Porsche 718 Cayman/Boxster 2025

A ideia por trás até era interessante:
manter o 911 a combustão o máximo de tempo possível e passar o resto a EV.



Não é que as pessoas não tenham tentado dar uma oportunidade à gama elétrica da Porsche, conheço 2 donos de carros a combustão da marca que quando saiu o Taycan acabaram a desistir das suas encomendas pela baixa autonomia em autoestrada/alta velocidade.
Mantiveram-se em modelos a combustão: um foi para o 992 e outro para um modelo de baixa produção da marca.

Num 718, por ser a base da gama e com formato desportivo, as expetactivas dos clientes são bem maiores, a meu ver (peso etc)

Concordo contigo. Não é uma altura fácil para tomar decisões. Muita incerteza e ultimamente há muitos riscos ao adoptar estratégias diferente da normal.
A Porsche entrou no mercado EV com muito sucesso, mas arrefeceu rápido. Porque, como é obvio, muita gente que compra Porsche quer emoção, de alguma forma, e os EV nisso sao péssimos. Não sou eu que o digo, são os dados.
E claro, o mercado de usados não ajuda. Porquê arder 100k EUR em 2 anos quando podes andar de 992 a metade do custo?
 
Concordo contigo. Não é uma altura fácil para tomar decisões. Muita incerteza e ultimamente há muitos riscos ao adoptar estratégias diferente da normal.
A Porsche entrou no mercado EV com muito sucesso, mas arrefeceu rápido. Porque, como é obvio, muita gente que compra Porsche quer emoção, de alguma forma, e os EV nisso sao péssimos. Não sou eu que o digo, são os dados.
E claro, o mercado de usados não ajuda. Porquê arder 100k EUR em 2 anos quando podes andar de 992 a metade do custo?

Só acrescentar que a fiabilidade do Taycan da primeira geração foi muito fraca, mesmo sabendo que o cliente Porsche é um cliente e fiel e por isso tolera e aceita muitos dos problemas da marca, isso afasta alguns consumidores mais exigentes que de facto utilizam um automóvel não apenas como meio para retirar prazer de condução.
 
LOL
Uma decisao mal tomada, depois de centenas acertadas - passa imediatamente a burro.

Manda CV [;)] adorava ver.


Não é questão de mandar CV, é uma questão de medidas mal tomadas para agradar à alguns e parecer que estão muito à frente das outras marcas, que depois resultam em prejuízos avultados sem nada para apresentar.

O 911 e o Boxster/Cayman teriam que ser os últimos modelos a ser electrificados pois o facto de serem movidos por motores a gasolina é parte integral dos carros, principalmente o 911.
Para mim a Porsche deveria ter feito uma grande actualiazação ao Boxster actual, para o manter a venda o máximo de tempo possível e deveria ter feito um desportivo eléctrico a partir do Taycan, poupando bastante tempo e dinheiro.
Assim, gastaram balúrdios e 5 ou 6 anos para nada...

E a Porsche já tinha tomado algumas decisões más, como o motor boxer de 4 cilindros para o Boxster, ou o Taycan que só vendeu enquanto conseguiram obrigar os clientes a comprá-lo para poder ter uma chance de comprar certas versões do 911, como o GT3.


Claro que a culpa não é só da Porsche, pois vários governos tinham decretado o fim dos motores a combustão, que agora estão à reverter...
 
Para mim a Porsche deveria ter feito uma grande actualiazação ao Boxster actual, para o manter a venda o máximo de tempo possível e deveria ter feito um desportivo eléctrico a partir do Taycan, poupando bastante tempo e dinheiro.
Assim, gastaram balúrdios e 5 ou 6 anos para nada...

A plataforma J1, utilizada pelo Taycan/e-tron GT, não é modular. Foi feita, exclusivamente, para dar origem a carrocerias da tipologia de "grandes familiares/executivos".
Como tal, o que sugeres, seria impossível.

