Tópico das Casas

há soluções

ver o que se faz em cidades como Viena ou…Singapura.

e há mitigações

Mas Estado está mais interessado em mamar impostos e em criar dependentes e/ou negociatas para amigos (ver EPUL). É o maior amigo do pior capital.

Acresce ainda que o pessoal fala e faz comparações com cidades como Londres, Paris, SF mas que são estapafúrdias porque os transportes públicos são muito piores cá e a desproporção de rendimentos ainda é maior.

O pessoal devia ver pelo que passam os trabalhadores indiferenciados e que vivem nas periferias de Lisboa para chegarem ao trabalho.

não é por acaso que andam por aí de chassos, tendo que fazer ginásticas mensais para conseguir conjugar transportes públicos e individual.

distâncias ridículas de 15 km ao centro de Lisboa podem levar 1h30 a 2h em commute diário.

mas como só nos preocupamos em passes a 30 euros enquanto os transportes têm frequências medíocres, cancelamentos constantes andando-se se como sardinha em lata…

é esse o tipo de política social que se faz por cá

e como esses desgracados pouco sabem que podia não ser assim, ainda acham que estão a ser ajudados

e l resto mantém-se nos seus palácios de marfim móveis enquanto Lisboa e o Porto ainda vão permitindo que o uso do carro se faça sem custos por aí além.

é tudo uma perversão completa, seja ambiental seja dos princípios básicos do papel do Estado na proteccao dos mais frágeis e na promoção de igualdades de oportunidade

O que se faz em cidades como Viena ou Singapura?

Vi este site, no caso de Viena: https://housinganywhere.com

E vejo que nesta cidade, por exemplo, um simples T2 de 80m2 começa a partir de 1.400€. E pelo que vi pelos salários de lá, também não será qualquer casal que o conseguirá... O que vejo é que para também terem preços razoáveis também focam em casas pequenas, com estúdios de 20m2 ou menos a partir de 500 euros.

Sobre Singapura não conheço também, apenas tenho ideia das terras serem públicas e concessionadas para construção acessível. mas também tenho ideia (posso estar enganado) que é daquelas cidades onde milhares de pessoas habitam em condições desumanas com piores condições do que qualquer "caravana" já por aqui falada. Entendo a parte de especular e "jogar" com propriedade de imóveis, mas essa libertação de mercado também não me parece muito atractiva e a construção de qualidade acima da média presumo que seja sempre limitada. A propriedade do terreno é importante.

Mas o que penso estar mais correcto é a observação sobre transportes, e nisso Portugal é uma miséria. Raramente uso, e não tenho muita noção de como é por cá (apenas a percepção de serem muito maus). Mas uso em cidades europeias quando viajo e acho sempre uma maravilha, com disponibilidade, rapidez, comodidade, pontualidade. Não teria qualquer problema em viver na periferia com transportes assim.
 
Mas o problema é falta de espaço nas cidades? [:D]

O problema não é falta de espaço, é falta de dinheiro para pagar o que custa uma casa. E não é "nas cidades", é a 30/40/50km dessa cidade (áreas metropolitanas).

O que eu estou a discutir é que, além do obvio desalinhamento do que ganhamos face ao aumento do custo da habitação, ainda temos políticas de atração de investimento baseadas na aquisição de casas que desequilibrou ainda mais a balança.
Ora, perante isto, quem levou a carne (o estado) que leve os ossos (adoção de políticas "corretivas").

Oferta vs procura... há 20-30 anos construíam-se 5 ou 6 vezes mais, Portugal era um pais onde era facil toda a gente comprar casa e isso vai ser cada vez menos uma realidade. Muita casa feita ás 3 pancadas mas eram casas.
 
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Algo está um pouco desajustado nos preços de outubro de 2022.
 
O que se faz em cidades como Viena ou Singapura?

Vi este site, no caso de Viena: https://housinganywhere.com

E vejo que nesta cidade, por exemplo, um simples T2 de 80m2 começa a partir de 1.400€. E pelo que vi pelos salários de lá, também não será qualquer casal que o conseguirá... O que vejo é que para também terem preços razoáveis também focam em casas pequenas, com estúdios de 20m2 ou menos a partir de 500 euros.

Sobre Singapura não conheço também, apenas tenho ideia das terras serem públicas e concessionadas para construção acessível. mas também tenho ideia (posso estar enganado) que é daquelas cidades onde milhares de pessoas habitam em condições desumanas com piores condições do que qualquer "caravana" já por aqui falada. Entendo a parte de especular e "jogar" com propriedade de imóveis, mas essa libertação de mercado também não me parece muito atractiva e a construção de qualidade acima da média presumo que seja sempre limitada. A propriedade do terreno é importante.

