Serão as listas de espera para cirurgias/consultas médicas admissíveis?

Sim, por mais racionalização/maximização dos mesmos a procura de um serviço médico de qualidade será sempre superior à oferta existente ou ao mais que anunciado fraco poder económico de grande parte da população para recorrer a um.
Exactamente. Daí a minha opinião de que se poderia ir um pouco mais além, precavendo que se evitasse a saturação da oferta mas, ainda assim, promovendo uma melhor aproximação às necessidades!
 
Nem mais.

Faltam, então, meios humanos e logísticos, certo?

Gestão pura dos meios.

Uma coisa é certa, faltam meios humanos, claramente.

A curto prazo, podia-se pensar numa melhor gestão dos meios existentes.
Se o hospital B, tem uma lista de espera na especialidade A, porque continuam a investir na especialidade C, que nao tem necessidades?

Outra coisa que nao estou dentro do assunto, mas se estiver a ver coisas onde nao existam, corrijam-me:
- Se o hospital B, tem uma lista de espera enorme na especialidade A e nao tem lista na especialidade E, e o hospital D tem uma lista de espera enorme na especialidade E, e nao tem na especialidade A, porque nao podem reencaminhar os utentes de um, para o outro?
 
Exactamente. Daí a minha opinião de que se poderia ir um pouco mais além, precavendo que se evitasse a saturação da oferta mas, ainda assim, promovendo uma melhor aproximação às necessidades!

Como?, não é necessário responder Pé Leve[;)] , a pergunta já foi vezes sem conta feita e tenho a certeza que já houve alguém que respondeu com soluções práticas e eficazes mas como sempre a execução esbarrou na digamos resistência passiva/activa do sector (não é exclusivo deste).

De um facto tenho a certeza enquanto cidadão, a melhor prevenção na saúde em Portugal é um elevado poder financeiro por parte do utilizador que lhe permita escolher autilização de um bom serviço na área em questão.
 
Como?, não é necessário responder Pé Leve[;)] , a pergunta já foi vezes sem conta feita e tenho a certeza que já houve alguém que respondeu com soluções práticas e eficazes mas como sempre a execução esbarrou na digamos resistência passiva/activa do sector (não é exclusivo deste).
Concordo.

De um facto tenho a certeza enquanto cidadão, a melhor prevenção na saúde em Portugal é um elevado poder financeiro por parte do utilizador que lhe permita escolher autilização de um bom serviço na área em questão.
Concordo.
 
Uma coisa é certa, faltam meios humanos, claramente.

A curto prazo, podia-se pensar numa melhor gestão dos meios existentes.
Se o hospital B, tem uma lista de espera na especialidade A, porque continuam a investir na especialidade C, que nao tem necessidades?

Outra coisa que nao estou dentro do assunto, mas se estiver a ver coisas onde nao existam, corrijam-me:
- Se o hospital B, tem uma lista de espera enorme na especialidade A e nao tem lista na especialidade E, e o hospital D tem uma lista de espera enorme na especialidade E, e nao tem na especialidade A, porque nao podem reencaminhar os utentes de um, para o outro?
Claramente!
 
...

Outra coisa que nao estou dentro do assunto, mas se estiver a ver coisas onde nao existam, corrijam-me:
- Se o hospital B, tem uma lista de espera enorme na especialidade A e nao tem lista na especialidade E, e o hospital D tem uma lista de espera enorme na especialidade E, e nao tem na especialidade A, porque nao podem reencaminhar os utentes de um, para o outro?
Tu não conheces a classe médica. Preferem o estado actual de coisas, a reconhecer que pode haver mudanças. [:D] [;)]
 
[:D][:D]

Mas Carlos, o que disse, tem algum sentido? Ou estava errado?[;)]
O que afirmas tem sentido. E tentei responder de acordo com o teu raciocínio... [;)] [:D]

Faz-me lembrar um cirurgião conhecido que dirige o serviço respectivo num hospital particular em Lisboa (e amigo cá de casa...) que afirmou alto e bom som que ele e os seus muchachos eram capazes de resolver todas as cirurgias em lista de espera, da especialidade dele, claro.

Com isso chamou de incompetentes aos que trabalham para o Estado. Não é uma boa maneira de estabelecer relações... [:p]
 
O que afirmas tem sentido. E tentei responder de acordo com o teu raciocínio... [;)] [:D]

Faz-me lembrar um cirurgião conhecido que dirige o serviço respectivo num hospital particular em Lisboa (e amigo cá de casa...) que afirmou alto e bom som que ele e os seus muchachos eram capazes de resolver todas as cirurgias em lista de espera, da especialidade dele, claro.

