A igreja tem futuro?

A igreja tem futuro?

  • Sim, tenho.

    Votos: 37 33,9%
  • Não, sou ateu.

    Votos: 72 66,1%

  • Total de eleitores
    109

Psittacus

New member
Numa sociedade jovem onde predominam as ideias cientificas, é evidente que a ciência tem destruído as convicções religiosas de muitos jovens.

O número de ateus tem crescido, e entre os meus conhecidos, são poucos os que ainda acreditam na existência de um Deus.

Assim, percebe-se facilmente que a religião tem um futuro muito incerto, porque o lado racional prevalece e não permite a crença nesse tipo de ideias. Basta pensar na faixa etária que (ainda) vai à missa...

Além disso, sinto que existe ainda uma certa dificuldade em assumir o ateísmo, principalmente quando se está inserido num meio familiar predominantemente religioso.

Pessoalmente, sinto-me um pouco revoltado quando as pessoas entregam a responsabilidade de todos acontecimentos a um ser superior imaginário, ou quando, em plena crise económica, fazem doações à igreja que posteriormente é investido no mundo da pornografia ou para as belas reformas dos padres...

Acreditam que a igreja tem futuro?

"Há uma diferença fundamental entre a religião, que se baseia na autoridade, e a ciência, que se baseia na observação e na razão. A ciência vai ganhar porque funciona"
Stephen Hawking​
 
Pessoalmente, sinto-me um pouco revoltado quando as pessoas entregam a responsabilidade de todos acontecimentos a um ser superior imaginário, ou quando, em plena crise económica, fazem doações à igreja que posteriormente é investido no mundo da pornografia ou para as belas reformas dos padres...

oi :confused::confused:

Anyway, não sou religioso, mas também não posso dizer que seja ateu, pois acredito que a teoria do Big Bang é tão boa como a teoria de existir um ser todo-poderoso que tenha criado toda a nossa existência....

Até alguém me conseguir provar que não existe / existe este ser, ou que a teoria do big bang é falsa /verdadeira (e explicar o que havia antes do big bang e de onde surgiu), prefiro não me preocupar com esse tipo de coisas..

Mas não é por isso que deixo de respeitar quem acredita, cada um é livre de acreditar no que quiser... (ok, aqueles que explodem para ir ter com as virgens.......)
 
Última edição:
O número de ateus tem crescido, e entre os meus conhecidos, são poucos os que ainda acreditam na existência de um Deus.

Atenção que dentro das pessoas que dizem que não acreditam em deus, muitos são os que nas condições certas passam a acreditar, se me faço entender.
Eu já tive uma situação assim mas resultou ao contrário, confrontado com a possível morte nem sequer me lembrei de um ser todo poderoso que me pudesse salvar.
 
Tópico interessante. [;)]

Apesar de ser católico praticante e participar activamente na Igreja sinto que estou rodeado por pessoas hipócritas e interesseiras, com frases feitas e acções deploráveis. [:vm)]

Já dei comigo a pensar que deveria colocar-me de parte mas ainda não o fiz. Poderão dizer, estás a ser hipócrita como eles mas admito que é verdade, sou o primeiro a admití-lo.

Penso que esta Igreja, nos moldes em que se encontra actualmente, mais cedo ou mais tarde irá ceder. Tenho pena é que talvez não estarei cá para ver se o resultado é positivo ou negativo. [;)]
 
Há que fazer aqui umas distinções

Há os crentes;
Há os agnósticos
Há os ateus

Depois há várias igrejas/religiões/confissões

Por isso não acho correcto falar-se apenas na religião católica aqui.
 
Estamos a falar da igreja católica em particular ou da religião no geral?

Se da primeira, acho que tem os dias contados, é uma "empresa" a morrer, que irá sem dúvida continuar a tentar "adaptar-se" às alterações sociais e culturais como sempre tem feito para garantir que rema contra a maré o mínimo possível mas mais tarde ou mais cedo vai acabar.