Não considero a estratégia seguida errada, de ter carros familiares elétricos e híbridos e os desportivos a gasolina.
O Macan deveria ter sido lançado também com versão ICE para manter as vendas em certos mercados. Não o fizeram, mas vão corrigir isso em breve, após terem percebido que foi "too soon", num modelo que é entrada da gama.
 
Não se esqueçam das médias de emissões das frotas. Meter tudo ICE novamente vai lhes tirar a folga que hoje têm para o 911.
É um jogo que só dá para perder.
 
Um "desportivo" eléctrico transmite ainda menos emoção que um "desportivo" a Diesel.

A Porsche deixou de ser uma marca desportiva quando começou a fazer SUVs a Diesel.
 
A plataforma J1, utilizada pelo Taycan/e-tron GT, não é modular. Foi feita, exclusivamente, para dar origem a carrocerias da tipologia de "grandes familiares/executivos".
Como tal, o que sugeres, seria impossível.


Não considero a estratégia seguida errada, de ter carros familiares elétricos e híbridos e os desportivos a gasolina.
O Macan deveria ter sido lançado também com versão ICE para manter as vendas em certos mercados. Não o fizeram, mas vão corrigir isso em breve, após terem percebido que foi "too soon", num modelo que é entrada da gama.


Outro erro da Porsche/Audi, gastar uma pipa de massa para uma plataforma que só serve para um ou dois tipos de carroçaria e depois para 2 ou 3 carros é um grande tiro no pé.

Mas aminha ideia era a de fazer um GT de 2 portas sobre essa mesma base, e não um sucessor directo do Boxster, isto deveria ser possível ou não?


Não se esqueçam das médias de emissões das frotas. Meter tudo ICE novamente vai lhes tirar a folga que hoje têm para o 911.
É um jogo que só dá para perder.


Verdade, mas a minha ideia é a de deixar os desportivos "puros" com motores a combustão, e os SUVs/berlinas com motorizações híbridas e eléctricas, assim deveriam conseguir manter as médias necessárias, acho eu.


Um "desportivo" eléctrico transmite ainda menos emoção que um "desportivo" a Diesel.

A Porsche deixou de ser uma marca desportiva quando começou a fazer SUVs a Diesel.


A Porsche deixou de ser uma marca desportiva quando os SUVs começaram a assegurar 70/80% das vendas, à partir desse momento os gestores tiveram a ideia de transformar a Porsche numa marca de luxo com alguns modelos desportivos... Felizmente esses mesmos modelos são muito bons.
Mas a Porsche já não vai voltar para trás no que toca aos SUVs, bem ou mal, por isso pouco a fazer.

Eu ainda lhes compro um 911 ou Boxster quando tiver dinheiro.[:D]
 
Outro erro da Porsche/Audi, gastar uma pipa de massa para uma plataforma que só serve para um ou dois tipos de carroçaria e depois para 2 ou 3 carros é um grande tiro no pé.

Mas aminha ideia era a de fazer um GT de 2 portas sobre essa mesma base, e não um sucessor directo do Boxster, isto deveria ser possível ou não?

A Porsche não é propriamente uma VW, não tem uma gama extensa e variada ao ponto de se justificar ter uma plataforma modular. Eles fizeram uma plataforma para um sedan eléctrico, familiar. Parece-me ter lógica face ao que é/era o "ganha pão" da marca e produtos que efetivamente ajudam a sustentar a marca (Macan, Cayenne, Panamera). Até porque é nos modelos de topo onde se consegue uma maior margem de lucro.

Eu percebi qual era a tua ideia, mas não julgo que a plataforma permita isso. O Taycan tem 5m de comprimento, 4 portas, uma distância entre eixos em consonância com estas características. Os 911 tem 4,5m atualmente.

Ainda sobre o Taycan, temos de ter noção do contexto do mesmo, esforços no seu desenvolvimento etc. Foi lançado em final 2019, mas com o COVID diria que só a partir de 2021 é que começaram realmente a vender e circular.