Com isso chamou de incompetentes aos que trabalham para o Estado. Não é uma boa maneira de estabelecer relações... [:p]
Eu, se me pagarem todas as horas de trabalho decentemente, também sou capaz de trabalhar 16 horas por dia!... [:p][:p][:p]
 
"Serão as listas de espera para cirurgias/consultas médicas admissíveis??

Sim!
Evidentemente que sim.
Nunca haverá a possibilidade de existir um medico para cada doente...

A questão está no que é admissível, e quanto tempo é admissível para cada situação especifica. ( há casos em que a espera de anos é medicamente aceitável, e outros casos em que a espera de dias que sejam, é absolutamente inaceitável)

De qualquer maneira esta é uma daquelas questões que se resolve facilmente com dinheiro.

Com mais dinheiro:
-construiam-se mais hospitais/centros de saude/laboratórios,
-fundavam-se mais faculdades,
-contratavam-se mais docentes,
-comprava-se mais equipamentos,
-pagavam-se mais horas de trabalho,
-contratavam-se serviços adicionais aos privados....

Vem? Tudo muito simples e resolvido exclusivamente com dinheiro....

Não podem é esperar que sem dinheiro, como tem sido até ao momento, se resolva o problema.
Por muito boas intenções, ideias, mecanismos que se desenvolvam,
sem meios, sem equipamentos, sem recursos humanos ( não porque não os haja, mas porque não lhes pagam para fazer serviço adicional), não podem esperar diminuição de listas de espera..

Um dia tem 24h, dá 3 turnos de 8 horas.
Os serviços de saude tem que operar constantemente 24h/dia independentemente dos horários de trabalho de outros serviços.

De acordo com a lei, o trabalho aos fins de semana, feriados, e após as 23h tem um regime remuneratório especifico ( horas extras)...

Para evitar este pagamento adicional, contorna-se ligeiramente as leis fazendo "bancos e folgas", criam-se situações de " estar de prevenção" entre outros subterfúgios para fugir a este pagamento.

SE DE FACTO existissem 3 turnos totalmente equipados humanamente por dia, com os laboratórios a funcionar 24h, as farmácias hospitalares a funcionarem 24h, as especialidades médicas a funcionar 24h as listas de espera diminuiam drasticamente...

Mas para isso é preciso PAGAR,coisa que o estado não quer ,e por isso fecha SAP's durante a noite, deixando de ser portanto "permanentes" e obrigando as populações a se dirigirem aos hospitais, anulando o fim a que se destinavam os SAP's, que era precisamente retirar das urgências dos hospitais os casos de não urgência ou emergência...
 
"Serão as listas de espera para cirurgias/consultas médicas admissíveis??

Sim!
Evidentemente que sim.
Nunca haverá a possibilidade de existir um medico para cada doente...

A questão está no que é admissível, e quanto tempo é admissível para cada situação especifica. ( há casos em que a espera de anos é medicamente aceitável, e outros casos em que a espera de dias que sejam, é absolutamente inaceitável)

De qualquer maneira esta é uma daquelas questões que se resolve facilmente com dinheiro.

Com mais dinheiro:
-construiam-se mais hospitais/centros de saude/laboratórios,
-fundavam-se mais faculdades,
-contratavam-se mais docentes,
-comprava-se mais equipamentos,
-pagavam-se mais horas de trabalho,
-contratavam-se serviços adicionais aos privados....


Vem? Tudo muito simples e resolvido exclusivamente com dinheiro....

Não podem é esperar que sem dinheiro, como tem sido até ao momento, se resolva o problema.
Por muito boas intenções, ideias, mecanismos que se desenvolvam,
sem meios, sem equipamentos, sem recursos humanos ( não porque não os haja, mas porque não lhes pagam para fazer serviço adicional), não podem esperar diminuição de listas de espera..

Um dia tem 24h, dá 3 turnos de 8 horas.
Os serviços de saude tem que operar constantemente 24h/dia independentemente dos horários de trabalho de outros serviços.

De acordo com a lei, o trabalho aos fins de semana, feriados, e após as 23h tem um regime remuneratório especifico ( horas extras)...

Para evitar este pagamento adicional, contorna-se ligeiramente as leis fazendo "bancos e folgas", criam-se situações de " estar de prevenção" entre outros subterfúgios para fugir a este pagamento.