Mas o que penso estar mais correcto é a observação sobre transportes, e nisso Portugal é uma miséria. Raramente uso, e não tenho muita noção de como é por cá (apenas a percepção de serem muito maus). Mas uso em cidades europeias quando viajo e acho sempre uma maravilha, com disponibilidade, rapidez, comodidade, pontualidade. Não teria qualquer problema em viver na periferia com transportes assim.



Habitação social é tanta que não viver em casas sociais é a excepção, e com isto Viena é uma das capitais mais “affordable” da Europa. E os preços depende tambem dos rendimentos, sendo que com filhos pessoas com salários conjuntos anuais de 70k ou mais ainda são aplicáveis. A Alemanha é um pouco parecido mas parou a construção social em larga escala nos anos 80, por isso agora a situação é um pouco pior. Mesmo para compra de casa o governo alemão ajuda com vários programas, salvo erros empréstimos sem juros de 60k mais 50k por filho, que podem ser usados para entrada da casa em conjunto com um empréstimo normal.

Outras realidades, outros problemas. Mas o foco das ajudas sem em rendimentos que vão quase até à quase média alta é outro mundo a anos luz de Portugal onde só se ajuda o salário mínimo e acima de 1200euros já são fiscalmente ricos.
 
A lógica será a mesma. Casas caras = compra ou arrendamento a preços elevados.

O problema é as casas serem caras ou os rendimentos serem baixos?

É que mesmo com subida de rendimentos as casas tenderão a aumentar. Lamento, mas o que vejo é que na periferia existem casas perfeitamente comportáveis para um casal que ganhe o salário mínimo, pelo menos aqui no norte. E mesmo na zona de Lisboa, o que não faltam são casa comportáveis...na periferia.

Morar no centro de qualquer cidade não poderá ser para todos, tal como não será em nenhuma grande cidade do mundo.

Não faço ideia de onde vives mas eu não consigo entender como é que um casal banal com 1 ou 2 filhos, ambos com o SMN consegue sobreviver se tiver que arrendar uma casa nos dias de hoje. E não é em lisboa com rendas a 1500/2000€, é mesmo numa terriola do norte onde se arrendar hoje por 600€ é um achado.

705*2= 1410€
1410-600€= 810

Agora imagina lá como é que eles dividem os 810€ pelas contas mensais de uma família típica, alimentação, agua,energia, gás, vestuário, telecomunicações, se tiver 1 carrito manutenções, seguro, iuc, combustivél, medicamentos, escolas... etc etc etc. Eu honestamente não compreendo como se sobrevive nestas condições.
 
Não faço ideia de onde vives mas eu não consigo entender como é que um casal banal com 1 ou 2 filhos, ambos com o SMN consegue sobreviver se tiver que arrendar uma casa nos dias de hoje. E não é em lisboa com rendas a 1500/2000€, é mesmo numa terriola do norte onde se arrendar hoje por 600€ é um achado.

705*2= 1410€
1410-600€= 810

Agora imagina lá como é que eles dividem os 810€ pelas contas mensais de uma família típica, alimentação, agua,energia, gás, vestuário, telecomunicações, se tiver 1 carrito manutenções, seguro, iuc, combustivél, medicamentos, escolas... etc etc etc. Eu honestamente não compreendo como se sobrevive nestas condições.

Neste momento há na família 5 vários apartamentos, entre T3 e T5, a 80 km de Lx, arrendados por valores entre os 350 e os 450€, com contrato. São os valores que se praticam por cá, porque os rendimentos das famílias não permitem mais.

Em breve vai ainda sair para o mercado, na Amadora, um T1 por valores a rondar os 400/450€ mensais.
 
Neste momento há na família 5 vários apartamentos, entre T3 e T5, a 80 km de Lx, arrendados por valores entre os 350 e os 450€, com contrato. São os valores que se praticam por cá, porque os rendimentos das famílias não permitem mais.

Em breve vai ainda sair para o mercado, na Amadora, um T1 por valores a rondar os 400/450€ mensais.

Com todo o respeito pelos apartamentos da família, esses valores (350€), alugado hoje (novembro 2022) em praticamente todo o país (onde há pessoas) só em imóveis com 50 anos e com duvidosas condições de habitabilidade.
Eu vivo numa cidade media/pequena do litoral, na cidade não anda longe dos valores das maiores cidades um T2 por 1000€ já começa a ser um achado, nos arredores do concelho 600€ é o novo normal, esses valores de 300/350€ só mesmo para aquelas "casas de bairro" antigas, minúsculas com umas placas de madeira a fazer de teto e a separar o telhado da casa.
 
