"Serão as listas de espera para cirurgias/consultas médicas admissíveis??
Sim!
Evidentemente que sim.
Nunca haverá a possibilidade de existir um medico para cada doente...
A questão está no que é admissível, e quanto tempo é admissível para cada situação especifica. ( há casos em que a espera de anos é medicamente aceitável, e outros casos em que a espera de dias que sejam, é absolutamente inaceitável)
De qualquer maneira esta é uma daquelas questões que se resolve facilmente com dinheiro.
Com mais dinheiro:
-construiam-se mais hospitais/centros de saude/laboratórios,
-fundavam-se mais faculdades,
-contratavam-se mais docentes,
-comprava-se mais equipamentos,
-pagavam-se mais horas de trabalho,
-contratavam-se serviços adicionais aos privados....
Vem? Tudo muito simples e resolvido exclusivamente com dinheiro....
Não podem é esperar que sem dinheiro, como tem sido até ao momento, se resolva o problema.
Por muito boas intenções, ideias, mecanismos que se desenvolvam,
sem meios, sem equipamentos, sem recursos humanos ( não porque não os haja, mas porque não lhes pagam para fazer serviço adicional), não podem esperar diminuição de listas de espera..
Um dia tem 24h, dá 3 turnos de 8 horas.
Os serviços de saude tem que operar constantemente 24h/dia independentemente dos horários de trabalho de outros serviços.
De acordo com a lei, o trabalho aos fins de semana, feriados, e após as 23h tem um regime remuneratório especifico ( horas extras)...
Para evitar este pagamento adicional, contorna-se ligeiramente as leis fazendo "bancos e folgas", criam-se situações de " estar de prevenção" entre outros subterfúgios para fugir a este pagamento.
SE DE FACTO existissem 3 turnos totalmente equipados humanamente por dia, com os laboratórios a funcionar 24h, as farmácias hospitalares a funcionarem 24h, as especialidades médicas a funcionar 24h as listas de espera diminuiam drasticamente...
Mas para isso é preciso PAGAR,coisa que o estado não quer ,e por isso fecha SAP's durante a noite, deixando de ser portanto "permanentes" e obrigando as populações a se dirigirem aos hospitais, anulando o fim a que se destinavam os SAP's, que era precisamente retirar das urgências dos hospitais os casos de não urgência ou emergência...