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Como deves imaginar, eu percebo o processo que levou as rendas aos valores actuais!! não é grande ciência. E não é os preços caros da construção que explica o que se passa no mercado imobiliário, caso contrário tudo o que foi construído antes de 2022 estaria barato... São mais os factores intangíveis que os tangíveis (especulação).
Como eu mencionei, o mercado não vai resolver este problema, pelo que, como deves perceber, não faz diferença nenhuma no mercado eu isoladamente arrendar mais barato.
O mercado resolve o problema, aliás não há problema nenhum.
Há rendas caras, pelo menos dos grandes polos urbanos. As pessoas adaptam-se. Afastam-se geograficamente ou vivem com menos espaço ou condições.
É mesmo, caso não fosse não estariam construtores a desistirem de construções contratadas ainda antes da pandemia. Até alguns desistem a meio ainda dos prazosnde propostas e nem avançavam sem revisões de preços.Como deves imaginar, eu percebo o processo que levou as rendas aos valores actuais!! não é grande ciência. E não é os preços caros da construção que explica o que se passa no mercado imobiliário, caso contrário tudo o que foi construído antes de 2022 estaria barato... São mais os factores intangíveis que os tangíveis (especulação).
Como eu mencionei, o mercado não vai resolver este problema, pelo que, como deves perceber, não faz diferença nenhuma no mercado eu isoladamente arrendar mais barato.
Parece a sério. Se não tens capacidade para comprar uma casa de 100m2 porque o preço de construção do m2 está elevado, então compras uma casa de 50m2.Não percebi se esse post era a sério ou sarcasmo.
Parece a sério. Se não tens capacidade para comprar uma casa de 100m2 porque o preço de construção do m2 está elevado, então compras uma casa de 50m2.
É mesmo, caso não fosse não estariam construtores a desistirem de construções contratadas ainda antes da pandemia. Até alguns desistem a meio ainda dos prazosnde propostas e nem avançavam sem revisões de preços.
Para garantir um preço numa obra, tive de pagar à cabeça a totalidade dos materiais, por exemplo. Para serem comprados, armazenados e não estarem sujeitos a flutuações de preços.
E obviamente se compraste ouro a 10 euros e agora o vizinho está a pagar a 100 euros, não irás vender o teu com base no preço de compra, ou vais? Naturalmente irias vender pelo preço de mercado.
Parece a sério. Se não tens capacidade para comprar uma casa de 100m2 porque o preço de construção do m2 está elevado, então compras uma casa de 50m2.
Sobre o mercado funcionar...
É engraçado (e perverso) que a intervenção do estado tenha precisamente promovido o aumento dos preços da habitação e o entesouramento por parte de um pequeno grupo de pessoas (vistos gold, por exemplo), desvirtuando aquilo que seria uma "normal" relação de oferta e procura.
Espera-se que esse mesmo estado, com os ganhos obtidos pela adoção dessa política (tanto a nível central como local), intervenha de forma a mitigar os problemas de acesso à habitação a que todos assistimos (e que terá tendência a piorar).
O grande problema é que a intervenção do estado é normalmente feita através de medidas avulsas, desgarradas, indiferenciadas (o caso dos 125€ distribuídos a torto e a direito), contrárias e com pouco ou nenhum efeito prático.
Viver com menos condições, espaço ou "afastado geograficamente" (presumo que do trabalho e dos locais onde se faz vida) não é "resolver o problema".
Mas isto é a minha opinião, de quem não gosta muito daquela expressão "pimenta no cu dos outros é refresco".
Precisamente!
A discussão a que respondeste é sobre o arrendamento. E quem não pode arrendar um t1 arrenda uma roulote num parque de reloutes (exemplo dado na previsão do que poderá acontecer). Mas esse é exactamente o problema. Se não consegues ver aqui um problema então não consigo mais discutir este assunto.
É um problema que não tem solução porque o espaço dentro das cidades será sempre limitado. O que existem serão mesmo soluções de mitigação, como afastamento do centro e/ou redução do espaço de habitação?
Pimenta? Mas tu achas mesmo que alguém não pretende viver num espaço melhor do que vive actualmente? É ambição de todos.
A lógica será a mesma. Casas caras = compra ou arrendamento a preços elevados.
O problema é as casas serem caras ou os rendimentos serem baixos?
É que mesmo com subida de rendimentos as casas tenderão a aumentar. Lamento, mas o que vejo é que na periferia existem casas perfeitamente comportáveis para um casal que ganhe o salário mínimo, pelo menos aqui no norte. E mesmo na zona de Lisboa, o que não faltam são casa comportáveis...na periferia.
Morar no centro de qualquer cidade não poderá ser para todos, tal como não será em nenhuma grande cidade do mundo.
É um problema que não tem solução porque o espaço dentro das cidades será sempre limitado. O que existem serão mesmo soluções de mitigação, como afastamento do centro e/ou redução do espaço de habitação?
Pimenta? Mas tu achas mesmo que alguém não pretende viver num espaço melhor do que vive actualmente? É ambição de todos.
Mas o problema é falta de espaço nas cidades? []
O problema não é falta de espaço, é falta de dinheiro para pagar o que custa uma casa. E não é "nas cidades", é a 30/40/50km dessa cidade (áreas metropolitanas).
O que eu estou a discutir é que, além do obvio desalinhamento do que ganhamos face ao aumento do custo da habitação, ainda temos políticas de atração de investimento baseadas na aquisição de casas que desequilibrou ainda mais a balança.
Ora, perante isto, quem levou a carne (o estado) que leve os ossos (adoção de políticas "corretivas").