Contudo, este modelo, já estava a ser pensado muito antes disso. Eu vi no museu da Porsche na Alemanha, em meados de 2017, o concept Mission E, que originou o Taycan. À data (2017) era tecnologia de ponta, ao nível da sua autonomia e carregamento. Claro que, quando chegou efetivamente ao mercado, já veio algo "ultrapassado", principalmente na autonomia.

Recordemo-nos que a Porsche esteve moribunda no final da década 90 e foi o Boxster que a salvou. Numa altura em que os roadster se vendiam. Hoje em dia ninguém compra este tipo de carros infelizmente, até mesmo os hatchback de 3p estão em vias de extinção. O Cayenne, mais tarde, foi a 2.ª boia de salvação quando o efeito do boxster se começou a esvaziar.

O Taycan, apesar de tudo, teve boas vendas e diria que o restyling é um produto bastante maduro. O Macan elétrico também teve um bom arranque e julgo que continua com boas vendas apesar de ter perdido muito com a inexistência do ICE, que desviou alguns clientes da marca.

Vejamos o que o futuro reserva.
 
Outro erro da Porsche/Audi, gastar uma pipa de massa para uma plataforma que só serve para um ou dois tipos de carroçaria e depois para 2 ou 3 carros é um grande tiro no pé.

Mas aminha ideia era a de fazer um GT de 2 portas sobre essa mesma base, e não um sucessor directo do Boxster, isto deveria ser possível ou não?





Verdade, mas a minha ideia é a de deixar os desportivos "puros" com motores a combustão, e os SUVs/berlinas com motorizações híbridas e eléctricas, assim deveriam conseguir manter as médias necessárias, acho eu.





A Porsche deixou de ser uma marca desportiva quando os SUVs começaram a assegurar 70/80% das vendas, à partir desse momento os gestores tiveram a ideia de transformar a Porsche numa marca de luxo com alguns modelos desportivos... Felizmente esses mesmos modelos são muito bons.
Mas a Porsche já não vai voltar para trás no que toca aos SUVs, bem ou mal, por isso pouco a fazer.

Eu ainda lhes compro um 911 ou Boxster quando tiver dinheiro.[:D]

Eu não estou muito por dentro da situação financeira da Porsche mas acho que os problemas são basicamente:

Margens mais pequenas do que antes, o que para um construtor com pouco volume pode ser crítico;

Problemas de fiabilidade dos modelos tanto híbridos como elétricos. O Taycan é o EV menos fiável do mercado e como os proprietários fazem extensão de garantia a marca tem de assumir todas as reparações que são muito complexas e caríssimas sendo relativamente comum carros ficarem meses à espera de reparação. O mesmo se passa com os Panamera híbridos, é habitual os híbridos darem problemas que ultrapassam facilmente o valor dos 4 dígitos. O consumidor do Panamera não é o típico consumidor Porsche por isso não tem tanta tolerância a problemas graves como os outros clientes habituais da marca;

Os custos muito elevados do desenvolvimento dos EVs para a pouca rentabilidade e o abandono do Macan ICE;


A grande sorte da Porsche é que a concorrência na Europa é miserável, de todas as marcas que têm produtos concorrentes todas vendem pouco e são geridas de forma péssima, a única excepção é talvez a Range Rover mas a Maserati, Lotus, Alpine, Alfa, Jaguar, são zero.
 
A Porsche não é propriamente uma VW, não tem uma gama extensa e variada ao ponto de se justificar ter uma plataforma modular. Eles fizeram uma plataforma para um sedan eléctrico, familiar. Parece-me ter lógica face ao que é/era o "ganha pão" da marca e produtos que efetivamente ajudam a sustentar a marca (Macan, Cayenne, Panamera). Até porque é nos modelos de topo onde se consegue uma maior margem de lucro.

Eu percebi qual era a tua ideia, mas não julgo que a plataforma permita isso. O Taycan tem 5m de comprimento, 4 portas, uma distância entre eixos em consonância com estas características. Os 911 tem 4,5m atualmente.

