Tunisia - Confrontos

Celsius

Well-known member
Uma vez que pode ter interessante para quem planeie com mta antecedência as férias e pq não tenho visto grandes noticias sobre a matéria, vai a referência sobre os confrontos na Tunisia. Além do mais fica pertissimo de Itália

IOL Diário - Tunísia: 35 mortos nos confrontos

Estive lá este verão e reparei que havia uma enorme preponderância do poder vigente.

Apesar de haver governo "eleito" tudo me parecia mais para governo totalitário.

Em todo o sitio havia a foto do presidente, até na recepção do hotel.

A nivel de construções, o q era do turismo e dos organismos públicos estava impecavelmente pintado e acabado. Td o resto nem por isso.

Claro q a capital, como tinha mto comércio e serviços é um pco melhor.

Resta mencionar q corri a Tunisia inteira e a capital e as estâncias nada têm a ver com o interior e algum litoral.

Fica o aviso.
 
O meu irmão chegou de la ontem mas foi em negócios e teve em Tunes.

Falou mesmo disse que dizes, hoteis e tudo que seja para turimos de luxo e tudo o resto uma porcaria com metro e meio de lixo nas ruas.

Alem de que tudo pede para ser subornado.

Em Fevereiro vai novamente e em Março vou eu, mas isto tudo em negócios, nada de boa vida :P
 
Continuam os confrontos apesar do recolher obrigatório.

abola.pt

A continuar assim a principal fonte de receita (o turismo) fica ameaçado.

Ainda por cima Tunes não é assim tão longe de Hammamet, q é pelo menos um dos principais locais turisticos.
 
Uma vez que pode ter interessante para quem planeie com mta antecedência as férias e pq não tenho visto grandes noticias sobre a matéria, vai a referência sobre os confrontos na Tunisia. Além do mais fica pertissimo de Itália

IOL Diário - Tunísia: 35 mortos nos confrontos

Estive lá este verão e reparei que havia uma enorme preponderância do poder vigente.

Apesar de haver governo "eleito" tudo me parecia mais para governo totalitário.

Em todo o sitio havia a foto do presidente, até na recepção do hotel.

A nivel de construções, o q era do turismo e dos organismos públicos estava impecavelmente pintado e acabado. Td o resto nem por isso.

Claro q a capital, como tinha mto comércio e serviços é um pco melhor.

Resta mencionar q corri a Tunisia inteira e a capital e as estâncias nada têm a ver com o interior e algum litoral.

Fica o aviso.

A Tunísia vive sob um regime totalitário. Há fotos do presidente por todo o lado. Mas vive sob o escudo do ocidente pelas boas relações mantidas com países importantes (Alemanha e EUA). Um pouco à semelhança de Salazar com a Inglaterra e os EUA.
 
O Presidente demitiu-se e saiu do país. O país é agora governado interinamente pelo 1º Ministro.

As fronteiras e o espaço aéreo foi fechado, visto terem declarado o estado de emergência. Pelo que li, os turistas estão a ser repatriados
 
O Presidente demitiu-se e saiu do país. O país é agora governado interinamente pelo 1º Ministro.

As fronteiras e o espaço aéreo foi fechado, visto terem declarado o estado de emergência. Pelo que li, os turistas estão a ser repatriados

Ouvi na rádio sobre turistas ingleses a fugir a sete pés. Houve um que relatou uma cena de tiroteio....está bonito aquilo
 
Ouvi na rádio sobre turistas ingleses a fugir a sete pés. Houve um que relatou uma cena de tiroteio....está bonito aquilo

Eu não entendo bem o que passa nas rádios aqui, mas imprensa escrita na Argélia só fala da situação da Tunísia...

Lá se vai a "escapadinha" de Fevereiro[:D]
 
parece que foi o fim do regime autoritário.

agora vamos ver o que se segue

Posso estar redondamente enganado, mas o futuro da Tunísia não me parece assim muito risonho... Se forem como os vizinhos do lado, não hão-de ser um povo que saiba viver sem alguma repressão:sh)
 
De facto o futuro é incerto.

