Olha fica lá com as tuas culpas porque eu e muitas centenas de portugueses e comuns cidadãos, não somos culpados de nada, ainda pagamos para que os verdadeiros culpados andem por ai a dizer que isto está mau, está mau é para quem cumpre e arrota para os
"desgraçadinhos", que na verdade não o são, porque em período de lucros, enchem as parangonas dos jornais e dos medias a clamar por lucros de Milhões.
Sim o lucros dos tais POUCOS, que quando em dificuldade pedem o tal dinheiros dos tais MUITOS, para poderem ser competitivos, para poderem desenvolver etc, etc, etc.
A realidade é que:
Lucro de 780 milhões - Sem resultados extraordinários, lucro do BCP aumentou 28%.
BES escapa à crise com lucros de 607,1 milhões de euros em 2007
Lucro do BPI deverá subir 23,7%
O Santander Totta alcançou lucros de 510,3 milhões de euros em 2007, mais 20% que em 2006
Empresas com este tipo de relatórios positivos e com lucros deste calibre têm crédito em todo o lado, ou não ?
Então para que precisam de um avalista ?
Para que precisam do pára quedas do estado ?
E para quem quer uma sociedade com menos peso do estado, mais liberal, isto parece um profundo contrasenso.
Tal como vejo dizer muito por aqui, vão à luta, mexam-se, sejam activos, não se queixem, façam pela vida, deixem o conforto do patrono (patrono, patrono, huuum .... no caso de muitos é pai, no caso destes é estado .... ahhhh ... capice...).
Isto, deste tipo de "desgraçadinhos", que precisam de aval do estado para continuarem na sua senda de milhões, é é brincadeira de mau gosto.
E tal como já aqui disseram, uma das coisas boas que as falências têm, é triar o bom do mau, é deixar o mercado escolher as empresas que tem capacidades de evoluir, ora se lhes vamos dar uma "ajudinha" estamos a prostituir o sistema perante todos aqueles que não vão ter hipotese de aceder aos mesmo tipo de ajudas, estamos ao fim e ao cabo a ajudar o incapaz que não tem capacidade de se manter autonomamente no mercado e precisa de uma "ajudinha".
Não sei, mas isto é o que eu tenho lido por aqui neste forum.
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torna-se complicado responder a isto, porque disparas em todas as direccoes. Mas como sei que as criticas sao de boa fe, vou tentar responder a algumas coisas.[

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Em primeiro lugar, os lucros nao sao milionarios. Sao os lucros de uma industria, assim como qualquer outra. Alias, a nivel de margens os bancos tem margens de lucro baixissimas, so conseguindo maximizar o mesmo atraves de leverage, multiplicando os seus activos para o capital existente. é este o modelo de negocio de um banco.
Alem disso, os bancos ja fizeram write downs (perdas) de centenas de bilioes de dolares. Isto da para muitos trimestres de resultados. Em qualquer um dos casos, quando ha lucro este é distribuido pelos accionistas (na sua maior parte fundos de pensoes e de investimento, que investem as poupancas de
toda a gente), ou pelos empregados da companhia. no meu banco somos mais de 100,000. Sera que os lucros vao para poucos?[

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Falando agora do auxilio prestado aos bancos. Eu, como economista sou por principio contra a intervencao estatal para salvar um player na industria. Por exemplo estar a manter uma companhia aerea que da prejuizo é ineficiente para a economia de um pais (ex: italia), ou uns estaleiros que conseguem perder dinheiro com todos os barcos que produzem[

] (ex: Polonia).
No entanto no caso dos bancos ha o problema de confianca.
O sistema bancario funciona com base na confianca. O depositante deposita x, o banco empresta varias vezes esse X, criando moeda. Se num determinado momento todas as pessoas pedirem os seus depositos de volta, o banco nao consegue dar o dinheiro.
Tendo isso em conta, os efeitos de uma corrida aos bancos seriam
devastadores, pois ninguem tem capacidade para devolver todos os depositos, nem sequer o estado. A intervencao estatal pode ser entendida como um bluff controlado, numa situacao em que nao se confia nos bancos, o estado entra em accao assegurando os depositos mas, na realidade, se toda a gente os pedir o estado nao tem maneira de pagar a nao ser imprimindo moeda, criando superinflaccao e um desastre inimaginavel a nivel economico.
Assim se explica a intervencao estatal, devido ao modelo de negocio do sistema bancario. O estado ve-se forcado a tomar posicoes em bancos, ou a emprestar dinheiro, para evitar um colapso muito maior.
Nao se pense que esta intervencao estatal é de graca (so se for em portugal, com os compadrios existentes[

] , mas estou a falar da situacao geral). Os estados assumindo o papel de investidores, estao a por spreads pesados nos emprestimos, e a entrar com o capital em situacoes muito vantajosas, das quais vao tirar grandes mais valias no longo prazo. A actuacao do governo ingles tem sido um modelo para os outros, e é muito interessante ver as contrapartidas exigidas.
Para mim, a grande questao é saber como mudar as regulacoes do sistema bancario. A questao nao esta na limitacao do numero absoluto dos lucros (pois caso isso existisse nenhum investidor entra com capital num banco), mas sim na regulacao, que tem procurar medidas de conservacao de capital anti ciclicas, onde os bancos reforcam as proteccoes em alturas boas, e tem uma redea mais larga nas alturas mas. Mas isto ja é assunto para outro topico.
Espero ter sido util.