Ainda sobre o Taycan, temos de ter noção do contexto do mesmo, esforços no seu desenvolvimento etc. Foi lançado em final 2019, mas com o COVID diria que só a partir de 2021 é que começaram realmente a vender e circular.

Contudo, este modelo, já estava a ser pensado muito antes disso. Eu vi no museu da Porsche na Alemanha, em meados de 2017, o concept Mission E, que originou o Taycan. À data (2017) era tecnologia de ponta, ao nível da sua autonomia e carregamento. Claro que, quando chegou efetivamente ao mercado, já veio algo "ultrapassado", principalmente na autonomia.

Recordemo-nos que a Porsche esteve moribunda no final da década 90 e foi o Boxster que a salvou. Numa altura em que os roadster se vendiam. Hoje em dia ninguém compra este tipo de carros infelizmente, até mesmo os hatchback de 3p estão em vias de extinção. O Cayenne, mais tarde, foi a 2.ª boia de salvação quando o efeito do boxster se começou a esvaziar.

O Taycan, apesar de tudo, teve boas vendas e diria que o restyling é um produto bastante maduro. O Macan elétrico também teve um bom arranque e julgo que continua com boas vendas apesar de ter perdido muito com a inexistência do ICE, que desviou alguns clientes da marca.

Vejamos o que o futuro reserva.


A Porsche não é uma VW mas pertence ao mesmo universo, com todos os benefícios is problemas que isso acarreta, por isso tem todas as capacidades para produzir uma plataforma modular, se assim fosse necessário.
Para além disso, o A8, Urus, Cayenne e o Bentaguya são todos feitos sobre a mesma base, ou não? Assim sendo por que não fazer uma plataforma modular que servisse todas essas marcas, para poupar tempo e dinheiro?


Eu não estou muito por dentro da situação financeira da Porsche mas acho que os problemas são basicamente:

Margens mais pequenas do que antes, o que para um construtor com pouco volume pode ser crítico;

Problemas de fiabilidade dos modelos tanto híbridos como elétricos. O Taycan é o EV menos fiável do mercado e como os proprietários fazem extensão de garantia a marca tem de assumir todas as reparações que são muito complexas e caríssimas sendo relativamente comum carros ficarem meses à espera de reparação. O mesmo se passa com os Panamera híbridos, é habitual os híbridos darem problemas que ultrapassam facilmente o valor dos 4 dígitos. O consumidor do Panamera não é o típico consumidor Porsche por isso não tem tanta tolerância a problemas graves como os outros clientes habituais da marca;

Os custos muito elevados do desenvolvimento dos EVs para a pouca rentabilidade e o abandono do Macan ICE;


A grande sorte da Porsche é que a concorrência na Europa é miserável, de todas as marcas que têm produtos concorrentes todas vendem pouco e são geridas de forma péssima, a única excepção é talvez a Range Rover mas a Maserati, Lotus, Alpine, Alfa, Jaguar, são zero.


Para mim o Taycan é um bom exemplo de uma boa ideia com uma má execução. Pelo o que tenho lido o carro é bastante acanhado, caro e com uma autonomia muito limitada para o preço. E a brincadeira de obrigar os clientes das versões mais exclusivas do 911 a comprar o Taycan parece estar a mostrar os seu efeitos secundários...

Para piorar a situação apareceu uma marca de telemóveis a dar uma lição a Porsche. Um aspecto que eu sempre gostei na Porsche é que nunca enveredaram pelas potências malucas de outras marcas para mostrar serviço, mas no Taycan esqueceram-se desse aspecto e deram-se mal...


Quanto as marcas que citaste, só a Maseratti e Jaguar é que poderiam concorrer directamente contra a Porsche mas são tão mal geridas...


Vejamos o que o novo gestor irá fazer para inverter a situação.
 