O anterior presidente ainda conseguiu reprimir os impetos anti-ocidentais de forma a prmitir que a maior fonte de receitas - o turismo - florescesse.

Qdo lá fui percebe-se perfeitamente que a maioria dos Tunisinos detesta os ocidentais. Onde notei mais isso até foi em Kairouan que é a capital espiritual deles.

Só os tolera pq sem eles, teriam mto pior vida...

Seria uma pena se as estâncias de Hammamet e outras se perdessem.

Tb não é nada bom q nas estâncias já tenha havido problemas, nomeadamente Hammamet e Monastir.

Mas tem sido interessante ver a evolução do povo.

Ontem estavam em extase pela fuga do presidente, hoje estão a perceber q começam a faltar bens essenciais...

Acresce q o presidente fugiu mas continua o mesmo "regime" no comando.

Vai ser uma situação para acompanhar.

A CNN tem feito mto boas reportagens.
 
Posso estar redondamente enganado, mas o futuro da Tunísia não me parece assim muito risonho... Se forem como os vizinhos do lado, não hão-de ser um povo que saiba viver sem alguma repressão:sh)


disso não tenho duvidas.

resta saber se vai mesmo avante a criação de um estado muçulmano de linha dura
 
disso não tenho duvidas.

resta saber se vai mesmo avante a criação de um estado muçulmano de linha dura

Não me parece que o povo queira "andar para trás"[;)], essencialmente por 2 razões: o país vive do turismo, e a linha dura do Islão não se dá muito bem com moças de bikini, e por que a população é muito jovem, e sabem bem o que há "para lá" do Islão[;)].

Esta queda de um ditador é uma coisa mais ou menos inédita no mundo árabe, e pode-se tornar numa bola de neve, principalmente nos países vizinhos, principalmente a Argélia e a Líbia.

Para quem der uns toques no Francês, o Le Monde tem um artigo bastante interessante.
 
Desta feita chegaram os confrontos ao Egipto...

As consequências destes problemas que ameaçam propagarem-se a todo o mundo Árabe são imprevisiveis!
 
Entretanto, na Arábia Saudita, o Rei Abdallah trata de aumentar salários e mais uma série de medidas para melhorar as condições de vida da população antes que alguém se lembre de vir fazer barulho também:

Rei Abdallah regressa à Arábia Saudita e anuncia medidas sociais

11h35m

O rei Abdallah, da Arábia Saudita, que regressa a Riade, esta quarta-feira, depois de uma ausência de três meses, anunciou uma série de medidas sociais destinadas nomeadamente a funcionários públicos e estudantes, e a melhoria das condições de concessão de crédito.
No âmbito de uma série de decisões divulgadas pela agência oficial SPA, o rei ordenou um aumento de 15% nos salários de cerca de um milhão de funcionários públicos sauditas e a atribuição de subsídio de desemprego a jovens durante um ano.
O rei também anunciou que o capital do fundo de ajuda à habitação terá um aumento de 40 mil milhões de rials (7500 milhões de euros) para melhorar os pedidos de empréstimos para a compra de imobiliário.
Abdallah também indultou um grande número de prisioneiros sauditas, que estavam detidos por delitos financeiros, e proclamou uma série de medidas para lutar contra o desemprego e ajudar os estudantes no estrangeiro.
O rei Abdallah é esperado tarde em Riade depois de uma ausência de três meses, na sequência de tratamentos médicos, durante a qual o mundo árabe viveu uma série de levantamentos populares.
No vizinho reino Bahrein, a primeira nação do Golfo onde foram registados protestos, a contestação popular, desencadeada inicialmente por estudantes, parece associada à pobreza e à ausência de liberdade política.
A Arábia Saudita, com cerca de 29 milhões de habitantes, é o maior produtor de petróleo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).


Rei Abdallah regressa à Arábia Saudita e anuncia medidas sociais - JN
 
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