Religião qualquer que ela seja acho que sempre existirá. O ser humano parece precisar de algo para além do natural para se "agarrar", algo para culpar pelas coisas más quando não há mais onde atribuir culpa, uma resposta universal para todas as perguntas que surgem quase espontaneamente mas para as quais não temos e provavelmente nunca teremos resposta, um "final feliz" em que acreditar para ultrapassar o bloqueio mental que possa ser o reconhecimento de uma morte inevitável...
 
Numa sociedade jovem onde predominam as ideias cientificas, é evidente que a ciência tem destruído as convicções religiosas de muitos jovens.

O número de ateus tem crescido, e entre os meus conhecidos, são poucos os que ainda acreditam na existência de um Deus.

Assim, percebe-se facilmente que a religião tem um futuro muito incerto, porque o lado racional prevalece e não permite a crença nesse tipo de ideias. Basta pensar na faixa etária que (ainda) vai à missa...

Além disso, sinto que existe ainda uma certa dificuldade em assumir o ateísmo, principalmente quando se está inserido num meio familiar predominantemente religioso.

Pessoalmente, sinto-me um pouco revoltado quando as pessoas entregam a responsabilidade de todos acontecimentos a um ser superior imaginário, ou quando, em plena crise económica, fazem doações à igreja que posteriormente é investido no mundo da pornografia ou para as belas reformas dos padres...

Acreditam que a igreja tem futuro?

"Há uma diferença fundamental entre a religião, que se baseia na autoridade, e a ciência, que se baseia na observação e na razão. A ciência vai ganhar porque funciona"
Stephen Hawking​

Quando se começa assim um tópico... :sh)
 
É preciso saber ler e interpretar aquilo que se lê.

Achas mesmo que a maioria dos crentes acredita no Adão e na Eva tal como está escrito e tu interpretas? [:)]

Acho muita graça a isso da "interpretação". Tens um livro que intitulam de livro sagrado, o livro dos livros, mas depois a sua interpretação é feita consoante os tempos e consoante se quer.
Para ver como isso da interpretação é uma treta basta ver que foi mudando ao longo dos tempos, por culpa da ciência. Cada vez que esta dá um passo em frente alguém passa a interpretar o que está escrito na bíblia de outra forma que se adapte melhor á realidade e que não deixe o livro cair no ridículo completo.
O Vaticano devia lançar logo uma adenda para a bíblia, que explicasse como é que afinal se "interpreta" a bíblia. Afinal o Noé conseguiu por milhões de espécies animais num barco ou não? A virgem era mesmo virgem? Ressuscitou ou não? etc etc etc.
 
Bem, encontrei uma fonte [;)]

New Oxford Review

Tu até podias encontrar 1000 casos.. A Igreja é formada por milhões de pessoas, não é por haver meia dúzia de maus exemplos que se vai fazer disso uma regra.

Pegaste no exemplo que quiseste para fundamentar a tua opinião. Se queres discutir os assuntos com seriedade é preciso haver bom-senso.

Só ter que explicar isto já mostra que algo está muito mal...
 
Assim, percebe-se facilmente que a religião tem um futuro muito incerto, porque o lado racional prevalece e não permite a crença nesse tipo de ideias. Basta pensar na faixa etária que (ainda) vai à missa...


"Há uma diferença fundamental entre a religião, que se baseia na autoridade, e a ciência, que se baseia na observação e na razão. A ciência vai ganhar porque funciona"
Stephen Hawking​

Algumas perspectivas sobre a tua visão:

(1) Como a faixa etária que vai à missa é composta maioritariamente por pessoas mais idosas, concluis que as pessoas idosas são irracionais e dominados por superstições do género lobisomens e afins. Vejo que tens imenso contacto com idosos (comentário irónico)!