Última edição:
A Porsche não é uma VW mas pertence ao mesmo universo, com todos os benefícios is problemas que isso acarreta, por isso tem todas as capacidades para produzir uma plataforma modular, se assim fosse necessário.
Para além disso, o A8, Urus, Cayenne e o Bentaguya são todos feitos sobre a mesma base, ou não? Assim sendo por que não fazer uma plataforma modular que servisse todas essas marcas, para poupar tempo e dinheiro?





Para mim o Taycan é um bom exemplo de uma boa ideia com uma má execução. Pelo o que tenho lido o carro é bastante acanhado, caro e com uma autonomia muito limitada para o preço. E a brincadeira de obrigar os clientes das versões mais exclusivas do 911 a comprar o Taycan parece estar a mostrar os seu efeitos secundários...

Para piorar a situação apareceu uma marca de telemóveis a dar uma lição a Porsche. Um aspecto que eu sempre gostei na Porsche é que nunca enveredaram pelas potências malucas de outras marcas para mostrar serviço, mas no Taycan esqueceram-se desse aspecto e deram-se mal...


Quanto as marcas que citaste, só a Maseratti e Jaguar é que poderiam concorrer directamente contra a Porsche mas são tão mal geridas...


Vejamos o que o novo gestor irá fazer para inverter a situação.

A Lotus neste momento tem uma gama basicamente igual à Porsche mas vende muito pouco. SUVs e berlinas elétricas e depois term os desportivos.

A Alpine a Alfa têm pelo menos um modelo que pode concorrer com um modelo da Porsche, a Alpine o A110 e a Alfa o Stelvio.
 
A Lotus neste momento tem uma gama basicamente igual à Porsche mas vende muito pouco. SUVs e berlinas elétricas e depois term os desportivos.

A Alpine a Alfa têm pelo menos um modelo que pode concorrer com um modelo da Porsche, a Alpine o A110 e a Alfa o Stelvio.


Verdade, mas o problema da Lotus, e da Alpine, é que são marcas desconhecidas do público em geral. Toda a gente conhece a Porsche e daí o valor da marca, o mesmo com a Mercedes ou a Ferrari, em patamares diferentes.
Mas a Lotus e a Alpine são praticamente desconhecidas, só os entusiastas é que as conhecem, por isso é que vendem muito pouco mesmo com uma gama igual à da Porsche. Mas pode ser que a situação mude com o tempo.

Já agora, também sou fã da Lotus por causa dos jogos de computador/consolos, primeiro no Amiga 500 com os saudosos Lutus Challenge 1, 2 e 3 e depois no GranTurismo com os fantásticos Elise e Esprit.
Não fosse isso acho que nem conhecia a marca...
 
Sabem que a Lotus já foi equipa (e ganhadora) da F1, certo?
E sobre a Alpine, apesar de não ser um desportivo, o A290 tem tido bons números, vão ter uma nova geração do A110 com versão hibrida e um novo A310, acho que poderá ter um bom futuro a médio prazo.
 
A Porsche não é propriamente uma VW, não tem uma gama extensa e variada ao ponto de se justificar ter uma plataforma modular. Eles fizeram uma plataforma para um sedan eléctrico, familiar. Parece-me ter lógica face ao que é/era o "ganha pão" da marca e produtos que efetivamente ajudam a sustentar a marca (Macan, Cayenne, Panamera). Até porque é nos modelos de topo onde se consegue uma maior margem de lucro.

Eu percebi qual era a tua ideia, mas não julgo que a plataforma permita isso. O Taycan tem 5m de comprimento, 4 portas, uma distância entre eixos em consonância com estas características. Os 911 tem 4,5m atualmente.

Ainda sobre o Taycan, temos de ter noção do contexto do mesmo, esforços no seu desenvolvimento etc. Foi lançado em final 2019, mas com o COVID diria que só a partir de 2021 é que começaram realmente a vender e circular.

Contudo, este modelo, já estava a ser pensado muito antes disso. Eu vi no museu da Porsche na Alemanha, em meados de 2017, o concept Mission E, que originou o Taycan. À data (2017) era tecnologia de ponta, ao nível da sua autonomia e carregamento. Claro que, quando chegou efetivamente ao mercado, já veio algo "ultrapassado", principalmente na autonomia.

