Boas tardes.
Ao ler o tópico e a carta em questão, é de minha opinião de que o colega forunista [

] deveria ter procedido à identificação da nova matrícula, pois pode muito bem ter acontecido o dono da viatura que constava na base de dados da Via Verde ter passado sem identificador na portagem. Mas erros todos os cometemos.
Voltando à questão, para saber da referida passagem, a própria Via Verde permite ver em caso de problemas fotografias e/ou registo de passagens sobre determinado período de tempo (não sei concretamente em que moldes, mas sei que é possível... foi o que meu irmão feez à uns anos quando lhe roubaram as matrículas e andaram a passar sem identificador na via verde num carro roubado, com as matrículas dele).
Quanto à missiva da advogada, parece-me claramente uma carta tipo. E lendo bem a mesma, fala-se em certo ponto, numa dívida de 0,60 €uros constante em passagem em barreiras de portagem. Quando é que foi feita essa dívida de 0,60 €? Onde e aonde? Ora se a viatura já não se encontra em seu poder, foi pelo novo dono (se é que essa passagem foi feita).
Perdoem-me pela franqueza, mas normalmente nessas situações, eu cá não vou pelo mais fácil... não me interessa se gasto muito dinheiro ou pouco, é uma situação de justiça... quando uma situação semelhante acontece comigo, não fui eu, não pago! Eu cá daria as voltas necessárias para resolver essa situação.
Acho bem que as pessoas não paguem quando realmente não fizeram as coisas ou foram enganadas (muitas vezes pelos vendedores). Neste caso existe um contracto que obriga ao cliente em manter todos os dados actualizados, onde inclui dados da viatura, morada e cartão bancario. Pode não ter sido ele a efectuar, mas o identificador continua com a mesma matricula. A Via Verde não advinha. Se ele tiver comprovativo que vendeu o carro e a quem (assinado por ambas as partes e com copia dos documentos) pode ser que se sabe. Se não, tem de pagar.
Mais, faria uma exposição por escrito do que nos acabou de explicar agora, solicitando provas da tal passagem dos 0,60 €, com carta registada e aviso de recepção para a Administração da Via Verde (procurar igualmente algum tipo de provedor, que normalmente, responde perante a administração/ presidência), onde juntaria provas em como a viatura com a matrícula em questão já não seria da minha propriedade na altura, com conhecimento à advogada em questão.
Que eu saiba a Via Verde não tem provedor. E só conheço meia dúzia de empresas com provedor.
Estou falando com conhecimento de causa, e os procedimentos acima descritos já foram utilizados numa situação por mim vivida perante um grande grupo empresarial português, e graças aos mesmos, resolveram-me uma questão em 2 dias que andava pendurada à quase um ano, derivado ao erro cometido por um colaborador desse mesmo grupo e depois terem enrolado cada vez mais a situação, não assumindo as suas responsabilidades (nota: compensa sempre mais para reclamar, irmos directo aos maiores... 90% dos casos, nem sequer sonham das asneiras que são cometidas em níveis mais abaixo)
Ve-se mesmo que nunca fizeste atendimento ao público. Reclamar com os maiores nem sempre compensa. E muitas vezes os de cima nem sonham o que se passa cá em baixo (falhas de sistemas, erros de aplicações, erros dos clientes, etc).
A própria carta afirma que deve deixar de utilizar o serviço. Ora isso já você faz. Por outro lado, nenhuma firma manda para tribunal por uma dívida de 0,60 €. E lá está, se isso acontecesse (o que não acontece), teriam que provar onde foi a tal passagem a que se refere a dívida...
A própria carta afirma que o cliente deve deixar de utilizar o serviço enquanto não proceder a actualização do cartão multibanco.
Deve(m) ainda V. Ex (as) deixar imediatamente de utiizar o Serviço Via Verde, enquanto não proceder(em) de acordo com as instruções que a minha consituinte enviou.
Espero ter ajudado
Cumprimentos
Ricardo Paulo