Não é a volta a França, mas este facto tem passado despercebido por cá!
O Rui Costa tem estado em grande na Volta à Suiça 2012, muito provavelmente um dos maiores feitos do ciclismo português nos últimos tempos.
O Jogo
"Deixando os maiores adversários a um minuto, português provou ser o mais forte, embora falte o pior: duas etapas de montanha dignas dos grandes dias da Volta a França
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Rui Costa amplia a vantagem
Rui Costa (Movistar) consolidou hoje a liderança da Volta à Suíça em bicicleta, com o oitavo lugar na sétima etapa, um contrarrelógio de 34,3 quilómetros, em Gossau. Tendo colocado todos os maiores rivais a cerca de um minuto, o português transformou-se no mais sério candidato à vitória final, embora tenha duas etapas alpinas, bem dignas de uma Volta a França, sábado e domingo.
A prova individual foi ganha pelo sueco Fredrik Kessiakoff (Astana), que cumpriu o percurso em 46.36 minutos, à média de 44,2 km/hora, batendo dois homens da RadioShack, suíço Fabian Cancellara, vencedor da prova em 2009, e o francês Maxime Monfort. Como nenhum deles era já candidato aos primeiros lugares da geral, Rui Costa, que enverga a camisola amarela desde a sua vitória na segunda etapa, transformou-se no verdadeiro vencedor do dia, ao terminar na oitava posição, a 41 segundos do sueco. Todos os restantes ocupantes do top-10 ficaram bem mais longe.
"O balanço de hoje dificilmente podia ser melhor. De manhã, estive com Alejandro [Valverde] a reconhecer o percurso de carro e a última parte em bicicleta e vimos que era um contrarrelógio que podia ser bom para os dois. Não era plano, tinha altos e baixos, com mudanças de ritmo. Tentei ser regular e no final dar o máximo", afirmou o português, que até dentro da própria equipa reforçou o seu estatuto, ao superar o espanhol e habitual líder.
O português dispõe agora de 50 segundos de vantagem sobre o checo Roman Kreuziger (Astana) e 54 para o holandês Robert Gesink (Rabobank), mas terá ainda de contar com a oposição de Frank Schleck (quinto, a 1m04s) em duas etapas de alta montanha.
"Agora faltam duas etapas muito duras, muito seletivas, mas tenho confiança por ver os companheiros que tenho a meu lado. Estão a fazer um trabalho extraordinário. Esperemos que o corpo responda", diz Rui Costa, considerando que os maiores adversários "não são só os dois ou três que as pessoas possam pensar, pois há outros que também estão muito perto".