UE - 50 anos

Zizo

Consultor
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A União Europeia faz amanhã, 25/3, 50 anos de existência.

Que balanço fazem destes 50 anos?

Qual será o futuro da Europa?

Pontos positivos/negativos da União?
 
Para nós foi bom...Agora para a França, Alemanha, RU....
No outro dia vi umas entrevistas a uns adolescentes (prai 16 anos) de varios paises, e os dos paises acima referidos, diziam que não sabiam o pra quê de existir a UE, pois só davam dinheiro aos outros paises (tipo nós).

Eu por mim estou muito agradecido à UE....Nem quero imaginar o que seriamos sem ela
 
Projecto indispensável quer de um ponto de vista da segurança/social quer de um ponto de vista económico.

Balanço para Portugal? Basta dizer que nos tirou de uma existência miserável. Não é preciso dizer mais nada. Sustenta-nos.

Balanço para a própria Europa? Bom. Nos últimos anos a UE perdeu-se querendo chegar a todo o lado (e não me estou a referir geograficamente, muito antes pelo contrário). Políticas para tudo e mais alguma coisa, múltiplos objectivos, dispara para uma data de alvos, acerta em pouco mais que nenhum.

Qual o futuro da Europa? Ou assume um corte radical com a burocracia de Bruxelas (e isto quer dizer um corte profundo com o método organizacional franco-alemão) e concentra a sua acção em determinados pontos-chave (para ser ouvida e para ser consequente) ou o futuro será pouco brilhante.

Um dos maiores perigos do meu ponto de vista é o desprezo que se tem dado à identidade das nações que a compõe, uma espécie de "limpeza histórica", tentando criar pontos comuns que não existem, como se por milagre a coesão identitária entre os países da UE igualasse a de um qualquer Estado Norte-Americano com outro.

Não há Europa Social sem Europa económica. E tem-se descurado este último aspecto.

As diferenças em termos concorrenciais são ainda gritantes um pouco por toda a Europa. O proteccionismo dentro da própria UE continua a ser enorme. Directivas tipo Bolkestein são cortadas por mentalidades imobilistas.

Questão de eterna divisão: Política de Segurança. Se por um lado a Europa não está disposta a gastar uma parte substancial do seu budget em armamento, por outro sente-se envergonhada por estar sob o escudo proporcionado pelos EUA. Incoerente.
 
18 de Abril de 1951

18 de Abril de 1951

Se não te importas prefiro celebrar esta data.
Comunidade Europeia do Carvão e do Aço.
E acho que deviamos voltar a esta forma mais ECONÓMICA de integrar mercados que não são ainda Comuns.

Qd a Economia estivesse integrada então sim poderiamos avançar para Integrações Políticas.

Antes é este espectáculo degradante e incoerente.
 
Acho que a União Europeia apesar de importante no seu projecto e ideia inicial, tem ainda um longo caminho a percorrer.

As assimetrias e por vezes a falta de vontade politica de convergir num só sentido, são por demais evidentes.

Para Portugal foi positivo, teria sido mais se os políticos tivessem aproveitado de forma coerente e eficaz os meios colocados à nossa disposição, uma das maiores lacunas é transcrição rápida do direito comunitário e das directivas comunitárias para as Leis Portuguesas, mas parece que isso em muito não interessa.

Positivo é livre circulação de mercadorias e pessoas, e a mais excelente das ocorrências foi a unificação sob uma única moeda, embora em Portugal isso se tenha reflectido em aumentos, mas Portugal já se sabe é um pais de especuladores e não de empreendedores.

Errado, acho que é o alargamento demasiado vasto da UE.
 
Errado, acho que é o alargamento demasiado vasto da UE.



Pois, é essa também a opinião dos países do bloco central sobre a entrada de Portugal, Espanha, Grécia e até Irlanda...


Esse é ainda o grande mal dos europeus, olham demasiado para o seu umbigo...


Eu acredito numa UE á imagem de uma região unificada, com políticas internas próprias mas com uma política comum dominadora, uma moeda única forte, com um sentido de fronteira meramente geográfica e um mercado interno forte e dominador, preocupada com políticas ambientais, satisfação e desenvolvimento social e inovação tecnológica. Só assim faremos frente às potências emergentes e à hegemonia americana e japonesa.


Faz falta à UE uma maior política social e de incentivo ao nascimento. O envelhecimento da população é já um problema real, e vejo muito pouco a ser feito para o combater...
 
Pois, é essa também a opinião dos países do bloco central sobre a entrada de Portugal, Espanha, Grécia e até Irlanda...


Esse é ainda o grande mal dos europeus, olham demasiado para o seu umbigo...

A razão da minha observação é que por exemplo a Turquia não a considero geográficamente inserida na Europa, lógicamente ainda não entrou mas não faltará muito.
 
75% da população
Israelitas gostariam de fazer parte da UE

Três em cada quatro israelitas gostariam que o seu país pertencesse à União Europeia (UE) e um em cada dez deixaria Israel se tivesse passaporte europeu, segunda uma sondagem da Fundação alemã Konrad Adenauer, em Jerusalém, divulgada esta quinta-feira.