Com todo o respeito pelos apartamentos da família, esses valores (350€), alugado hoje (novembro 2022) em praticamente todo o país (onde há pessoas) só em imóveis com 50 anos e com duvidosas condições de habitabilidade.
Eu vivo numa cidade media/pequena do litoral, na cidade não anda longe dos valores das maiores cidades um T2 por 1000€ já começa a ser um achado, nos arredores do concelho 600€ é o novo normal, esses valores de 300/350€ só mesmo para aquelas "casas de bairro" antigas, minúsculas com umas placas de madeira a fazer de teto e a separar o telhado da casa.

Nada disso. Leva obras de conservação frequentemente (mudança de telhado, reparação e pintura de fachadas, janelas novas, canalização nova, electricidade revista, etc.), até porque é todo do mesmo proprietário. Não há cá mimimis de condomínio.

O que acontece é o que já referi anteriormente por aqui. Os preços estão por norma limitados ao estrato socioeconómico da zona.

Podia pedir-se mais? Claro que sim, mas a partir de um certo nível só aparecem os que não estão preocupados com o valor da renda, porque também não a tencionam pagar 😉
 


Habitação social é tanta que não viver em casas sociais é a excepção, e com isto Viena é uma das capitais mais “affordable” da Europa. E os preços depende tambem dos rendimentos, sendo que com filhos pessoas com salários conjuntos anuais de 70k ou mais ainda são aplicáveis. A Alemanha é um pouco parecido mas parou a construção social em larga escala nos anos 80, por isso agora a situação é um pouco pior. Mesmo para compra de casa o governo alemão ajuda com vários programas, salvo erros empréstimos sem juros de 60k mais 50k por filho, que podem ser usados para entrada da casa em conjunto com um empréstimo normal.

Outras realidades, outros problemas. Mas o foco das ajudas sem em rendimentos que vão quase até à quase média alta é outro mundo a anos luz de Portugal onde só se ajuda o salário mínimo e acima de 1200euros já são fiscalmente ricos.

Certo, irei depois ver o vídeo. Mas um comum mortal que queira uma casa acessível em Viena onde é que a pode encontrar? É que não encontrei nenhuma propriamente acessível na zona de Viena, mesmo para a realidade de rendimentos locais.

São habitações "reservadas"? É que por cá o que não falta também é a chamada construção a custos controlados, com diversos benefícios, mas que não estão no mercado. Ou seja, possivelmente implicam todo um processo incluindo a própria construção.
 
Nada disso. Leva obras de conservação frequentemente (mudança de telhado, reparação e pintura de fachadas, janelas novas, canalização nova, electricidade revista, etc.), até porque é todo do mesmo proprietário. Não há cá mimimis de condomínio.

O que acontece é o que já referi anteriormente por aqui. Os preços estão por norma limitados ao estrato socioeconómico da zona.

Podia pedir-se mais? Claro que sim, mas a partir de um certo nível só aparecem os que não estão preocupados com o valor da renda, porque também não a tencionam pagar 😉

Sobre isto, o SMN é igual em todo o país....
 
Não faço ideia de onde vives mas eu não consigo entender como é que um casal banal com 1 ou 2 filhos, ambos com o SMN consegue sobreviver se tiver que arrendar uma casa nos dias de hoje. E não é em lisboa com rendas a 1500/2000€, é mesmo numa terriola do norte onde se arrendar hoje por 600€ é um achado.

705*2= 1410€
1410-600€= 810

Agora imagina lá como é que eles dividem os 810€ pelas contas mensais de uma família típica, alimentação, agua,energia, gás, vestuário, telecomunicações, se tiver 1 carrito manutenções, seguro, iuc, combustivél, medicamentos, escolas... etc etc etc. Eu honestamente não compreendo como se sobrevive nestas condições.

Desde a zona de Valongo até Amarante ou Felgueiras, ou mais a norte, ainda existe alguma oferta.

Cada português gasta em média 80 euros no supermercado. O que significa:

casa: 600
supermercado: 320 (família de 4)
contas de casa: 100
comunicações: 60
combustível: 100
roupa/calçado e afins: 100
total = 1.280 euros

E com jeitinho ainda poupam 5 ou 10% para imprevistos e compras pontuais, como electrodomésticos. Ninguém disse que seria fácil, mas sim que é possível, incluindo mesmo a compra de casa neste cenário.
 
Com todo o respeito pelos apartamentos da família, esses valores (350€), alugado hoje (novembro 2022) em praticamente todo o país (onde há pessoas) só em imóveis com 50 anos e com duvidosas condições de habitabilidade.
Eu vivo numa cidade media/pequena do litoral, na cidade não anda longe dos valores das maiores cidades um T2 por 1000€ já começa a ser um achado, nos arredores do concelho 600€ é o novo normal, esses valores de 300/350€ só mesmo para aquelas "casas de bairro" antigas, minúsculas com umas placas de madeira a fazer de teto e a separar o telhado da casa.