SE DE FACTO existissem 3 turnos totalmente equipados humanamente por dia, com os laboratórios a funcionar 24h, as farmácias hospitalares a funcionarem 24h, as especialidades médicas a funcionar 24h as listas de espera diminuiam drasticamente...

Mas para isso é preciso PAGAR,coisa que o estado não quer ,e por isso fecha SAP's durante a noite, deixando de ser portanto "permanentes" e obrigando as populações a se dirigirem aos hospitais, anulando o fim a que se destinavam os SAP's, que era precisamente retirar das urgências dos hospitais os casos de não urgência ou emergência...
Tudo se resume, então, a dinheiro!
 
Tudo se resume, então, a dinheiro!


È uma das abordagens, sim, evidentemente...
A optimização de recursos existentes, outra abordagem, passa também por aumentar as despesas, pelo que é igualmente uma questão de dinheiro...

Gostaria que alguém demonstrasse ques e faz melhor com menos dinheiro, em qualquer parte do mundo, do que se faz aqui em Portugal!
 
Foliv, tens razão em alguns pontos, mas o problema não é só dinheiro (ou falta dele), existem muitos casos em que a gestão não é eficaz. Por exemplo em lisboa existem serviços em hospitais que têm rácios de 2 médicos (entre especialistas e internos) para um doente. O mesmo se passa com muitos daqueles centros que agora estão a ser encerrados, não faz sentido teres médico, enfermeiros e pessoal de apoio num centro durante uma noite inteira para atender um ou dois doentes. Faz muito mais sentido colocar esse pessoal numa VMER/ambulância que se possa deslocar rapidamente, ter meios que muitos centros não têm e cobrir a área de 3 ou 4 centros de saúde.

Sinceramente não vejo qualquer problema no encerramento dos SAP's durante a noite, desde que as urgências tenham capacidade para lidar com a carga extra e que os bombeiros/inem assegurem o transporte.

Agora acho que tem que haver um esforço educacional grande à população. Por exemplo, existe um serviço muito bom que é o saúde 24, onde podes ter aconselhamento médico pelo telefone e saber se a situação merece ou não uma visita ao hospital mas que a generalidade da população não utiliza antes de ir para os SAP's/urgências por causa de uma constipação. Outro caso é o de algumas grávidas que deram naquelas reportagens choque e emotivas dos bebés que nasceram nas autoestradas, num dos casos a grávida ligou para o inem quando tinha contracções de 2 em 2 minutos, quando bastava que alguém lhe tivesse dito (se calhar até disse) que nessa altura o bebé estava quase a nascer, que devia ligar quando tivesse contracções de meia em meia hora ou mais e chegava com tempo mais do que suficiente ao hospital.
 
- Responsabilidades ?Ter a vida de uma pessoa na mão não acontece apenas quando se manuseia o bisturi ....
- Se me deixarem trabalhar 64 horas por semana e me pagarem eu também o faço;
- Eu além dos anos que passei na faculdade a estudar também tenho que me manter actualizado permanentemente. E não me queixo.
- Há falta de mão-de-obra porque lhes convém ..... ou será que o pessoal agora já não quer ir para medicina ?!?!?
- "Qualquer emprego ......." ..... não nos gozes ....

- Eu não disse que os médicos são os únicos a ter vidas na mão.
- Mas quem é que te impede de trabalhares 64 horas por semana?
- Todos os profissionais têm que se actualizar. Mas porquê que isto veio à conversa?
- Todos os sectores se auto-regulam, não é específico de medicina. Agora o qualidade no ensino da medicina em Portugal é dos melhores da europa, tal como acontece com as engenharias ou com a generalidade dos cursos superiores em Portugal. Abrir o mercado não iria influenciar negativamente este aspecto?
- Eu não disse só "qualquer emprego", disse "qualquer emprego especializado cujo mercado não esteja saturado". Vai ver os ordenados de um licenciado em gestão ou engenharia e vais ver que com facilidade encontras recém-licenciados ou pessoal com 1, 2 anos de experiência a ganharem 1400~1500€. Agora é claro que, salvo raras excepções, um licenciado na área de humanidades nunca vai ganhar isso, porque o mercado nesta altura não precisa deles.

É duro, mas é a realidade. O problema é que o sector da saúde, por ser público e único (pelo menos no início da carreira) não se rege pelo mercado e como tal os médicos estão francamente desvalorizados. Um médico não pode andar a negociar contratos como acontece com muitos licenciados em áreas com muita procura, tem que sujeitar ao que o estado oferece.
 
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