(2) Sobre a opisição entre fé e razão, a ponto de tentar reduzir a fé a uma espécie de superstição mística ou alucinada, recomendo-te a leitura isenta, sem preconceitos, científica e de mente aberta dos seguintes parágrafos do catecismo da Igreja Católica:


§ 28. De muitos modos, na sua história e até hoje, os homens exprimiram a sua busca de Deus em crenças e comportamentos religiosos (orações, sacrifícios, cultos, meditações, etc.). Apesar das ambiguidades de que podem enfermar, estas formas de expressão são tão universais que bem podemos chamar ao homem um ser religioso:

§ 31. (...)o homem que procura Deus descobre certos «caminhos» de acesso ao conhecimento de Deus. Também se lhes chama «provas da existência de Deus» – não no sentido das provas que as ciências naturais indagam mas no de «argumentos convergentes e convincentes» que permitem chegar a verdadeiras certezas.

§ 39. Ao defender a capacidade da razão humana para conhecer Deus, a Igreja exprime a sua confiança na possibilidade de falar de Deus a todos os homens e com todos os homens. Esta convicção está na base do seu diálogo com as outras religiões, com a filosofia e as ciências, e também com os descrentes e os ateus.

§ 40. Mas dado que o nosso conhecimento de Deus é limitado, a nossa linguagem, ao falar de Deus, também o é. Não podemos falar de Deus senão a partir das criaturas e segundo o nosso modo humano limitado de conhecer e de pensar.

Conclusão: vamos evitar simplificações e aceitar que uma discussão sobre a existência de Deus e a Igreja pode ser perfeitamente assente em argumentos racionais e plausíveis!
 
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Tu até podias encontrar 1000 casos.. A Igreja é formada por milhões de pessoas, não é por haver meia dúzia de maus exemplos que se vai fazer disso uma regra.

Pegaste no exemplo que quiseste para fundamentar a tua opinião. Se queres discutir os assuntos com seriedade é preciso haver bom-senso.

Só ter que explicar isto já mostra que algo está muito mal...

Ok, tens razão, não era minha generalizar a toda a igreja.

Mas serve o exemplo. Da mesma forma que se fosse estadunidense não iria fazer nenhuma doação havendo aquela possibilidade, também, como português, não faço por haver a (grande) possibilidade de ele não ser tão bem empregue como seria correcto....
 
Algumas perspectivas sobre a tua visão:

(1) Como a faixa etária que vai à missa é composta maioritariamente por pessoas mais idosas, concluis que as pessoas idosas são irracionais e dominados por superstições do género lobisomens e afins. Vejo que tens imenso contacto com idosos (comentário irónico)!

(2) Sobre a opisição entre fé e razão, a ponto de tentar reduzir a fé a uma espécie de superstição mística ou alucinada, recomendo-te a leitura isenta, sem preconceitos, científica e de mente aberta dos seguintes parágrafos do catecismo da Igreja Católica:


§ 28. De muitos modos, na sua história e até hoje, os homens exprimiram a sua busca de Deus em crenças e comportamentos religiosos (orações, sacrifícios, cultos, meditações, etc.). Apesar das ambiguidades de que podem enfermar, estas formas de expressão são tão universais que bem podemos chamar ao homem um ser religioso:

§ 31. (...)o homem que procura Deus descobre certos «caminhos» de acesso ao conhecimento de Deus. Também se lhes chama «provas da existência de Deus» – não no sentido das provas que as ciências naturais indagam mas no de «argumentos convergentes e convincentes» que permitem chegar a verdadeiras certezas.

§ 39. Ao defender a capacidade da razão humana para conhecer Deus, a Igreja exprime a sua confiança na possibilidade de falar de Deus a todos os homens e com todos os homens. Esta convicção está na base do seu diálogo com as outras religiões, com a filosofia e as ciências, e também com os descrentes e os ateus.

§ 40. Mas dado que o nosso conhecimento de Deus é limitado, a nossa linguagem, ao falar de Deus, também o é. Não podemos falar de Deus senão a partir das criaturas e segundo o nosso modo humano limitado de conhecer e de pensar.

Conclusão: vamos evitar simplificações e aceitar que uma discussão sobre a existência de Deus e a Igreja pode ser perfeitamente assente em argumentos racionais e plausíveis!

Não e fiz entender bem. Quando disse "Basta pensar na faixa etária que (ainda) vai à missa..." estava a associar esta frase ao facto de o ateísmo ser muito mais comum nos jovens [;)]
 
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