T2 por 300 euros em Valpaços, por exemplo, e com garagem: https://www.idealista.pt/imovel/32289649/

Mas mesmo mais para o litoral, até 500 euros, ainda se encontra alguma coisa.
 
Desde a zona de Valongo até Amarante ou Felgueiras, ou mais a norte, ainda existe alguma oferta.

Cada português gasta em média 80 euros no supermercado. O que significa:

casa: 600
supermercado: 320 (família de 4)
contas de casa: 100
comunicações: 60
combustível: 100
roupa/calçado e afins: 100
total = 1.280 euros

E com jeitinho ainda poupam 5 ou 10% para imprevistos e compras pontuais, como electrodomésticos. Ninguém disse que seria fácil, mas sim que é possível, incluindo mesmo a compra de casa neste cenário.

Tu és um tipo que não gosta de ser contrariado!

Uma família de 4 320€ em alimentação! Pois como eu disse, não sei como esta malta sobrevive.
Falta tanta, mas tanta coisa nessas contas. Mas paga combustível num carro que não tem seguro, que se pagou sozinho, que não avaria, que não paga IUC, nem vai à inspecção.
Contas da casa 100€,ok, não tem TV bem Net, não tem sofá e dorme num saco cama. Nem têm Telemóvel.
Não podem ficar doentes, nem comprar um livro para os filhos, logo não usam livros de fichas. Se forem ainda bebés as fraldas são de pano.
No natal não há prendas e na pascoa só amêndoas de açúcar.
Qualquer eventualidade que aconteça na vida, como nos acontece a todos nós, olha, não paga a Renda.
 
Eu estou a avançar com um processo de compra em Planta.

Mas confesso que este tipo de negócios não é para mim... Se bem que parece ser a única maneira de ter uma casa +/- ao meu gosto.

O Empreendimento em menos de 24h já tinha 30% reservado (incluindo como é óbvio todos os bons...) Aliás dos 70% que sobravam eu já não compraria nenhum.
Mas consegui ser dos primeiros porque mal recebi a informação tive a sorte de apanhar um dos comerciais. E por isso para já vou prosseguir com o processo porque consegui uma boa casa a um preço que acho aceitável para o mercado actual e para a zona. E porque acho que a este preço consigo vender a posição e ainda ganho qualquer coisa se o fizer.

Agora o processo é todo confuso. O empreendimento até parece que tem as papeladas mais ou menos organizadas para começar, outros que vi entre o começo das vendas e arranque das obras muitas vezes passaram 2 anos... Aqui parece que fizeram a promoção já mais à frente no processo. Só como referência a Arquitectura já foi aprovada há quase ano e meio.

Mas as incertezas dos promotores com materiais, e acabamentos, bem como a pouca definição do que é que estamos na realidade a comprar é um pouco confuso e chato.
O promotor para já desculpou-se com alguma indefinições com alterações de materiais dos fabricantes mensalmente... E que para 2023 ainda não há muita coisa definida.
Mas deixa sempre algum amargo de boca ter de pagar 10% de nada. [:D]

Desejem-me boa sorte. [:)]
 
Eu estou a avançar com um processo de compra em Planta.

Mas confesso que este tipo de negócios não é para mim... Se bem que parece ser a única maneira de ter uma casa +/- ao meu gosto.

O Empreendimento em menos de 24h já tinha 30% reservado (incluindo como é óbvio todos os bons...) Aliás dos 70% que sobravam eu já não compraria nenhum.
Mas consegui ser dos primeiros porque mal recebi a informação tive a sorte de apanhar um dos comerciais. E por isso para já vou prosseguir com o processo porque consegui uma boa casa a um preço que acho aceitável para o mercado actual e para a zona. E porque acho que a este preço consigo vender a posição e ainda ganho qualquer coisa se o fizer.

Agora o processo é todo confuso. O empreendimento até parece que tem as papeladas mais ou menos organizadas para começar, outros que vi entre o começo das vendas e arranque das obras muitas vezes passaram 2 anos... Aqui parece que fizeram a promoção já mais à frente no processo. Só como referência a Arquitectura já foi aprovada há quase ano e meio.

Mas as incertezas dos promotores com materiais, e acabamentos, bem como a pouca definição do que é que estamos na realidade a comprar é um pouco confuso e chato.
O promotor para já desculpou-se com alguma indefinições com alterações de materiais dos fabricantes mensalmente... E que para 2023 ainda não há muita coisa definida.
Mas deixa sempre algum amargo de boca ter de pagar 10% de nada. [:D]

Desejem-me boa sorte. [:)]

Não tenho experiência pessoal. Só de terceiros, já vi a correr mal, mas foram mais os que correram bem.

Boa sorte.
 
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