas e em casos tão excepcionais que é a tal excepção.

E como já referi num outro tópico, o pior que posso ver numa pessoa é a mentira.
 
Isto tudo tem a ver com a Educação e os princípios morais que estão na sua base.

Eu fui educado a não mentir. Aqui não há mentiras grandes ou pequenas. Pura e simplesmente, ela não existe como maneira de estar na vida.

O que não quer dizer que nunca tenha mentido. Nada disso, mas foram tão poucas e em casos tão excepcionais que é a tal excepção.

E como já referi num outro tópico, o pior que posso ver numa pessoa é a mentira.
Muita verdade, e como no texto citado tudo isto começa na educação base de uma criança, e os valores que devemos incutir refletir-se-á na própria pessoa e na maneira de estar ao longo da vida, e recorrer subterfúgios para agradar ou dissimular coisas na base da mentira, não concebo como um caminho da mais extrema correctidão.

A verdade é um valor extremo, deve ser incutido cedo e saber diferenciar da mentira, para que uma criança, passando pelas fazes de adolescência, adulto, possa fazer-se valer de valores morais que o valorize enquanto pessoa.

Sejamos realistas, quem nunca mentiu no próprio dia da mentiras!? ([:p][:D])

Será condenável, quando essa própria mentira pode prejudicar, ou com intenções e actos deliberados, fazendo a pessoa sentindo-se lesada na sua própria integridade pessoal.

Por isso digo, só a verdade prevalece. E enquanto pessoa devemos fazer-nos valer dos nossos valores e demonstrar a nossa humanidade.
[;)]
 
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