Metade dos israelitas viajou em 2006 para um país na UE, sendo os mais visitados, por esta ordem, França, Reino Unido, Espanha e Alemanha, segundo a sondagem. Os países da Europa preferidos pelos israelitas são o Reino Unido e a Alemanha, com uma aceitação de 80% e de 67%, respectivamente.

A França, apesar de ser o país mais visitado, é o menos apreciado pelos israelitas, com 61% dos inquiridos a afirmar que não gostam desse país.

A sondagem, realizada por ocasião da presidência alemã da UE, foi efectuada por uma empresa de estudos de opinião que entrevistou 511 israelitas, tanto judeus como da minoria árabe, tendo uma margem de erro de 4,5 por cento.

Fonte




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75% da população
Israelitas gostariam de fazer parte da UE

Três em cada quatro israelitas gostariam que o seu país pertencesse à União Europeia (UE) e um em cada dez deixaria Israel se tivesse passaporte europeu, segunda uma sondagem da Fundação alemã Konrad Adenauer, em Jerusalém, divulgada esta quinta-feira.


FDX!!! LIVRA!!!
deixai-os estar...
ainda vêm aqui pôr bombas e fumentar o terrorismo
 
Antes demais Parabéns à Europa apr:).

Parabéns porque conseguiu o que pretendia: um clima de paz na Europa

após duas Guerras Europeias que se Mundializaram e que tiveram consequências devastadoras.


Conseguiu fazer convergir, sob o desígnio económico (CECA),

o que à partida se pensava impossível, duas grandes potências europeias

sem as quais não seria possível construir o projecto europeu: a França e

a Alemanha.


Apesar dos vários defeitos apontados (a Europa de geometria variável

ou a duas velocidades como preferirem, as disputas entre os métodos

Comunitário - Comunidades Europeias com as suas várias políticas

comuns como a PAC, entre outras - e Intergovernamental -

União Europeia - assim como, para alguns, os sucessivos alargamentos),

o projecto europeu tem, quanto a mim, evoluído de uma forma muito

positiva.


A união económica e monetária (e as 4 liberdades - comércio, serviços,

pessoas e capitais) tem funcionado e é por si só um caso único de

sucesso (e de estudo) no mundo. Estou convencido de que

apenas deste modo, os vários países europeus têm força para

enfrentar os grandes gigantes mundiais (EUA, China, Indía).


Não é de todo um projecto perfeito, os interesses nacionais e a delegação

de competências assim o impedem. Não esqueçamos que o Projecto

Europeu resulta da convergência de vontades de Estados Soberanos,

apenas estes, os Estados Soberanos, têm a capacidade para delegar

competências aos vários organismos europeus, nomeadamente na

Comissão e no Parlamento Europeu. A Integração Europeia resulta,

desse modo, da linha média entre o desejável e o possível.


O actual impasse resultante do "Não" francês e holandês, exige

um grande esforço e um novo fulgor político à semelhança do que já

sucedeu noutras alturas, para resolver os problemas.

Penso, contudo, de que será ultrapassável e Portugal poderá ter um

papel muito importante a desempenhar para a resolução destes entraves

na sua próxima presidência.



Cpts e Viagens Seguras[;)].
 
Última edição:
A razão da minha observação é que por exemplo a Turquia não a considero geográficamente inserida na Europa, lógicamente ainda não entrou mas não faltará muito.

Essa é uma discussão que dá pano para mangas.

Quais as fronteiras da Europa? Há quem defenda que a Rússia faz

parte, outros defendem a Eurásia, até parte do Médio Oriente...


Considero que a entrada da Turquia na UE, tendo em conta o

contexto geopolítico no qual está inserida, é demasiado

importante para ser ignorada.


Cpts e Viagens Seguras[;)].
 
Considero que a entrada da Turquia na UE, tendo em conta o

contexto geopolítico no qual está inserida, é demasiado

importante para ser ignorada.


Cpts e Viagens Seguras[;)].

Por isso é que a decisão tem vindo a ser adiada e adiada e adiada.....

Para mim enquanto a Turquia não reconhecer o Chipre (membro de pleno direito da UE) não vai entrar. Nem tem lógica entrar sem reconhecer outro membro do clube para onde quer entrar.
 
Por isso é que a decisão tem vindo a ser adiada e adiada e adiada.....

Para mim enquanto a Turquia não reconhecer o Chipre (membro de pleno direito da UE) não vai entrar. Nem tem lógica entrar sem reconhecer outro membro do clube para onde quer entrar.


Exacto. A questão do Chipre é, quanto a mim, "o" entrave

para a adesão da Turquia. Pois apesar das restantes questões

como os Critérios de Copenhaga e os Direitos Humanos terem vindo

a registar evoluções positivas, neste ponto, a questão Cipriota,

os avanços têm sido muito poucos ou nenhuns. Isto porque, quanto

a mim, os Turcos pretendem testar o elástico, ou seja, perceber até que

ponto podem esticá-lo sem partir, cientes da sua posição,

geopolítica e geoestratégica, privilegiada naquela zona do mundo.



Cpts e Viagens Seguras[;)].
 
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