Recordemo-nos que a Porsche esteve moribunda no final da década 90 e foi o Boxster que a salvou. Numa altura em que os roadster se vendiam. Hoje em dia ninguém compra este tipo de carros infelizmente, até mesmo os hatchback de 3p estão em vias de extinção. O Cayenne, mais tarde, foi a 2.ª boia de salvação quando o efeito do boxster se começou a esvaziar.

O Taycan, apesar de tudo, teve boas vendas e diria que o restyling é um produto bastante maduro. O Macan elétrico também teve um bom arranque e julgo que continua com boas vendas apesar de ter perdido muito com a inexistência do ICE, que desviou alguns clientes da marca.

Vejamos o que o futuro reserva.

Julgas mal, o Macan EV é um autentico flop (como quase tudo que é EV neste segmento)
 
Não é questão de mandar CV, é uma questão de medidas mal tomadas para agradar à alguns e parecer que estão muito à frente das outras marcas, que depois resultam em prejuízos avultados sem nada para apresentar.

O 911 e o Boxster/Cayman teriam que ser os últimos modelos a ser electrificados pois o facto de serem movidos por motores a gasolina é parte integral dos carros, principalmente o 911.
Para mim a Porsche deveria ter feito uma grande actualiazação ao Boxster actual, para o manter a venda o máximo de tempo possível e deveria ter feito um desportivo eléctrico a partir do Taycan, poupando bastante tempo e dinheiro.
Assim, gastaram balúrdios e 5 ou 6 anos para nada...

E a Porsche já tinha tomado algumas decisões más, como o motor boxer de 4 cilindros para o Boxster, ou o Taycan que só vendeu enquanto conseguiram obrigar os clientes a comprá-lo para poder ter uma chance de comprar certas versões do 911, como o GT3.


Claro que a culpa não é só da Porsche, pois vários governos tinham decretado o fim dos motores a combustão, que agora estão à reverter...

LATMGB anda cá [:D]

Não acho que tenha sido uma má decisão, vendeu relativamente bem! Esse 2.0 também foi usado com algum secesso no Macan!
 
Julgas mal, o Macan EV é um autentico flop (como quase tudo que é EV neste segmento)

As vendas do Macan EV ficaram abaixo das expectativas da Porsche e continuam a vender-se muitos Macan a combustão, mais do que era perspetivado, apesar de ser um modelo datado. Isto é uma questão de conjuntura social e não propriamente culpa do modelo.

Ainda assim, acho que "autêntico flop" não é o termo que melhor se aplica às vendas do Macan EV, considerando que é/era o modelo mais vendido do fabricante, a par com o 911 (que é o Porsche por excelência, pelo que considero normal).

Podia procurar noticias mais recentes, mas prefiro colocar uma da própria Porsche:
https://newsroom.porsche.com/en/2025/company/porsche-deliveries-first-half-2025-39972.html

Se podia vender mais? Podia.
Se está abaixo das expectativas de vendas previstas em face de ser um modelo exclusivamente EV e que obrigou a Porsche a repensar a estratégia e a lançar um novo Macan a combustão? Sim.
Se é um flop? Não. Linguisticamente, numericamente e comercialmente, os factos existentes não permitem alegar isso.
 
Esse artigo daqui a bocado tem um ano.
O Macan inicialmente vendeu bem, tal como o Taycan na sua altura. E depois arrefeceu.

Fala com qualquer stand, todos dir-te-hao o mesmo, que é um flop.
 
LATMGB anda cá [:D]

Não acho que tenha sido uma má decisão, vendeu relativamente bem! Esse 2.0 também foi usado com algum secesso no Macan!

O 2.0 do 718 nunca foi usado em qualquer outro modelo. O 2.0 do Macan era o EA888 do Golf GTI (desenvolvimento Audi), o do 718 base do 9A2 (desenvolvimento Porsche).
 
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